Financiamento coletivo

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O financiamento coletivo[1] (crowdfunding) consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa. O termo é muitas vezes usado para descrever especificamente ações na Internet com o objetivo de arrecadar dinheiro para artistas, jornalismo cidadão[2] , pequenos negócios e start-ups, campanhas políticas, iniciativas de software livre, filantropia e ajuda a regiões atingidas por desastres, entre outros.

É usual que seja estipulada uma meta de arrecadação que deve ser atingida para que o projeto seja viabilizado. Caso os recursos arrecadados sejam inferiores à meta, o projeto não é financiado e o montante arrecadado volta para os doadores.[3]

História[editar | editar código-fonte]

O termo inglês crowdfunding parece ter sido criado pelo empresário americano Michael Sullivan, entusiasta de projetos desse tipo, em 2006, mas o uso de financiamento coletivo tem um antigo precedente para arrecadação de fundos para filantropia. Iniciativas como o concerto Live Aid e iniciativas de doação como o Teleton e o Criança Esperança são exemplos de uso relativamente recente. Outros exemplos são a arrecadação de dinheiro para regiões atingidas por enchentes no Brasil em Santa Catarina (2008), Nordeste (2010) e Rio de Janeiro (2011).

O financiamento coletivo recebeu atenção renovada para outros fins com o advento da Internet quando transações financeiras de longa distância e sistemas de micropagamento se tornaram viáveis e de baixo custo, e a agregação de um número grande de pessoas físicas ao redor do mundo interessadas em um certo assunto se tornou factível. Um dos usos pioneiros de financiamento coletivo foi para financiamento de artistas, como a campanha realizada pela banda britânica Marillion para produzir álbuns e financiar turnês [4] a partir de 1997. A indústria de filmes também iniciou projetos similares, como a produção do filme The Age of Stupid pelos produtores franceses Guillaume Colboc e Benjamin Pommeraud[5] . No Brasil, o cineasta Walter Carvalho pretende utilizar esta forma de financiamento para produção do documentário Raul - O Início, o Fim e o Meio.[6] Outro longa-metragem brasileiro, bastante conhecido, que usaram o método de financiamento foi Colegas, que pediu a ajuda do público para arrecadar R$ 100 mil e acabou recebendo menos de R$ 10 mil. Segundo o diretor, Marcelo Galvão o financiamento coletivo acaba sendo uma prática usada mais para pequenos projetos.[7]

Recompensas[editar | editar código-fonte]

Um aspecto comum a iniciativas de crowdfunding é a concessão de recompensas aos financiadores, em escala proporcional à grandeza do incentivo concedido. As recompensas estão de certa forma associadas ao objetivo final, mas isso não é necessariamente uma obrigação: a captação de recursos para a realização de um filme, por exemplo, pode prever recompensas como fotos das locações nas quais a obra será rodada.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Site de financiamento coletivo permite dividir projetos com amigos. Página visitada em 5 de junho de 2013.
  2. Crowdfunding journalism (em inglês). idio (2009-05-19). Página visitada em 2009-05-15.
  3. STEFANEL, Xandra (20 de dezembro de 2013). Financiamento coletivo viabiliza ideias com cumplicidade. Adital. Página visitada em 30 de março de 2014.
  4. Anoraknophobia Pre-Order Press Release (em inglês).
  5. Age of Stupid loan agreement.
  6. Práticas de 'crowd funding', uma forma de financiamento coletivo organizada na internet, ampliam os mecanismos de investimento cultural.
  7. Lucas Salgado (3 de agosto de 2013). Financiamento de filmes por fãs vira moda no cinema. AdoroCinema. AlloCiné. Página visitada em 3 de agosto de 2013.
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