Pat Robertson

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Pat Robertson Paparazzo Photography.jpg

Marion Gordon "Pat" Robertson (22 de março de 1930), pastor pentecostal, advogado e ex-candidato à presidência da República dos Estados Unidos. Apresenta o programa Clube 700, fundou a rede de televisão TBN, Christian Broadcasting Network e a Christian Coalization, organização destinada a influenciar a política norte-americana. Foi acusado de colaborar com o ditador Charles Taylor, da Libéria, em troca dos direitos de exploração de uma mina de diamantes, utilizando-se desonestamente de meios destinados à caridade (Operação Blessing). Pat Robertson também é conhecido por afirmações polêmicas sobre vários temas, como, por exemplo, ter dito que Hugo Chávez deve ser assassinado.

Robertson foi laureado com o Prêmio IgNobel de matemática em 2011 por sua contribuição no campo das previsões erradas sobre o Apocalipse. De acordo com a organização do IgNobel, o profeta "ensinou ao mundo a ter cuidado ao elaborar hipóteses e fazer cálculos" 1 .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pat Robertson nasceu em Lexington, no Estado da Virgínia. Seu pai era Absalom Robertson, um membro conservador do Partido Democrata e senador do Estado da Virgínia. Procede de uma família de políticos, tendo laços familiares com Winston Churchill, William Henry Harrison e Benjamin Harrison. Ele se casou com Adelia "Dede" Elmer em 1954, com quem teve quatro filhos.

Ele recebeu o nome de "Pat" devido ao modo de como ele dizia "pat, pat, pat…" quando era bebê. Adotou esse nome na vida pública, porque seu primeiro nome, Marion, era feminino demais.

Educação[editar | editar código-fonte]

Completou seus estudos num colégio militar. Graduou-se com honras pela Universidade Washington e Lee. Lutou na Guerra da Coréia, onde chegou a ser oficial. Embora existam versões de que ele não participou dos combates, passando a maior parte do tempo no Japão, sendo o "oficial do licor", suprindo o quartel de licor.

Após voltar aos Estados Unidos, se formou em Direito pela Universidade de Yale, em 1955. Após sua conversão, se graduou pelo Seminário Teológico de Nova York.

Carreira religiosa[editar | editar código-fonte]

Após se formar como advogado, passou por uma crise. Por influência de sua mãe, Gladys Willis Robertson, foi se abrindo ao Cristianismo. Em 1956, durante um jantar com o missionário holandês Cornelius Vanderbreggen, ele professou o Cristianismo como sua religião.

Uniu-se à Convenção Batista do Sul, apesar de sua teologia pentecostal, denominação pela qual foi ordenado pastor. Em 1960 estabeleceu a primeira rede de televisão cristã, a CBN, em Virginia Beach. Hoje, está presente em mais de 70 países. Ele também fundou uma subsidiária, que foi comprada pela Disney e renomeada como ABC Family.

Em 1977, ele fundou a Universidade CBN, que posteriormente foi renomeada para Universidade Regent, uma instituição conservadora.

Eleições de 1988[editar | editar código-fonte]

Em 1986, Robertson manifestou desejo de se candidatar pelo Partido Republicano. Em 1987 começou a juntar fundos para a campanha. Para se candidatar teve que renunciar a seu posto de ministro e presidente da CBN.

Suas propostas eram conservativas. Ele queria o banimento da pornografia e reforma do sistema educacional. No final se saiu bem em algumas pesquisas mas foi derrotado. Após esse episódio voltou a comandar a CBN.

Suas propostas para a política fizeram com que ele se associasse com a Christian Coalization (Coalizão Cristã), organização da qual ele se tornou presidente.

O Clube 700[editar | editar código-fonte]

O programa 700 Club (O Clube 700, no Brasil é veiculado pela Rede 21) recebeu esse nome porque Robertson conseguiu reunir 700 empresários para financiar o programa. Desde então passou a ser um programa religioso. Após as eleições de 1988 passou a ser mais do que um programa religioso. Robertson passou a fazer mais frequentemente comentários políticos. Entre as afirmações feitas estão a de que Jesus voltaria em 1982.

Também condenou o feminismo dizendo que é "matar os seus filhos, praticar feitiçaria, destruir o capitalismo e tornarem-se lésbicas". Embora tenha sido muito criticado, ele se referia não ao feminismo clássico e sim ao feminismo radical.

Pat Robertson, junto com Jerry Falwell disse que os ataques de 11 de Setembro foram "juízos da ira divina contra os homossexuais, ateus e liberais".

Recentemente, afirmou que a seqüência de desastres naturais são um sinal da volta de Jesus, para iniciar uma "nova era".

Pat Robertson também é defensor do criacionismo, chegando a condenar a cidade de Dover por não ter aceitado o criacionismo nas escolas pública.

Ele também disse que a doença de Ariel Sharon foi castigo divino por ter "dividido a terra de Israel". Foi muito criticado pela Liga Anti-Difamação.

Acusações[editar | editar código-fonte]

De acordo com um artigo de 2 de junho de 1999, do jornal Virginian-Pilot, Robertson tinha negócios com o presidente liberiano Charles Taylor. Segundo o artigo, Taylor deu a Robertson os direitos à mina de diamantes da Libéria... De acordo com os dois pilotos da Operação Blessing que relataram este incidente para o estado da Virgínia para a investigação em 1994, Robertson usou os aviões da sua Operação Blessing para transportar equipamentos de mineração de diamantes das suas minas na Libéria, e disse aos seus espectadores do Clube 700 que os aviões estavam enviando suprimentos para as vítimas do genocídio em Ruanda. Em resposta a supostos crimes contra a humanidade o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei em Novembro de 2003, que ofereceu dois milhões de dólares pela captura de Taylor. Robertson acusou o presidente Bush de "minar um cristão,um presidente Batista para trazer rebeldes muçulmanos para assumir o país". Nessa época, Taylor abrigava agentes da Al Qaeda que estavam financiando suas operações através do comércio de diamantes ilegais.

Hugo Chávez[editar | editar código-fonte]

"Temos a Doutrina Monroe, temos outras doutrinas que já anunciamos. E sem dúvida, esse é um inimigo perigoso ao sul dos EUA, controlando uma imensa reserva de petróleo, que poderia nos causar danos muito sérios. Temos a capacidade de removê-lo, e penso que chegou a hora de exercermos essa capacidade".
"Não precisamos de outra guerra de US$ 200 bilhões para nos livrarmos de um ditador de mão forte. É muito mais fácil que alguns agentes disfarçados cuidem desse trabalho e se livrem disso", afirmou Robertson.
"Não sei sobre essa doutrina de assassinato (em referência às acusações de Chávez que Washington planejou o assassinato do venezuelano), mas se ele pensa que estamos querendo assassiná-lo, acho que deveríamos ir em frente e fazê-lo. É muito mais barato que lançar uma guerra."

Com essas palavras, no programa de 22 de agosto de 2005, Pat Robertson defende que Hugo Chávez seja assassinado. As repercussões foram inúmeras. Chávez reagiu dizendo que tinha a razão de ir contra os Estados Unidos, recebendo o apoio de Fidel Castro. Evangélicos condenam o que ele disse. O dr. Donald Price se diz envergonhado das afirmações. Ricardo Gondim diz que Robertson fala por si próprio e não representa todos os evangélicos. Muitos falam que Robertson está servindo ao imperialismo norte-americano.

Após o incidente, Robertson pediu desculpas a Chávez. Chávez aceitou as desculpas, mas alertou para processos. Robertson disse que foi mal-interpretado.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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