Richard Williamson
Dom Richard Williamson (Londres, 8 de Março de 1940). É um bispo católico tradicionalista que havia sido excomungado pelo Papa João Paulo II por ter sido sagrado de forma válida, porém ilícita (sem consentimento e mandato pontifício) incorrendo em excomunhão automática, a qual foi revogada a 24 de janeiro de 2009, pelo Papa Bento XVI, que desejava recompor a ruptura ocorrida a 1 de julho de 1988, com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
Diplomado na Universidade de Cambridge. Convertido do anglicanismo, entra no Seminário Internacional da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, em Ecône. Em 1976 é ordenado sacerdote e é sucessivamente professor no seminário, e subdiretor do seminário da FSSPX nos Estados Unidos. Em 30 de junho de 1988 é consagrado bispo por Monsenhor Marcel Lefebvre. É nomeado diretor do seminário da FSSPX nos Estados Unidos. Em 2003 é nomeado diretor do seminário na Argentina (La Reja).
Dom Williamson é conhecido por suas opiniões polêmicas, nega os números inflados de judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial. Ele exprimiu essas opiniões em várias ocasiões. Defende publicamente a veracidade dos "Protocolos dos Sábios de Sião", e que os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos foram perpetrados pelo próprio governo americano, crê numa conspiração mundial judaico-maçônica.
Ele fala fluentemente inglês, francês, alemão ,latim e castelhano, e conhece o italiano.
[editar] Controvérsia
Por expressar seus pontos de vista em relação ao Holocausto numa entrevista a uma rede de TV sueca em novembro de 2008, que foi exibida em 21 de janeiro de 2009, o bispo deu início a uma série de protestos e risco de processo na Alemanha, onde o revisionismo do Holocausto é ilegal e punível com prisão de até 5 anos. em 4 de fevereiro de 2009, promotores alemães anunciaram a abertura de uma investigação criminal contra o bispo.
| Não acredito que as câmaras de gás tenham existido... acho que duzentos ou trezentos mil judeus |
— Bispo Williamson na TV sueca
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O bispo Bernard Fellay, superior da FSSPX, inicialmente disse que Williamson era responsável por seus próprios comentários e que o incidente não envolvia a FSSPX como um todo. O Distrito Superior da FSSPX na Suécia e na Alemanha se distanciaram por acusações de anti-semitismo e racismo. O bispo Fellay então proibiu Williamson de falar em público sobre assuntos históricos e políticos, e pediu ao Papa Bento XVI perdão pelos danos causados pelas declarações de Williamson. O bispo Williamson enviou uma carta ao papa expressando arrependimento pelos problemas por ele causados, reconheceu que se baseava em fontes desatualizadas e retirou-se da cena pública para estudar melhor o assunto, mas ainda não se tem notícia de que tenha voltado atrás em suas opiniões.