Bernard Fellay

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Bernard Fellay
Bispo da Igreja Católica
Bispo superior da FSSPX
Dom Bernard Fellay com Papa Bento XVI

Título

Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X
Hierarquia
Papa Francisco
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 29 de junho de 1982
Ordenação episcopal 30 de junho de 1988 pelo Arcebispo Marcel Lefebvre
Lema episcopal SPES NOSTRA
Esperança nossa
Brasão episcopal
Coat of Arms of Bishop Bernard Fellay.svg
Dados pessoais
Nascimento Sierre, Suíça
Nacionalidade Flag of Switzerland.svg Suiço
Bispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Bernard Fellay (Sierre, 12 de Abril de 1958) é um bispo católico suíço, superior geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Foi ordenado válida mas ilicitamente (sem mandato pontifício[1] ), porém alegando estado de necessidade[2] incorrendo em penas canônicas inválidas. Foi ordenado bispo por Monsenhor Marcel Lefebvre em 30 de junho de 1988, juntamente com mais três bispos, incorrendo todos na excomunhão automática. O levantamento de excomunhão ocorreu aos 21 de janeiro de 2009, em resposta de Sua Santidade Bento XVI a um seu pedido.

Juventude e Ministério[editar | editar código-fonte]

Nascido em Sierre, Suíça no ano de 1958, com dezanove anos, em outubro de 1977, deu início aos seus estudos no Seminário Internacional da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, em Écône. Recebe as Ordens Sacras em 29 de junho de 1982 pelas mãos de Marcel Lefebvre. Após a ordenação, é nomeado Ecônomo Geral da Fraternidade e reside em Rickenbach, a Casa Mãe. Manteve-se neste posto pelos 10 anos seguintes.

Bernard Fellay é fluente em francês (sua língua natal), inglês, alemão e fala italiano e espanhol.

Episcopado e Excomunhão[editar | editar código-fonte]

Aos 30 de junho de 1988, Dom Lefebvre decide-se por ordenar o então Pe. Fellay e seus companheiros, o franco-provençal Bernard Tissier de Mallerais, o inglês Richard Williamson e o cântabro Alfonso de Galarreta, bispos a fim de garantir a manutenção das ordenações conforme o ritual pré-conciliar e impelido pela iminência da morte—como veio a se confirmar aos 25 de março de 1991. Foram sagrantes o próprio Lefebvre e o bispo fluminense, D. Antônio de Castro Mayer, invocando o estado de necessidade [3] , alegando penas canônicas inválidas. De acordo com Roma, ambos excomungados latae sententiae juntamente aos quatro ordinandos. A excomunhão foi oficializada dois dias depois com o Motu proprio Ecclesia Dei de João Paulo II.

Superior Geral[editar | editar código-fonte]

Em julho de 1994, o Capítulo Geral da FSSPX reunido em Ecône elegeu Fellay Superior Geral em substituição ao Pe. Franz Schmidberger. Aos 12 de julho de 2006, foi reeleito por mais doze anos de mandato, os quais expiram em 2018.

Em 29 de agosto de 2005, Fellay foi recebido em audiência pelo Santo Padre Bento XVI em Castel Gandolfo.[4] A audiência teve a participação do Cardeal Castrillón Hoyos e Pe. Schmidberger. Foi discutido o presente estado da Igreja e da SSPX, a compreensão da Fraternidade concernente ao tema do modernismo na Igreja, a permissão da celebração conforme o missal de 1962 e o possível reconhecimento da Fraternidade por parte da Santa Sé.

Levantamento da Excomunhão[editar | editar código-fonte]

Por decreto emitido aos 21 de janeiro de 2009 (protocolo nº 126/2009), o Santo Padre Bento XVI revogou as excomunhões através da Congregação para os Bispos.

A situação canônica dos quatro bispos é a mesma que a do restante do clero da Fraternidade: suspensos a divinis, não podendo celebrar e administrar sacramentos nem exercer ministério legítimo na Igreja.[5]

Contactos com a Santa Sé[editar | editar código-fonte]

Fellay tem mantido, desde 2009, contactos com a Santa Sé com vista a uma eventual reconciliação plena entre a FSSPX e o Vaticano, mas não mudando a posição da Fraternidade. Os primeiros contactos tiveram lugar durante o pontificado de Bento XVI, tendo-se revelado inconclusivos. Fellay tem mantido os contactos com a Santa Sé durante o pontificado do Papa Francisco, encontrando-se com o cardeal Gerhard Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 23 de Setembro de 2014.[6]

Notas