Amit Goswami

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Amit Goswami
Física
Nascimento 4 de novembro de 1936 (77 anos)
Atividade
Campo(s) Física
Instituições Universidade de Oregon

Amit Goswami (4 de novembro de 1936) é um físico, doutorado em física quântica,[1] nasceu na Índia, filho de um guru hinduísta. Foi pesquisador e professor titular de física teórica da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, por 32 anos a partir de 1968.

Após um período de crise na carreira, mudou seu foco de pesquisa para cosmologia quântica e aplicações da física quântica ao problema da relação mente-corpo. Publicou o polêmico best-seller A Física da Alma. Alia em seu trabalho o conhecimento de tradições espiritualistas com exploração científica, buscando unificar espiritualidade e física quântica. Participou do filme chamado Quem somos nós? (What The Bleep Do We Know? em inglês), que se tornou sucesso de bilheteria nos Estados Unidos, sendo também muito difundido em DVD no Brasil.

É autor de outros livros traduzidos para o português como A Janela Visionária, O Médico Quântico, O Universo Autoconsciente e Evolução Criativa das Espécies.

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

Goswami doutorou-se pela Universidade de Calcutá em 1964, mudando-se em seguida para os Estados Unidos. Aposentado da vida acadêmica desde 2003, dedica-se atualmente a realizar palestras pelo mundo, inclusive no Brasil, na UNIPAZ de diversas capitais. Em 2009, esteve divulgando seu livro "Universo Autoconsciente" em um debate com o físico brasileiro Rocha Filho, no Hotel Serrano, em Gramado-RS, em um evento anual promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, ABRH. Ensina regularmente no Ernest Holmes Institute, no Philosophical Research University em Los Angeles. É membro do Instituto de Ciências Noéticas (IONS) e apareceu no filme Quem Somos Nós, em 2005.

Ideias principais[editar | editar código-fonte]

Foi materialista dos 14 aos 45 anos de idade, mas a impossibilidade de conciliar o problema da consciência com o fato de que tudo (inclusive a consciência, na concepção da ciência materialista) provém do colapso da onda de possibilidades o levou à meditação e à busca da conciliação da ciência com a noção oriental de consciência.

Partindo de princípios da física quântica como o movimento descontínuo, a não-localidade e a causalidade descendente (a necessidade do observador para o colapso da onda de possibilidade em realidade), Goswami amplia teoricamente essa visão e a aplica a vários domínios da realidade.

Assim, esboça uma proposta de estudo da evolução das espécies em saltos, baseando-se nas lacunas dos achados fósseis entre as espécies conhecidas. A explicação para essas lacunas estaria na necessidade de que se acumulassem mutações em quantidade e qualidade suficientes para que uma nova espécie possível colapsasse a partir das possibilidades internas acumuladas.

No estudo da mente, afirma a impossibilidade da consciência como epifenômeno da matéria, porque neste caso ela não poderia ser causativa. A consciência a que se refere Goswami não é, claramente, a individual, que ele considera na linha da tradição filosófica hindu como uma ilusão criada pela história pessoal. A consciência, como a mente, são um todo - por este motivo é que existe apenas uma razão, uma matemática.

Referências

  1. Edvaldo Júnior (30 de agosto de 2013). SP: físico quântico Amit Goswami retorna ao Brasil. Brasil Diário (online). Visto em 16 de outubro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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