Frenologia

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O mapa da Frenologia no século XIX

Frenologia (do Grego: φρήν, phrēn, "mente"; e λόγος, logos, "lógica ou estudo") é uma teoria que reivindica ser capaz de determinar o caráter, características da personalidade, e grau de criminalidade pela forma da cabeça (lendo "caroços ou protuberâncias"). Desenvolvido por médico alemão Franz Joseph Gall por volta de 1800, e muito popular no século XIX, está agora desacreditada e classificada como uma pseudociência. A Frenologia contudo recebeu crédito como uma protociência por contribuir com a ciência médica com as ideias de que o cérebro é o órgão da mente e áreas específicas do cérebro estão relacionadas com determinadas funções do cérebro humano.

Princípios[editar | editar código-fonte]

Seus princípios eram que o cérebro é o órgão da mente, e essa mente tem um jogo de diferentes faculdades mentais e comportamento, cada sentido em particular tem sua representação em uma parte diferente do órgão ou cérebro. Estas áreas seriam proporcionais a cada indivíduo, dadas as propensões e importância da faculdade mental e personalidade, e o osso sobrejacente do crânio refletiria estas diferenças.

A Frenologia, que foca a personalidade e o caráter, é diferente da craniometria, que é o estudo do tamanho do crânio, peso e forma, e Fisionomia, é o estudo das características faciais. No entanto, estes campos de estudo têm tentado reivindicar a suposta capacidade de predizer características ou inteligência. Este assunto também é razão de estudo e controvérsias na antropologia/etnologia e às vezes utilizado "cientificamente" para justificar o racismo. Enquanto no passado alguns princípios da Frenologia foram estabelecidos, atualmente a premissa básica de uma personalidade poder ser determinada em grande parte pelo formato do crânio é considerada como falsa.

História[editar | editar código-fonte]

Uma definição da Frenologia com mapa da Webster's Academic Dictionary, por volta de 1895

A tentativa de localizar os sentidos ou a personalidade dentro da cabeça remonta ao filósofo Aristóteles da Grécia antiga. No entanto, as primeiras tentativas cientificas de medir o formato de um crânio e tentar estabelecer uma suposta relação com o caráter foram feitas pelo médico alemão Franz Joseph Gall (1758-1828), que é considerado o fundador e pai da Frenologia. Franz Joseph Gall foi um dos primeiros a considerar o cérebro como o lar de todas atividades mentais.

Na apresentação a seu principal trabalho A Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso em Geral, e do Cérebro em Particular, Franz Joseph Gall faz a seguinte declaração a respeito dos princípios em que ele baseou sua doutrina:

  • Que a moral e os sentidos intelectuais estejam inatos.
  • Que seu exercício ou manifestação depende da organização.
  • Que o cérebro é o órgão de todas as propensões, sentimentos e sentidos.
  • Que o cérebro é composto de muitos órgãos particulares como há propensões, sentimentos e sentidos que diferem essencialmente um do outro.
  • Que a forma da cabeça ou crânio representa a forma do cérebro, e assim reflete o desenvolvimento relativo dos órgãos do cérebro.

Estas declarações podem ser consideradas como as leis básicas que a Frenologia foi construída. Por observação cuidadosa e medidas experimentais extensas, Gall acreditava que tinha encontrado ligações entre os aspectos do caráter, em que chamou de faculdades, como sendo um órgão específico dentro do cérebro. O colaborador mais importante de Gall era Johann Spurzheim (1776-1832), que com êxito disseminou a frenologia no Reino Unido e os Estados Unidos. Spurzheim foi o responsável pela popularização do termo "Frenologia".

O Jornal da Frenologia no período Vitoriano

No período Vitoriano, a Frenologia frequentemente era vista com seriedade. Muitas personalidades proeminentes tal como o Reverendo Henry Ward Beecher (um colega de faculdade e sócio inicial de Orson Fowler) promoveram a frenologia ativamente como uma maneira fácil de conhecimento, introspecção psicológica e crescimento pessoal. Milhares de pessoas consultavam um frenologista para receberem conselhos em questões como empregados pessoais ou para procurar um marido e casamento. No entanto, a frenologia foi rejeitada pela academia de mestres; a disciplina foi excluída da Associação Britânica para a Promoção da Ciência. A popularidade de frenologia foi declinando durante o século XIX, com alguns considerando como o campo da astrologia, quiromancia ou meramente uma atração decadente, enquanto outros publicaram livros científicos e diários sobre o assunto.

Consequências[editar | editar código-fonte]

A frenologia foi a base para comportamentos sociais visando a Eugenia, a "seleção dos melhores para purificação da raça". A lógica de uma teoria não significa que ela seja real. Um raciocínio gerado sobre premissas falsas é um sofisma. Não havendo prova da premissa de que a forma e as dimensões da cabeça estejam relacionadas a qualquer padrão de comportamento, os críticos da frenologia argumentam que esta é apenas uma argumentação sofismática para comportamentos racistas de certos grupos sociais.

Disciplinas relacionadas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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(em Inglês)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Debby Applegate, The Most Famous Man in America: The Biography of Henry Ward Beecher. Doubleday, 2006.