Osteopatia

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Osteopatia é um sistema autónomo de cuidados de saúde primário, que se baseia no diagnóstico diferencial, bem como no tratamento de várias patologias, e prevenção da saúde, sem o recurso a fármacos ou cirurgia. A Osteopatia enfatiza a sua acção centrada no doente, ao invés do sistema convencional centrado na doença. A profissão de Osteopata é uma profissão de saúde distinta, com uma formação académica superior e treino clínico especificos. A Osteopatia utiliza várias técnicas terapêuticas manuais, entre elas a da manipulação do sistema musculo-esquelético (ossos, músculos e, articulações) para ajudar no tratamento de doenças.[1] [2] Foi criada inicialmente por Andrew Taylor Still. [3]

A Osteopatia foi criada pelo médico americano Andrew Taylor Still por alturas da guerra civil americana nos finais do séc. XIX. Foi através da observação e investigação que fez uma correlação entre as patologias e a sua manifestações físicas.

É considerada uma das disciplinas da medicina complementar[carece de fontes?], ou terapêutica não convencional, uma vez que seus princípios filosóficos são diferentes dos da medicina convencional. Os tratamentos usam uma abordagem holística da saúde, considerando que a capacidade de recuperação do corpo pode ser aumentada pela estimulação das articulações.[1] Na prática, os tratamentos da osteopatia estão enfocados em dores nas costas, pescoço e demais articulações.

De acordo com o General Osteopathic Council (Ordem de Osteopatas do Reino Unido):

Cquote1.svg A Osteopatia é um sistema estabelecido e reconhecido de diagnóstico e tratamento que tem como ênfase principal a integridade estrutural e funcional do corpo. É distinta no facto que reconhece que a maior parte da dor e incapacidade que sentimos advém de disfunções da estrutura corporal, assim como lesões provocadas pela doença. Cquote2.svg

As terapias da Osteopatia nem sempre têm base científica e existe evidência de eficácia apenas no tratamento de lombalgias. [4] [5]

Princípios[editar | editar código-fonte]

Existem 4 grandes princípios:

1- A estrutura (ossos, músculos, órgãos, etc.) está reciprocamente inter-relacionada com a função (funções dos vários sistemas do corpo humano). O sistema neuro-músculo-esquelético é regulador de todos os outros sistemas. Disfunções dos componentes somáticos podem não ser só uma manifestação de doença, mas um factor que contribui para a própria doença.

2- O organismo tem a capacidade de se auto-regular e curar, uma vez eliminados os obstáculos que promovem a doença.

3- O sangue transporta todos os nutrientes necessários ao funcionamento saudável dos tecidos. Uma boa circulação vascular é essencial para o bom funcionamento do organismo.

4- O corpo é uma unidade em movimento. O fluxo nervoso, vascular, linfático, nervoso é crucial para a manutenção da saúde.

Esta terapêutica usa o aparelho músculo-esquelético para “manipular” os vários tecidos (ósseo, conjuntivo, neural, etc.) com o objectivo de criar integridade, liberdade e coordenação de movimento, aumentando o fluxo sanguíneo, a drenagem de toxinas e o reequilíbrio de regulação dos tecidos via o sistema nervoso. O Osteopata possui conhecimentos profundos em várias áreas das ciências médicas, para poder fazer um diagnóstico diferencial e proteger o paciente no caso de patologia conta-indicada.

Da consulta deve-se esperar que o Osteopata faça uma história clínica cuidada e um exame clínico exaustivo.

É uma terapêutica puramente manual, não é invasiva (não há cirurgia), nem prescrição de fármacos. No entanto, conselhos sobre exercícios, nutrição e postura são normalmente abordados com o paciente.

Regulamentação[editar | editar código-fonte]

Nos países com legislação e regulamentação sobre Osteopatia, como é o caso do Reino Unido, Austrália ou EUA entre outros, a Osteopatia é completamente independente e autónoma, obedecendo à sua raiz e interpretação única do indivíduo, sendo a formação académica ministrada em universidades, institutos e escolas superiores, com cursos de licenciatura e mestrado.

Em Portugal, aprovou-se uma Resolução para a Osteopatia, nº 64 de 28 de Julho de 2003, do enquadramento base das Terapêuticas Não Convencionais, por unanimidade, na Assembleia da República e publicada no Diário da República (série- A, nº 193), que deu posteriormente lugar à Lei 45/2003 de 22 de Agosto, que promove a regulamentação geral das Terapêuticas Não Convencionais, nas quais se encontra legalizada a Osteopatia. A Osteopatia, pela Lei 45/2003, possui autonomia no tocante ao diagnóstico e prática clínica. No entanto, há ainda um vazio regulamentar, particularmente no tocante à Osteopatia, uma vez que desde 2003 se espera da parte dos Ministérios da Saúde, da Educação e da Ciência e do Ensino Superior, uma comissão técnica consultiva, com vista à definição dos parâmetros específicos de credenciação, formação, certificação dos profissionais e avaliação das equivalências. Entretanto, em Portugal foi publicada a lei nº 71/2013, que regulamenta a lei nº 45/2003. Aguardam-se portarias para cada especialidade, nomeadamente na osteopatia, e também noutras terapias complementares/não convencionais da saúde[6] . Esta última lei, resumidamente, reforça a anterior em variados aspectos e cria, entre outras, a obrigatoriedade de uma cédula profissional pela Direcção Geral da Saúde.

Formação[editar | editar código-fonte]

Concretamente em Portugal os osteopatas com formação superior em Osteopatia (BSc (Ost), BSc Hon (Ost), ou MSc (Ost), são na sua grande maioria formados por Escolas Superiores, e Universidades do Reino Unido, tendo o seu grau académico (licenciatura ou licenciatura com mestrado) devidamente reconhecido pela Direcção Geral do Ensino Superior do Ministério da Ciência e Ensino Superior, ao abrigo do sistema de reconhecimento de graus académicos NARIC, dentro do espaço da União Europeia. Contudo outros profissionais que praticam Osteopatia em Portugal são formados em Escolas profissionais privadas, em que tanto os critérios de admissão como os programas didáticos, e mesmo o sistema de avaliação, não se enquadram na sua maioria nos parâmetros preconizados pela World Health Organization. Conforme se referiu anteriormente, a Osteopatia em Portugal está legalizada mas não regulamentada, dando espaço a uma grande heterogeneidade de formação académica de base.

Em países como o Brasil, Espanha, ou mais recentemente em Portugal, a Osteopatia começou a aparecer como pós-graduação para profissionais de saúde, como médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, dentistas, psicólogos, etc. Contudo estas formações não têm a ênfase de um curso superior de base (Licenciatura) em Osteopatia que actualmente possui entre 4000h a 4500h de formação de acordo com as Bench Marks for Osteopathy da World Health Organization, nem sequer confere habilitação própria para o exercicio da Osteopatia nos países onde se encontra regulamentada.

Referências

  1. a b What is Osteopathy?. Health News 30 Nov. 2008 [1]
  2. Osteopatia - Manipulação para colocar o corpo no lugar
  3. Osteopatia. pag. 16
  4. Osteopathic Manipulative Treatment (Em inglês). NYU Langone Medical Center (2012-07-23). Página visitada em 2012-09-05.
  5. Osteopathy - NHS Choices (Em inglês). Nhs.uk (11 October 2011). Página visitada em 6 June 2012.
  6. https://dre.pt/pdf1sdip/2013/09/16800/0543905442.pdf