Precognição

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Precognição (latim pre-cognitio) é uma percepção extra-sensorial na qual o indivíduo percebe uma informação sobre um futuro local ou evento antes dele acontecer.

Os paradoxos (e seu tratamento na ficção) são semelhantes aos ocorridos nas viagens no tempo.

Ciência[editar | editar código-fonte]

A capacidade de precognição foi demonstrada por vários psíquicos que se submeteram a testes científicos supostamente rigidos, controlados por laboratórios independentes. Um deles foi Malcolm Bessent (1944-1997).

No primeiro estudo,[1] os alvos das experiências consistindo de estímulos multi-sensoriais eram criados com base numa palavra selecionada aleatoriamente no livro de Hall e Van de Castle HALL,,[1] The Content Analysis of Dreams, que possui um conteúdo de itens específico e freqüências de relatos de 500 sonhos masculinos. O alvo do episódio era gerado e apresentado a Bessent após seu despertar pela manhã. Correspondências entre as transcrições dos sonhos para cada uma das oito noites e dos oito episódios alvo foram avaliadas numa base cega por três árbitros independentes que não tiveram outro contato no estudo. Pelo acaso, se esperaria apenas uma avaliação correta da correspondência de pares pelos árbitros, mas a média das avaliações foi de cinco pares alvo-transcrição corretos, um resultado estatisticamente significante.

O segundo estudo de sonhos precognitivos[1] também envolveu oito sessões de sonhos precognitivos. O procedimento diferia do primeiro nos seguintes aspectos: (a) os alvos eram pré-definidos em episódios áudio-visuais envolvendo slides tematicamente relacionados e efeitos de som (p.ex., slides de pássaros acompanhados do som do cantarolar dos pássaros); (b) um complexo procedimento de aleatorização foi usado para selecionar um ponto de entrada numa tabela de números aleatórios para determinar o episódio alvo; (c) o alvo que serviu como influência precognitiva nos sonhos de Bessent em noites numeradas ímpares também serviu como influência pré-sono nas noites subseqüentes numeradas pares, permitindo a comparação de influências sensoriais pré-sono e precognitivas no conteúdo do sonho de Bessent; e (d) o alvo foi selecionado e apresentado para Bessent aproximadamente 24 horas depois de iniciada a sessão precognitiva. O procedimento de avaliação foi similar ao utilizado no primeiro estudo. A média da avaliação dos árbitros para as noites precognitivas foi novamente superior ao acaso atingindo um resultado significante com cinco acertos. Interessantemente, os resultados das sessões pré-sono estavam dentro do esperado pelo acaso.

Em um terceiro experimento de precognição envolvendo um gerador de números aleatórios binário,[1] Bessent tentou predizer qual das duas lâmpadas coloridas acenderia após ele apertar o botão associado com sua escolha. O RNG automaticamente registrava o número de acertos em cada série de 16 provas em um contador digital. Em 15.360 provas, Bessent obteve um índice de sucesso estatisticamente significante de 51.2%.

Além dos estudos precognitivos, Bessent foi o percipiente de dois estudos envolvendo PES contemporânea ("tempo real"). Estes incluem um estudo de sonhos em tempo real a longa distância[1] e um estudo de leituras "psíquicas".[1] No estudo de 1973 de Krippner et al., Bessent, dormindo no Laboratório de Sonhos do Maimonides, tentou sonhar com slides selecionados aleatoriamente que eram projetados ao público em um concerto de grupo de rock chamado "The Grateful Dead", realizado por um período de seis noites em Port Chester, NY, a aproximadamente 45 milhas do Laboratório Maimonides. Os resultados foram estatisticamente significantes, com quatro de seis sessões obtendo acertos diretos. No estudo de Stanford e Palmer, Bessent tentou fornecer leituras "psíquicas" para 20 pessoas alvo ausentes cujas amostras de cabelo foram usadas como objetos símbolo. Avaliações cegas das leituras pretendidas para cada uma das pessoas alvo foram comparadas com a média das avaliações das leituras pretendidas para três outras pessoas alvo. Embora um interessante achado post hoc relacionado à freqüência alfa do EEG tenha sido encontrado, o índice de sucesso total de Bessent não foi significativo.

Em um sexto estudo,,[1] Malcolm Bessent completou 1.000 testes em um experimento feito com o auxílio de um computador comparando os modos de alvo precognição e tempo real. Um gerador de números aleatórios (RNG) eletrônico baseado em diodo serviu como a fonte do alvo. O modo de alvo era aleatoriamente selecionado no início de cada série de 10 testes e era desconhecido a Bessent até o término de cada série. A tarefa de Bessent era identificar o alvo verdadeiro de uma amostra de 4 imagens de "cartas" ilustradas apresentadas em um exibidor de gráficos de computador.

Baseado na história de pesquisa antecedente de Bessent, duas hipóteses foram testadas: (a) Bessent mostraria um índice de acerto estatisticamente significativo no modo de alvo precognitivo e (b) seu desempenho precognitivo seria estatisticamente superior ao seu desempenho em alvos de tempo real. O tamanho da amostra das séries, métodos de análise, e critérios de significância foram todos especificados com antecedência. Ambas as hipóteses foram confirmadas. O índice de sucesso de Bessent no modo de alvo precognitivo foi 30.4 % (n = 490; p =.0039) Isto está bem acima do índice de 25% esperado pelo acaso sobre um intervalo de confiança de 95%, o que dá aproximadamente 27.2% como limite mais baixo. O desempenho em tempo real não excedeu o esperado pelo acaso (25.9% acertos, n = 510, p =.34). A diferença entre os modos de tempo real e precognitivo foi significativa (p =.045). Análises exploratórias sugerem que o desempenho estava relacionado ao modo de resposta e latência: acertos significativos ocorreram quando as respostas de Bessent estavam baseadas em impressões cognitivas, mas não quando estavam baseadas em sentimentos ou adivinhações, e ele foi mais acurado em testes nos quais levou mais tempo para dar sua resposta.

Extensos testes de aleatoriedade documentaram a adequação do RNG. Os testes incluíram séries de certificação do RNG globais testando a distribuição uniforme dos valores de byte do RNG (n = 6 x 106 bytes) e vieses seqüenciais (n = 8 x 106 bits), bem como os testes da seqüência alvo presente. Um controle de checagem cruzada empírico, advogado pelo crítico Ray Hyman, no qual as respostas de Bessent para uma série foram deliberadamente não coincidentes contra alvos pretendidos para uma outra série, também forneceu resultados próximos ao esperado pelo acaso.

Várias hipóteses rivais incluindo pistas sensoriais, aleatorização defeituosa, erros no tratamento dos dados, viés de seleção dos dados, análise múltipla, e fraude foram discutidas e consideradas inadequadas. Esse foi o quarto experimento de precognição com Bessent, cada um envolvendo uma metodologia diferente e cada um obtendo um resultado estatisticamente significante. O resultado combinado é altamente significativo (z = 5.47, p = 2.26 x 10-8). Concluiu-se que os resultados fornecem evidência para comunicações anômalas envolvendo precognição não inferencial.

Referências

  1. a b c d e f g KRIPPNER, S., ULLMAN, M., & HONORTON, C. (1971). A precognitive dream study with a single subject. Journal of the American Society for Psychical Research, 65, 192-203.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]