G7

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Grupo dos Sete
Map of G8 member nations and the European Union.

 Canadá
Primeiro-ministro Stephen Harper
 França
Presidente François Hollande
 Alemanha
Chanceler Angela Merkel
 Itália
Primeiro-ministro Matteo Renzi
 Japão
Primeiro-ministro Shinzō Abe
 Reino Unido
Primeiro-ministro David Cameron
 Estados Unidos
Presidente Barack Obama

Também representada:

União Europeia[1]
Presidente da Comissão Durão Barroso
Presidente do Conselho Herman Van Rompuy

O Grupo dos Sete é um grupo internacional que reúne os sete países mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo. Todos os países fundadores são nações democráticas: Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido. Recentemente foi excluída do grupo (G8) a Russia, que agora passa a ser G7 novamente.[2]

O G7 é muito criticado por um grande número de movimentos sociais, normalmente integrados no movimento antiglobalização, que acusam o G8 de decidir uma grande parte das políticas globais, social e ecologicamente destrutivas, sem qualquer legitimidade nem transparência. Em 2001 na cimeira anual, em Génova, um manifestante foi morto a tiro pela polícia. Em Portugal, a associação ecologista GAIA e um conjunto de cidadãos na Rede G8 desenvolveram iniciativas de oposição à do G8 em Rostock, no Norte da Alemanha, em 2007.

História[editar | editar código-fonte]

Foi o presidente francês Valéry Giscard d’Estaing que, em 1975, tomou a iniciativa de reunir os chefes de Estado e de governo da Alemanha, dos Estados Unidos, do Japão,da Itália,do Reino Unido, em Rambouillet, não longe de Paris. A ideia era que esses dirigentes se reunissem sem o acompanhamento de um exército de conselheiros, para discutir a respeito das questões mundiais (dominadas na época pela crise do petróleo) com toda a franqueza e sem protocolo, em um ambiente descontraído.

Depois do sucesso da reunião de cúpula de Rambouillet, essas reuniões passaram a ser anuais e o Canadá foi admitido como sétimo membro do grupo na cúpula de Porto Rico, em 1976.

Os trabalhos do grupo evoluíram muito ao longo dos anos, levando em consideração novas necessidades e eventos políticos. Esse fórum, que, originalmente, girava essencialmente em torno do ajuste das políticas econômicas de curto prazo entre os países participantes, adotou uma perspectiva mais geral e mais estrutural, acrescentando à sua ordem do dia um grande número de questões políticas e sociais, particularmente na área do desenvolvimento sustentável e da saúde em escala mundial. O caráter informal do grupo permitiu-lhe evoluir sem deixar de ser eficiente e adequado às necessidades.

Estrutura dos encontros[editar | editar código-fonte]

Apesar de ter uma agenda cada vez mais carregada, o G8 conseguiu manter um caráter informal e evitar uma ampla burocratização. Ele não possui secretaria ou regulamento interno aprovado. É o membro do grupo encarregado de exercer a presidência que define a ordem do dia e decide qual a maneira mais apropriada de tratar cada assunto. A presidência sedia e organiza a reunião, age como porta-voz do grupo durante o ano e coordena os trabalhos dos grupos de trabalho; é a ela, por fim, que cabe associar aos trabalhos do G8 organizações não-governamentais (ONGs), instituições financeiras internacionais e outros setores da sociedade civil.

Os preparativos para as cimeiras (conferências, em Português brasileiro) são realizados por meio de reuniões que acontecem apenas no início do ano, das quais participam os chefes de Estado e de governo. O chefe francês é o conselheiro diplomático do Presidente da República, Gourdault-Montagne. Juntamente com os chefes dos outros países do G8, durante o ano ele trata dos temas que possam fazer parte da ordem do dia, de forma a que os chefes de Estado e de governo possam concentrar a sua atenção nos pontos essenciais durante a sua reunião. Os chefes também são encarregados de supervisionar a execução das decisões tomadas na reunião de cúpula.

Cada chefe é assessorado por duas pessoas de seu país, chamados de "sub-chefes": um sub-chefe para as finanças e outro para as questões externas, encarregados de tratar dos novos dossiês e analisar o estado de evolução dos compromissos anteriores. Além disso, o diretor de assuntos políticos do ministério das Relações Exteriores é encarregado de preparar os dossiês políticos e de segurança destinados à cúpula. Outras reuniões técnicas específicas do G8 podem ser realizadas no decorrer do ano sobre os assuntos tratados.

Avanços das diferentes cúpulas desde 1995[editar | editar código-fonte]

Cada uma das reuniões de cúpula teve as suas particularidades e permitiu ao G7 continuar a evoluir. A reunião de Halifax (Canadá) em 1995 resultou em importantes mudanças no modo de funcionamento do Banco Mundial, do FMI e de outras organizações internacionais.

A cúpula de Lyon, em 1996, possibilitou o lançamento da primeira iniciativa em favor dos países pobres muito endividados (PPTE). A de Denver, em 1997, trouxe a confirmação mais patente do fim da guerra fria, com o convite histórico feito à Rússia, de se unir ao grupo. Em 1998, a cúpula de Birmingham foi a primeira do G8; foi nessa reunião também que se adotou o princípio de uma separação entre a cúpula dos chefes de Estado e de governo e as reuniões dos seus ministros de Relações Exteriores e de Finanças. A reunião de cúpula de Colônia, em 1999, foi a da Iniciativa PPTE reforçada, com um acordo sobre a redução dos encargos da dívida de alguns países mais pobres, somando mais de 37 bilhões de dólares.

Na cúpula de Okinawa (Japão), em 2000, os chefes de Estado e de governo concordaram em conceder um financiamento maior para a luta contra as doenças infecciosas e adotaram uma carta sobre as novas tecnologias de informação e o desnível entre os países na utilização da tecnologia digital. A cúpula de Gênova, em 2001, estabeleceu a criação de um Fundo Mundial de Luta contra o HIV, a Malária e a Tuberculose. Aos membros do grupo vieram reunir-se também os chefes de Estado de vários grandes países da África para o lançamento da Nova Iniciativa para a África, conhecida mais tarde como NEPAD (Nova Parceria para o Desenvolvimento da África). Com o objetivo de destacar o apoio concedido a esse importante texto, cada um dos chefes de Estado ou de governo nomeou um representante pessoal para a África.

Estes últimos, em entendimento com os dirigentes africanos, elaboraram um Plano de Ação do G8, apresentado em 2002 na reunião de cúpula de Kananaskis (Canadá), texto esse que permitiu a cada um dos membros do G8 comprometer-se firmemente em favor da África e que definiu as áreas prioritárias em matéria de ajuda para o desenvolvimento. Em Kananaskis, os chefes de Estado e de governo também anunciaram que importantes trabalhos seriam realizados em matéria de luta contra o terrorismo (particularmente com a implantação da Parceria Mundial contra a disseminação de armas e matérias de destruição em massa e a adoção de medidas a respeito da segurança dos transportes), de desenvolvimento sustentável e do acesso à educação extensivo a todos. Eles examinaram também um certo número de questões regionais (situação no Oriente Médio, Afeganistão, relações entre a Índia e o Paquistão).

Os ministros das Relações Exteriores do G-8 endossaram um conjunto revisado de recomendações sobre combate ao terrorismo que previa um compromisso para a total implementação da Resolução UNSCR 1373, da ONU - sobre repressão aos terroristas e suas atividades - e oito recomendações especiais para a Força-Tarefa de Ação Financeira (Financial Action Task Force - FATF) voltadas para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro. Outras discussões estiveram voltadas para parcerias para o desenvolvimento da África.

Do G7 ao G8[editar | editar código-fonte]

O grupo continuou sendo composto de sete membros até a Rússia, presente como observadora desde o início dos anos 1990, fosse convidada em 1997 a oficializar a sua participação. A primeira cúpula a oito membros ocorreu, portanto, em 1998. Em Kananaskis, os chefes de Estado e de governo tomaram uma decisão histórica ao convidar a Rússia a exercer, em 2006, a presidência do G8 e a sediar pela primeira vez a reunião de cúpula, levando em consideração importantes mudanças econômicas e democráticas ocorridas nesse país nos últimos anos, além do arsenal bélico que possui. A União Europeia também ocupa uma posição de observadora nas reuniões do G8, onde é representada pelo Presidente da Comissão Europeia e ainda pelo chefe de Estado e de governo do país que estiver exercendo a presidência da União.

Críticas ao G8[editar | editar código-fonte]

Manifestantes tentam impedir que membros do G8 cheguem ao 27° encontro em Gênova, na Itália queimando veículos no caminho principal da reunião.

As maiores críticas ao G8 são sobre opiniões de que o grupo é culpado por problemas como a pobreza na África e nos países em desenvolvimento pela política de comércio, aquecimento global, devido a não implementação de soluções eficazes à emissão de monóxido de carbono, o problema da AIDS, devido a severa política de patentes de medicações, e outros problemas que estão relacionados a globalização. Os líderes do G8 são pressionados a tomar conta de problemas que eles são acusados de criar.

Outra crítica envolve os membros. Com a exclusão da China, a segunda maior economia do mundo, o G8 não mais representa o poder econômico, como quando ele foi criado. A falta de representantes do hemisfério sul mantém muitas críticas dizendo que o G8 na verdade, só quer manter seu poder e influência sobre o mundo.

Dos movimentos de antiglobalização, o maior foi o no vigésimo sétimo encontro em Gênova, em 2001. As reuniões desde então foram feitas em cidades menores. O dia de abertura da reunião de 2005, na Escócia, foi acompanhada por uma série de atentados sincronizados feitos por terroristas em Londres.

Encontro anual[editar | editar código-fonte]

Fazem parte da reunião os líderes dos países-membros. Assim, é um evento internacional que é observado e acompanhado pela mídia. O país-membro que tem a presidência do G8 é responsável por organizar e ser o palco da reunião naquele ano, que acontece em até três dias durante o meio do ano.

Março/2014 → O G8 passou a ser G7 (Exclusão da Rússia) devido a mais uma das sanções dos EUA para punir a Rússia (Governada por Vladimir Putin) à anexação da Crimeia ao seu território.


Referências

  1. The EU has the privileges and obligations of membership but does not host/chair summits. It is represented by the Commission and Council Presidents. 967. EU and the G8. European Commission. Página visitada em 2007-09-25.
  2. http://www.dw.de/g7-suspende-r%C3%BAssia-do-g8/a-17517941

Ver também[editar | editar código-fonte]

Edição Data País anfitrião Líder anfitrião Local Website
Novembro 15–17, 1975  França Valéry Giscard d'Estaing Rambouillet
Junho 27–28, 1976  Estados Unidos Gerald Ford San Juan, Porto Rico
Maio 7–8, 1977  Reino Unido James Callaghan Londres
Julho 16–17, 1978  Alemanha Ocidental Helmut Schmidt Bonn
Junho 28–29, 1979  Japão Masayoshi Ohira Tóquio
Junho 22–3, 1980  Itália Francesco Cossiga Veneza
Julho 20–21, 1981  Canadá Pierre Elliott Trudeau Montebello, Quebec
Junho 4–6, 1982  França François Mitterrand Versalhes
Maio 28–30, 1983  Estados Unidos Ronald Reagan Williamsburg, Virgínia
10ª Junho 7–9, 1984  Reino Unido Margaret Thatcher Londres
11ª Maio 2–4, 1985  Alemanha Ocidental Helmut Kohl Bonn
12ª Maio 4–6, 1986  Japão Yasuhiro Nakasone Tóquio
13ª Junho 8–10, 1987  Itália Amintore Fanfani Veneza
14ª Junho 19–21, 1988  Canadá Brian Mulroney Toronto
15ª Julho 14–16, 1989  França François Mitterrand Paris
16ª Julho 9–11, 1990  Estados Unidos George H. W. Bush Houston, Texas
17ª Julho 15–17, 1991  Reino Unido John Major Londres
18ª Julho 6–8, 1992  Alemanha Helmut Kohl Munique
19ª Julho 7–9, 1993  Japão Kiichi Miyazawa Tóquio
20ª July 8–10, 1994  Itália Silvio Berlusconi Nápoles
21ª Junho 15–17, 1995  Canadá Jean Chrétien Halifax, Nova Escócia
Abril 19–20, 1996
(Reunião especial sobre
segurança nuclear)
 Rússia Boris Iéltsin Moscou
22ª Junho 27–29, 1996  França Jacques Chirac Lyon
23ª June 20–22, 1997
(Primeira reunião como G8)
 Estados Unidos Bill Clinton Denver, Colorado [1]
24ª Maio 15–17, 1998  Reino Unido Tony Blair Birmingham [2] (archive)
25ª Junho 18–20, 1999  Alemanha Gerhard Schröder Colônia
26ª Julho 21–23, 2000  Japão Yoshiro Mori Nago, Okinawa [3]
27ª Julho 20–22, 2001  Itália Silvio Berlusconi Génova [4]
28ª Junho 26–27, 2002  Canadá Jean Chrétien Kananaskis, Alberta [5]
29ª Junho 2–3, 2003  França Jacques Chirac Évian-les-Bains [6]
30ª Junho 8–10, 2004  Estados Unidos George W. Bush Sea Island, Geórgia [7]
31ª Julho 6–8, 2005  Reino Unido Tony Blair Gleneagles, Escócia [8]
32ª Julho 15–17, 2006  Rússia Vladimir Putin Strelna, São Petersburgo [9]
33ª Junho 6–8, 2007  Alemanha Angela Merkel Heiligendamm,
Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental
[10]
34ª Julho 9-11, 2008  Japão Yasuo Fukuda Tōyako, Hokkaido [11]
35ª Julho 8-10, 2009  Itália Silvio Berlusconi Áquila [12]
36ª Junho 25-26, 2010  Canadá Stephen Harper Huntsville, Ontário [13]
37ª Maio 26-27, 2011  França Nicolas Sarkozy Deauville, Baixa Normandia [14]
38ª Maio 18-19, 2012  Estados Unidos Barack Obama Camp David
39ª Junho 17-18, 2013  Reino Unido David Cameron Condado de Fermanagh [15]
40ª Junho 4-5, 2014  Bélgica Herman Van Rampuy Bruxelas
Grupo dos Oito (G8)
Membros permanentes  Alemanha – chanceler Angela Merkel  •  Canadá – primeiro-ministro Stephen Harper  •  Estados Unidos – presidente Barack Obama  •  França – presidente François Hollande  •  Itália – primeiro-ministro Enrico Letta  •  Japão – primeiro-ministro Shinzō Abe  •  Reino Unido – primeiro-ministro David Cameron  •  Rússia – presidente Vladimir Putin G8
Também representada União Europeia – presidente José Manuel Durão Barroso
Reunião anual (G6)
(sem o Canadá e a Rússia)
1975: França Rambouillet
Reunião anual (G7)
(sem a Rússia)
1976: Estados Unidos San Juan1977: Reino Unido Londres1978: Alemanha Ocidental Bonn1979: Japão Tóquio1980: Itália Veneza1981: Canadá Montebello1982: França Versalhes1983: Estados Unidos Williamsburg1984: Reino Unido Londres1985: Alemanha Ocidental Bonn1986: Japão Tóquio1987: Itália Veneza1988: Canadá Toronto1989: França Grande Arche1990: Estados Unidos Houston1991: Reino Unido Londres1992: Alemanha Munique1993: Japão Tóquio1994: Itália Nápoles1995: Canadá Halifax1996: França Lyon
Reunião anual (G8) 1997: Estados Unidos Denver1998: Reino Unido Birmingham1999: Alemanha Colônia2000: Japão Okinawa2001: Itália Génova2002: Canadá Kananaskis2003: França Évian-les-Bains2004: Estados Unidos Sea Island2005: Reino Unido Gleneagles2006: Rússia São Petersburgo2007: Alemanha Heiligendamm2008: Japão Toyako2009: Itália Áquila2010: Canadá Huntsville2011: França Deauville2012: Estados Unidos Camp David2013: Reino Unido Lough Erne2014: Rússia Sóchi
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