Shinzō Abe
| Shinzō Abe | |
|---|---|
| Shinzō Abe | |
| Primeiro-ministro |
|
| Mandato | 26 de setembro de 2006 até 26 de setembro de 2007 |
| Antecessor(a) | Junichiro Koizumi |
| Sucessor(a) | Yasuo Fukuda |
| Vida | |
| Nascimento | 21 de Setembro de 1954 (57 anos) Nagato |
| Partido | Partido Liberal Democrata |
Shinzō Abe, em japonês 安倍 晋三, (Nagato, 21 de setembro de 1954) é um político japonês.
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[editar] Biografia
[editar] Carreira
Shinzō Abe estudou Ciência Política na Universidade de Seikei graduando-se em 1977. Ingressou na carreira política em 1982, seguindo os passos de seu pai Shintaro Abe e avô Kan Abe. Abe foi eleito pela província de Yamaguchi em 1993.
Porta-voz e ministro-chefe do gabinete de Junichiro Koizumi, Abe derrotou Sadakazu Tanigaki e Taro Aso na disputa pela presidência do do Partido Liberal Democrata, em 20 de setembro de 2006, o que lhe garantiu a indicação para o cargo de primeiro-ministro ao fim do mandato de Koizumi.[1] Seis dias depois, Abe foi eleito premiê do Japão[2], com 339 dos 446 votos na Câmara Baixa e 136 dos 240 na Câmara Alta, além de contar com um apoio popular de quase 70%, mas era considerado por analistas como um político inexperiente.[3][4] Aos 52 anos, ele seria o mais jovem ocupante do cargo desde a Segunda Guerra Mundial.[5]
Político de perfil conservador, Shinzō Abe tinha como principal objetivo conduzir uma reforma constitucional. Outro desafio do novo premiê no cargo era restabeler relações com a China e a Coréia do Sul, prejudicadas pelas visitas do antecessor Koizumi ao Santuário Yasukuni, em Tóquio, que homenageia mortos da Segunda Guerra Mundial.[6].
[editar] Governo Abe
Em outubro de 2006, Shinzō Abe visitou a China, sua primeira viagem ao exterior como primeiro-ministro e que foi considerada histórica para as relações entre os dois países, e a Coréia do Sul.[7]
Mas seu mandato foi marcado por uma série de escândalos de corrupção política e gafes de seus subordinados. Ainda em dezembro daquele ano, Genichiro Sata, vice-ministro de Reforma Administrativa, renunciou devido a envolvimento em um caso de fraude.[8]
Em janeiro de 2007, Abe teve de ouvir do seu ministro da Defesa, Fumio Kyuma, que o presidente dos Estados Unidos George W. Bush - principal aliado internacional de premiê japonês - tinha se equivocado na Guerra do Iraque.[9] No mesmo mês, o primeiro-ministro teve de repreender o seu ministro da Saúde, Hakuo Yanagisawa, que havia declarado que as mulheres são "máquinas de ter filhos".[10].
Ao completar seis meses no cargo, a popularidade de Abe caiu para 35%.[11]
Após a polêmica defesa ao exército japonês, acusado de recrutar mulheres estrangeiras como escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial,[12] Abe teve de voltar atrás e pedir desculpas.[13] O pedido veio em tempo da visita ao Japão de Wen Jiabao, primeiro-ministro da China, em abril, que foi considerado um gesto de reaproximação entre os dois países.[14]. No mesmo mês, Abe admitiu durante ma entrevista à revista "Newsweek" a responsabilidade do Japão no caso das escravas sexuais.
No fim de abril e início de maio, pela primeira vez como chefe de governo japonês, Abe visitou os Estados Unidos[15] e as tropas japonesas no Kuait.
Também em maio, Abe envolveu-se em uma nova controvérsia com a China e a Coréia do Sul, ao despachar uma oferenda floral ao Templo de Yasukuni.[16] E no campo doméstico, Toshikatsu Matsuoka, ministro da Agricultura demissionário e acusado de envolvimento com a cobrança de comissões de empresas construtoras, cometeu suicídio.[17]
Outro ministro de Estado a renunciar ao cargo foi o ministro da Defesa Fumio Kyuma, devido a polêmica causada por suas declarações, nas quais considerou "inevitáveis" as bombas atômicas lançadas pelos norte-americanos em Hiroshima e Nagasaki no fim da Segunda Guerra Mundial.[18]
Estes casos culminaram com a derrota do PLD nas eleições para o Senado japonês, perdendo para a oposição a maioria na casa.[19] Políticos oposicionistas e alguns correligionários pediram a runúncia de Abe,[20] mas o primeiro-ministro recusou-se a entregar o cargo.[21] No final desse mês, a Câmara dos Representantes norte-americana aprovou uma resolução recomendando que o Japão pedisse oficialmente desculpas reconheça pela prática de escravidão sexual durante a Segunda Guerra Mundial, que causou irritação em Abe.[22]
Em agosto, o premiê japonês exonerou o ministro de Agricultura Norihiko Akagi, por envolvimento em escândalo de corrupção.[23] Em resposta à queda de popularidade do seu governo e à derrota eleitoral sofrida por seu partido no mês anterior, Abe fez uma reformulação no gabinete ministerial.[24]
Em setembro, uma semana após a reforma ministerial, o ministro da Agricultura Tokohiko Endo renunciou ao seu cargo, acusado de corrupção[25]. Enfraquecido, Abe anunciou que renunciaria caso não conseguisse prorrogar a Lei Especial de Medidas Antiterroristas, que expiraria em 1º de novembro de 2007, que entre outras coisas é responsável pela missão japonesa no Afeganistão.[26] Em 12 de setembro de 2007, Abe anunciou sua renuncia ao cargo, por não contar com apoio da população e não conseguir estender a Lei Antiterrorista.[27]
Referências
- ↑ Partido do governo japonês indica sucessor de Koizumi - BBC Brasil, 20 de setembro de 2006
- ↑ Shinzo Abe é eleito primeiro-ministro do Japão - BBC Brasil, 26 de setembro de 2006
- ↑ Sucessor de Koizumi é líder popular, mas inexperiente - BBC Brasil, 20 de setembro de 2006
- ↑ Novo dirigente japonês é um samurai de ambigüidade - BBC Brasil, 20 de setembro de 2006
- ↑ Shinzo Abe é o mais jovem premiê do Japão desde 1945 - Folha Online, 26 de setembro de 2006
- ↑ Visita de Koizumi a santuário de guerra causa revolta - BBC Brasil, 15 de agosto de 2006
- ↑ Premiê japonês visita China e Coréia do Sul nos próximos dias - Folha Online, 06 de outubro de 2006
- ↑ Vice-ministro japonês apresenta renúncia por fraude contábil - Folha Online, 27 de dezembro de 2007
- ↑ Ministro da Defesa japonês diz que Bush errou ao iniciar guerra - UOL, 24 de janeiro de 2007
- ↑ Abe repreende ministro que chamou mulheres de ‘máquinas’ - O Estado de São Paulo, 30 de janeiro
- ↑ Shinzo Abe completa seis meses no Governo japonês, com baixa popularidade - UOL, 26 de março de 2007
- ↑ Japão não pedirá desculpas por bordéis da Segunda Guerra' - BBC Brasil, 05 de março de 2007
- ↑ Premiê japonês pede desculpas por escravas sexuais na 2ª Guerra Folha Online, 26 de março de 2007
- ↑ Primeiro-ministro chinês defende "degelo" nas relações do país com o Japão - UOL, 12 de abril de 2007
- ↑ Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, viaja pela primeira vez aos EUA - Folha Online, 26 de abril de 2007
- ↑ Shinzo Abe envia oferenda a santuário de criminosos de guerra
- ↑ Ministro acusado de corrupção 'se suicida' no Japão - BBC Brasil, 28 de maio de 2007
- ↑ Gafe leva ministro da Defesa do Japão a renunciar - BBC Brasil, 03 de julho de 2007
- ↑ Eleição para o Senado confirma derrota histórica do premier japonês Shinzo Abe - UOL, 29 de julho de 2007
- ↑ Membros do partido do premiê japonês pedem sua renúncia - Folha Online, 07 de agosto de 2007
- ↑ Após derrota, premiê japonês diz que fica no cargo - BBC Brasil, 30 de julho de 2007
- ↑ Premiê japonês se opõe à exigências de desculpas por escravidão sexual - IG, 01 de agosto de 2007
- ↑ BBC Brasil, 01 de agosto de 2007
- ↑ Após derrota, primeiro-ministro japonês remodela governo - Folha Online, 26 de agosto de 2007
- ↑ Ministro da Agricultura japonês renuncia uma semana após nomeação - Folha Online, 02 de setembro de 2007
- ↑ Shinzo Abe promete renunciar caso missão japonesa no Afeganistão não seja ampliada até novembro - O Estado de São Paulo, 09 de setembro de 2007
- ↑ Primeiro-ministro japonês anuncia renúncia - BBC Brasil, 12 de setembro de 2007
[editar] Ligações externas
| Precedido por Junichiro Koizumi |
Primeiro-ministro do Japão 2006, 2007 |
Sucedido por Yasuo Fukuda |