Império do Japão

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大日本帝國
Dai Nippon Teikoku
Império do Japão
Tokugawa family crest.svg
1868 – 1947 Merchant flag of Japan (1870).svg
Flag Brasão
Bandeira Selo Imperial
Hino nacional
君が代
"Kimigayo"
("Reino Imperial")
Oficialmente traduzido como:
("Hino Nacional)
Localização de Império do Japão
Auge do Império Japonês em 1942.
Continente Ásia
Região Japão
País Japão
Capital Tóquio
35° 41' N 139° 46' E
Língua oficial Japonês
Governo Monarquia absoluta com constituição
Imperador do Japão
 • 1868–1912 Imperador Meiji
 • 1912–1926 Imperador Taishō
 • 1926–1945 Imperador Shōwa
Legislatura Dieta Imperial
 - Câmara alta Câmara dos Pares
 - Câmara baixa Câmara dos Representantes
História
 • 3 de janeiro de 1868 Restauração Meiji
 • 2 de setembro de 1947 Dissolução
Área 675 000 km²
População
 •  est. 97 770 000 
     Dens. pop. 144,8/km²
Moeda Iene

O Império do Japão (Kyujitai:大日本帝國; Shinjitai:大日本帝国; Romaji: Dai Nippon Teikoku; literalmente Grande Império Japonês; oficialmente Grande Japão ou Império do Grande Japão; frequentemente Japão Imperial ou o Império Japonês) foi uma entidade política japonesa que existiu desde a Restauração Meiji em 3 de janeiro de 1868 até sua derrota na Segunda Guerra Mundial e a outorga da Constituição do Estado do Japão, em 3 de maio de 1947.[1]

A rápida industrialização e militarização do país, sob o slogan Fukoku Kyohei (富国強兵? "Enriqueça o país, fortaleça o exército"), levou a sua ascensão como uma potência mundial, posteriormente culminando na sua entrada na aliança do Eixo e na conquista de grande parte da região do Pacífico e do leste asiático. Com o aumento de seu poder em 1942, o Império japonês dominava um território que cobria 7,4 milhões de quilômetros quadrados, tornando-o um dos maiores impérios marítimos da história.[2]

Após alguns sucessos militares de grande escala durante a primeira metade da Guerra do Pacífico, o Império do Japão também ganhou notoriedade devido a sua eficiência militar e crimes de guerra contra os seus inimigos. Após sofrer muitas derrotas e os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki, o Império do Japão rendeu-se aos Aliados da Segunda Guerra Mundial em 2 de setembro de 1945.[3] Um período de ocupação pelos aliados seguiu-se à rendição e à dissolução do Império e a nova constituição foi criada com a influência americana. A ocupação americana e a reconstrução do país continuaram até a década de 1950, posteriormente formando o Japão moderno.[4]

Os Imperadores durante esse período, que incluíam os períodos Meiji, Taisho e Showa,[5] são conhecidos no Japão, hoje, por seus nomes póstumos, que coincidem com os nomes das eras: Imperador Meiji (Mutsuhito), Imperador Taisho (Yoshihito) e Imperador Showa (Hirohito).

Contorno[editar | editar código-fonte]

Flag of Japan.svg Série de artigos sobre
História do Japão
MIKASAPAINTING.jpg

Mikasa (navio)

A rápida industrialização e militarização do país sob o slogan Fukoku Kyōhei (富国強兵 em japonês, ou "Enriqueça o País, Fortaleça os Militares"), levou ao surgimento de uma grande potência, culminando eventualmente com sua entrada no Eixo e a conquista de grande parte da região do Pacífico asiático.

Apesar de importantes vitórias durante a primeira metade da Guerra do Pacífico, o Império do Japão passou a sofrer derrotas crescentes à medida que a guerra se desenrolava, culminando com os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki e a rendição aos Aliados em 2 de setembro de 1945. Um período de ocupação pelos Aliados seguiu-se à rendição e dissolução do Império e uma nova constituição foi criada sob orientação estadunidense. A ocupação estadunidense e a reconstrução do país prosseguiram até a década de 1950, dando origem eventualmente ao Japão moderno.

Os imperadores desta época, a qual atravessa os períodos Meiji, Taisho e Showa, são hoje conhecidos por seus nomes póstumos, os quais coincidem com os dos respectivos períodos: imperador Meiji (Mutsuhito), imperador Taisho (Yoshihito) e imperador Showa (Hirohito).

Terminologia[editar | editar código-fonte]

Embora o império seja comumente citado como "o Império Japonês" ou "Japão Imperial" em língua portuguesa, a tradução literal do japonês é Grande Império Japonês (Dai Nippon Teikoku). A nomenclatura Império do Japão existia desde o tempo dos domínios feudais antixogunato, Satsuma e Choshu, os quais constituíram seus novos governos durante a Restauração Meiji com a intenção de formar um estado moderno e resistir à dominação ocidental.

Restauração Meiji[editar | editar código-fonte]

Depois de dois séculos, a política de isolamento, ou Sakoku, chegou a um fim sob os xoguns do período Edo e o país foi forçado a abrir-se ao comércio exterior através do Tratado de Kanagawa em 1854.

Os anos seguintes registraram um comércio e interação estrangeiras crescentes, com a assinatura de tratados comerciais entre o Xogunato Tokugawa e os países ocidentais. Em grande parte devido aos termos humilhantes destes Tratados Desiguais, o xogunato logo encarou hostilidade interna, que materializou-se num movimento radical e xenofóbico, o sonnō jōi (literalmente, "Reverencie o imperador, expulse os bárbaros").[6]

Em março de 1863, a "Jōi chokumei" ("Ordem para expulsar os bárbaros") foi expedida. Embora o xogunato não tivesse a intenção de impor a sua execução, não obstante ela inspirou ataques contra o próprio xogunato e contra estrangeiros no Japão. O Incidente de Namamugi em 1862, teve como consequência o assassinato de um inglês, Charles Lennox Richardson, por um grupo de samurais de Satsuma. Os britânicos exigiram reparações e retaliaram bombardeando o porto de Kagoshima em 1863. Finalmente, o governo Tokugawa concordou em pagar uma indenização pela morte.[7] O bombardeio de navios mercantes estrangeiros em Shimonoseki e ataques contra propriedades estrangeiras levaram ao bombardeio de Shimonoseki por uma força multinacional em 1864.[8] O clã Chōshū também executou a fracassada Rebelião Hamaguri. A aliança Satsuma-Chōshū foi estabelecida em 1866 para combinar seus esforços na derrubada do bakufu Tokugawa. No início de 1867, o imperador Komei morreu de varíola e foi substituído por seu filho Mutsuhito (Meiji).

Samurais, membros da Primeira embaixada do Japão na Europa (1862), em torno de Shibata Sadataro, chefe do pessoal da missão (sentado) e Fukuzawa Yukichi (à sua direita), assinando a abertura do Japão e a Restauração Meiji.

Em 9 de novembro de 1867, Tokugawa Yoshinobu renunciou ao seu posto e poderes perante o imperador, concordando em "ser o instrumento para desempenhar" ordens imperiais.[9] O xogunato Tokugawa havia terminado.[10] Todavia, enquanto a renúncia de Yoshinobu havia criado um vácuo nominal no nível mais alto do governo, seu aparelho de estado continuou a existir. Ademais, o governo xogunal e a família Tokugawa em particular, permaneceram uma força proeminente na ordem política em desenvolvimento e continuaram a deter muitos poderes executivos,[11] uma possibilidade que os linha-duras de Satsuma e Chōshū consideravam intolerável.[12]

Em 3 de janeiro de 1868, as forças de Satsuma-Chōshū tomaram o palácio imperial em Quioto, e no dia seguinte o imperador Meiji, então com quinze anos de idade, declarou sua própria restauração de plenos poderes. Embora a maioria da assembleia consultiva imperial estivesse satisfeita com a declaração formal de governo direto pela corte e tendesse a apoiar a colaboração continuada com os Tokugawa, Saigō Takamori ameaçou a assembleia de abolir o título "xogun" e ordenar o confisco das terras de Yoshinobu.[13]

Em 17 de janeiro de 1868, Yoshinobu declarou "que não seria obrigado pela proclamação da Restauração e conclamou a corte a rescindi-la."[14] Em 24 de janeiro, Yoshinobu decidiu preparar um ataque a Quioto, ocupada pelas forças dos Satsuma e Chōshū. Esta decisão foi estimulada por seu conhecimento de uma série de incêndios criminosos em Edo, começando com o incêndio das defesas externas do castelo de Edo, a principal residência Tokugawa.

Guerra Boshin[editar | editar código-fonte]

Mapa da campanha da Guerra Boshin (1868–1869).[15] Os domínios de Satsuma, Choshu e Tosa (em vermelho) juntaram suas forças para derrotas as forças do Xogunato na Batalha de Toba-Fushimi, e então progressivamente tomaram o controle do resto do Japão.

A Guerra Boshin (戊辰戦争, Boshin Sensō?) ocorreu entre janeiro de 1868 e maio de 1869. A aliança dos samurais do sul com os domínios do oeste e oficias da corte asseguraram a cooperação do jovem Imperador Meiji, que ordenou a dissolução do Xogunato de Tokugawa, que já completava 2 séculos de existência. Tokugawa Yoshinobu iniciou uma campanha militar para tomar a corte imperial em Kyoto. Entretanto, a sorte rapidamente virou a favor das menores, mas relativamente modernizadas, facções imperiais e resultou em muitas deserções de daimyos para o lado imperial. A vitória na Batalha de Toba-Fushimi, que combinou os exércitos dos domínios de Choshu, Tosa e Satsuma, foi decisiva.[16] Uma série de batalhas foram travadas em perseguição aos apoiadores do Xogunato; a cidade de Edo acabou se rendendo às forças imperiais e logo depois Yoshinobu rendeu-se pessoalmente. Yoshinobu foi destituído de todo o seu poder pelo Imperador Meiji e a maior parte do Japão aceitou a ordem imperial.

Remanescentes pró-Tokugawa, entretanto, foram em direção ao norte de Honshu (Ouetsu Reppan Domei) e depois para Ezo (atual Hokkaido), onde estabeleceram a República Separatista de Ezo. Uma força expedicionária multinacional foi enviada pelo novo governo imperial e as forças da República de Ezo foram suprimidas. A Batalha de Hakodate terminou em maio de 1869 e as forças restantes renderam-se.[15]

Carta de Juramento[editar | editar código-fonte]

A Carta de Juramento tornou-se pública na posse do Imperador Meiji do Japão, em 7 de abril de 1868. O juramento delineou os principais objetivos e o curso de ação a ser seguido durante o reinado do Imperador Meiji, preparando o terreno legal para a modernização do Japão.[17] [18]

Os líderes Meiji também desejavam melhorar o moral e ganhar auxílio financeiro para o novo governo. Seu cinco dispositivos previam:

  • Estabelecimento de assembleias deliberativas.
  • Envolvimento de todas as classes na condução dos negócios do estado.
  • A revogação das leis suntuárias e restrições de classes em empregos.
  • Substituição dos "maus costumes" pelas "leis da natureza".
  • Uma busca internacional por conhecimento para fortalecer as fundações do domínio imperial.

Período Meiji(1868-1912)[editar | editar código-fonte]

O Japão enviou a Missão Iwakura em 1871. Ela viajou pelo mundo para renegociar com os Estados Unidos e os países europeus os Tratados Desiguais, que o Japão foi obrigado a assinar durante o Xogunato Tokugawa, além de colher informações sobre os sistemas sociais ocidentais, a fim de realizar a modernização do Japão. A renegociação dos tratados foi totalmente infrutífera, mas as observações dos sistemas americano e europeu inspirou os membros da comitiva a trazerem iniciativas de modernização para o país. O Japão celebrou o tratado de delimitação territorial com a Rússia em 1875, ganhando as Ilhas Curilas em troca da Sacalina.[19]

Vários escritores de destaque, sob a ameaça de assassinato de seus inimigos políticos, tiveram grande influência em conseguir apoio para a ocidentalização japonesa. Um desses escritores era Fukuzawa Yukichi, cujos trabalhos incluíam "Condições no Ocidente",[20] "Deixando a Ásia" e "Um Esboço da Teoria da Civilização", que detalhavam a sociedade ocidental e suas filosofias. No período da Restauração Meiji, enfatizou-se o poderio militar e econômico. A força militar tornou-se o meio necessário para alcançar o desenvolvimento nacional e a estabilidade. O Japão Imperial tornou-se a única Grande potência não-ocidental e uma grande força no leste e sudeste da Ásia depois de 40 anos, como resultado de seu desenvolvimento econômico e industrialização.

O súbito processo de modernização, uma vez adotado, mudou quase todas as áreas da sociedade japonesa, abrangendo armamentos, artes, roupas, etiqueta, sistemas político e jurídico, língua etc. O governo japonês enviou estudantes para os países ocidentais para observar e aprender suas práticas, além de pagar "conselheiros estrangeiros" em várias áreas para visitar ao Japão e educar a sua população. Por exemplo, o sistema judiciário e a constituição foram em grande parte inspiradas nos modelos da Alemanha. O governo também proibiu costumes ligados ao passado do Japão feudal, como o uso e exibição públicos da katana e o penteado de cabelo para cima, característicos da classe samurai, que foram abolidos juntamente com o sistema de castas. Isso iria mais tarde causar a Rebelião de Satsuma.

Constituição[editar | editar código-fonte]

上諭 - As "palavras do Imperador", parte da Constituição

A constituição reconheceu a necessidade de mudanças e modernização depois do fim do Xogunato.

O Império do Japão foi fundado, de jure, depois da assinatura da Constituição Meiji. A constituição formalizou a maior parte da estrutura política do Império e concedeu muitas responsabilidades e poderes ao Imperador.

Apesar de ser nessa constituição que o título de Imperador do Japão foi oficialmente usado pela primeira vez, somente em 1936 o título foi legalizado. Até então, os nomes "Nippon" (日本; Japão), "Dai-Nippon" (大日本; Grande Japão), "Dai-Nippon/-Nihon Koku" (日本國; Estado do Japão), "Nihon Teikoku" (日本帝國;Império do Japão) eram usados.

Dieta Imperial[editar | editar código-fonte]

O primeiro prédio da Dieta

Em 1890, a Dieta Imperial foi instituída em resposta à Constituição Meiji. A Dieta consistia da Casa dos Representantes do Japão e da Câmara dos Pares do Japão. Ambas as casas abriram vagas para o povo das colônias bem como de japoneses. A Dieta Imperial existiu até 1947.[1]

Desenvolvimento Econômico[editar | editar código-fonte]

O Marquês Okuma Shigenobu foi um estadista, um dos primeiros defensores da ciência e cultura ocidentais e fundador da Universidade de Waseda.

O processo de modernização foi acompanhado de perto e intensamente subsidiado pelo governo Meiji, aumentando o poder das grandes zaibatsu, como a Mitsui e a Mitsubishi. De mãos dadas, os zaibatsus e o governo guiaram a nação, emprestando tecnologia do ocidente. O Japão gradativamente tomou controle de grande parte do mercado asiático de bens manufaturados, começando com têxteis. A estrutura econômica tornou-se muito mercantilística, importando matéria-prima e exportando bens de consumo - um reflexo da escassez de matérias-primas no Japão.

Nota de prata conversível em 1 iene, de 1885

As reformas econômicas incluíram uma moeda moderna unificada baseada no iene, sistema bancário, leis comerciais e tributárias, bolsas de valores e uma rede de comunicações. O estabelecimento de um quadro institucional moderno em uma economia capitalista avançada levou tempo mais foi completada na década de 1890. À esta altura, o governo tinha abandonado o controle do processo de modernização, principalmente por razões orçamentárias. Muitos dos antigos daimyos, cujas pensões eram pagas em um montante fixo, foram muito beneficiados pelos investimentos que eles fizeram nas indústrias emergentes.

O governo, inicialmente, envolveu-se no processo de modernização econômica, fornecendo um grande número de "indústrias-modelo" para facilitar a transição para o período moderno. Depois dos primeiros vinte anos do perído Meiji, a economia industrial expandiu rapidamente até por volta de 1920, com a importação de tecnologias avançadas do Ocidente e vultosos investimentos privados.[21]

O Japão emergiu da transição Tokugawa-Meiji como a primeiração nação asiática industrializada. Desde o início, os governantes abraçaram o conceito de economia de mercado e adotaram os modelos inglês e norte-americano de capitalismo de livre iniciativa. O rápido crescimento e as mudanças estruturais caracterizaram os dois períodos de desenvolvimento econômico depois de 1868. Inicialmente, a economia cresceu apenas moderadamente e baseou-se na agricultura tradicional japonesa para financiar uma moderna infraestrutura industrial. Quando a Guerra Russo-Japonesa começou em 1904, 65% dos trabalhadores e 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estavam concentrados na agricultura, mas a indústria moderna começava a expandir substancialmente. No final da década de 1920, a manufatura e a mineração respondiam por 23% do PIB, sendo que a agricultura era responsável por 21%.[22] Foram feitos grandes investimentos nos transportes e nas comunicações para sustentar o grande desenvolvimento industrial.

A partir de 1894, o Japão construiu um grande império que incluía Taiwan, Coreia, Manchúria e partes do norte China. Os japoneses consideraram essa esfera de influência uma necessidade política e econômica, que impedia os estados ocidentais de sufocar o Japão bloqueando seu acesso a matérias-primas, alimentos e rotas marítimas fundamentais. A grande força militar japonesa foi considerada essencial para a defesa do império e para a prosperidade, ao possibilitar a obtenção de recursos naturais que não existiam no arquipélago japonês.

Primeira Guerra Sino-Japonesa[editar | editar código-fonte]

Primeira Guerra Sino-Japonesa, maiores batalhas e movimentos das tropas
Almirante da frota, marquês Togo Heihachiro.

Antes de sua participação na Segunda Guerra Mundial, o Império do Japão travou duas grandes guerras depois do estabalecimento da Revolução Meiji. A primeira foi a Primeira Guerra Sino-Japonesa, que ocorreu em 1894 e 1895. Essa guerra girava em torno do controle e da influência sobre a Coreia da Dinastia Joseon.[23] . Uma rebelião camponesa levou o governo coreano a pedir para a Dinastia Qing, da China, que eles enviassem tropas para estabilizar o país. O Império japonês respondeu enviando suas próprias forças para a Coreia e instalando um governo subserviente em Seul. A China se opôs a isso e a guerra começou. As tropas terrestres japonesas cercaram as forças chinesas na Península de Liaodong e a frota chinesa foi severamente atacada na Batalha do Rio Yalu, em 1894. O Tratado de Shimonoseki foi assinado entre Japão e China, que cedeu a Penínsua de Liaodong e a ilha de Taiwan para os japoneses.[24] Após o tratado de paz, Rússia, Alemanha e França forçaram o Japão a desistir da península de Liaodong. Logo depois, a Rússia ocupou a península, construindo a base naval de Port Arthur e sediou a frota russa do Pacífico no porto. A Alemanha ocupou a Baía de Kiauchau, construiu a fortaleza de Tsingtao e baseou o Esquadrão alemão do leste asiático neste porto.

Rebelião Boxer[editar | editar código-fonte]

Em 1900, o Japão e muitos países ocidentais despacharam forças para a China a fim de proteger seus cidadãos e os cristãos chineses da Rebelião Boxer. Após o levante, o Japão e os países ocidentais assinaram o Protocolo Boxer com a China, que permitiu que suas tropas entrassem no território chinês para proteger seus cidadãos. Após o tratado, a Rússia continuou a ocupar todo a Manchúria.[25]

Guerra Russo-Japonesa[editar | editar código-fonte]

Bombardeio durante o Cerco a Port Arthur

A Guerra Russo-Japonesa foi um conflito para controlar a Coreia e partes da Manchúria entre o Império Russo e o Império do Japão, que ocorreu entre 1904 e 1905. Ela foi importante pois foi a primeira guerra moderna na qual um país asiático derrotou uma potência europeia. A vitória aumentou muito a importância mundial do Japão na política global. A guerra foi marcada pela oposição japonesa aos interesses russos na Coreia, Manchúria e China, mais especificamente a península Liaodong, controlados pela cidade de Port Arthur.[26]

Originalmente, no Tratado de Shimonoseki, Port Arthur foi cedido ao Japão. Essa parte do tratado foi rejeitada pelas potências ocidentais, que deram o porto ao Império Russo, promovendo os interesses russos na região. Esses interesses entraram em conflito com os interesses japoneses. A guerra começou com um ataque surpresa à fragata oriental russa estacionada em Port Arthur, que foi seguido pela Batalha de Port Arthur. As unidades que tentaram escapar foram derrotadas pela marinha japonesa sob o controle do Almirante Togo Heihachiro, na Batalha do Mar Amarelo. Após um início tardio, a frota báltica russa teve sua passagem negada pelo Canal de Suez, controlado pelos britânicos. A frota chegou ao local um ano atrasada, sendo aniquilada na Batalha de Tsushima. Enquanto a guerra terrestre não estava tão mal para os russos, as forças japonesas eram muito mais eficientes e agressivas que as contrapartes russas e ganharam uma vantagem política que culminou no Tratado de Portsmouth, negociado nos Estados Unidos pelo presidente Theodore Roosevelt.[27] Como resultado, a Rússia perdeu a parte da ilha de Sacalina ao sul do Paralelo 50 N (que tornou-se a província de Karafuto), bem como muitos recursos minerais na Manchúria. Além disso, a derrota russa abriu caminho para o Japão anexar a Coreia, em 1910.

Anexação da Coreia[editar | editar código-fonte]

Coreia, 1910–1945
Coreia no Império Japonês, 1939
Coreia no Império Japonês, 1939
Linha do Tempo
Tratado de Eulsa 18 de novembro de 1905
Ocupação japonesa da Coreia 22 de agosto de 1910
Movimento Primeiro de Março 1 de março de 1919
Batalha de Qingshanli 11 de setembro de 1920
Incidente Sakuradamon 9 de janeiro de 1932
Bombardeio a Xangai 29 de abril de 1932
Soshi-kaimei 1940–1945
Fim da Segunda Guerra Mundial 15 de agosto de 1945
Dia V-J 2 de setembro de 1945
Divisão da Coreia 1945

No final do século XIX e começo do século XX, vários países ocidentais competiram ativamente por influência, comércio e territórios no leste asiático e o Japão buscava se juntar a essas potências coloniais modernas. O recém-modernizado governo Meiji virou-se para a Coreia e então buscou exercer uma maior esfera de influência na Dinastia Qing, da China. O governo japonês inicialmente buscou isolar a Coreia e fazê-la um estado fantoche, a fim de assegurar os seus interesses nacionais.[28]

Em janeiro de 1876, após a Restauração Meiji, o Japão empregou uma diplomacia das canhoneiras a fim de pressionar a Coreia, sob comando da Dinastia Joseon, a assinar o Tratado de Ganghwa, que garantia direitos extraterritoriais aos cidadãos japoneses e abria três portos coreanos para o comércio japonês. Esses direitos garantidos ao Japão com os Tratados Desiguais,[29] eram similares a aqueles garantidos às potências ocidentais no Japão após a visita do Comodoro Matthew Calbraith Perry.[29] O envolvimento do Japão com a Coreia aumentou após o assassinato da Imperatriz Myeongseong (também conhecida como "Rainha Min") em 1895.[30]

A Coreia foi ocupada e declarada um protetorado japonês logo após o Tratado de Eulsa, de 1905, e foi oficialmente anexada em 1910, através do tratado de anexação.

Na Coreia, o período normalmente é descrito como um momento de "ocupação forçada" japonesa (Hangul: 일제 강점기; Ilje gangjeomgi, Hanja: 日帝强占期). Outros termos usados incluíam "Período Imperial Japonês" (Hangul: 일제시대, Ilje sidae, Hanja: 日帝時代) ou "Administração japonesa" (Hangul: 왜정, Wae jeong, Hanja: 倭政). No Japão, uma descrição mais comum é "domínio japonês" (日本統治時代の朝鮮, Nippon Tōchi-jidai no Chōsen?). A Coreia foi oficialmente parte do Império do Japão por 35 anos, de 22 de agosto de 1910, até o término formal do domínio japonês, em 2 de setembro de 1945, com a rendição do Japão.[31] Os tratados de 1905 e 1910 foram posteriormente declarados "nulos e sem efeitos" em 1965.[32]

Era Taisho (1912-1926)[editar | editar código-fonte]

Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Mapa em 1912 de Tsingtao, antes da Batalha de Tsingtao.

O Japão entrou na Primeira Guerra Mundial em 1914, aproveitando-se da distração dos alemães com a guerra na Europa para expandir sua esfera de influência na China e no Pacífico. O Japão declarou guerra à Alemanha em 23 de agosto de 1914. As forças dos japoneses e dos aliados do Império Britânico logo se moveram para ocupar a fortaleza de Tsingtao, a base do Esquadrão Alemão do Leste Asiático, os territórios da província chinesa de Shandong bem como as Ilhas Marianas, Ilhas Carolinas, e Ilhas Marshall no Pacífico, que faziam parte da Nova Guiné Alemã. O cerco de Tsingtao e uma rápida invasão no território alemão de Jiaozhou (Kiautschou) foram bem sucedidas e as tropas coloniais renderam-se em 7 de novembro de 1914. O Japão, então, ganhou os protetorados alemães.

Com os seus aliados ocidentais, principalmente o Reino Unido, concentrados na guerra na Europa, o Japão despachou uma frota naval para o Mar Mediterrâneo a fim de ajudar os navios aliados contra os ataques dos U-Boot alemães. O Japão procurou consolidar sua posição na China, apresentado as Vinte e Uma Exigências para o país em janeiro de 1915. Em face da lentidão das negociações com o governo chinês e condenações internacionais por parte dos potências ocidentais, o Japão retirou o grupo final de demandas e os tratados foram assinados em maio de 1915.

Em 1919, o Japão propôs uma cláusula de igualidade racial a ser incluída na convenção da Liga das Nações, na Conferência de Paz de Paris (1919). A cláusula foi rejeitada por países ocidentais e não foi objeto de maiores discussões na reunião geral da conferência. A rejeição foi um fator importante nos anos seguintes na mudança de posição japonesa de cooperação com o ocidente para a adoção de políticas mais nacionalistas.[33] A Aliança Anglo-Japonesa terminou em 1923.

Intervenção na Sibéria[editar | editar código-fonte]

Imperador Taisho, o 123º imperador do Japão

Após a queda do Regime czarista e o posterior regime provisório de 1917, o novo governo bolchevique assinou um Tratado de Brest-Litovsk de paz em separado com a Alemanha. Após isto, os russos lutaram entre si na Guerra Civil Russa.

Em julho de 1918, o Presidente americano Woodrow Wilson pediu ao governo japonês o fornecimento de 7 mil tropas como parte de uma coalizão internacional de 25 mil tropas, planejadas para dar suporte à Força Expedicionária Americana na Sibéria. O Primeiro Ministro Terauchi Masatake concordou em enviar 12 mil tropas, mas sob o comando japonês, e não como parte de uma coalizão internacional. Os japoneses tinham alguns motivos ocultos para a iniciativa, que incluía uma grande hostilidade e medo do comunismo, a determinação de recuperar perdas históricas da Rússia; e o desejo de sanar o "problema do norte" da segurança do Japão, através da criação de um Estado-tampão ou de aquisições territoriais.

Em novembro de 1918, mais de 70 mil tropas japonesas sob o comando do Chefe de Gabinete Yui Mitsue ocuparam todos os portos e grandes cidades do Krai do Litoral e a Sibéria oriental. O Japão aceitou 765 poloneses órfãos da Sibéria.[34] [35]

Em junho de 1920, cerca de 450 civis e 350 soldados japoneses, juntos com os adeptos do Exército Branco Russo, foram massacrados por forças partidárias associadas ao Exército Vermelho em Incidente de Nikolayevsk, no Rio Amur; os Estados Unidos e seus parceiros multinacionais da coalizão consequentemente partiram de Vladivostok depois da captura e execução do líder do Exército Branco, Almirante Aleksandr Kolchak, pelo Exército Vermelho. Entretanto, os japoneses decidiram permanecer, principalmente devido ao temor de difusão do comunismo tão perto do Japão e da Coreia e Manchúria, controlados pelos japoneses. O exército japonês forneceu auxílio militar para o Governo Provisório Priamurye, apoiado pelos japoneses e baseado em Vladivostok, contra a República do Extremo Oriente, subsidiada por Moscou.

A presença continuada dos japoneses preocupava os Estados Unidos, que suspeitavam que o Japão tinha interesses territoriais na Sibéria e no extremo oriente russo. Sujeito a intensa pressão diplomática pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, e encarando uma crescente oposição doméstica devido ao custo econômico e humano, a administração do Primeiro Ministro Kato Tomosaburo retirou as forças japonesas em outubro de 1922. As vítimas japonesas da expedição foram 5 mil mortos em combate ou por doença, com um custo de mais de 900 milhões de ienes.

"Democracia Taisho"[editar | editar código-fonte]

A eleição de Kato Takaaki como Primeiro Ministro do Japão continuou com as reformas democráticas que haviam sido defendidas por indivíduos influentes da esquerda. Isso culminou com o sufrágio universal masculino em março de 1925. Essa lei concedeu a todos os homens, com idade acima de 25 anos, o direito ao voto, desde que eles tivessem vivido no distrito eleitoral por pelo menos um ano e que não fossem desabrigados. O eleitorado aumentou de 3,3 milhões para 12,5 milhões de eleitores.[36]

Início do período Showa (1926-1937)[editar | editar código-fonte]

Imperador Showa, o 124º imperador do Japão

Expansão da democracia[editar | editar código-fonte]

Em 1932, cidadão coreano Park Chun-kum foi eleito para a Casa dos Representantes do Japão nas Eleições gerais do Japão como a primeira pessoa vinda da colônia.[37] Em 1935, a democracia foi introduzida em Taiwan e, em resposta à opinião pública taiwanesa, assembleias locais foram estabelecidas.[38] Em 1942, 30 pessoas das colônias foram eleitas para as assembleias locais da pátria japonesa.[37]

Organizações militares e sociais[editar | editar código-fonte]

Existiam ligações institucionais importantes entre o partido do governo (Kodoha) e as organizações militares e políticas, tais como a Federação Jovem Imperial e o "Departamento Político" do Kempeitai. Entre os himitsu kessha (sociedades secretas), o Kokuryu-kai (Black Dragon Society - atualmente denominado White Dragon Society) e o Kokka Shakai Shugi Gakumei (Liga Socialista Nacional) também tinham fortes laços com o governo. Os grupos do Tonarigumi (comitê dos residentes), a Sociedade de Serviço Nacional (sindicato comercial do governo nacional) e a Associação Imperial dos Fazendeiros eram todas aliadas. Outras organizações e grupos relacionados com o governo nos tempos de guerra eram: Futabakai, Kokuhonsha, Taisei Yokusankai, Yokusan Sonendan, Keishicho, Xintoísmo estatal, Facção do Tratado, Facção da Marinha e a Kokumin Giyu Sentotai.

Fatores nacionalistas[editar | editar código-fonte]

Sadao Araki era uma importante figura e fundador do partido do Exército, além de ser o mais importante pensador de direita de sua época.[39] Suas primeiras obras ideológicas datam de sua liderança no Kodoha (Domínio Benevolente Imperial ou Grupo de Ação), que fazia oposição ao Toseiha (Grupo de Controle), liderado pelo General Kazushige Ugaki. Ele misturou o antigo código bushido e os ideais fascistas locais e da Europa que estavam em voga (ver Fascismo no Japão) a fim de formar uma base ideológica para o movimento nacionalista Showa.

A partir de setembro de 1932, os japoneses estavam se tornando mais presos ao caminho que os levaria para a Segunda Guerra Mundial, sob a liderança de Araki.[40] O totalitarismo, o militarismo e o expansionismo estavam se tornando a regra, com poucas vozes conseguindo ser contra isso. Em uma coletiva de imprensa em 23 de setembro, Araki mencionou pela primeira vez a filosofia do "Kodoha" (a Facção do Caminho Imperial). O conceito de Kodo estabeleceu uma ligação entre o Imperador, o povo, as terras e a moralidade que era indivisível. Isso levou à criação do "novo" Xintoísmo e aumentou a adoração imperial.

Soldados ocupando as regiões de Nagata-cho e Akasaka durante o Incidente de 26 de fevereiro.

Em 26 de fevereiro de 1936, houve uma tentativa de golpe de estado (O Incidente de 26 de fevereiro). Iniciado pela facção ultranacionalista do Kodoha com os militares, acabou não tendo sucesso devido à intervenção do imperador.[41] Membros do Kodoha foram expulsos das posições superiores do exército e a facção Toseiha ganhou poder. Entretanto, ambas as facções acreditavam no expansionismo, em um exército forte e em uma guerra que estava por vir. Além disso, os membros do Kodoha, apesar de terem sido expulso do exército, ainda tinham influência política no governo.

O estado estava se transformando para server ao exército e ao imperador. Espadas simbólicas katana voltaram à moda, devido à personificação marcial dessas crenças, enquanto a pistola Nambu tornou-se o seu equivalente contemporâneo, que dava a mensagem implícita de que a doutrina militar do combate corpo a corpo iria prevalecer. O objetivo final, idealizado pelos pensadores militares tais como Sadao Araki e seguidores da direita, era o retorno para o antigo sistema de xogunato, mas na forma de um Xogunato militar contemporâneo. Nesse governo, o Imperador seria mais uma vez apenas uma figura decorativa (assim como no período Edo). O verdadeiro poder ficaria nas mãos de um líder muito parecido com um führer ou duce, embora em uma posição com menos exposição. Por outro lado, os militaristas tradicionalistas da Marinha defendiam o Imperador e uma monarquia constitucional com um aspecto religioso mais significante.

Um terceiro ponto de vista era apoiado pelo Príncipe Chichibu, um irmão do Imperador Showa e que várias vezes o aconselhou a implementar um domínio imperial direto, mesmo que isso significasse suspender a constituição.[42]

Com a eleição em 1940 do Primeiro Ministro Fumimaro Konoe, fundador da Taisei Yokusankai (Associação de Apoio ao Domínio Imperial), o Japão passaria a ter uma forma de governo que lembrava o totalitarismo.[43] Entretanto, apesar de esse estilo único de governo ser muito similar ao fascismo, havia muitas diferenças significantes entre os dois, sendo que o primeiro, portanto, poderia ser chamado de Nacionalismo japonês.

Fatores econômicos[editar | editar código-fonte]

Corrida aos bancos durante a crise financeira do período Showa, em março de 1927.

Ao mesmo tempo, os grandes grupos zaibatsu (principalmente Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo e Yasuda) buscavam uma grande expansão no futuro. Sua principal preocupação era a escassez de matérias-primas. O Primeiro Ministro Fumimaro Konoye combinou preocupações sociais com a necessidade de capital, se planejando para a expansão.

As principais metas do expansionismo japonês eram a aquisição e proteção de esferas de influência, manutenção da integridade territorial, aquisição de matérias-primas e acesso aos mercados asiáticos. Os países ocidentais, principalmente Grã-Bretanha, França e os Estados Unidos, por muito tempo mostraram grande interesse nas oportunidades comerciais na China e em outras regiões da Ásia. Essas oportunidades atraíram investimentos do Ocidente devido à disponibilidade de matérias primas tanto para a produção doméstica como para a re-exportação para a Ásia. O Japão desejava aproveitar-se dessas oportunidades e planejou o desenvolvimento da Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental.

A Grande Depressão, assim como em muitos outros países, diminuiu o crescimento econômico japonês.[44] O grande problema do Império japonês era que sua rápida expansão industrial tornou o país em uma potência manufatureira e industrial que requeria muitas matérias primas; entretanto, essas commodities tinham de ser obtidas do exterior, tendo em vista a escassez de recursos naturais no arquipélago.

Nas décadas de 1920 e 1930, o Japão precisou importar matérias primas tais como ferro, borracha e petróleo a fim de manter seu forte crescimento econômico. A maior parte desses recursos veio dos Estados Unidos. Os japoneses sentiam que adquirir territórios ricos em recursos iria estabelecer uma auto-suficiência econômica e independência, e eles também esperavam iniciar o processo de recuperação da economia no meio da depressão. Como resultado, o Japão focou-se no Leste asiático, especificamente na Manchúria, que tinha muitos recursos;[45] o Japão precisava desses recursos para continuar com seu desenvolvimento econômico e manter a integridade nacional.

Início do período Showa (1937-1947) - Expansionismo[editar | editar código-fonte]

Expansionismo pré-guerra[editar | editar código-fonte]

Manchúria[editar | editar código-fonte]

O príncipe Manchu Aisin-Goro Pujie com sua esposa Hiro Saga, filha do marquês Saneto Saga (1938).

Enfrentando pouca resistência, o Japão conquistou a Manchúria em 1931.[46] O Japão alegou que essa invasão visava à liberação do grupo étnico manchu da China, apesar de a maioria da população da Manchúria ser formada por chineses Han, como resultado da ocupação em grande escala dos chineses na Manchúria, no século XIX. O Japão, então, estabeleceu um estado fantoche chamado Manchukuo e nomeou o antigo Imperador da China, Puyi, como o Chefe de Estado oficial. Jehol, um território chinês que fazia fronteira com a Manchúria, também foi tomada em 1933.[47] Esse regime fantoche teve de realizar uma campanha de pacificação prolongada contra os Exércitos Voluntários Anti-japoneses na Manchúria. Em 1936, o Japão criou um estado fantoche semelhante na Mongólia interior, chamado de Mengjiang (Chinês: 蒙疆),[48] que também era predominantemente povoado por chineses Han, como resultado da recente imigração Han para a região. Japoneses, coreanos e taiwaneses foram proibidos de imigrar para a América do Norte e para a Austrália. Manchukuo abriu suas fronteiras para a imigração dos asiáticos e, consequentemente, a população japonesa cresceu em cerca de 850 mil habitantes.

Segunda Guerra Sino-Japonesa[editar | editar código-fonte]

Tropas japonesas entrando em Shenyang, China, durante o Incidente de Mukden, 1931.

O Japão invadiu a China em 1937, criando uma guerra com três diferentes pólos: os japoneses, os comunistas de Mao Tsé-Tung e os nacionalistas de Chiang Kai-Shek.[49] Os motivos da invasão japonesa, incluía uma hostilidade ao comunismo e o desejo de sanar o "problema da China" através da criação de um Estado-tampão na China. Em 13 de dezembro desse mesmo ano, a cidade de Nanquim rendeu-se às tropas japonesas.[50] No evento conhecido como o Massacre de Nanquim, acredita-se que o exército japonês massacrou um grande número de unidades de defesa. Estima-se que mais de 300 mil pessoas, incluindo civis podem ter sido mortas, apesar de o número real ser incerto devido a contradições na versão oficial e evidências supostamente forjadas. O governo chinês nunca anunciou o Massacre de Nanquim naquela epóca. A primeira menção do massacre surgiu muitos anos após o fim da guerra. O governo da China nunca contabilizou completamente o número de vítimas. No total, estima-se que aproximadamente 20 milhões de chineses, a maioria civis, morreram durante a Segunda Guerra Mundial, em decorrêcia das batalhas travadas entre os comunistas de Mao Tsé-Tung e os nacionalistas de Chiang Kai-Shek.[51] O Governo nacionalista de Nanquim, um estado fantoche do Japão, foi instalado na China logo depois, liderado por Wang Jingwei. A hostilidades continuaram na Segunda Guerra Sino-Japonesa quando os comunistas e os nacionalistas chineses forjaram uma aliança defensiva temporária contra o Japão.

Confrontos com a União Soviética[editar | editar código-fonte]

Conflitos fronteiriços entre a União Soviética e o Japão

Khalkhin Gol, 1939. Ofensiva dos tanques soviéticos BT-7.

Em 1938, a 19ª Divisão japonesa entrou no território da União Soviética, levando à Batalha do Lago Khasan.[52] Essa incursão foi fundamentada na convicção japonesa de que a União Soviética mal interpretou a demarcação de sua fronteira, como foi estipulado no Tratado de Pequim, entre a Rússia Imperial e a China de Manchu (e posteriores acordos suplementares de demarcação) e, além disso, que os marcadores das delimitações foram adulterados.

Em 11 de maio de 1939, no Incidente de Nomonhan (Batalhas do Khalkhin Gol), uma unidade de cavalaria mongol com cerca de 70 a 90 homens entrou na área disputada à procura de pasto para seus cavalos, encontrando a cavalaria de Manchukuoan, que os expulsou de lá.[53] Dois dias depois, a força mongol retornou e os Manchukoanos não foram páreos para eles.

A 23ª Divisão do Exército Imperial e outras unidades do Exército de Guangdong entraram na disputa. Josef Stalin ordenou a Stavka, o alto comando do Exército Vermelho, a desenvolver um plano para contra-atacar os japoneses. No final de agosto, Gueorgui Jukov empregou táticas de cerco que fizeram uso da superioridade na artilharia, blindados e forças aéreas; essa ofensiva praticamente aniquilou a 23ª Divisão e dizimou a 7ª Divisão do Exército Imperial. Em 16 de setembro, um armistício foi assinado.[54] Após dois anos, em 13 de abril de 1941, os dois países assinaram o Pacto de Neutralidade,[55] no qual a União Soviética se comprometeu a respeitar a integridade territorial e a inviolabilidade de Manchukuo, enquanto o Japão concordou de modo semelhante em relação à República Popular da Mongólia.

Pacto Tripartite[editar | editar código-fonte]

Um poster de propaganda do Pacto Tripartite: "Bons amigos em três países". (Da esquerda: Adolf Hitler, centro: Fumimaro Konoe, direita: Benito Mussolini)
Cerimônia de fundação do monumento Hakko Ichiu, em 1940. Tinha a caligrafia do Príncipe Chichibu de Hakko ichiu, gravado em sua parte da frente.[56]

Em 1938, o Japão proibiu a expulsão dos judeus do Japão, Manchúria e China, de acordo com o espírito de igualdade racial no qual o Japão defendia por muitos anos.[57] [58]

A Segunda Guerra Sino-Japonesa havia aumentado as tensões entre o Japão Imperial e os Estados Unidos que mantinha interesses na Ásia; eventos como o Incidente Panay e a invasão da China tornaram a opinião pública americana contra o Japão. Com a ocupação da Indochina Francesa nos anos de 1940-1941,[59] e com a contínua guerra na China, os Estados Unidos impuseram embargos aos japoneses sobre materiais estratégicos como ferro e petróleo, que eram de extrema necessidade para o esforço de guerra. O Japão tinha a opção de abandonar a China ou tomar o controle e assegurar novas fontes de matérias-primas nas colônias ricas em recursos controladas pelos europeus, no Sudeste Asiático – especialmente a Malásia britânica e as Índias Orientais Neerlandesas (atual Indonésia). Por outro lado, o Japão estava determinado eliminar o problema na Ásia Oriental com aquisições territoriais na China.

Em 27 de setembro de 1940, o Japão imperial assinou o Pacto Tripartite com a Alemanha nazista e a Itália fascista.[60] O objetivo deles era "estabelecer e manter uma nova ordem de certos aspectos" em suas respectivas regiões mundiais e esferas de influência, com a Alemanha na Europa, o Japão na Ásia e a Itália no norte da África. Os signatários da aliança passaram a ser conhecidos como as Potências do Eixo.[61] O pacto também previa a proteção mútua – se qualquer um dos membros fosse atacado por um país que ainda não estava na guerra, excluindo a União Soviética – e a cooperação tecnológica e econômica entre os signatários. O não-cumprimento das promessas feitas pelos Aliados da Primeira Guerra Mundial foi um dos fatores que levaram o Japão a aliar-se ao Eixo na Segunda Guerra Mundial.

Pelo bem de seu povo e nação, o Primeiro Ministro Konoe formou o Taisei Yokusankai (Associação de Assistência ao Domínio Imperial) em 12 de outubro de 1940,[62] e, assim como o partido do governo no Japão, evitava as influências da Alemanha nazista e do fascismo italiano.

Guerra do Pacífico[editar | editar código-fonte]

Na Guerra do Pacífico, muitas de suas ilhas tornaram-se domínios do Império japonês.

Ataque a Pearl Harbor[editar | editar código-fonte]

USS Arizona queimando depois do ataque a Pearl Harbor, feito pelos japoneses, em 7 de dezembro de 1941.

Enfrentando um embargo de petróleo pelos Estados Unidos[63] bem como a diminuição de suas reservas domésticas, o governo japonês decidiu executar um plano desenvolvido pelo aparelho militar, liderado por Osami Nagano e Isoroku Yamamoto,[64] a fim de bombardear a base naval norte-americana no Havaí, trazendo assim os Estados Unidos definitivamente para dentro da Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados. Em 4 de setembro de 1941, o gabinete reuniu-se para examinar os planos de guerra preparados pelo Quartel-General Imperial e decidiu que o Império, a fim de se auto-defender e se auto-preservar, não havia outra opção senão se preparar para uma guerra inevitável. Eles iriam tomar todas as medidas diplomáticas disponíveis, não excluindo a guerra contra os Estados Unidos, Grã-Bretanha e Holanda, se necesssário. Caso as demandas japonesas não fossem atendidas até o começo de outubro, o Japão iria tomar medidas mais enérgicas contra esses países. Depois de inúmeras iniciativas diplomáticas efetuadas pelos japoneses, incluindo a oferta em 8 de agosto de 1941, o Japão foi forçado a atacar Pearl Harbor a fim de manter a sua existência como um Estado soberano.[65]

A Marinha Imperial Japonesa realizou seu ataque surpresa a Pearl Harbor, Oahu, Havaí, na manhã de domingo de 7 de dezembro de 1941.[66] A Frota do Pacífico da Marinha dos Estados Unidos e as Forças Aéreas do Exército e as Forças Aéreas da Marinha tiveram perdas significativas. O principal objetivo do ataque era incapacitar os Estados Unidos por tempo suficiente a fim de estabelecer um extenso império marinho no Sudeste Asiático e zonas de defesa. O público dos Estados Unidos via o ataque como um ato traiçoeiro e foram contra o Império do Japão. Os americanos entraram no Teatro Europeu e na Guerra do Pacífico com força total. Quatro dias depois, Adolf Hitler, da Alemanha nazista, declarou guerra aos Estados Unidos, unificando os conflitos que antes estavam separados.[67]

O Japão Imperial em 1942, mostrando as progressivas expansões territoriais a partir de 1870.

Ofensiva japonesa (1941-1942)[editar | editar código-fonte]

Batalha de Singapura, fevereiro de 1942. Tropas vitoriosas japonesas marcham pelo centro da cidade (Foto do Museu da Guerra Imperial).
Unidades blindadas japonesas avançam nas Filipinas.

Depois do ataque a Pearl Harbor, os japoneses lançaram ofensivas contra as Forças Aliadas no sudeste asiático, com ataques simultâneos em Hong Kong, Malásia britânica e Filipinas.[68]

A Campanha do Sudeste Asiático foi precedida por anos de propaganda e atividades de espionagem realizadas na região pelo Império japonês. Os japoneses defendiam sua visão da Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental e a Ásia para os asiáticos ao povo do sudeste asiático, que viviam sobre domínio e exploração europeu por gerações.[69] Como resultado, muitos habitantes da região realmente se alinharam aos invasores japoneses – exceto, é claro, pelos chineses, que já tinham sentido os efeitos da ocupação japonesa em seu território.

Hong Kong rendeu-se aos japoneses em 25 de dezembro.[70] Na Batalha da Malásia, as forças japonesas superaram um exército dos aliados composto por britânicos, indianos, australianos, e malaios. O Japão foi rápido ao avançar pela Península da Malásia, forçando as forças aliadas a se retirarem para Singapura. Os Aliados não tinha cobertura aérea e tanques suficientes; os japoneses tinham a superioridade aérea total. O naufrágio do HMS Prince of Wales e do HMS Repulse, em 10 de dezembro de 1941,[71] deixou a costa leste da Malásia exposta ao desembarque dos japoneses e a eliminação da força naval britânica da região. Ao final de janeiro de 1942, as últimas forças aliadas cruzaram o estreito de Johore e entraram em Singapura.[72]

Nas Filipinas, os japoneses empurraram as forças combinadas Filipino-americanas para a Península de Bataan e mais tarde para a Ilha de Corregidor. Em janeiro de 1942, o General Douglas MacArthur e o Presidente Manuel Quezon foram forçados a fugir devido ao avanço japonês.[73] Esta é considerada uma das piores derrotas sofridas pelos americanos, deixando mais de 70 mil prisioneiros de guerra americanos e filipinos sob a custódia dos japoneses.[74]

Na Batalha de Singapura em 15 de fevereiro de 1942, devido à superioridade das forças japonesas e às táticas de cerco eficientes, foi derrotada pelos japoneses,[75] causando a maior rendição das forças militares britânica da história. Aproximadamente 80 mil soldados indianos, australianos e britânicos foram tomados como prisioneiros de guerra, juntando-se aos 50 mil presos na invasão japonesa da Malásia. Muitos prisioneiros foram usados mais tarde como trabalho forçado construindo a Ferrovia da Birmânia, o lugar onde ocorre a célebre história A Ponte do Rio Kwai.

Imediatalmente após a invasão da Malásia britânica, os militares japoneses efetuaram um expurgo da população chinesa na Malásia e em Singapura. No mês seguintes depois da vitória em Singapura, acredita-se que os japoneses tenham matado dezenas de milhares de chineses, os quais o novo regime julgava serem perigosos.

Os japoneses, então, tomaram o controle de importantes zonas produtoras de petróleo em Borneo, Java Central, Malang, Cepu, Sumatra e Nova Guiné Holandesa, derrotando as Forças Armadas dos Países Baixos.[76] Eles foram recebidos com êxtase como os heróis libertadores dos nativos indonésios oprimidos pelos colonizadores ocidentais, como previam as lendas indígenas. O Japão, então, consolidou suas fontes de recursos ao capturar ilhas chaves no Pacífico, incluindo Guadalcanal (Ilhas Salomão).

A caminho da derrota (1942-45)[editar | editar código-fonte]

O navio de guerra Yamato realiza testes no Canal de Bungo (fora da Baía de Sukumo), em 20 de outubro de 1941.
Conferência do Grande Leste Asiático em novembro de 1943,[77] Participantes da esquerda para a direita: Primeiro Ministro de Burma, Ba Maw, Primeiro Ministro de Manchukuo, Zhang Jinghui, Presudente da China (Nanquim), Wang Jingwei, Primeiro Ministro do Japão, Hideki Tojo, Príncipe da Tailândia, Wan Waithayakon, Presidente das Filipinas, José P. Laurel, Presidente da Índia Livre, Subhas Chandra Bose.

Os estrategistas militares japoneses já tinham plena consciência da inferioridade industrial, além da escassez de petróleo e matéria-primas do Império japonês em relação ao dos Estados Unidos. Devido a isso, eles argumentavam que o sucesso japonês dependia da habilidade deles em se aproveitar da vantagem estratégica ganha com o ataque a Pearl Harbor com vitórias estratégias rápidas.[78]

O Comando japonês concluiu que apenas a destruição decisiva da Frota do Pacífico dos Estados Unidos e a conquista de seus pontos avançados iria assegurar que o Império do Japão não seria superado pelo poder industrial americano. Em maio de 1942, a incapacidade de derrotar os Aliados na Batalha do Mar de Coral, apesar da superioridade numérica japonesa, equivaleu a uma grande derrota para o Império.[79]

O porta-aviões USS Bunker Hill acertado por dois kamikazes em 30 segundos, em 11 de maio de 1945[80] , durante a Batalha de Okinawa.

Este revés foi seguindo, em junho de 1942, por uma perda catastrófica de quatro cargueiros de força-tarefa na Batalha de Midway.[81] Midway foi uma derrota decisiva para a Marinha Imperial Japonesa e provou ser o ponto de virada da guerra.[82] As Segunda Força Imperial Australiana derrotaram os fuzileiros navais japoneses em Nova Guiné na Batalha da Baía Milne, em setembro de 1942,[83] que foi a primeira derrota terrestre sofrida pelos japoneses no Pacífico. Mais derrotas para os Aliados em Guadalcanal, no mesmo mês,[84] e Nova Guiné, em 1943,[85] empurraram o Império do Japão para a defensiva pelo resto da guerra.

Durante 1943 e 1944, as Forças Aliadas, apoiadas pelo poder industrial e vastas fontes de matérias-primas dos Estados Unidos, avançou de forma contínua contra o Japão que já estava com petróleo, munição e matéria-primas esgotados. O Sexto Exército dos Estados Unidos, liderado pelo General Douglas MacArthur, atracou em Leyte em 19 de outubro de 1944.[86] Nos meses seguintes, durante a Batalha das Filipinas (1944-1945), as tropas conjuntas dos Estados Unidos e da Commonwealth das Filipinas, com a ajuda de unidades guerrilheiras, liberaram grande parte das Filipinas.[87]

Em 1944, os Aliados tinham controlado ou neutralizado muitas das bases estratégicas japonesas através de ataques anfíbios e bombardeios. Isso, acompanhado das perdas infligidas pelos submarinos aliados nas rotas de navegação japonesas, começou a estrangular a economia e indústria do Japão e minar sua capacidade de fornecimento de seu exército. No começo de 1945, os fuzileiros navais dos Estados Unidos tomaram o controle das Ilhas Ogasawara após algumas duras batalhas como a Batalha de Iwo Jima,[88] marcando o começo da queda das ilhas do Japão.

Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki[editar | editar código-fonte]

O bombardeamento atômico de Nagasaki, 9 de agosto de 1945.

Após assegurar campos aéreos em Saipan e Guam no verão de 1944,[89] [90] a força aérea americana iniciou uma intensa campanha de bombardeamento, usando bombas incendiárias, queimando as principais cidades do Japão em um esforço de pulverizar a indústria e infra-estrutura do país e diminuir sua moral. Essas campanhas de Bombardeamentos de Tóquio, cujo auge foi na noite de 9 e 10 de março de 1945, durante a Operação Meetinghouse em Tokyo,[91] levaram à morte de 200 mil civis, algumas fontes indicam até 500 mil mortos apenas em Tóquio, números que superam as mortes de Hiroshima e Nagasaki.[92] Ao mesmo tempo, as operações navais costeiras do Japão foram severamente atingidas com bombardeios aéreos pela Operação de Inanição dos Estados Unidos.[93]

Em agosto de 1945, a União Soviética declarou guerra ao Japão e realizou uma grande ofensiva militar para contra as forças japonesas que ocupavam o norte da China Manchúria e a Coréia até então. A ofensiva soviética, conhecida como a Batalha da Manchúria resultou na destruição, em apenas duas semanas, de toda a seção do exército imperial japonês composta por mais de 1 milhão de soldados, que ocupava o norte da China da Coréia. A ofensiva soviética resultou em cerca de 500 a 600 mil soldados japoneses mortos e um número similar de prisioneiros. O Japão estava em negociações secretas com os Estados Unidos desde 08 agosto de 1941 para capitulação definitiva, mas o governo estadunidense se recusou a aceitar novos acordos.[65] [94] Em 6 e 9 de agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram duas bombas nucleares sobre o Japão.[95] Historicamente, estes são até agora os primeiros e únicos ataques nucleares realizados contra uma nação.[96] Elas mataram aproximadamente 100 mil a 200 mil pessoas em questão de minutos, além de muitas outras dezenas de milhares que morreram como resultado da radiação nuclear nas semanas, meses e anos seguintes. As bombas mataram cerca de 80 a 140 mil pessoas civis em Hiroshima e 60 a 80 mil em Nagasaki, no final de 1945.[97] [98]

Derrota e rendição[editar | editar código-fonte]

Tendo ignorado a Declaração de Potsdam, o Império do Japão rendeu-se e a Segunda Guerra Mundial terminou, após os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki e a declaração de guerra da União Soviética. Em um discurso em rádio nacional em 15 de agosto, o Imperador Hirohito anunciou a rendição ao povo japonês.[99]

Após a Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Ocupação do Japão[editar | editar código-fonte]

Um período conhecido como Ocupação do Japão se seguiu após a guerra, liderado em grande parte pelo General do Exército dos Estados Unidos Douglas MacArthur, a fim de revisar a constituição japonesa e desmilitarizar o Japão. A ocupação americana, com a assistência econômica e política para recontrução do país, continuou até a década de 1950. As forças aliadas ordenaram ao Japão a abolição da Constituição Meiji e a promulgação da Constituição do Japão, e então renomearam o Império japonês para Japão, em 3 de maio de 1947[1] O país adotou um sistema político baseado no parlamentarismo, enquanto o Imperador passou a ter um status apenas simbólico.

O General do Exército Americano Douglas MacArthur mais tarde comentou sobre o novo governo japonês que ele ajudou a estabelecer e a nova era japonesa, quando ele estava prestes a enviar forças americanas para a Guerra da Coreia:

O povo japonês, desde a guerra, passou pela maior reforma registrada na história moderna. Com uma louvável vontade, ânsia em aprender, e grande capacidade para entender, eles erigiram no Japão, a partir dos escombros deixados pela guerra, uma estrutura dedicada à supremacia da liberdade individual do indivíduo e da dignidade das pessoas; e no processo que se seguiu, criou-se um governo verdadeiramente representativo compromissado com o avanço da moralidade política, liberdade de empresa e justiça social. Politicamente, economicamente e socialmente, o Japão está hoje no mesmo nível de muitas nações livres da terra e não mais desapontará a confiança universal outra vez... Eu enviei todas as quatro divisões de ocupação para a frente de batalha da Coreia sem a menor preocupação com os efeitos do vácuo no poder que ficará no Japão. Os resultados justificam completamente minha crença. Não conheço nenhuma outra nação tão serena, ordeira e trabalhadora, nem nas quais se deposita as mais altas esperanças, que pode auxiliar na construção de um futuro construtivo para o avanço da raça humana.[100]

Repatriação[editar | editar código-fonte]

Houve um grande nível de emigração para os territórios fora do arquipélago do Japão durante o período colônia japonês, incluindo a Coreia,[101] República da China, Manchúria e Karafuto.[102] Ao contrário dos emigrantes das Américas onde havia Campos de concentração nos Estados Unidos, os japoneses que foram para as colônias na Ásia ocuparam níveis sociais mais altos.[103]

Em 1938, havia 309 mil japoneses em Taiwan.[104] No final da Segunda Guerra Mundial, havia 850 mil japoneses na Coreia[105] e mais de 2 milhões na China,[106] a maioria dos quais eram fazendeiros em Manchukuo (o Japão tinha um plano de enviar 5 milhões de japoneses para Manchukuo).[107]

No censo de dezembro de 1939, a população total do Mandato do Pacífico Sul era de 129.104 pessoas, dos quais 77.257 eram japoneses. Em dezembro de 1941, Saipan tinha uma população de mais de 30 mil habitantes, incluindo 25 mil japoneses.[108] Havia mais de 400 mil pessoas vivendo em Karafuto (sul de Sacalina) quando a ofensiva soviética começou no começo em agosto de 1945. A maioria era de japoneses e coreanos. Quando o Japão perdeu as Ilhas Curilas, 17 mil japoneses foram expulsos, a maioria vindo das ilhas do sul.[109]

Após a Segunda Guerra Mundial, a maioria desses japoneses vivendo fora do país voltaram ao Japão. As potências aliadas repatriaram mais de 6 milhões de japoneses das colônias e campos de batalha pela Ásia.[110] Apenas alguns permaneceram no exterior, muitas vezes involuntariamente, como no caso dos órfãos japoneses na China ou prisioneiros de guerra capturados pelo Exército Vermelho e forçados a trabalhar na Sibéria.[111]

Crimes de guerra[editar | editar código-fonte]

Muitos líderes políticos e militares japoneses foram condenado por crimes de guerra ante o Tribunal de Tóquio e outros tribunais Aliados na Ásia. Entretanto, todos os membros da família imperial envolvidos na guerra, como o Imperador Showa e seus irmãos, primos e tios, como o Príncipe Chichibu, Príncipe Fushimi Hiroyasu e Príncipe Asaka Yasuhiko, foram absolvidos de acusações criminais por Douglas MacArthur.

Os militares japoneses antes e durante a Segunda Guerra Mundial cometeram inúmeras atrocidades contra civis e militares. Massacres de grandes proporções, abusos e assassinatos contra civis foram cometidos, sendo os mais notáveis o Massacre de Sook Ching e o Massacre de Nanquim, além do uso de cerca de 200 mil "mulheres de conforto", que foram capturadas e vendidas pelos bordéis ou forçadas a se prostituir para os militares japoneses.[112]

O Exército imperial japonês também se engajou na execução e tratamentos cruéis dos prisioneiros de guerra Aliados, sendo que experimentos biológicos foram conduzidos na Unidade 731 em prisioneiros de guerra e civis chineses suspeitos de atividades contra o Japão; isso incluía o uso de armas biológicas e químicas autorizadas pelo próprio Imperador Showa.[113] De acordo com o Simpósio Internacional de Crimes com Armas Bacteriológicas, em 2002, o número de pessoas mortas no Extremo Oriente pelos experimentos humanos e armas de germes conduzidos pelo Exército imperial japonês foi de aproximadamente 580 mil indivíduos.[114] Shiro Ishii e todos os membros da Unidade 731 receberam o benefício da delação premiada pelo General americano Douglas MacArthur em troca de informações sobre os experimentos humanos realizados.[115]

Negação de crimes de guerra[editar | editar código-fonte]

Massacre de Nanquim, Mulheres de Conforto e outros crimes de guerra são parcialmente negados pelo governo japonês e não são mencionados nas escolas japonesas por determinação do governo devido às contradições na versão oficial e evidências, consideradas por alguns pesquisadores japoneses como forjadas. Os motivos para a negação dos crimes de guerra nunca foram questionados por autoridades internacionais, provocando instabilidade em relações diplomáticas entre os países da Ásia. O Revisionismo do Massacre de Nanquim é o ponto de vista parcialmente defendido pelo governo japonês.

Provas de crimes de guerra[editar | editar código-fonte]

Os alicerces do Massacre de Nanquim foram editadas por Harold Timperly, um conselheiro do Ministério da Informação da China, no livro What War Means, que serviu de base para acusações de crimes de guerra.[116]

São percebidos também como provas dos massacres os artigos de notícias de Chicago Daily News e New York Times. O reverendo Miner Searle Bates que ensinava na Universidade de Nanquim, era também um conselheiro do Ministério da Informação da China, e seria a fonte destas notícias.[116]

Referências

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  10. Keene, p. 116. Ver também Jansen, pp. 310–1.
  11. Keene, pp. 120–1, e Satow, p. 283. Além disso, Satow (p. 285) especula que Yoshinobu concordou com uma assembleia de daimyos na esperança de que ela o recolocasse no poder.
  12. Satow, p. 286.
  13. Durante um recesso, Saigō, que tinha suas tropas a postos no lado de fora, "comentou que bastaria uma adaga para resolver a questão" (Keene, p. 122). Citação original em japonês: "短刀一本あればかたづくことだ." in Hagiwara, p. 42. A palavra específica usada para "adaga" foi "tantō".
  14. Keene, p. 124.
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Notas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Documentos[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

Trabalhos acadêmicos[editar | editar código-fonte]

Precedido por:
Período Edo
1603-1868

História do Japão
Império do Japão
1868-1945

Sucedido por:
Estado do Japão
1945-presente