Tratado de Lausanne

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Tratado de Lausanne
Accord relatif à la restitution réciproque des internés civils et à l'échange des prisonniers de guerre, signé à Lausanne
A Turquia segundo o tratado de Lausanne.
Assinado 23 de julho de 1923
Local Lausana, Suíça
Em vigor 06 de agosto de 1924
Signatários
Partes
Depositário França
Língua Francês

O tratado de Lausanne (ou Lausana) é um tratado de paz firmado em 24 de julho de 1923 na cidade suíça de Lausanne por Reino Unido, França, Itália, Japão, Grécia, Romênia, Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, e Turquia. O acordo levou ao reconhecimento internacional da nova República da Turquia como sucessora do extinto Império Otomano e anulou o tratado de Sèvres, de 1920, que havia sido assinado pelo governo otomano de Istambul.[1]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A Turquia segundo o tratado de Sèvres. Este acordo foi anulado pelo tratado de Lausanne, após a guerra de independência turca.

O tratado de Lausanne substituiu o tratado de Sèvres, que não chegou a ser ratificado pela Turquia. O acordo firmado em Sèvres, que instituía uma Armênia independente no nordeste da atual Turquia, um Curdistão autônomo no sudeste e cedia à Grécia a Trácia Oriental e a região de Esmirna, foi recusado pelo movimento nacional chefiado por Mustafá Kemal Atatürk. Em seguida à vitória deste último sobre as forças de ocupação estrangeiras ao fim da guerra de independência turca (1919-1922), reuniu-se uma conferência internacional para substituir o tratado de Sèvres.

O tratado[editar | editar código-fonte]

O tratado foi assinado em 24 de julho de 1923 em Lausanne entre a Turquia, de um lado, e França, Itália, Reino Unido, Japão, Grécia, Romênia e Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, de outro.

O tratado reconheceu a legitimidade do regime de Atatürk instalado em Ancara e definiu as fronteiras da Turquia moderna. Esta renunciou às antigas províncias árabes, à ilha de Chipre (que passou aos britânicos) e ao Dodecaneso (ocupado pelos italianos). A Turquia passa a limitar-se à Anatólia (ocidental e oriental) e à Trácia Oriental. Seguiram-se trocas populacionais entre gregos e turcos (1,6 milhões de gregos otomanos e 385 mil muçulmanos da Grécia). Os Aliados obtiveram concessões importantes da parte da Turquia para os territórios árabes e europeus do extinto Império Otomano. Em contrapartida, renunciaram às suas reivindicações referentes à independência ou autonomia do Curdistão e da Armênia, previstas no tratado de Sèvres. Os controles sobre as finanças e as forças armadas turcas foram suprimidos. Os estreitos dos Dardanelos e do Bósforo foram abertos sem restrições ao comércio.

Paralelamente, o governo turco assinou com a União Soviética o tratado de Kars, pelo qual os soviéticos entregaram à Turquia um território disputado (e atribuído à Rússia pelo tratado de San Stefano em 1878), povoado pelos lazos, meskhetes e armênios, os quais foram expulsos e substituídos por turcos e curdos.

Notas