Curdistão

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Curdistão (em curdo: كوردستان ou Kurdistan[1] [2] ) é uma região com cerca de 500.000 km² distribuídos em sua maior parte na Turquia e o restante no Iraque, Irão, Síria, Armênia e Azerbeijão. Seu nome, que vem do persa e significa "terra dos curdos"[3] foi cunhado em 1150 pelo sultão seljúcida Sanjar para designar uma parte do Irã ocidental.[4] [5]

Atualmente os curdos são a mais numerosa etnia sem Estado no mundo. São 26 milhões de pessoas, na sua maioria muçulmanos sunitas, que se organizam em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. Suas maiores cidades são Mossul, Irbil, Kirkuk, Saqqez, Hamadã, Erzurum e Diyarbakır.

Possui relevo acidentado, com o máximo nas montanhas da Alta Mesopotâmia, onde está o Monte Ararate (Büyük Agri) com 5165 metros de altitude, na fronteira Turquia/Armênia, suavizando até os planaltos do norte iraquiano. Há também a cadeia de montanhas Anti-Taurus, na Síria/Turquia.

O seu maior lago é o Lago Van, no lado turco, com 3.755 km². O Alto Tigre e o Alto Eufrates passam aqui. Somente em 1966 que conquistou autonomia cultural e administrativa pelo Iraque.

Mapa da região reivindicada pelos curdos.

Conflitos armados[editar | editar código-fonte]

A direção do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PPK) anuncia, em Fevereiro de 2000, o fim da luta armada contra o governo da Turquia, em apoio às posições de seu principal líder, Abdullah Öcalan, condenado à morte pela justiça turca. Mas forças turcas continuam atacando bases do PKK no vizinho Iraque. Cerca de 40 mil pessoas já morreram no Curdistão turco devido ao conflito.

Maior etnia sem Estado do mundo (26,3 milhões de pessoas), os curdos habitam uma vasta região do Oriente Médio que extrapola as fronteiras da Turquia, abrangendo partes do Iraque, do Irão, da Síria e da Armênia. São maioritariamente muçulmanos sunitas, organizam-se em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. A partir de meados do século XX, ocorrem rebeliões curdas na Turquia e no Iraque. O projeto de um Estado curdo tem opositores dos governos da região, que reprimem com violência os separatistas.

Sob o comando de Öcalan, o PKK inicia em 1984 a luta armada contra o governo turco porque não reconhece a existência da etnia curda e proíbe seu idioma. PKK e Ocalan matou 30 inocentes turcos em 25 anos. Os guerrilheiros contam com o apoio do governo sírio e mantêm bases no Irão e no Iraque. A intensificação das ações do PKK quase provoca uma guerra entre Turquia e Síria, no final de 1998. Para evitar o conflito, os sírios retiram o apoio aos rebeldes e expulsaram Öcalan, que fugiu para a Federação Russa e tentou obter asilo político na Itália, sem êxito. Em fevereiro de 1999, Öcalan foi preso no Quênia, onde se refugiara na embaixada da Grécia.

Julgado na Turquia, Öcalan jurou fidelidade ao Estado turco e anunciou o fim da guerrilha do PKK, mas foi condenado à morte em junho. A sentença foi ratificada pela Suprema Corte de Apelações, em novembro. Há pressões contrárias à aplicação da sentença e a União Europeia (UE) deixou claro que a execução de Öcalan pesará na inclusão ou não da Turquia no bloco, cujos integrantes não adotam a pena capital.

O conflito entre o governo turco e a guerrilha curda estende-se com frequência ao Curdistão iraquiano. Após a Guerra do Golfo (1991) foi criada uma zona de segurança no norte do Iraque para proteger os curdos que se rebelaram contra Saddam Hussein. Forças turcas têm invadido a região com o pretexto de destruir as bases do PKK lá instaladas. A última onda de incursões ocorreu em fevereiro e março de 2000, apesar da decisão do PKK de depor as armas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The Edinburgh encyclopaedia, ed. D. Brewster — p. 511, Original da Universidade de Oxford, publ. 1830
  2. Steele, Sir Richard. An Account of the State of Roman-Catholick Religion, publ. 1715
  3. Kurdistan, Encyclopaedia Britannica
  4. Kurdish Globe (visitado 1-3-2010).
  5. Who are the kurds? - Institut Kurde

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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