Frente Oriental (Primeira Guerra Mundial)

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Frente Oriental
Parte da(o) Primeira Guerra Mundial
German troops riga 1916.jpg
Tropas alemãs entram em Riga. Setembro de 1917.
Data 1914 a 1918
Local Europa Oriental e Central
Desfecho Vitória do Poder Central; Tratado de Brest-Litovski, Tratado de Bucareste
Combatentes
Flag of the German Empire.svg Império Alemão
Flag of Austria-Hungary (1869-1918).svg Áustria-Hungria
Ottoman flag.svg Império Otomano
Bulgária Bulgária
Rússia Império Russo
Roménia Romênia

Flag of Russian SFSR (1918-1937).svg URSS
Principais líderes
Flag of the German Empire.svg Paul von Hindenburg
Flag of the German Empire.svg Erich Ludendorff
Flag of Austria-Hungary (1869-1918).svg Franz Conrad von Hötzendorf
Rússia Nicolau II da Rússia
Rússia Nikolai Nikolaevich Romanov
Roménia Constantin Prezan

Flag of Russian SFSR (1918-1937).svg Leon Trotsky

A Frente Oriental foi um cenário de guerra ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial na Europa Central e, principalmente, na Europa Oriental. O termo contrasta com a Frente Ocidental. Apesar da separação geográfica, os acontecimentos nos dois cenários de guerra tiveram grande influência mutuamente.

Cenário de guerra[editar | editar código-fonte]

A extensão da frente de batalha no oriente era muito maior do que no ocidente. O cenário de guerra era mais ou menos delimitado pelo Mar Báltico no ocidente e por Moscou no oriente, a uma distância de 1.200 quilômetros. São Petersburgo ao norte e Mar Negro ao sul, a uma distância de mais de 1.600 quilômetros. Isso teve um efeito drástico na natureza da guerra. Enquanto a Primeira Guerra Mundial na Frente Ocidental era travada em trincheiras, as linhas de batalha na Frente Oriental tinham muito mais fluidez e as trincheiras nunca foram realmente utilizadas. Esse fato se deve à grande extensão da frente de batalha, o que mantinha uma baixa densidade de soldados nas linhas, que ficavam vulneráveis e fáceis de serem quebradas. Uma vez quebrada as linha, as redes de comunicação esparsas tornavam difícil para o defensor conseguir reforços contra a sua ruptura a tempo de montar uma contraofensiva rápida para segurar a ruptura das linhas. Soma-se a isso o fato de que o terreno no cenário da Europa Oriental era muito sólido, o que por vezes tornava próximo do impossível a construção de qualquer coisa que se assemelhasse aos complicados sistemas de trincheira da Frente Ocidental, que geralmente possuía um terreno mais lamacento e viável de se escavar. Em suma, na Frente Oriental o lado que se defendia não tinha as esmagadoras vantagens que tinha os que lutavam na Frente Ocidental. Por conta disso, as linhas de frente no oriente invertiam constantemente de lado ao longo de todo o conflito, e não apenas perto do início e do fim da luta, como foi o caso no ocidente.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cornish, Nik. The Russian Army and the First World War (em inglês). UK: Spellmount, 2006. ISBN 1-86227-288-3
  • Stone, Norman. The Eastern Front 1914-1917 (em inglês). UK: Penguin Books, 1998. ISBN 0-14-026725-5
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