Período Azuchi-Momoyama

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Flag of Japan.svg Série de artigos sobre
História do Japão
Osaka Castle 02bs3200.jpg

O Período Azuchi-Momoyama (安土桃山時代, Azuchi-Momoyama jidai?) é uma divisão da história japonesa que compreende o período de 1573 até 1603.[1] Em 1573, Oda Nobunaga marchou em direção a Kyoto para derrotar o shogun Ashikaga Yoshiaki. Este acontecimento marcou o início do período Azuchi-Momoyama, o qual recebeu o nome de dois emblemáticos castelos da época, nomeadamente os castelos Azuchi-jō e Fushimi-Momoyama. O imperador concedeu o título de Udaijin (太政大臣? lit. "Grande ministro do estado") tendo assim permanecido por quatro anos.[2]

Nesse período Oda Nobunaga e Toyotomi Hideyoshi vencem inúmeras batalhas e conseguem unificar o Japão. Nessa época, os japoneses têm intensos contatos com europeus e recebem influência do cristianismo.[3] Portugal e Espanha também estavam empenhados em difundir a Religião Católica, o que não era bem visto pelos dirigentes do arquipélago. No inicio, Nobunaga e, posteriormente, Hideyoshi, mostraram-se favoráveis com a introdução do cristianismo, pois, entre os budistas, uma guerra havia sido declarada desde o século X, ao qual se estendeu até o fim do século XVI.[4] Os missionários, principalmente os padres da Companhia de Jesus, levaram a cabo um intenso trabalho de evangelização, em 1582 a comunidade cristã no país chegou a ascender a cerca de 150 mil cristãos no Japão e 200 igrejas.[5] Em uma forma de demonstração de poder, foram construídos grandes castelos, decorados com extremo luxo e requinte. Entretanto, surgem a cerimônia do chá e o teatro Noh, que pregam a elegância da simplicidade.[3]

Oda Nobunaga foi traído pelo general Akechi Mitsuhide no Incidente de Honnō-ji, depois morto por Hideyoshi Toyotomi. Em 1587, Hideyoshi emitiu um decreto expulsando os missionários cristãos. No entanto, os franciscanos conseguiram entrar no país em 1593, e os jesuítas continuaram ativos no oeste do Japão. Em 1597, Hideyoshi intensificou a perseguição de missionários cristãos, proibindo novas conversões, e executou 26 franciscanos como um aviso. Comerciantes e missionários estrangeiros agiram de forma agressiva e intolerante para com instituições japonesas nativas.[1]

No período Azuchi-Momoyama são feitos os primeiros registros sobre a bandeira do Japão, no final do século XVI. As bandeiras pertenciam a cada Daimyo e eram usadas primariamente em batalhas. A maioria das bandeiras eram estandartes longos geralmente acompanhados do mon (símbolo da família) do Daimyo. Membros da mesma família, como um filho, pai ou irmão, tinham diferentes bandeiras para portar em uma batalha. As bandeiras serviam como identificação e eram empunhadas pelos soldados em suas costas e em seus cavalos. Generais também tinham suas próprias bandeiras, a maioria diferenciando das bandeiras dos soldados pela sua forma quadrada.[6]

Referências

  1. a b Japanese history: Azuchi-Momoyama Period (html) (em inglês). Japan-guide.com. Página visitada em 07/08/2010.
  2. Jansen 2002, p. 14
  3. a b Zashi - História do Japão (php) (em português). Zashi.com. Página visitada em 07/08/2010.
  4. Comércio no Japão. Culturajaponesa.com. Página visitada em 07/08/10.
  5. Portugueses do sol nascente. Editora Abril. Página visitada em 3 de agosto de 2010.
  6. Turnbull 2001

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Turnbull, Stephen; Howard Gerrard. Ashigaru 1467–1649. Osprey Publishing; 2001. ISBN 1841761494.
  • Jansen, Marius. The Making of Modern Japan (em inglês). [S.l.]: Harvard University Press, 2002. ISBN 0-674-00991-6
Ícone de esboço Este artigo sobre História do Japão é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.