Império Etíope

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Império Etíope

Império

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Flag of Italy (1861-1946).svg
1137 - 1936
1941 - 1975
Flag of Italy (1861-1946).svg
 
Flag of Ethiopia (1975–1987).svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Império Etíope
Continente África
Capital Adis Abeba
Governo Autocracia
Imperador
 • 1137 Mara Takla Haymanot (primeiro)
 • 1930 - 1974 Haile Selassie I (ultimo)
História
 • 1270 Deposição dos reis Zagwe
 • 12 de Março de 1975 Abolição da monarquia

O Império Etíope, também conhecido como Abissínia, foi um império que ocupou os presentes territórios da Etiópia e da Eritreia, existindo de aproximadamente 1270 (início da Dinastia Salomónica) até 1974, quando a monarquia foi deposta por um golpe de estado. Foi na sua época o mais antigo estado do mundo, e o único a resistir com sucesso à Partilha de África pelas potências coloniais do século XIX.

Primórdios[editar | editar código-fonte]

A ocupação humana na Etiópia é muito antiga, como atestam as descobertas de antepassados do Homem na região. Juntamente com a Eritreia e a parte sudeste da costa do Mar Vermelho do Sudão, é considerado o local mais provável da terra conhecida pelos antigos Egípcios como Punt, cuja primeira menção data do século XXV a.C.. Os primórdios de um estado eram evidentes na área que mais tarde se tornaria a Abissínia em 980 a.C., que também serve como data de fundação. Esta data terá mais mais a ver com linhagem dinástica do que com a real data da fundação.

Dinastia Zagwe[editar | editar código-fonte]

A história de independência da Abissínia começa com a morte do último rei Aksumita e a tomada de posse pelo fundador da Dinastia Zagwe. Isto ocorreu por volta de 1137. Os Zagwe eram da dinastia Agaw, cujo poder nunca se estendeu muito além das suas terras nativas. Não obstante, continuaram com o Cristianismo de Aksum e construíram várias igrejas opulentas, tais como as de Lalibela. A dinastia duraria até à sua deposição por um novo regime alegando descendência dos antigos reis Aksumitas.

Dinastia Solomónica[editar | editar código-fonte]

Em 1270, a dinastia Zagwe foi deposta por um rei que afirmava ser da linhagem dos imperadores Aksumitas e por conseguinte da de Salomão (daí o nome Salomónica). A Dinastia Solomónica nasceu e foi governada pelos Habesha, dos quais o nome Abissínia deriva.

Os Habesha reinaram com poucas interrupções desde 1270 até finais do século XX. É sob esta dinastia que a maioria da história da Etiópia se forma. Durante esta época, o império, virtualmente conquistou e incorporou todos os povos da moderna Etiópia e Eritreia. Repeliram com sucesso exércitos Árabes e Turcos e estabeleceram contactos produtivos com potências Europeias.

A Partilha de África e a Modernização[editar | editar código-fonte]

A década de 80 do século XIX foi marcada pela Partilha de África e pela modernização da Etiópia. De conflitos com a Itália resultou a Batalha de Adwa em 1896, onde os Etíopes surpreenderam o mundo ao derrotar a potência colonial e ao permanecerem independentes sob o reinado de Menelik II da Etiópia. A Itália e a Etiópia assinaram um tratado de paz provisório a 26 de Outubro de 1896.

Invasão Italiana e Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Em 1935, soldados Italianos comandados pelo Marechal Emilio De Bono, invadiram a Etiópia (Segunda guerra ítalo-etíope). A guerra durou sete meses, tendo sido ganha pela Itália. A invasão foi condenada pela Sociedade das Nações, embora, tal como o Incidente de Mukden, pouco foi feito para acabar com as hostilidades. A Etiópia tornou-se parte da África Oriental Italiana até à sua libertação em 1941 pelas forças Aliadas no Norte de África.

A Etiópia ficou com a Eritreia após o fim da Segunda Guerra Mundial, que manteve até depois da dissolução da monarquia até à separação em 1993.

Tomada da Derg[editar | editar código-fonte]

Em 1974 uma junta militar pró-Soviética Marxista Leninista, a Derg, liderada por Mengistu Haile Mariam, depôs Haile Selassie e estabeleceu um estado socialista de partido único. Haile Selassie foi aprisionado, vindo a morrer em circunstâncias pouco claras, possivelmente por lhe ter sido negado tratamento médico.

Ver também[editar | editar código-fonte]