Nicolas Sarkozy

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Nicolas Sarkozy
Primeiro-ministro
Mandato 16 de maio de 2007
a 15 de maio de 2012[1]
Primeiro-ministro François Fillon
Antecessor(a) Jacques Chirac
Sucessor(a) François Hollande
Co-príncipe de Andorra Andorra
Mandato 16 de maio de 2007
a 15 de maio de 2012[2]
Antecessor(a) Jacques Chirac
Presidente do Conselho Europeu União Europeia
Mandato 1 de julho de 2008
a 1 de janeiro de 2009
Antecessor(a) Janez Janša
Sucessor(a) Mirek Topolánek
Vida
Nascimento 28 de Janeiro de 1955 (59 anos)
Paris, França França
Dados pessoais
Cônjuge Carla Bruni Sarkozy
Partido UMP
Profissão Advogado
Assinatura Assinatura de Nicolas Sarkozy

Nicolas Sarkozy ( pronúncia ajuda · ficheiro · ouvir - AFI[nikɔla saʁkɔzi]), de nome completo Nicolas Paul Stéphane Sarközy de Nagy-Bocsa (Paris, 28 de janeiro de 1955), é um advogado e político francês, que serviu como 23º presidente da França entre 2007 e 2012.[3] Foi também, juntamente com o bispo de Urgel, o co-príncipe de Andorra.

Antes de se tornar presidente, foi líder da União por um Movimento Popular (UMP). Durante a presidência de Jacques Chirac, foi Ministro do Interior nos primeiros dois governos de Jean-Pierre Raffarin (de maio de 2002 a março de 2004), e depois foi nomeado Ministro das Finanças no último governo de Raffarin (março de 2004 a maio de 2005), e novamente Ministro do Interior no governo de Dominique de Villepin (2005-2007).

Sarkozy foi também presidente do Conselho Geral do departamento francês de Hauts-de-Seine de 2004 a 2007 e prefeito de Neuilly-sur-Seine, uma das comunas mais ricas da França, de 1983 a 2002. Foi também Ministro do Orçamento no governo de Édouard Balladur durante o último mandato de François Mitterrand. Sarkozy é conhecido por querer revitalizar a economia francesa. Ele prometeu reavivar a ética trabalhista, promover novas iniciativas e combater a intolerância. Nos assuntos exteriores, prometeu um fortalecimento da Entente Cordiale com o Reino Unido e cooperação mais próxima com os Estados Unidos. Seu apelido, é utilizado tanto por apoiadores quanto por oponentes.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido Nicolas Paul Stéphane Sárközy de Nagy-Bocsa, é filho de Pál Sarközy de Nagy-bocsa (Nagybócsai Sárközy Pál Istvan Erno, em húngaro), nascido em Budapeste em 1928, em uma família pertencente à nobreza. O título nobiliárquico de sua família, tem origem numa concessão de 1628 que o Sacro Imperador Fernando II, também rei da Boémia e Hungria, concedeu a um antepassado de Nicolas, distinguido em altos comandos nas guerras contra os turcos. Em 1944, com a chegada das tropas soviéticas à Hungria, a família Sarkozy Nagy-Bocsa (em húngaro: Nagybócsai Sárközy), tem suas propriedades expropriadas e é forçada ao exílio.

Começa então uma longa fase de mudanças pela Europa, o que os leva à Áustria e à Alemanha, onde Pál Sarközy conhece um recrutador da legião estrangeira francesa, na qual se alista por um período de cinco anos, iniciando sua formação militar na Argélia, à época, colônia francesa. Ele devia ser enviado à Indochina ao final do treinamento, mas o médico que o examinou antes da partida, também húngaro, simpatizou-se com ele e lhe deu uma dispensa médica. Assim, ele retorna à vida civil em Marselha, em 1948, e, apesar de só ter pedido a cidadania francesa na década de 1970 (seu status legal era de apátrida até ali), galicizou seu nome húngaro para "Paul Sarközy de Nagy-Bocsa".

Paul Sarközy formou-se publicitário e, em 1949, casou-se com Andrée Mallah, estudante de Direito de origem francesa (Rhône-Alpes), por parte de mãe, e judia sefardita, por parte de seu pai - um cirurgião originário de Salônica (à época, parte do Império Otomano), convertido ao catolicismo .

Em 1952, nasceu o primeiro filho do casal, Guillaume, futuro diretor de sucesso de empresas da indústria têxtil. Três anos mais tarde, em 1955, nasceu Nicolas. Em 1958, nasceu François, o terceiro filho, que seria médico pediatra e investigador em biologia.

Em 1959, quando Nicolas Sarkozy tinha quatro anos, seu pai Paul se divorciou de sua mãe e abandonou o domicílio conjugal, o que obrigou sua mãe a retomar os estudos e praticar a advocacia, para sustentar sua família. Durante a infância de Sarkozy, seu pai se recusou a dar qualquer tipo de ajuda financeira à família da ex-mulher, apesar de ter fundado uma empresa de publicidade e estar em boníssima situação financeira. A família vivia em uma antiga mansão que pertencia ao seu avô materno, o médico Dr. Benedict Mallah, no 17e arrondissement ("17º distrito"). A família posteriormente se mudou para Neuilly-sur-Seine, uma das comunas mais ricas da região de Ilha-de-França, a oeste do 17º distrito, nos arredores de Paris. Segundo Nicolas Sarkozy, seu avô gaullista teve maior influência sobre ele que o pai, com quem se encontrava pouco. Seu avô, judeu sefardita de nascimento, originário de Tessalónica, se converteu ao catolicismo ao se casar com a avó de Sarkozy, uma francesa católica de nascença, de modo que Nicolas foi criado no catolicismo e, tal como seus irmãos, foi batizado e é católico praticante. Sarkozy disse recentemente que um de seus modelos a seguir foi o falecido papa João Paulo II.

Pál, o pai de Sarkozy, não ensinou o húngaro a ele e aos irmãos e quase nunca os visitava.

Sarkozy disse que o abandono pelo pai moldou seu caráter atual: "O que me fez o que sou agora foi a soma de todas as humilhações sofridas na infância."

Sarkozy foi casado com Cecilia, de quem se divorciou em 18 de outubro de 2007, após vários meses de rumores públicos sobre esse desenlace devido às infidelidades de ambos no ano 2005; Cecilia com o publicitário Richard Attlias e Nicolas com Anne Fulda, periodista do Le Figaro. Segundo sua advogada, Michèle Cahen, o casal se apresentou a um juiz, que lhes outorgou o divórcio depois de 11 anos de matrimônio.

Academicamente, Sarkozy é licenciado pela Universidade de Paris e Nanterre e exerceu advocacia. Também estudou no Institut d'Études Politiques de Paris (em português: Instituto de Estudos Políticos de Paris, um dos mais conceituados do mundo, onde não recebeu o título pela insuficiência de seu nível de inglês.

Desde o final de 2007 mantinha um relacionamento com Carla Bruni, ex-modelo e cantora italiana, com quem se casou em 2 de Fevereiro de 2008, no Palácio do Eliseu, em Paris, de acordo com a emissora francesa RTL.

Envolvido com a política desde 1974, Nicolas Sarkozy, exerceu a advocacia a partir de 1981. Foi presidente do RPR em 1999.

Em 2006, acumulava os postos de presidente da UMP, ministro de Estado, encarregado do Interior e da organização do território e presidente do conselho geral do departamento dos Altos do Sena, além de conselheiro municipal de Neuilly-sur-Seine, de cuja Câmara foi presidente (equivalente a "prefeito" no Brasil) de 1983 a 2002.

Foi o candidato de seu partido para as eleições presidenciais de 2007. Qualificou-se para o segundo turno da eleição, que ocorreu no dia 6 de maio de 2007, e acabou por vencer sua rival, Ségolène Royal. Tornou-se assim o vigésimo-terceiro presidente da França, cargo que assumiu oficialmente a 16 de Maio de 2007.

Foi candidato a reeleição em 2012 mas perdeu nas eleições para o candidato socialista François Hollande. Em 15 de maio do mesmo ano, ele entregou o cargo ao presidente eleito.

Em julho de 2014, Sarkozy foi constituído arguido por suspeitas de corrupção ativa, tráfico de influências e violação do segredo de justiça, depois de ter sido detido para averiguações, numa medida coerciva aplicada pela primeira vez a um antigo chefe de Estado francês, e de ter passado 15 horas em interrogatório perante a polícia e outras três horas perante os juízes.[4]

Assuntos polémicos[editar | editar código-fonte]

Durante sua presidência, o presidente Nicolas Sarkozy foi criticado sobre muitos casos polémicos, entre eles diversos esquemas de corrupção e controversas nas quais muitas vezes sua ética foi colocada em questão:

  • O caso Karachi [3]
  • O caso GDF [4]
  • O caso Tapie [5]
  • O caso Clearstream [6]
  • O caso Bettencourt [7]
  • O caso Wildenstein [8]
  • O caso César [9]
  • O caso de Compiègne [10]
  • O caso Peugeot [11]
  • Os discursos de Dakar [12], Riyad e Latran [13] [14]
  • Os convites dos ditadores para a festa nacional do "14 juillet", o convite de Kadhafi com os ouros, o tapete vermelho. [15]
  • O caso da Jatte, do Fouquet's, do Paloma, do casarão mexicano, da viagem no Egito [16]
  • O caso Pérol [17]
  • O caso do Epad (e do scooter) [18]
  • As vacinas do vírus H1N1 [19]
  • Os casos Yade, Boutin, Joyandet, Blanc, Estrosi, Lefebvre, Santini, Proglio, Amara, Laporte, Péchenard, Ouart, Solly, Soubie, Richard, Marleix
  • A utilização do contra-espionagem para resolução de assuntos privados
  • A utilização do Elysée para receber os veteranos do UMP e dos satélites até varias vezes por semana, a utilização dos recursos do estado para a propaganda política e para preparar e fazer a campanha presidencial do candidato Sarkozy
  • As "légions d'honneur" (Servier, Widenstein, Desmarais, Frère, Maistre, Peugeot etc.)
  • O "Air Sarko One", [20] o brinde de New York de 400 000 euros, o almoço para a UMP de 1 milhão de euros
  • A proposição de lei sobre a perda da nacionalidade francesa, o debate sobre a nacionalidade
  • O caso da remuneração ilegal de setembro ao 31 de dezembro de 2007, o divórcio, o casamento e a inscrição fora do prazo nas listas eleitorais, a declaração dos impostos atrasados, tudo isto ilegal e não processado
  • A circularia Hortefeux [21]
  • A nominação das diretorias das rádios e televisões públicas pelo poder
  • A reforma constitucional
  • A irresponsabilidade penal do Presidente da República de França
  • O caso da espionagem dos jornalistas pelos serviços secretos "contrespionnage" Video em português
  • O caso da validação das contas da campanha de Balladur e de Chirac
  • O caso Servier
  • O caso Bongo

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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