Giulio Andreotti

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Giulio Andreotti
Primeiro-ministro da Itália Itália
Mandato 17 de fevereiro de 1972 até 7 de julho de 1973
29 de julho de 1976 até 4 de agosto de 1979
22 de julho de 1989 até 24 de abril de 1992
Antecessor(a) Emilio Colombo
Aldo Moro
Ciriaco de Mita
Sucessor(a) Mariano Rumor
Francesco Cossiga
Giuliano Amato
Senador vitalício da Itália Itália
Mandato 19 de junho de 1991
até 6 de maio de 2013
Ministro das Relações Exteriores da Itália Itália
Mandato 4 de agosto de 1983
22 de julho de 1989
Antecessor(a) Emilio Colombo
Sucessor(a) Gianni De Michelis
Ministro da Defesa da Itália Itália
Mandato 15 de fevereiro de 1959 até 23 de fevereiro de 1966
14 de março de 1974 até 23 de novembro de 1974
Antecessor(a) Antonio Segni
Mario Tanassi
Sucessor(a) Roberto Tremelloni
Arnaldo Forlani
Ministro do Interior da Itália Itália
Mandato 18 de janeiro de 1954 até 8 de fevereiro de 1954
11 de maio de 1978 até 13 de junho de 1978
Antecessor(a) Amintore Fanfani
Francesco Cossiga
Sucessor(a) Mario Scelba
Virginio Rognoni
Vida
Nascimento 14 de janeiro de 1919
Roma, Flag of Italy (1861-1946) crowned.svg Reino da Itália
Morte 6 de maio de 2013 (94 anos)
Roma  Itália
Dados pessoais
Alma mater Universidade de Roma "La Sapienza"
Cônjuge Livia Danese
Religião Católico
Profissão jornalista

Giulio Andreotti (Roma, 14 de janeiro de 1919 — Roma, 6 de maio de 2013[1] [2] ) foi um político democrata cristão italiano. Ocupou por diversos mandatos o cargo de primeiro-ministro da Itália. Desde 1991 era senador vitalício por nomeação presidencial.

Líder do Partido Democrata-Cristão italiano, foi primeiro-ministro nos períodos de 1972-1973, 1976-1979 e 1989-1992.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira política em 1946 como deputado, embora fosse dirigente da Democracia Cristã desde 1944. Antes, era jornalista de profissão, tendo sido co-fundador do Popolo, o jornal do seu partido. Foi colaborador de Alcide De Gasperi, passando por todos os seus governos com as mais variadas funções.

Em 1954, foi ministro do Interior; em 1955, das Finanças; em 1966, fez parte do terceiro governo de Aldo Moro; entre fevereiro de 1972 e junho do ano seguinte presidiu a um governo democrata-cristão, com o apoio dos partidos de centro; em junho de 1976, após as eleições gerais, assumiu o poder com um gabinete democrata-cristão minoritário, que só pôde governar devido à abstenção do grupo parlamentar comunista.

Em 1978, Andreotti formou governo com o Partido Comunista Italiano, dispondo assim de uma maioria absoluta parlamentar. No ano seguinte, o gabinete de coligação chegou ao fim devido à polémica adesão da Itália ao sistema monetário europeu, à qual os comunistas se opunham. A forte oposição dos socialistas impediria Andreotti de cumprir à risca o seu programa de luta contra a inflação.

Em 1983 assumiu o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros e em 1989 formou um governo de coligação, sucedendo a Ciriaco De Mita. Até ao ano da sua demissão, em 1992, conduziu governos de centro-direita, centro-esquerda e de unidade nacional. No que diz respeito à política externa, mostrou-se tendenciosamente pró-árabe, mas também atlantista.

Em 1993, para além de vários escândalos políticos, a Justiça acusou Andreotti de delitos com ligação à Máfia e a esquemas de financiamento ilegal de partidos políticos. O seu julgamento teve início em 1995, mas Andreotti acabou por ser absolvido em 1999.

Em 2001, Giulio Andreotti foi enfim condenado a 24 anos de prisão, por cumplicidade com os assassinos do jornalista Mino Pecorelli, em 1979. No entanto, não foi preso pois gozava de imunidade, dada a sua condição de senador vitalício. Pecorelli fora assassinado por dois indivíduos, após ter anunciado que tencionava publicar uma reportagem sobre supostas cobranças de comissões ilegais por Andreotti. O repórter baseara-se em documentos do líder da Democracia Cristã, Aldo Moro, morto pelas Brigadas Vermelhas no ano anterior. O tribunal de apelação de Perugia rejeitou a sentença de absolvição emitida, em 1999, por um tribunal de primeira instância - segundo o qual Andreotti, na altura com 83 anos, nada tinha a ver com a morte do jornalista.

Seus anos no poder foram tratados no filme Il Divo (2008), de Paolo Sorrentino.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Nenhum
Ministro da Política Comunitária
17 de maio de 1987 - 27 de julho de 1987
Sucedido por
Antonio La Pergola
Precedido por
Peter Barry
Presidente do Conselho da União Europeia
1985
Sucedido por
Jacques Poos
Precedido por
Amintore Fanfani
Ministro do Interior
1954
Sucedido por
Mario Scelba
Precedido por
Francesco Cossiga
Ministro do Interior
1978
Sucedido por
Virginio Rognoni
Precedido por
Antonio Segni
Ministro da Defesa
1959 - 1966
Sucedido por
Roberto Tremelloni
Precedido por
Mario Tanassi
Ministro da Defesa
1974
Sucedido por
Arnaldo Forlani
Precedido por
Emilio Colombo
Ministro das Relações Exteriores
1983 - 1989
Sucedido por
Gianni De Michelis
Precedido por
Emilio Colombo
Primeiro-ministro da Itália
1972 - 1973
Sucedido por
Mariano Rumor
Precedido por
Aldo Moro
Primeiro-ministro da Itália
1976 - 1979
Sucedido por
Francesco Cossiga
Precedido por
Ciriaco De Mita
Primeiro-ministro da Itália
1989 - 1992
Sucedido por
Giuliano Amato