Giulio Andreotti

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Giulio Andreotti
Giulio Andreotti
Primeiro-ministro Flag of Italy.svg Itália
Mandato 1º - 17 de Fevereiro de 1972
até 26 de Junho de 1972

2º - 26 de Julho de 1972
até 7 de Julho de 1973
3º - 29 de Julho de 1976
até 11 de Março de 1978
4º - 11 de Março de 1978
até 20 de Março de 1979
5º - 20 de Março de 1979
até 4 de Agosto de 1979
6º - 22 de Julho de 1989
até 12 de Abril de 1991
7º - 12 de Abril de 1991
até 24 de Abril de 1992

Antecessor(a) 1º - Emilio Colombo

3º - Aldo Moro
6º - Ciriaco De Mita

Sucessor(a) 2º - Mariano Rumor

5º - Francesco Cossiga
7º - Giuliano Amato

Vida
Nascimento 14 de Janeiro de 1919 (93 anos)
Roma

Giulio Andreotti (Roma, 14 de Janeiro de 1919) é um político democrata cristão italiano. Ocupou por diversos mandatos o cargo de primeiro-ministro da Itália. Desde de 1991 é senador vitalício por nomeação presidencial.

Líder do Partido Democrata-Cristão italiano, foi primeiro-ministro nos períodos de 1972-1973, 1976-1979 e 1989-1992.

Iniciou a carreira política em 1946 como deputado, embora fosse dirigente da Democracia Cristã desde 1944. Antes, era jornalista de profissão, tendo sido co-fundador do Popolo, o jornal do seu partido. Foi colaborador de De Gasperi, passando por todos os seus governos com as mais variadas funções.

Em 1954, foi ministro do Interior; em 1955, das Finanças; em 1966, fez parte do terceiro governo de Aldo Moro; entre Fevereiro de 1972 e Junho do ano seguinte presidiu a um governo democrata-cristão, com o apoio dos partidos de centro; em Junho de 1976, após as eleições gerais, assumiu o poder com um gabinete democrata-cristão minoritário, que só pôde governar devido à abstenção do grupo parlamentar comunista.

Em 1978, Andreotti formou governo com o Partido Comunista, dispondo assim de uma maioria absoluta parlamentar. No ano seguinte, o gabinete de coligação chegou ao fim devido à polémica adesão da Itália ao sistema monetário europeu, à qual os comunistas se opunham. A forte oposição dos socialistas impediria Andreotti de cumprir à risca o seu programa de luta contra a inflação.

Em 1983 assumiu o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros e em 1989 formou um governo de coligação, sucedendo a Ciriaco De Mita. Até ao ano da sua demissão, em 1992, conduziu governos de centro-direita, centro-esquerda e de unidade nacional. No que diz respeito à política externa, mostrou-se tendenciosamente pró-árabe, mas também atlantista.

Em 1993, para além de vários escândalos políticos, a Justiça acusou Andreotti de delitos com ligação à Máfia e a esquemas de financiamento ilegal de partidos políticos. O seu julgamento teve início em 1995, mas Andreotti acabou por ser absolvido em 1999.

Porém, em 2001, Giulio Andreotti foi enfim condenado a 24 anos de prisão, acusado de cumplicidade com os assassinos do jornalista Mino Pecorelli, em 1979. No entanto, não pode ser preso pois goza de imunidade pela sua condição de senador vitalício.

O tribunal de apelação de Perugia, centro de Itália, rejeitou a sentença de absolvição emitida por um tribunal de primeira instância, em 1999, que considerava que Andreotti, 83 anos, nada tinha a ver com a morte do jornalista.

O réu, sete vezes primeiro-ministro entre 1972 e 1992, foi condenado a 24 anos de prisão, mas está protegido pela sua condição de senador vitalício, segundo uma fonte judicial. Andreotti recebeu esta benesse em 1991. Desta forma vai ficar livre de cumprir a pena.

O jornalista Mino Pecorelli foi assassinado em 1979 por dois indivíduos, após ter anunciado que tencionava publicar uma reportagem sobre supostas cobranças de comissões ilegais por Andreotti. O repórter baseava-se em documentos do líder da Democracia Cristã, Aldo Moro, morto pelas Brigadas Vermelhas no ano anterior.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u47965.shtml


[editar] Ver também

Precedido por
Nenhum
Ministro da Política Comunitária
17 de Maio de 1987 - 27 de Julho de 1987
Sucedido por
Antonio La Pergola
Precedido por
Peter Barry
Presidente do Conselho da União Européia
1985
Sucedido por
Jacques Poos
Precedido por
Amintore Fanfani
Ministro do Interior
1954
Sucedido por
Mario Scelba
Precedido por
Francesco Cossiga
Ministro do Interior
1978
Sucedido por
Virginio Rognoni
Precedido por
Antonio Segni
Ministro da Defesa
1959 - 1966
Sucedido por
Roberto Tremelloni
Precedido por
Mario Tanassi
Ministro da Defesa
1974
Sucedido por
Arnaldo Forlani
Precedido por
Emilio Colombo
Ministro das Relações Exteriores
1983 - 1989
Sucedido por
Gianni De Michelis
Precedido por
Emilio Colombo
Primeiro-ministro da Itália
1972 - 1973
Sucedido por
Mariano Rumor
Precedido por
Aldo Moro
Primeiro-ministro da Itália
1976 - 1979
Sucedido por
Francesco Cossiga
Precedido por
Ciriaco De Mita
Primeiro-ministro da Itália
1989 - 1992
Sucedido por
Giuliano Amato
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas