Problemas sociais dos Estados Unidos

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Skid Row, em Los Angeles, área com a maior concentração de sem-tetos dos Estados Unidos.1

Apesar de todo o seu desenvolvimento e riqueza, os Estados Unidos não estão livres de problemas: a questão étnica, a falta de matérias-primas e a manutenção de sua balança comercial estão entre os principais.

Índice

Segregação racial e imigração ilegal [editar]

Bebedouros distintos para "brancos" e "negros" nos EUA, em 1939.

Até a década de 1970 a questão étnica restringia-se praticamente à população negra e atingia mais os estados do Sul, onde os negros e outras minorias étnicas sofriam maiores restrições sociais. Esse problema foi se tomando mais grave na medida em que se avolumou o fluxo de imigrantes latino-americanos e asiáticos nas últimas décadas. As taxas de natalidade dessas minorias são, em geral, mais altas que a do restante da população, fazendo com que sua pressão demográfica torne seus problemas e reivindicações cada vez mais presentes e expressivos na sociedade norte-americana.2

As maiores concentrações de imigrantes latinos e asiáticos estão em Nova Iorque, Miami, Los Angeles e nos estados do sul e sudeste do país.2

Embora em igualdade de condições legais e jurídicas, a população de origem negra encontra-se, social e economicamente, defasada em relação à população branca em geral. Calcada em razões históricas, a integração entre brancos e negros é lenta e difícil. Durante décadas houve sérios conflitos raciais especiaimente nos estados do sul, mas mesmo recentemente têm ocorrido explosões de violência como em 1992, em Los Angeles.2

Fronteira entre México e Estados Unidos, com patrulhas na fronteira do lado estadunidense

Procurando desestimular a entrada de novos imigrantes e dificultar a legalização dos milhares de clandestinos que já estão no país, governos de vários estados tem criado uma legislação mais dura e intensificado a fiscalização de fronteiras. Em 1994, o governo de Bill Clinton retirou benefícios de saúde e educação aos imigrantes ilegais, o que agravaria ainda mais as condições econômicas e sociais dessa parcela da população.3

Déficit na balança comercial [editar]

Outra séria dificuldade do país é sua necessidade de realizar volumosas importações de minérios para manter sua economia em desenvolvimento. Os Estados Unidos importam cerca de 15% do petróleo, 20% do cobre e do tungstênio, 50% do zinco e quantidades enormes de manganês e outros minerais que consomem.3

A produção mineral dos Estados Unidos é colossal mas o consumo também é, e mantê-la exige a implantação de empresas norte-americanas em quase todo o mundo, a fim de obter matérias-primas a baixos custos. Atuando não apenas no campo econômico, essas empresas muitas vezes interferem na organização dos países onde estão instaladas, na defesa dos interesses norte-americanos.3

Durante décadas — especialmente após a Segunda Guerra Mundial —, companhias de capital norte-americano e órgãos de auxílio à instrução e à pesquisa, assim como outras instituições, transformarem-se em verdadeiras centrais de combate a ideias antiamericanas, infiltrando-se em órgãos de comunicação, associações de ensino e até mesmo entidades governamentais.3

Outro problema de caráter econômico é o desequilíbrio da balança comercial norte-americana. Devido à complexidade de sua economia e ao constante avanço de outras nações, especialmente o Japão, seu mercado tende a absorver muitos produtos estrangeiros, que entram por preços mais competitivos. Por isso, os Estados Unidos possuem uma grande dívida externa e a concorrência com produtos importados pode representar uma ameaça ao nível de emprego de sua população4 .

Procurando adaptar-se às novas exigências mundiais de formação de conjuntos de países com os mesmos objetivos econômicos. os três países da América do Norte iniciaram uma parceria que se pretende benéfica a todos.4

Ver também [editar]

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Referências

  1. John Edwin Fuder, Training Students for Urban Ministry: An Experiential Approach. Eugene, OR: Wipf & Stock (2001).
  2. a b c ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 3: as Américas e as regiões polares. São Paulo: Scipione, 1996. 129 p. ISBN 85-262-2741-6
  3. a b c d ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 3: as Américas e as regiões polares. São Paulo: Scipione, 1996. 130 p. ISBN 85-262-2741-6
  4. a b ANTUNES, Celso. Geografia e participação, volume 3: as Américas e as regiões polares. São Paulo: Scipione, 1996. 131 p. ISBN 85-262-2741-6

Ligações externas [editar]

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