Empresa transnacional

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Restaurante McDonald's em Guantánamo, Cuba
Exemplo de multinacional integrada horizontalmente.
Abaixo, expansão cronológica de McDonald's:
McDonaldsWorldLocations.svg
Anúncio da Coca-Cola com soldados americanos no Panamá.
Exemplo de multinacional integrada verticalmente.
Abaixo, consumo anual de Coca-Cola:
Cocapassimondiale-1.png

Multinacionais ou Transnacionais são corporações industriais, comerciais e de prestação de serviços que possuem matriz num país e atuação em diversos e distintos territórios dispersos no mundo, ultrapassam os limites territoriais dos países de origem das empresas com a instalação de filiais em outros países em busca de mercado consumidor, energia, matéria-prima e mão-de-obra baratas.[1] [2] = Dentro do contexto atual da globalização, é muito comum essas empresas produzam cada parte de um produto em países diferentes, com o objetivo de reduzir custos de produção, portanto essas empresas possuem influência que transcende a economia, pois elas interferem em governos e nas relações entre países.[1] [3] Atualmente, estima-se que existam em funcionamento cerca de 40 mil empresas transnacionais, muitas originadas de países desenvolvidos, porém existem ainda corporações oriundas do Brasil, Coreia do Sul, Índia e México.[1] [2]

O termo multinacional está progressivamente sendo substituído pelo termo "transnacional", por ser mais abrangente.[1] [2]

Conceituação[editar | editar código-fonte]

Segundo os autores marxistas Paul A. Baran e Paul M. Sweezy, a expressão "Multinacionais" parece ter sido criada em inglês (Multination) por David E. Lilienthal, ex-diretor da Tennessee Valley Authority no Governo Roosevelt e ex-diretor da Comissão de Energia Atômica no Governo Truman, em um trabalho intitulado "The Multination Corporation" apresentado ao Carnegie Institute of Technology em abril de 1960. Posteriormente, ainda segundo os mesmos autores, o Business Week publicou um estudo especial, "Multination Companies", em seu número de 20 de abril de 1963 [4] . Ainda, segundo o citado estudo, uma empresa americana desse tipo seria a Standard Oil, por ter "orientação realmente mundial" ao contrário de outras com negócios no exterior que eram "orientadas internamente com operações internacionais". Por muitas décadas, essas empresas eram denominadas multinacionais, porém gradativamente esse termo está caindo em desuso, pois a expressão emite uma ideia de uma empresa que possui diversas nacionalidades, e está sendo utilizado o nome de "transnacionais", porque de fato essas empresas possuem sede em um país e desempenham atividades em diversos outros.[1]

Origens[editar | editar código-fonte]

As primeiras empresas transnacionais surgiram no final do século XIX. Elas atingiram o auge de atuação mundial após a Segunda Guerra Mundial.[2]

No Brasil, a entrada de empresas multinacionais começou a ganhar importância durante o governo de Juscelino Kubitschek, quando o país procurou atrair montadoras de veículos estrangeiras. Neste governo, instalaram-se no Brasil as empresas Toyota, Volkswagen, Willys e outras. As montadoras norte-americanas Ford e GM já possuiam linhas de montagem de veículos no Brasil desde 1919 e 1925, respectivamente.

Referências

  1. a b c d e Transnacionais
  2. a b c d Transnacionais - Brasil Escola
  3. as_corporacoes_transnacionais_e_a_economia_mundial - CEBRAP
  4. BARAN, Paul A. & SWEEZY, Paul M. - CAPITALISMO MONOPOLISTA - 2ª Ed. 1974 - Zahar Editores - Rio de Janeiro - Tradução de Waltensir Dutra, pg. 194

Ver também[editar | editar código-fonte]

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