Imigração

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Percentual da população imigrante de cada país em relação a população total.[1]
  Mais de 50%
  20% a 30%
  10% a 20%
  4% a 10%
  1% a 4%
  Menos de 1%
  Menos de 0%

Considera-se como imigração o movimento de entrada, com ânimo permanente ou temporário e com a intenção de trabalho ou residência, de pessoas ou populações, de um país para outro.

O imigrante nunca

deve ser confundido com:

  • o nômade,
  • aquele que se desloca entre uma ou mais fronteiras, sem fixar residência;
  • o emigrante, aquele que sai de um país com ânimo permanente ou temporário e com a intenção de buscar trabalho e/ou residência em outro país;
  • o colono, aquele que se desloca para uma região geralmente pouco povoada de seu país de origem, ou de um território dominado por este país, com o intuito de ali fixar residência e produzir economicamente. Esta colonização também pode se revestir de um caráter político de ocupação, dominação ou exploração de um território por um governo.
  • os escravos, banidos, deportados ou exilados, aqueles deslocados de seus países de origem compulsoriamente.
  • os refugiados, aqueles deslocados temporariamente em razão de guerras ou catástrofes naturais em seu país de origem.
  • os expatriados, aqueles trabalhadores transferidos de empresa transnacional para trabalhar em outro país.

Causas[editar | editar código-fonte]

A imigração em geral ocorre por motivos pessoais ou pela busca de melhores condições de vida e de trabalho por parte dos que imigram, ou ainda para fugir de perseguições ou discriminações por motivos religiosos ou políticos. Foi o principal motivo dos movimentos migratórios ocorridos da Europa e da Ásia para as Américas no século 19 e também no início do século 20 (muito embora houvesse também o interesse na entrada de imigrantes, por razões demográficas ou para o "branqueamento" de sua população, por parte dos países de acolhimento). Esse processo também pode ser incentivada por governos de países que queiram aumentar o tamanho e/ou a qualificação de sua população, como ainda fazem, por exemplo, o Canadá e Austrália desde o século XX.

Imigração nos séculos XIX e XX[editar | editar código-fonte]

Imigração da Europa[editar | editar código-fonte]

Chegada de imigrantes na Ellis Island, Nova Iorque, em 1904.

Durante o século 19 e início do século 20, a situação econômica e política em países da Europa como a Itália, a Alemanha, a Espanha e a Irlanda, e de diversos povos e o domínio dos impérios austro-húngaro, russo e otomano produziu grandes levas de imigrantes. Por outro lado, nações do Novo Mundo com rápida expansão econômica na indústria ou agricultura (Estados Unidos, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile) necessitavam aumentar sua mão-de-obra para continuar sua expansão. O resultado foi uma grande imigração europeia para as Américas, principalmente de:

Alguns desses povos ou grupos eram vítimas de discriminações e perseguições em seus países de origem, como os judeus da Europa Oriental, e os armênios que viviam no Império Otomano. Nos países de acolhimento muitos encontraram tolerância, liberdade religiosa e condições de prosperarem economicamente. Um exemplo foi o pintor expressionista Lasar Segall, judeu de origem russa, que emigrou para o Brasil e tornou-se um dos mais destacados nomes da arte moderna do país.

Do Oriente Médio para as Américas pode-se especialmente destacar a corrente imigratória de povos árabes, principalmente palestinos, sírios e libaneses, que se fixaram no Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e outros, incluindo tanto cristãos quanto muçulmanos. Os imigrantes árabes fixaram-se principalmente nas grandes e médias cidades e dedicaram-se em geral ao comércio. Também vieram numerosos contingentes de japoneses, chineses, indianos (estes em geral se fixaram nas colônias inglesas, como a Guiana) e, a partir do século XX, coreanos.

O fluxo da Europa Ocidental para as Américas reduziu-se com o início da Primeira Guerra Mundial, principalmente os oriundos de países como Itália e Alemanha, que se envolveram naquele conflito. Por outro lado, a imigração de povos minoritários dentro dos impérios russo e otomano, tais como os poloneses e ucranianos no primeiro e os armênios no segundo, cresceu.

Imigração asiática[editar | editar código-fonte]

Para o Brasil, uma expressiva imigração japonesa iniciou-se a partir de 1908, quando aportou no país o navio Kasato Maru trazendo as primeiras famílias, e seguiu até o governo de Getúlio Vargas, que criou cotas de imigração de acordo com o país de origem. O fluxo de japoneses se estancou com o início da Segunda Guerra Mundial e foi retomado no pós-guerra, mas em escala menor. Os chineses de Taiwan seguiram a rota da emigração japonesa para o Brasil a partir dos anos 60. Após a Guerra da Coreia começaram a chegar ao Brasil os primeiros imigrantes coreanos e, mais recentemente, com crescimento após os anos 80, chineses do continente.


A Europa já foi um continente mais aberto às imigrações, principalmente em momentos dos pós-guerra, que serviram como uma maneira de haver uma “reposição” de pessoas e também servir como mão-de-obra barata para sua reconstrução.

Hoje, esta abertura não está mais liberada assim como era e certos países, como os Países Baixos, França, Alemanha e Reino Unido já estão criando leis para dificultarem a entrada de imigrantes que não provenham de países da União Europeia.

Essas políticas são postas em prática, tanto por governos da extrema direita, mas também, mais recentemente, a esquerda também vem cedendo a pressões dos eleitores.

O controle está sendo elaborado focando uma maior rigidez no momento que o imigrante chega ao seu destino com relação ao fato dessas pessoas terem ou não qualificação profissional, isto é, como se o imigrante qualificado fosse roubar as vagas nos empregos do próprio país.

Outro fator que é evidenciado é o de pertencentes a certos grupos religiosos, habitantes de países em guerra, países em extrema situação de pobreza ou países com fama de "exportadores de drogas" terem maiores dificuldades em obter vistos de moradia ou trabalho em certos países da Europa, havendo um rigor maior na checagem e controle de desembarque destas pessoas nos chamados países de primeiro mundo.

Por outro lado, países como Alemanha, Países Baixos, Reino Unido e França entre outros, começam a vislumbrar problemas futuros relacionados à falta de trabalhadores, principalmente imigrantes, dada a diminuição da natalidade nesses países. O problema futuro fica na questão da aposentadoria e da falta de futuros trabalhadores que contribuam com os encargos tributários.

Diretiva do retorno[editar | editar código-fonte]

No dia 18 junho de 2008 o Parlamento Europeu aprovou em Estrasburgo, França, a Diretiva do Retorno, polêmica lei que vai harmonizar as regras dos países europeus para a repatriação de imigrantes ilegais.

O voto favorável da assembleia ocorre duas semanas após um acordo ser alcançado pelos ministro do Interior dos 27 Estados-membros do bloco, encerrando um processo de negociações que se prolongou por anos. A nova lei deve entrar em vigor em 2010.

Contrariando as expectativas de votação apertada, o texto foi aprovado por ampla maioria, com 369 votos a favor, 197 contra e 106 abstenções, sem nenhuma emenda.

As bancadas de esquerda do Parlamento Europeu, incluindo os grupos socialista e comunista, haviam apresentado várias emendas ao documento, e bastava que uma fosse reprovada pela maioria dos eurodeputados para que todo o processo de negociação retornasse à estaca zero.

No entanto, os votos do Partido Popular Europeu, a principal força política da assembleia, e dos Liberais determinaram a adoção do texto tal como ele foi apresentado pelo Conselho de Ministros da União Europeia.

Esta foi a primeira vez que o Parlamento Europeu teve poder de co-decisão em matéria de imigração no bloco.

Entre os principais pontos da diretiva está o estabelecimento de um prazo máximo de detenção de imigrantes ilegais, que será de seis meses, ampliáveis a 18 em casos excepcionais.

O prazo de seis meses não vai alterar a legislação dos países que adotam limites menores de detenção, como Portugal, cuja lei da imigração estipula 60 dias como tempo máximo de permanência na prisão.

Contudo, diversas organizações de defesa dos direitos humanos e movimentos políticos de esquerda consideram a lei "desumana", condenando o prazo de detenção de imigrantes ilegais sem culpa formada e a disposição que permite a detenção e a expulsão de menores não acompanhados.[2]

Europa: Parlamento Europeu quer melhorar educação para os filhos de imigrantes[editar | editar código-fonte]

A imigração na UE aumentou nas últimas décadas, o que representa um aumento do número de filhos de migrantes nas escolas europeias. No dia 1 de Abril de 2009 o Parlamento Europeu debateu o relatório destinado a melhorar a educação dos filhos dos migrantes na UE. As medidas propostas passam por evitar a segregação, proporcionar formação multicultural aos professores e envolver as famílias imigrantes. A integração é um processo recíproco, que envolve os migrantes e o país de acolhimento. O relatório sobre a educação dos filhos dos migrantes apela à igualdade no acesso a educação de qualidade, tanto para as crianças europeias como para os filhos dos migrantes, rejeitando qualquer tipo de segregação.

Uma das medidas mais propostas passa por envolver as famílias migrantes no processo de educação dos seus filhos. "Se os pais sentirem que são bem-vindos na comunidade, ficarão muito mais motivados para apoiar os seus filhos", refere o eurodeputado finlandês.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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