Bullying

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cena de assédio escolar registrado no primeiro dia de aula de um aluno no Instituto Regional Federico Errázuriz, no Chile

Bullying (AFI[ˈbʊljɪŋ]) é um anglicismo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.[1]bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa marcas para o resto da vida na pessoa atingida.

O agressor inferioriza e se impõe sobre o outro, na tentativa de superá-lo em termos físicos e psicológicos, e de satisfazer seu ego. Quase sempre, não tem o apoio de uma boa educação, com conselhos e amparos apropriados, e é isso o que mais o encoraja a fazer o que faz. Já a vítima é alguém com medo das possíveis consequências de sua reação, e é por isso que não reage, se reprimindo a si mesma.

Conforme enfatiza Brandão (1986): "através do outro, vejo quem sou", e "crio o outro para me tornar superior sobre ele". Desse modo, vemos que, na construção verbal de um adjacente outro, se faz uso fundamental do reconhecimento e favorecimento de si próprio, tornando o outro inferior.[2] Em 20 por cento dos casos, o praticante de bullying também é vítima. Nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas não reage ou fala sobre a agressão sofrida.[3]

Etimologia

Na língua inglesa, bullying é um substantivo derivado do verbo bully, que significa "machucar ou ameaçar alguém mais fraco para forçá-lo a fazer algo que não quer".[4]

Terminologia

Devido ao fato de ser um fenômeno que só recentemente ganhou mais atenção, o assédio escolar ainda não possui um termo específico consensual,[5] sendo o termo em inglês bullying constantemente utilizado pela mídia de língua portuguesa. Existem, entretanto, alternativas como acossamento, ameaça, assédio e intimidação,[6] , além dos mais informais judiar e implicar,[7] além de diversos outros termos utilizado pelos próprios estudantes em diversas regiões.

No Brasil, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa indica a palavra "bulir" como equivalente a "mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros".[8] Por isso, são corretos os usos dos vocábulos derivados, também inventariados pelo dicionário, como bulimento (o ato ou efeito de bulir) e bulidor (aquele que pratica o bulimento).[8]

Caracterização do assédio escolar

Como a maior parte dos alunos não denuncia e alguns adultos negligenciam sua importância, a sensação de impunidade favorece a perpetuação do comportamento agressivo.[3]

"Acossamento",[7] "intimidação" ou, entre falantes de língua inglesa, bullying, é um termo frequentemente usado para descrever uma forma de assédio executado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais "fraco". O cientista sueco Dan Olweus, que trabalhou por muito tempo em Bergen, na Noruega, define assédio escolar em três termos essenciais:[9]

  1. o comportamento é agressivo e negativo;
  2. o comportamento é executado repetidamente;
  3. o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

O assédio escolar divide-se em duas categorias:[2]

  1. assédio escolar direto;
  2. assédio escolar indireto, também conhecido como agressão social

O "bullying direto" é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A "agressão social' ou "bullying indireto" é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido por meio de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:

  • espalhar comentários;
  • recusa em se socializar com a vítima;
  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima;
  • ridicularizar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).

O assédio pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

Deve-se encorajar os alunos a participarem ativamente da supervisão e intervenção dos atos de bullying, pois o enfrentamento da situação pelas testemunhas demonstra, aos autores do bullying, que eles não terão o apoio do grupo. Uma outra estratégia é a formação de grupos de apoio, que protegem os alvos e auxiliam na solução das situações de bullying. Alunos que buscam ajuda têm 75,9 por cento de probabilidade de reduzirem ou cessarem um caso de bullying.[3] Um estudo realizado na Suécia demonstrou que os alunos ainda não estão totalmente sensibilizados para esta questão. Enquanto 69 por cento dos entrevistados apontou o bully como culpado, 42 por cento apontou também culpa para a vítima, devido à sua "diferença", com uma maioria de rapazes nesta resposta.[10]

Os professores devem lidar e resolver efetivamente os casos de bullying, enquanto as escolas devem aperfeiçoar suas técnicas de intervenção e buscar a cooperação de outras instituições, como os centros de saúde, conselhos tutelares e redes de apoio social.[3]

Características dos bullies

Em um estudo entre alunos autores de bullying, 51,8 por cento afirmou que não recebeu nenhum tipo de orientação ou advertência por seus atos. Provavelmente porque 41,6 por cento dos que admitiram ser alvos de bullying relataram não ter solicitado ajuda aos colegas, professores ou família.[11]

Pesquisas[12] indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido[13] que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais[14] têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do assédio escolar, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies (ou bulidores)[8] sofram de qualquer deficit de autoestima.[15] Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.[16]

É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:

"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do assédio escolar durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta".[17]

O assédio escolar não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o assédio escolar frequentemente funciona por meio de abuso psicológico ou verbal.

Os bullies sempre existiram mas eram (e ainda são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões, acossadores, cabriões, avassaladores, valentões e verdugos.

Os "valentões" costumam ser hostis, intolerantes e usar a força para resolver seus problemas.[18] Porém, eles também frequentemente foram vítimas de violência, maus-tratos, vulnerabilidade genética, falência escolar e experiências traumáticas. Comportamentos autodestrutivos como consumo de álcool e drogas e correr riscos desnecessários são vistos com mais frequência entre os autores de bullying.[19]

Quanto mais sofrerem com violência e abusos, mais provável é eles repetirem esses comportamentos em sua vida diária e negligenciarem seu próprio bem-estar.[20]

Tipos de assédio escolar

Enquanto a sociedade não resolver o problema de bullying nas escolas, dificilmente conseguirá reduzir as outras formas de comportamentos agressivos e destrutivos entre adultos.[21]

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Alguns exemplos das técnicas de assédio escolar:

  • insultar a vítima;
  • acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;
  • ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
  • interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os.
  • espalhar rumores negativos sobre a vítima;
  • depreciar a vítima sem qualquer motivo;
  • fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens;
  • colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully;
  • fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência;
  • isolamento social da vítima;
  • usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vítima em sites de relacionamento com publicação de fotos etc);
  • chantagem.
  • expressões ameaçadoras;
  • grafitagem depreciativa;
  • usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita");
  • fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas.

Bullying professor-aluno

O assédio escolar pode ser praticado de um professor para um aluno.[22] [23] [24] [25] [26] [27] As técnicas mais comuns são:

  • intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua autoestima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um único aluno o expondo a humilhação;
  • assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas;
  • ameaçar o aluno de reprovação;
  • negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, expondo-o a tortura psicológica;
  • difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu;
  • tortura física, mais comum em crianças pequenas; puxões de orelha, tapas e cascudos.

Tais atos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente e podem ser denunciados em um Boletim de Ocorrência numa delegacia ou no Ministério Público. A revisão de provas pode ser requerida ao pedagogo ou coordenador e, em caso de recusa, por medida judicial.

Locais de assédio

O assédio pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.

Escolas

Alguns meninos flagrados intimidando um colega. Instituto Regional Federico Errázuriz, em Santa Cruz, no Chile.

Em escolas, o assédio escolar geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.[28] [29] Segundo pesquisas[30] , os locais nos quais mais ocorrem no ambiente escolar são, nessa ordem: salas, recreios, entradas e saídas.

Alguns sinais são comuns como a recusa da criança de ir à escola ao alegar "sintomas" como dor de barriga ou apresentar irritação, nervosismo ou tristeza anormais.[18]

Um caso extremo de assédio escolar no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, nos Estados Unidos, que foi vítima de assédio escolar contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em bullies denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, no Texas, nos Estados Unidos, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou a música Jeremy, interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.

Na década de 1990, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas.

No Brasil, em 7 de abril de 2011, a tragédia ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo,[31] ganhou grande notoriedade ao demonstrar que um desdobramento trágico a partir do bullying não é uma exclusividade dos Estados Unidos. Na mente do assassino Wellington de Oliveira, a culpa pelas mortes foi dos bulidores, como fica muito bem demonstrado em suas palavras escritas na véspera: "Muitas vezes aconteceu comigo de ser agredido por um grupo e todos os que estavam por perto se divertiam com as humilhações que eu sofria, sem se importar com os meus sentimentos. Embora meus dedos sejam responsáveis por puxar o gatilho, essas pessoas são responsáveis por todas estas mortes, inclusive a minha".[32] [33]

Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do assédio escolar, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de apoio por parte dos colegas.

O assédio escolar nas escolas pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas) sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Frequentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de "tolos educados", pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.

Local de trabalho

O assédio escolar em locais de trabalho (algumas vezes chamado de Assédio escolar Adulto) é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido[34] como:

Cquote1.svg Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o assédio escolar é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização. Cquote2.svg

Vizinhança

Adultos e idosos também são vítimas frequentes de bullying

Entre vizinhos, o assédio escolar normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como assédio escolar: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.

Política

O assédio entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito, normalmente, com o uso de força militar, ou com a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país. Também é frequente um país mais poderoso não permitir que um país menor se associe a uma organização de comércio.

Militar

Um trote praticado nas Forças Armadas Aéreas da França em que um cadete é suspenso por um helicóptero sobre o mar em Compiègne, em 1997

Em 2000, o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o assédio como: "... o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos".[35] Todavia, é afirmado que o assédio militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de assédio escolar militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados, se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espírito de corpo para aceitar isto.[36]

Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o assédio sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode, na verdade, ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente (veja dedovschina). Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes.[37]

Alcunhas ou apelidos (dar nomes)

Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica "única" dele. Em alguns casos, a alcunha é feita em função de uma característica que a vítima não quer que seja notada, tal como uma orelha grande ou uma forma diferenciada de alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou a agressão é sutil demais para ser reconhecida. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode, por vezes, tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).

Indicativos de se estar sofrendo bullying

Vítimas de bullying têm mais chance de desenvolverem transtornos de humor, transtornos alimentares, distúrbios de sono ou/e transtornos de ansiedade em algum momento da vida.[38]

Sinais e sintomas possíveis de serem observados em alunos alvos de bullying:[3]

Legislação

Brasil

No Brasil, o ato pode levar os jovens infratores à aplicação de medidas socioeducativas.[18] De acordo com o código penal brasileiro, a negligência com um crime pode ser tida como uma coautoria.[18] Na área cível, e os pais dos bullies podem, pois, ser obrigados a pagar indenizações e podem haver processos por danos morais.[18]

Um das referências sobre o assunto, no Brasil, é um artigo escrito pelo ministro Marco Aurélio Mello, intitulado "Bullying - aspectos jurídicos".[8]

A legislação jurídica do estado brasileiro de São Paulo define "assédio escolar" como "atitudes de violência física ou psicológica que ocorrem sem motivação evidente, praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia".[39]

Os atos de assédio escolar configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo ordenamento jurídico brasileiro, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (exemplo: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil Brasileiro, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de assédio escolar pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de assédio escolar que ocorram nesse contexto.[40]

No estado brasileiro do Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em 23 de setembro de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas públicas e particulares notificarem casos de bullying à polícia.[41] Em caso de descumprimento, a multa pode ser de três a 20 salários mínimos (até 10 200 reais) para as instituições de ensino.[41]

Na cidade brasileira de Curitiba, todas as escolas têm de registrar os casos de bullying em um livro de ocorrências, detalhando a agressão, o nome dos envolvidos e as providências adotadas.[6]

Condenações legais

Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a prática do assédio escolar, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a se simpatizarem com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional" e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral.

Brasil

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8 por cento) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9 por cento), ao passo que, nas públicas, os casos atingiram 29,5 por cento dos estudantes.[42]

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5 168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17 por cento estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamatórios em sites de relacionamento como o Orkut.[43]

Em 2009, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de assédio escolar, com 35,6 e 35,3 por cento, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência nos últimos 30 dias.[44]

Casos

Brasil
  • Em maio de 2010, a Justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte, a pagar uma indenização de 8 mil reais a uma garota de 15 anos por conta de assédio escolar.[47] A estudante foi classificada como "G.E." (sigla para integrantes de "grupo de excluídos") por ser supostamente feia: as insinuações se tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as alcunhas de "tábua", "prostituta", "sem peito" e "sem bunda".[48] [49] Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não conseguiram resolver a questão.[50] [51] O juiz relatou que as atitudes do adolescente acusado pareciam não ter "limite" e que ele "prosseguiu em suas atitudes inconvenientes de 'intimidar'", o que deixou a vítima, segundo a psicóloga que depôs no caso, "triste, estressada e emocionalmente debilitada".[52] O colégio de classe média alta não foi responsabilizado.[52]
  • Na Universidade de São Paulo, o jornal estudantil "O Parasita" ofereceu um convite a uma "festa brega" aos estudantes do curso que, em troca, jogassem fezes em um guei.[53] [54] Um dos alunos a quem o jornal faz referência chegou a divulgar, em outra ocasião, que estudantes de farmácia chegaram a atirar uma lata de cerveja cheia em um casal de homossexuais, que também era do curso, durante o tradicional happy hour de quinta-feira na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Ele disse que não pretende tomar nenhuma providência judicial contra os colegas, embora tenha ficado revoltado com a publicação da cartilha.[54]
  • Também em junho de 2010, um aluno de nona série do Colégio Neusa Rocha, no Bairro São Luiz, na região da Pampulha de Belo Horizonte, foi espancado na saída de seu colégio, com a ajuda de mais seis estudantes armados com soco inglês.[55] A vítima ficou sabendo que o grupo iria atacar outro colega por ele ser "folgado e atrevido", sendo inclusive convidada a participar da agressão.[55]
  • Em recente caso julgado no Rio Grande do Sul (Processo nº 70031750094 da 6ª Câmara Cível do TJRS), a mãe do bullie foi condenada civilmente a pagar indenização no valor de 5 mil reais à vítima. Foi um legítimo caso de cyberbullying, já que o dano foi causado por meio da Internet, em fotolog (flog) hospedado pelo Portal Terra. No caso, o portal não foi responsabilizado, pois retirou as informações do ar em uma semana. Não ficou claro, entretanto, se foi uma semana após ser avisado informalmente ou após ser judicialmente notificado.[58]
  • Alguns casos de assédio escolar entre crianças têm anuência dos próprios pais, como um envolvendo um garoto de 9 anos de Petrópolis. A mãe resolveu tirar satisfação com a criança que constantemente agredia seu filho na escola e na rua, mas o pai do outro garoto, em resposta, procurou a mãe do outro garoto chamado de "boiola" e "magrelo". Ela foi empurrada em uma galeria, atingida no rosto, jogada no chão e ainda teve uma costela fraturada. O caso, registrado em um vídeo, foi veiculado na internet e ganhou os principais jornais e telejornais brasileiros.[59] [60]
  • Em 2011, a 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou uma escola privada a pagar indenização a uma vítima de bullying.[61]
  • Em 2011, o Massacre de Realengo, no qual 12 crianças morreram alvejadas por tiros, foi atribuído, por ex-estudantes da escola e ex-colegas do atirador, a uma vingança por bullying.[62] O atirador, que se suicidou durante a tragédia, também citou o bullying como a motivação para o crime nos vídeos recuperados pela polícia durante as investigações.[63] [64]
  • Um garoto de Campo Grande do oitavo ano de ensino fundamental foi obrigado por outro garoto a passar por diversas situações vexatórias, como fazer atividades escolares e pagar lanches para ele na escola para ser poupado de agressões físicas.[65] [66] O caso avançou para a extorsão de dinheiro, causando, à vítima, a subtração de cerca de 500 reais em em ano.[65] O caso foi parar na 27º Promotoria da Infância e Juventude do município, que apurou, por meio de ligações telefônicas, que realmente ocorria a extorsão. Um flagrante feito pela polícia quando o garoto daria mais 50 reais ao agressor.[65] Penalizado, o garoto foi submetido a ações previstas no programa contra violência e evasão escolar, o Procese, em desenvolvimento no município há dois anos. O valor subtraído foi pago pela mãe do agressor aos pais do garoto agredido.[65] O bullie de 13 anos foi obrigado pela promotoria a levar os pratos utilizados durante a merenda e a lavar o pátio escolar durante 3 meses, além de poder ter de frequentar um curso sobre bullying.[65]
  • Também em fevereiro de 2012, pais de duas adolescentes de Ponta Grossa, no Paraná, foram condenados pela Justiça após uma denúncia de cyberbullying, cometida pelas filhas, a pagar 15 mil reais de indenização por danos morais para a família da vítima.[67] Duas colegas de sala da vítima teriam conseguido a senha de uma página de relacionamentos na internet e violaram a conta da adolescente, postando mensagens pornográficas e alterando a fotografia do perfil.[67] Após postar as mensagens, as autoras ainda cancelaram a senha da vítima, o que impediu que ela soubesse o que estava acontecendo.[68]
  • Em 2013, Alexandre Esteves dos Santos, aluno da "Escola Estadual Efigênia de Jesus Werneck", em Santa Luzia, atirou em dois colegas.[69] [70] Em depoimento à polícia afirmou ser vítima de bullying.[71] [72] [73]
Estados Unidos
  • Em 2013, Hannah Smith suicidou após ser vítima de cyberbullying.[77] [78] [79]

Bulicídio

Bulicídio é uma palavra-valise atribuída à morte de a uma pessoa (ou por suicídio ou por assassínio) devido ao bullying ou cyberbullying.[80] [81] [82]

O termo foi primeiramente utilizado em 2001 por Neil Marr e Tim Field no livro Bullycide: Death at Playtime.[83] [84]

Casos famosos de bulicídio

Ver também

Referências

  1. Neto AA, Saavedra LH. Diga NÃO para o Bullying. Rio de Janeiro: ABRAPI; 2004.
  2. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Identidade e Etnia, construção da pessoa e resistência cultural,1986.[vago]
  3. a b c d e Aramis A. Lopes Neto. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. J Pediatr (Rio J). 2005;81(5 Supl):S164-S172: Violência escolar, violência juvenil.
  4. Cambridge Advanced Learner's Dictionary. 3ª edição. Cambridge. Cambridge University Press. 2008. p. 181.
  5. Propostas de tradução para bullying
  6. a b Folha de S.Paulo. (22 de março de 2011). Escolas anotam bullying em "livro negro", Caderno Cotidiano
  7. a b Bullying em inglês, acoso em espanhol. O que é em português?
  8. a b c d Macedo, Roberto (2 de junho de 2011). 'Bullying' é bulir com a língua portuguesa. O Estado de S.Paulo, acesso em 3 de junho de 2011
  9. Student Reports of Bullying, Resultados do 2001 School Crime Supplement to the National Crime Victimization Survey, US National Center for Education Statistics
  10. Como Tudo Funciona
  11. Neto AA, Saavedra LH. Diga NÃO para o Bullying. Rio de Janeiro: ABRAPI; 2004.
  12. The Harassed Worker, Brodsky, C. (1976), D.C. Heath and Company, Lexington, Massachusetts.
  13. Petty tyranny in organizations , Ashforth, Blake, Human Relations, Vol. 47, No. 7, 755-778 (1994)
  14. Bullying and emotional abuse in the workplace. International perspectives in research and practice, Einarsen, S., Hoel, H., Zapf, D., & Cooper, C. L. (Eds.)(2003), Taylor & Francis, London.
  15. Bullies and their victims: Understanding a pervasive problem in the schools, Batsche, G. M., & Knoff, H. M. (1994) School PSYCHOLOGY REVIEW, 23 (2), 165-174. EJ 490 574.
  16. Areas of Expert Agreement on Identification of School Bullies and Victims, Hazler, R. J., Carney, J. V., Green, S., Powell, R., & Jolly, L. S. (1997). School Psychology International, 18, 3-12.
  17. Anti-Bullying Center Trinity College, Dublin.
  18. a b c d e UOL Educação. (24 de março de 2011). Bullying: identifique se o seu filho é vítima desse tipo de intimidação, acesso em 24 de março de 2011
  19. Kumpulainen K, Räsänen E, Puura K. Psychiatric disorders and the use of mental health services among children involved in bullying. Aggr Behav. 2001 Mar 30;27. www3.interscience. wiley.com/cgi-bin/fulltext/78504095/PDFSTART. Acesso: 12/09/2005.
  20. Lyznicki JM, McCaffree MA, Rabinowitz CB, American Medical Association, Chicago, Illinois. Childhood bullying: implications for physicians. Am Fam Physician. 2004;70:1723-8.
  21. Pearce JB, Thompson AC. Practical approaches to reduce the impact of bullying. Arch Dis Child. 1998;79:528-31.
  22. Ellen deLara; Garbarino, James. And Words Can Hurt Forever: How to Protect Adolescents from Bullying, Harassment, and Emotional Violence. [S.l.: s.n.]. ISBN 0-7432-2899-5.
  23. Whitted, K.S. (2005). Student reports of physical and psychological maltreatment in schools: An under-explored aspect of student victimization in schools. University of Tennessee.
  24. (2007) "Do Teachers Bully Students?: Findings From a Survey of Students in an Alternative Education Setting". Education and Urban Society 40: 329. DOI:10.1177/0013124507304487.
  25. Bullying by Teachers.
  26. Bullying educacional: terror contra a sabedoria.
  27. Bullying: Definição e critérios para identificação.
  28. rafaela ! carlos dããã~ br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-preciso-levar-serio-431385.shtml NOVA ESCOLA - REPORTAGEM - Bullying: é preciso levar a sério ao primeiro sinal
  29. Nos EUA, aluno sofre bullying de colegas e do professor na sala de aula
  30. Artigo Prof. Jacir Venturi: Bullying
  31. Notícia do site G1(globo.com): Atirador entra em escola em Realengo, mata alunos e se suicida
  32. extra.globo.com: em nova carta, Wellington afirma não ser responsável pelo massacre em escola
  33. Artigo Prof. Jacir Venturi: Bullying
  34. Bullied at work? Don't suffer in silence in Trades Union Congress - TUC.
  35. The Values and Standards of the British Army – A Guide to Soldiers, Ministry of Defence, GB, Março de 2000, parágrafo 23.
  36. Social Psychology of the Individual Soldier, Jean M. Callaghan e Franz Kernic, 2003, Armed Forces and International Security: Global Trends and Issues, Lit Verlag, Munster
  37. a global problem, BBC, GB, segunda-feira, 28 de novembro de 2005.
  38. Ravens-Sieberer U, Kökönyei G, Thomas C. School and health. In: Currie C, Roberts C, Morgan A, Smith R, Settertobulte W, Samdal O, et al. (editors). Young people’s health in context. Health Behavior in School-aged Children (HBSC) study: international report from the 2001/2002 survey. Health Policy for Children and Adolescents; N° 4. World Health Organization. 2004. p. 184-195.
  39. Vítima de bullying não sabe por que apanhou, e mãe diz que ela podia morrer (ao final do texto), acessado em 20 de maio de 2010
  40. CALHAU, Lélio Braga. Bullying: o que você precisa saber. RJ, Impetus, 2009, p. 21-36.
  41. a b D'Angelo, Rafael. (23 de setembro de 2010). Lei torna obrigatória a notificação de casos de bullying no Rio. O Globo, acesso em 16 de outubro de 2010
  42. IBGE revela hábitos, costumes e riscos vividos pelos estudantes das capitais brasileiras. Visitado em 7 de Outubro de 2013.
  43. Humilhações afetam mais alunos de 5ª e 6ª séries - Folha de S.Paulo, 15 de abril de 2010 (visitado em 15-4-2010)
  44. Teixeira, Tâmara. (21 de maio de 2010). [Acusado de bullying vai recorrer de condenação http://otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1667&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=141597&IdTipoNoticia=1]. Jornal O Tempo, acesso em 21 de maio de 2010
  45. G1 > Edição São Paulo - NOTÍCIAS - Vítima de bullying não sabe por que apanhou, e mãe diz que ela podia morrer. Visitado em 11 de Junho de 2010.
  46. Jovem é morto devido a suposto caso de bullying em Porto Alegre - educacao - Estadao.com.br. Visitado em 11 de Junho de 2010.
  47. G1 - Psicóloga foi testemunha em caso de bullying que gerou indenização - notícias em Vestibular e Educação. Visitado em 11 de Junho de 2010.
  48. Garoto multado por bullying xingou vítima de "prostituta" - Terra - Comportamento. Visitado em 11 de Junho de 2010.
  49. Aluno terá de pagar R$ 8 mil por bullying - vida - Estadao.com.br. Visitado em 11 de Junho de 2010.
  50. Condenado por bullying. Visitado em 11 de Junho de 2010.
  51. http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=304601
  52. a b Peixoto, Paulo. (20 de maio de 2010). Justiça condena pais de aluno por bullying. Caderno Cotidiano. Folha de S.Paulo
  53. G1 - Jornal de alunos de farmácia da USP pede para jogar fezes em gays - notícias em São Paulo. Visitado em 11 de Junho de 2010.
  54. a b Publicação da USP que incitou violência a homossexuais pede desculpas por - Guia do Estudante. Visitado em 11 de junho de 2010.
  55. a b Bullying acaba em agressão e caso vai parar na delegacia O Tempo, Acessado em 26 de junho de 2010
  56. [1]
  57. http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/barbara-evans-filha-monique-evans-vitima-bullying
  58. Inédita condenação por "bullying" no RS
  59. Bom Dia Brasil. (15 de outubro de 2010). Pais se agridem em shopping no RJ após os filhos brigarem na escola, acesso em 16 de outubro de 2010
  60. Italiani, Rafael. (16 de outubro de 2010). Agressão de crianças vira briga de pais, Agora São Paulo, acesso em 16 de outubro de 2010
  61. http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2011/04/01/justica-do-rio-condena-colegio-por-bullying
  62. UOL Notícias (8 de abril de 2011). Autor do massacre no Rio sofreu bullying, dizem ex-colegas de escola, acesso em 8 de abril de 2011
  63. Brito, Diana (13 de abril de 2011). 'Descobrirão quem eu sou da maneira mais radical', diz atirador. Folha de S.Paulo, Caderno Cotidiano, acesso em 18 de abril de 2011
  64. Folha de S.Paulo (15 de abril de 2011). Em novo vídeo, atirador relembra humilhações vividas na escola, acesso em 18 de abril de 2011
  65. a b c d e Folha de S.Paulo (27 de maio de 2011). Após bullying, menino terá que lavar louça e pátio de escola no MS, acesso em 27 de maio de 2011
  66. Bejarano, Celso (24 de maio de 2011). Vítima de bullying, estudante de 13 anos entregou pelo menos R$ 1 mil para não apanhar. UOL Educação, acesso em 27 de maio de 2011
  67. a b Pais são condenados por bullying cometido pelas filhas em escola
  68. Pais são condenados por filhas invadirem rede social
  69. Aluno vítima de bullying atira em colegas de escola estadual em Santa Luzia
  70. Aluno atira em dois colegas em escola em Minas Gerais
  71. Jovem atirou em colegas dentro de escola em Santa Luzia porque sofria bullying
  72. Estudante vítima de bullying que atirou em alunos é levado para presídio em Santa Luzia
  73. Jovem suspeito de atirar em colega sofria bullying na escola, diz polícia
  74. EUA: suspeito de atirar em escola escolheu vítimas por acaso
  75. Morre terceiro estudante ferido em escola de Ohio
  76. Suspeito de tiroteio nos EUA diz que escolheu vítimas aleatórias
  77. Garota de 14 anos se enforca após sofrer bullying no Ask.me
  78. Hannah Smith suicide: MPs call for education in social-media awareness
  79. Hannah Smith death: Father says daughter was victim of cyberbullies
  80. Bender, Joyce (28 April 2008). Bullycide: The Only Escape for Some Brutalized Children with Disabilities The Cutting Edge. Visitado em 24 October 2010. "Attempting suicide because of being bullied in school is a shocking and sometimes inexplicable choice that many young people are making today in middle schools and high schools across America. This tragic form of death, known as Bullycide, is triggered by relentless bullying and depression. Neil Marr and the late Tim Field first coined the term in their book, Bullycide: Death at Playtime."
  81. Pursell Elliott, Gail. School Mobbing and Emotional Abuse: See it - Stop it - Prevent it with Dignity and Respect. [S.l.]: Routledge, 9 May 2003. p. 32. ISBN 978-0-415-94551-6. Visitado em 24 October 2010.
  82. Moffatt, Gregory K. Wounded Innocents and Fallen Angels: Child Abuse and Child Aggression. [S.l.]: Praeger Publishers, 30 June 2003. p. 161. ISBN 978-0-275-97848-8. Visitado em 24 October 2010.
  83. Marr, Neil; Field, Tim. In: Neil. Bullycide: Death at Playtime. 1. ed. [S.l.]: Success Unlimited, 30 January 2001. ISBN 978-0-9529121-2-5. Visitado em 24 October 2010.
  84. Martinez, Edecio. "Cyber Bullying Illegal: Mass. Governor Signs Landmark Anti-Bullying Law - Crimesider - CBS News", CBS News, 4 May 2010. Página visitada em 25 October 2010. “Yale professor Young-Shin Kim has done research on what's been termed "bullycide" and has found that victims of bullying are 5.6 times more at risk of attempting or thinking about suicide.”
  85. Hannah Smith's death shows we must tackle the cruel trolls who leave their victims with nowhere to hide

Ligações externas

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Imagens e media no Commons