Autoestrada
Uma autoestrada (pré-AO 1990: auto-estrada) é uma via de comunicação destinada apenas a tráfego motorizado, dotada de pelo menos duas vias em cada sentido, separadas por elementos físicos, com cruzamentos desnivelados e acesso restrito a nós de ligação, não possuindo cruzamentos - e sim rampas de acesso - e servindo, primariamente, para atender ao tráfego entre áreas urbanas ou dentro de uma metrópole. Assim, as autoestradas não devem ser confundidas com vias expressas, com vias rápidas nem com sistemas rodoviários nacionais.
Numa autoestrada, os limites de velocidade são geralmente maiores que os de outras estradas e, até mesmo podem não possuir limite em alguns trechos. Normalmente, possuem portagem, sendo concessionadas a uma empresa que as explora comercialmente e conserva. Muitas autoestradas não são construídas de raiz, podendo ser construídas a partir da reconversão de sistemas de estradas ou rodovias nacionais.
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[editar] Angola
Integrado num plano de melhoria das infraestruturas rodoviárias do país, o governo de Angola tem investido na construção de várias estradas, designadamente na chamada "AutoEstrada Periférica" em torno da capital, Luanda. A primeira autoestrada de Angola conta com 54 quilómetros de extensão, duas faixas de rodagem em cada sentido (com possibilidade de posterior alargamento para três) e um separador central de vinte metros [1]. A obra iniciou-se em 2007 com duas fases de construção — a primeira, ligando Viana a Cacuaco, e a segunda, ligando Viana a Benfica, — devendo ficar concluída em Junho de 2010 [2].
A autoestrada periférica de Luanda tem como objectivo principal melhorar a circulação rodoviária na capital do país, interligando os municípios de Cacuaco, Viana e Samba. No entanto, facilita também as deslocações entre Luanda e as províncias de Angola, com realce para Bengo, Uíge, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Huíla, Huambo e Bié.
[editar] Brasil
Não há um sistema segregado de autoestradas no Brasil. Embora aproximadamente 10.000 quilômetros de rodovias brasileiras atendam todos os requisitos para o títuro de autoestrada, todas estão incluídas nos planos rodoviários federal e estadual. O Estado de São Paulo é o que tem mais autoestradas no país, com 4.700 quilômetros dessas vias. É também o Estado com mais rodovias concedidas ao setor privado, resultando no maior valor de tarifa de pedágio por quilômetro do país. Autoestradas como a Rodovia dos Bandeirantes (SP), Rodovia dos Imigrantes (SP) e Rodovia Osvaldo Aranha (RS) são exemplos de autoestradas de padrão europeu no Brasil, com limite de velocidade de até 120 km/h. Muitos outros trechos rodoviários, como o em construção trecho sul da BR-101, Rodovia Anchieta e Rodovia Anhanguera, não alcançam níveis europeus, mas ainda podem ser consideradas autoestradas. O parcialmente concluído Rodoanel Mário Covas (com configuração de até oito faixas de rolagem divididas em duas pistas) é outro exemplo de autoestrada, este sob a forma de via expressa metropolitana, planejada para liberar a pressão sobre as vias expressas internas da capital paulista, a Marginal Tietê (com até 22 faixas, divididas em até seis pistas) e a Marginal Pinheiros (14 faixas, divididas em até quatro pistas). Também, o termo “autoestrada” não é geralmente usado no Brasil, onde a maioria das pessoas se refere a tais apenas pelos termos genéricos “estrada” ou “rodovia”. Esta é mais uma prova de que não há um sistema de autoestradas no Brasil, apenas trechos de rodovias adaptados como tais. Rígidas regras sobre a condução nas rodovias brasileiras são previstas no Código Nacional de Trânsito, como velocidade mínima permitida, controle de acesso, uso do cinto de segurança e obrigatoriedade de se manter à direita em vias de múltiplas faixas, sempre que possível. No entanto as únicas que são rigidamente fiscalizadas são sobre o limite máximo de velocidade, que geralmente ocorre através de radares de velocidade, e sobre o uso do cinto de segunça.
[editar] Portugal
Portugal foi um dos primeiros países do mundo a ter uma autoestrada, com a inauguração, em 1944, do lanço Lisboa-Estádio Nacional, da que seria a futura autoestrada Lisboa-Cascais (atual A5)[3].
No entanto, apesar de terem sido posteriormente construídos alguns outros troços nas décadas de 1960 e 1970, só no final da década de 1980 foi iniciada a construção de autoestradas em grande escala. Hoje em dia, a rede de autoestradas portuguesas é bastante desenvolvida e percorre quase todo o território, ligando todo o litoral e as principais cidades do interior, numa extensão total de aproximadamente 3000 km. Na Europa, Portugal está entre os países que mais investiram e que têm maior número de quilómetros de autoestradas por habitante e área.[4]
As autoestradas portuguesas integram uma das duas sub-redes que formam a Rede Rodoviária Nacional, a Rede Fundamental e a Rede Complementar. Cada lanço de autoestrada, portanto, coincide com um lanço de itinerário principal (IP) ou de itinerário complementar (IC)
O Plano Rodoviário Nacional (PRN2000) estabelece que que a rede fundamental de estradas de Portugal (autoestradas, itinerários principais, itinerários complementares e estradas nacionais) são geridas pela Administração Central e as estradas regionais e as estradas municipais são geridas pelas administrações regionais ou locais.
Referências
- ↑ Construção da autoestrada Benfica-Viana-Cacuaco decorre a bom ritmo
- ↑ Auto-estrada periférica Cacuaco/Viana, em Luanda, ficará concluída em Junho
- ↑ Portugal (em português). Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau. Página visitada em 14 de novembro de 2011.
- ↑ Portugal é dos países com mais autoestradas na Europa Diário de Notícias - acedido em 21-04-2009