Crise do limite de dívida dos Estados Unidos de 2011

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Desde a crise económica iniciada em 2008 o governo dos Estados Unidos fez um enorme esforço em cortes para se ajustar ao limite de gastos. Um dos mais conhecidos a nível internacional foi a suspensão do programa de ônibus espaciais.

A Crise do limite de dívida (ou teto de dívida) dos Estados Unidos de 2011 refere-se a um longo processo negocial e de debate no Congresso dos Estados Unidos sobre se o país deveria aumentar o limite de dívida, e, caso afirmativo, em que montante. Foram igualmente discutidas as políticas de gastos para o futuro, e que políticas fiscais serão necessárias aplicar após incrementar o limite da dívida.[1] Além disso, espera-se que esta discussão culmine com importantes reformas estruturais para os procedimentos de pressupostos (por exemplo, com limites de gastos ou emendas à Constituição no que se refere a pressupostos equilibrados).[2] A dívida total nacional dos Estados Unidos ascendia a 14,4 trilhões de dólares em julho de 2011, superando o cúmulo de gasto de 14,3 trilhões. O Departamento do Tesouro não tem autoridade para emitir ou contrair dívida além deste limite, o que obrigou a realizar a reforma.[3]

Apesar da falta de autoridade do Congresso, em 16 de dezembro de 2009 o limite da dívida foi excedido, e para sanear o problema o Departamento do Tesouro teve que usar "ferramentas de contabilidade extraordinárias" para proporcionar ao tesouro 150 bilhões de dólares e assim poder cumprir as obrigações federais.[4] Contrariamente a dezembro de 2009, neste caso a situação foi considerada uma crise por potencialmente o governo poder ser incapaz de cumprir com as suas obrigações financeiras.[5] A crise não atingiria apenas os Estados Unidos, mas também ameaça outros países cuja moeda se baseia no dólar e que poderiam ver-se arrastados pelas perdas.[6] A agência de certificação de créditos (ratings) Standard & Poor's submeteu a nota de dívida nacional dos Estados Unidos a uma "revisão em baixa" durante a crise, aumentando o risco de degradar a nota "AAA" da dívida nacional.[7]

O debate foi invulgarmente complicado, com os legisladores do Partido Republicano opostos a qualquer aumento de impostos e os do Partido Democrata defendendo que uma subida de impostos era tão necessária como um corte nos gastos. Os legisladores que apoiam o movimento Tea Party impulsionaram os republicanos a recusar qualquer acordo que implicasse cortes substantivos e imediatos o realizar alguma emenda constitucional.[8] [9]

A crise mais imediata terminou quando um acordo complexo entre ambas as partes conseguiu elevar o limite de gastos em 31 de julho de 2011. Após a sua aprovação no Congresso e Senado, foi ratificado pelo Presidente Barack Obama, ficando o acordo conhecido como Budget Control Act of 2011 em 2 de agosto, data limite para o acordo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tax Update.
  2. Zeke Miller (13 de julho de 2011). Boehner adds new condition for raising debt limit Business Insider. Visitado em 30 de julho de 2011.
  3. Understanding the Federal Debt Ceiling (8 de julio de 2011). Visitado em 1 de agosto de 2011.
  4. U.S. National Debt Tops Debt Limit. Visitado em 1 de agosto de 2011.
  5. "Debt Ceiling: Chaos if Congress blows it", 14 de julho de 2011. Página visitada em 29 de julho de 2011.
  6. John Cookon (29 de julio de 2011). World reacts to U.S. debt crisis Global Public Square CNN.com Blogs.
  7. S&P Special Report-U.S. Credit Rating Knock on Effects-July 2011. Visitado em 1 de agosto de 2011.
  8. Stephanie Condon (27 de julho de 2011). CBS News: McCain blasts "bizarro" Tea Party debt limit demands. Visitado em 30 de julho de 2011.
  9. Fox News, Associated Press: Reid, Boehner Outline Competing Deficit Plans (25 de julio de 2011). Visitado em 29 de julho de 2011.