Aviação experimental

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A prática de construção caseira de aviões é um hobby para dezenas de pessoas leigas (não é necessário ser engenheiro aeronáutico para isso). No Brasil, muitas dessas pessoas fazem parte de associações como a Associação Brasileira de Aviação Experimental (ABRAEX) e a Associação Brasileira de Ultraleves (ABUL).

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), existem mais de 4 mil aeronaves na categoria experimental sobrevoando o céu do Brasil - estão inclusos neste número ultraleves, balões, girocópteros, dirigíveis, planadores, helicópteros, motoplanadores e outras aeronaves não-homologadas.

Características[editar | editar código-fonte]

A aviação experimental é por conta e risco próprio. Por não ser homologada, uma aeronave experimental é mais barata de voar, pois o nível de exigência de manutenção e de regulamentações é menor. A inspeção anual obrigatória, denominada Relatório de Inspeção Anual de Manutenção (RIAM) é exemplo de uma dessas poucas exigências.

Também a habilitação de piloto é muito menos exigente, o que reduz seu custo de obtenção e renovação. Como é o próprio construtor que vai voar, se presume que ele conhece a fundo a aeronave que construiu e quais são os riscos. Para pilotar, a regulamentação atual exige uma habilitação de CPD ou CPR (certificado de piloto desportivo ou de recreio). Estas duas habiitações servem somente no que se refere a ultraleves. No que se refere aos avioes experimentais (aeronaves com mais de dois assentos)é necessário a carteira de Piloto Privado, que é mesma exigida para alguns avioes "homologados" ou seja, os não experimentais.

Em virtude dos riscos inerentes a uma aeronave não-homologada e a um nível de qualificação mais flexível para pilotagem desse tipo de aeronave, a legislação em vigor proíbe o emprego de avião experimental para fins comerciais.

Outra característica importante é que uma aeronave que nasce com o propósito de operar como experimental dificilmente tem condições de ser homologada posteriormente. Isso normalmente ocorre porque o projeto original não atende as normas de homologação. Conseqüentemente, há a necessidade de diversas alterações no projeto original, o que acaba encarecendo e ,muitas vezes, inviabilizando economicamente a empreitada.

Regulamentação[editar | editar código-fonte]

A ANAC regula a aviação experimental através dos seguintes regulamentos:

  • RBHA 37 (construção de aeronave experimental)õe

Expõe os principais requisitos para a construção amadora e normaliza os processos de fabricação de forma a dar à aeronave a forma mais confiável possível para a construção. Delimita fatores de carga e dá normas para construção do tanque de combustível segundo fatores de carga no qual a aeronave é construída. Seguir as normas do RBHA 37 é a forma mais segura de promover a construção amadora pois elimina fatores inerentes aos riscos mais comuns da falha construtiva.

  • RBHA 38 (fabricação de kits para aeronave experimental)
  • RBHA 103 (especificamente para ultraleves)

Exemplos de aeronaves experimentais[editar | editar código-fonte]

Existem centenas de plantas e kits disponíveis para os construtores amadores, incluídos alguns de projeto nacional.

  • Atualmente o engenheiro gaúcho Altair Coelho (www.altaircoelho.com.br) diponibilizou as plantas do seu avião AC-15 gratuitamente na internet, Coelho que já projetou e construiu vários outros aviões teve esta iniciativa para ajudar todos os que desejam realizar seu sonho mas encontram dificuldades e adquirir plantas, kits e materiais para construir seu avião. O AC-15, emprega materiais e solucuções símples de fácil aquisição no mercado nacional, exemplo disso é o motor AP 2.0, o mesmo do Santana, Gol e Parati, que pode ser encontrado facilmente em todo Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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