Acrobacia aérea

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Acrobacia aérea é um esporte radical praticado com pequenos aviões, planadores e eventualmente com helicópteros, que envolve manobras aéreas em formações de múltiplas aeronaves ou em solo.[1] [2] A Acrobacia aérea é praticada com aviões e planadores para treino, diversão e desporto. Alguns helicópteros, como o MBB Bo 105, também são capazes de algumas manobras limitadas.[3]

Selo de correio em homenagem ao acrobata russo Pyotr Nesterov, inventor da acrobacia aéria.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O invento dessa modalidade esportiva é creditado ao piloto militar russo, Piotr Nesterov, sendo a maioria dos praticantes também militares, havendo alguns pequenos grupos que realizam acrobacias aéreas apenas por entretenimento ou diversão.[4] [5]

A prática requer do piloto muita experiência e responsabilidade, já que para faze-lo, é necessário levar em consideração que qualquer erro pode ser fatal tanto para o piloto como para quem esta observando.[6] Em alguns países, o uso de paraquedas em conjunto com sistema de ejeção é obrigatório.[7]

Enquanto muitos pilotos fazem acrobacias apenas para diversão, outros escolhem voar em competições de acrobacia aérea como um esporte, o voo a vela, que possuí um sistema próprio de arbitragem.[8]

Treinamento[editar | editar código-fonte]

Planador acrobático DFS Habicht.

Acrobacias aéreas são ensinadas a pilotos militares como forma de desenvolverem habilidades de voo precisas para uso tático em combates. Acrobacias e formação de voo não são limitadas somente a aeronaves de asas fixas, sendo os helicópteros também muito usados: o Exército Britânico, Marinha Real Britânica, Força Aérea Portuguesa, Força Aérea Espanhola e a Força Aérea da Índia, entre outros, têm equipes de exibição que utilizam helicópteros.

Toda manobra acrobática aérea requer treinamento e prática para evitar acidentes. Tais acidentes são raros mas podem resultar em fatalidades, nos Estados Unidos, por exemplo, as regras de segurança são tão rígidas que não há mortes de espectadores em shows aéreos desde a década de 1950.

Acrobacias rasantes exigem muito conhecimento e prática, por isso pilotos de shows aéreos precisam comprovar suas habilidades antes de poderem realizar apresentações abaixo de uma determinada altitude.

Competições[editar | editar código-fonte]

As competições são dividas em grupos de níveis primários ou graduados, sendo geralmente julgados por uma comissão de arbitragem. Os pilotos que se destacarem em diversos quesitos como, performance, maior dificuldade e melhor manobra, recebem maiores pontuações. Além disso, é necessária uma grande resistência física dos pilotos, pois as forças g chegam a +8/-6g, e o limite máximo observado em humanos é de 9.[9]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O início da acrobacia aérea no Brasil se deu ainda na década de 1920, predominantemente praticada por pilotos militares. Em 1952 foi fundada a Esquadrilha da Fumaça, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, e nos anos seguintes destacou-se o acrobata aéreo Alberto Bertelli, mais especificamente no Aeroclube de São Carlos e depois no Aeroclube de Rio Claro.

Atualmente existem no país o Comitê Brasileiro de Acrobacia e Competições Aéreas (CBA), que tem organizado treinamentos e competições, e a ACRO Brasil, cujo principal objetivo tem sido a instrução de pilotos.

A atividade é regulada pela ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil.

Algumas esquadrilhas[editar | editar código-fonte]

The Australian Roulettes em formação
Avião Tucano da Esquadrilha da Fumaça

Algumas das principais esquadrilhas do mundo:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. Civil Aviation Rules Part 1 (em english). Government publication. New Zealand Civil Aviation Authority (23 October 2008). Página visitada em 2009-05-28.
  2. FAR 91.303. USA Federal Aviation Administration. Página visitada em 2009-05-01.
  3. Red Bull Bo-105 CBS Helicopter (em english). Web page. Red Bull. Página visitada em 2009-05-28.
  4. Williams, Neil. Aerobatics (em English). Surrey, England: Airlife Publishing Ltd, 1975. 32, et seq pp. ISBN 0-950-4543-03
  5. Orgão de Acrobacias aéreas do Reino Unido.
  6. Langewiesche, Wolfgang. Stick and Rudder (em English). New York: McGraw Hill, Inc., 1944. p. 327. ISBN 0-07-036240-8
  7. FAR 91.307(c). USA Federal Aviation Administration. Página visitada em 2009-05-01.
  8. In: Howard, Brian. Official Contest Rules (em English). Oshkosh, WI, USA: International Aerobatic Club, 2009. p. 1–7.
  9. G forces.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]