Aeróstato

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Aeróstato é a designação dada às aeronaves mais leves que o ar. A atividade e o estudo dos aeróstatos é levada a cabo por um ramo da Aeronáutica denominado Aerostação.

Tipos de Aeróstatos[editar]

Basicamente existem dois tipos de aeróstatos:

Balões - aeróstatos sem propulsão própria. Podem existir balões de voo livre, em que a deslocação é feita através da impulsão externa das correntes atmosféricas, e balões cativos, que não se deslocam, estando permanentemente presos ao solo;

Dirigíveis - aeróstatos com propulsão própria, normalmente realizada por um motopropulsor.

História dos Aeróstatos[editar]

Existem notícias de que, já há milhares de anos os chineses utilizavam balões como brinquedos. No entanto o primeiro voo da história num aeróstato deve-se ao santista Bartolomeu de Gusmão que, em 1709, perante a Corte em Lisboa voou num invento da sua autoria baptizado de Passarola. A Passarola era um balão de ar quente de grandes dimensões. Na realidade a "Passarola" nunca voou.

Balões à ar quente.

Muitos anos depois de Bartolomeu de Gusmão, em 1783, os irmãos Montgolfier fazem voar o balão de ar quente de sua invenção, despoletando um grande desenvolvimento na aerostação, que se dá sobretudo a partir do século XIX. Os primeiros aeróstatos não se podiam deslocar por si, mesmos, ficando dependentes das correntes de ar atmosférico. Em 1852 é então projectado e construído o primeiro aeróstato dirigível pelo francês Henri Giffard.

No princípio do século XX, o alemão Conde Zeppelin dá grande impulso ao desenvolvimento dos dirigíveis, que são baptizados de zeppelins em sua homenagem. Os zeppelins são usados como plataforma de armas de bombardeio estratégico na 1ª Guerra Mundial. Depois da guerra, os zeppelins são desenvolvidos como transporte de passageiros, realizandos os primeiros voos transatlânticos comerciais. Em 1937, o maior dirigível de sempre, o Hindenburg explode em Lakehurst, nos Estados Unidos no final de uma viagem transatlântica, provocando a interrupção do uso dos aeróstatos no transporte em massa de passageiros.

Desde os finais do Séc. XX, têm vindo a ser desenvolvidos projetos promissores de desenvolvimento de dirigíveis para o transporte de cargas pesadas, aproveitando a sua economia de operação e a sua capacidade de chegar a qualquer ponto do território.

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