Zeppelin

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O Graf Zeppelin em Pernambuco (1932).

O Zeppelin[nota 1] ou Zepelim[1] é um tipo de aeróstato rígido, mais especificamente um dirigível, cujo nome é uma homenagem ao Conde alemão Ferdinand Von Zeppelin, que foi pioneiro no desenvolvimento de dirigíveis rígidos no início do século XX. As primeiras ideias de Zeppelin foram formuladas em 1874 e desenvolvidas em detalhes em 1893, sendo patenteadas na Alemanha em 1895 e nos Estados Unidos em 1899. Os Zeppelins tiveram seus primeiros vôos comerciais iniciados em 1910 pela Deutsche Luftschiffahrts-AG (DELAG), a primeira companhia aérea do mundo em serviço comercial e, quatro anos após o início de suas operações, em meados de 1914, a DELAG já havia transportado mais de 10.000 passageiros pagantes em mais de 1.500 vôos. Após o enorme sucesso do projeto Zeppelin, a palavra Zeppelin passou a ser comumente utilizada para se referir a todos os dirigíveis rígidos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os militares alemães fizeram uso extensivo dos Zeppelins como bombardeiros e scouts, matando mais de 500 pessoas em bombardeios apenas na Grã-Bretanha. Com a derrota da Alemanha em 1918, o negócio de dirigíveis temporariamente desacelerou, pois embora a DELAG houvesse estabelecido um serviço diário regular entre Berlin, Munich e Friedrichshafen em 1919, os dirigíveis construídos para essa ocupação, eventualmente tiveram que se render aos termos do Tratado de Versalhes, que proibiu a Alemanha de construir grandes aeronaves. Entretanto, uma exceção foi feita permitindo a construção de um dirigível para a marinha americana, o que acabou por salvar a companhia da extinção. Em 1926 as restrições sobre a construção de dirigíveis foram levantadas e com a ajuda de doações do trabalho público foi iniciada a construção do LZ 127 Graf Zeppelin. Isso reviveu as fortunas da companhia , e durante a década de 1930 os dirigíveis Graf Zeppelin e o ainda maior LZ 129 Hindenburg operaram vôos transatlânticos regulares da Alemanha para a América do Norte e para o Brasil. O pináculo art déco do Empire State Building foi originalmente projetado para servir como um mastro de amarração para Zeppelins e outros dirigíveis, porém verificou-se que os fortes ventos tornariam isso impossível, e o plano foi abandonado. O desastre de Hindenburg em 1937, juntamente questões políticas e econômicas, acelerou a extinção dos dirigíveis.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O dirigível USS Los Angeles, da Marinha dos Estados Unidos, construído pela empresa alemã Luftschiffbau-Zeppelin GmbH (1931).

O projeto de Ferdinand foi delineado em 1874[2] e desenvolvido em detalhes em 1893.[3] Eles foram patenteados na Alemanha em 1895 e nos Estados Unidos em 1899.[4]

Depois do grande sucesso do projeto do Zeppelin, a palavra zeppelin passou a ser usada para designar todos os dirigíveis rígidos.

Os Zeppelins voaram comercialmente pela primeira vez em 1910, pela empresa alemã Deutsche Luftschiffahrts-AG (DELAG), a primeira linha aérea comercial do mundo. De 1910 até meados de 1914 (advento da Primeira Guerra Mundial) os zeppelins da DELAG já haviam transportado mais de 34 000 passageiros em mais de 1 500 voos, sem que ninguém se ferisse. A maioria dos passageiros viajava de graça, o que servia como publicidade para a indústria dos zeppelins: muitos desses passageiros eram membros da realeza alemã, oficiais militares, aristocratas e empresários. Porém, a DELAG também transportou cerca de 10 197 passageiros pagantes, antes de ter de interromper suas operações em decorrência do início da guerra.[5]

Durante a Primeira Guerra Mundial, os militares alemães fizeram uso extensivo dos Zeppelin como bombardeiros e para observação, matando mais de 500 pessoas em bombardeios na Grã-Bretanha.[6]

Depois da Guerra, foi muito utilizado para travessias transatlânticas com passageiros durante a década de 1930.

Notas

Referências

  1. a b Zepelim Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Visitado em 18 de outubro de 2014.
  2. Eckener 1938, pp. 155–157.
  3. Dooley 2004, p. A.187.
  4. Dooley 2004, p. A.190.
  5. GROSSMAN, Dan (2009). DELAG: The World’s First Airline (em inglês). Visitado em 12 de novembro de 2014.
  6. Cole and Cheeseman 1984, p. 449.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O moderno Zeppelin NT.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Boulton, James T. The Selected Letters of D. H. Lawrence. Cambridge, Reino Unido: Cambridge University, 2000. ISBN 9780521777995.
  • Boyne, Walter J. et al. Air Warfare: An International Encyclopedia. Santa Barbara, California: ABC-Clio, 2002. ISBN 1-57607-345-9.
  • Castle, Ian. London 1914–17: The Zeppelin Menace. Oxford, UK: Osprey, 2008. ISBN 978-1-84603-245-5.
  • Cole, Christopher and Cheesman, E. F. The Air Defence of Great Britain 1914–1918. London: Putnam, 1984. ISBN 0-370-30538-8.
  • Cross, Wilbur. Zeppelins of World War I (em inglês). Bloomington, IN: iUniverse, 2001. 236 pp. ISBN 9780595157730 e ISBN 0595157734. OCLC 48895443.
  • Syon, Guillaume de. Zeppelin!: Germany and the Airship, 1900–1939. Baltimore, MD: Johns Hopkins University Press, 2001. 295 pp. ISBN 0801867347.
  • Dooley, Sean C. "The Development of Material-Adapted Structural Form." Part II: Appendices, THÈSE NO 2986. École Polytechnique Fédérale de Lausanne, 2004.
  • Eckener, Hugo, translated by Leigh Fanell. [1] Count Zeppelin: The Man and His Work. London: Massie, 1938 – (ASIN: B00085KPWK) ( extract pp. 155–157, 210–211).
  • LEHMANN, Ernst A.; MINGOS, Howard. The Zeppelins: The Development of the Airship, with the Story of the Zepplins Air Raids in the World War (em inglês). Nova Iorque: J. H. Sears & Company, Inc., 1927.
  • Liddell Hart, B. H. A History of the World War 1914–1918. London: Faber & Faber, 1934.
  • Robinson, Douglas H. Giants in the Sky: History of the Rigid Airship. Henley-on-Thames, UK: Foulis, 1973. ISBN 978-0-85429-145-8.
  • Robinson, Douglas H. The Zeppelin in Combat. Henley-on-Thames, UK: Foulis, 1971 (3rd ed.). ISBN 0 85429 130 X.
  • Smith, Peter J. C. Zeppelins over Lancashire. London: Neil Richardson, 1991. ISBN 1-85216-066-7.
  • Stephenson, Charles. Zeppelins: German Airships, 1900–40. Oxford, UK: Osprey, 2004. ISBN 1-84176-692-5.
  • Swinfield, J. Airship: Design, Development and Disaster. London: Conway, 2012. ISBN 978 1844861385
  • Willmott, H.P. First World War. London: Dorling Kindersley, 2003. ISBN 978-0-7195-6245-7.