Baleia-azul

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Como ler uma caixa taxonómicaBaleia-azul
Faroe stamp 402 blue whale (Balaenoptera musculus) crop.jpg
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Mysticeti
Família: Balaenopteridae
Género: Balaenoptera
Espécie: B. musculus
Nome binomial
Balaenoptera musculus
Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Cypron-Range Balaenoptera musculus.svg

A baleia-azul, (Balaenoptera musculus) é um mamífero marinho. Como outras baleias, as baleias azuis usam lâminas córneas na sua cavidade bucal para filtrar seu alimento (krill) da água do mar, alimentando-se também de pequenos peixes e lulas. A baleia-azul é o maior mamífero em existência, podendo chegar a ter 33 metros de comprimento e mais de 180 toneladas de massa.[1]

A baleia-azul possui uma pequena aleta (abertura) que é visível apenas num curto período, quando a baleia mergulha. Tal aleta pode produzir jatos de água de até nove metros altura. O seu pulmão pode conter aproximadamente cinco mil litros de ar.

É também o animal mais ruidoso do mundo. Emitem sons de baixa frequência que atingem os 188 decibéis — mais fortes que o som de um avião a jacto — que podem ser ouvidos a mais de 800 quilómetros de distância[1].

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Ouça o canto da baleia-azul
Feito pelo National Oceanic and Atmospheric Administration

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Índice

[editar] Taxonomia

A baleia-azul é uma das sete espécies de baleia no género Balaenoptera. A espécie é dividida em três subespécies:

  • B. m. musculus, as populações do Atlântico Norte e Pacífico Norte,
  • B. m. intermedia, a população do Oceano Antártico e
  • B. m. brevicauda que é uma baleia pequena conhecida também como a baleia-pigmeu, encontrada no Oceano Índico e Pacífico sul.

[editar] Tamanho

Comparação de tamanho de um humano em relação à baleia-azul.

A baleia-azul é o maior animal que existe na face da Terra.[2] A maior criatura conhecida da era dos dinossauros era o seismossauro da era Mesozoica, com um peso superior a 100 toneladas e comprimento estimado de 40 metros, embora alguns cientistas afirmem que poderiam chegar a 52 metros de comprimento. Há incertezas sobre a maior baleia-azul já capturada. A maioria das informações vem de baleias-azuis mortas em águas antárticas durante a primeira metade do século XX, coletadas por baleeiros não instruídos em técnicas de coleta zoológica. As baleias mais longas já registadas foram duas fêmeas com 33,3 e 33,6 metros de comprimento, respectivamente, porém existem algumas disputas sobre a confiabilidade destas informações. A maior baleia medida por cientistas no Laboratório Americano de Pesquisas de Mamíferos Marinhos media 29,9 metros, o mesmo comprimento de um avião Boeing 737.

A cabeça de uma baleia-azul é tão grande que cinquenta pessoas poderiam apoiar-se em sua língua. Um bebê (humano) poderia gatinhar através das principais artérias da baleia-azul e um humano adulto poderia até arrastar-se pela sua aorta. Uma baleia-azul recém-nascida pesa mais que um elefante adulto e tem cerca de 7,6 metros de comprimento. Durante os seus primeiros sete meses de vida, bebês de baleia-azul bebem cerca de 380 litros de leite por dia. Bebês de baleias-azuis ganham peso rapidamente, 91 kg a cada 24 horas. O órgão reprodutor do macho (o pênis), chega a medir 3 metros de comprimento.

Apesar de serem mamíferos, as baleias não amamentam seus filhotes pelas tetas. O leite da baleia é tão gorduroso que ela o solta na água, de onde o filhote o suga, já que água e gordura não se misturam.

Baleias azuis são difíceis de se pesar dado o seu imenso tamanho. A maioria das baleias azuis morta por baleeiros não têm o seu peso tomado como um todo, mas sim, corta-se a baleia em peças menores, que podem ser pesadas mais facilmente. Isto causa um erro na tomada do peso total da baleia, devido à perda de sangue e outros fluidos. De qualquer maneira, tomadas entre 160 a 190 toneladas foram registadas para espécimes com mais de 27 metros de comprimento. A maior baleia azul de que se tem informação é uma fêmea que pesou 176 790 kg.

[editar] População e pesca

Esqueleto de baleia-azul em frente ao Long Marine Laboratory da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

As Baleias azuis não são fáceis de capturar, matar e estocar. A sua velocidade e poder mostram que elas não foram o alvo dos baleeiros antigos que, ao invés, tinham como alvo cachalotes. Como o número dos últimos declinou, os baleeiros começaram a olhar com mais cobiça para baleia-azul. Em 1864, o navio a vapor norueguês Svend Foyn foi equipado com arpões especialmente concebidos para capturar grandes baleias.

A matança de baleias-azuis espalhou-se rapidamente, e em 1925, os Estados Unidos, o Reino Unido e o Japão tinham se juntado, à Noruega, na caça às baleias-azuis, capturando-as, matando-as e processando-as em grandes navios-fábricas. Em 1930, 41 navios mataram 28 325 baleias azuis. No final da segunda guerra mundial, as populações de baleias-azuis já eram escassas, e em 1946, as primeiras leis que restringiam o comércio de baleias foram introduzidas. Tais leis eram ineficientes devido à falta de diferenciação entre as espécies. Espécies ameaçadas pela extinção podiam ser igualmente caçadas com aquelas que tinham uma população relativamente abundante. Quando a caça da baleia-azul finalmente foi proibida, nos anos 60, 350 mil baleias azuis haviam sido mortas. A atual população mundial de baleias azuis é estimada entre três a quatro mil, com duas mil concentradas na costa californiana. Tal grupo representa a maior esperança num longo e gradual processo de aumento populacional da baleia-azul, que está nas listas dos animais ameaçados de extinção desde os anos 60.

[editar] Bibliografia

Referências

  1. a b Animal Records. Smithsonian National Zoological Park. Página visitada em 2008-01-11.
  2. What is the biggest animal ever to exist on Earth?. How Stuff Works. Página visitada em 2008-01-11.

[editar] Ligações externas

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