Dispersão (química)

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Dispersão, na Química, é qualquer disseminação de uma substância ao longo de todo o volume de outra substância.

Uma dispersão é formada pela combinação de um dispergente com um disperso (soluto ou disseminado).

{Disperso+Dispergente}\,\!\leftrightarrow{Dispers\tilde{a}o}

Classificação[editar | editar código-fonte]

1. De acordo com o tamanho das partículas dispersas, as dispersões se classificam em:

  • Solução: quando as partículas dispersas têm até 1 nm de diâmetro. Não é possível ver as partículas dissolvidas nem com microscópia eletrônica, e a separação das substâncias (disperso e dispersante) é feita através da destilação. Ex.: água + sal.
  • Colóide (ou dispersão coloidal): quando as partículas dispersas têm entre 1 nm e 1000 nm de diâmetro. São misturas que, a olho nu, aparentam ser homogêneas, mas na realidade não o são. Realizando uma centrifugação, é possível separar o disperso do dispersante. O primeiro vai para o fundo do recipiente. Ex.: sangue humano, fumaça, gelatina.
  • Suspensão: quando as partículas dispersas têm mais de 1000 nm de diâmetro. É possível ver as partículas a olho nu. Geralmente usa-se a decantação ou filtração para separar as substâncias. Ex.: água + areia, água + terra, água + matéria orgânica do esgoto , ar + poeira. A ciência que estuda as suspensões é a sedimentologia e teve como grandes expoentes Hans Albert Einstein, Kalynski e Veiga da Cunha.

Observações:

1 nm = 1 nanômetro = 10−9 metros = 0,000000001 metros; 1 nm = 10 A (angstrons) ; 10 nm = 100 A (angstrons)

2. De acordo com a natureza das partículas:

  • Molecular: São as soluções em que o soluto é de natureza molecular.
  • Iônica: Soluções em que o soluto são íons.

Na natureza a dispersão, junto com o fenômeno da diluição, é um fenômeno ambiental muito importante, pois permite o lançamento adequado de poluentes gasosos ou líquidos, através de chaminés ou de emissários, diminuindo o impacto da carga poluidora inicial. Estes tipos de lançamentos estão previstos, respectivamente, no Protocolo de Quioto e no Protocolo de Annapolis. Estes cálculos de dispersão e de diluição, são efetuados na engenharia sanitária, utilizando-se modelos matemáticos ou modelos físicos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rios, Jorge L. Paes - "Estudo de um Lançamento Subfluvial. Metodologia de Projeto e Aspectos Construtivos do Emissário de Manaus" - Congresso Interamericano de AIDIS - Panamá, 1982.
  • Azevedo Netto et al. - Manual de Hidráulica - Editora Blucher - São Paulo, 2001.
  • Gonçalves, Fernando B. e Souza, Amarílio P. - "Disposição Oceânica de Esgotos" - ABES - Rio de Janeiro, 1997.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]