LZ 129 Hindenburg
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| Tipo | Hindenburg |
| Fabricante | Luftschiffbau-Zeppelin GmbH |
| Primeiro voo | 4 de março de 1936 |
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O LZ 129 Hindenburg, ou simplesmente Hindenburg, foi um dirigível construído pela empresa Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, na Alemanha. O dirigível foi um simbolo na indústria alemã e propaganda nazista.
Conhecido como Zeppelin, o dirigível, com 245 metros de comprimento e sustentado no ar por 200 mil metros cúbicos de hidrogénio, o maior dirigível da história até 1937, saiu de Hamburgo e cruzou o Atlântico a 110 km/h. Na noite de 6 de maio de 1937, o gigantesco dirigível Hindenburg preparava-se para descer no campo de pouso da base naval de Lakehurst (Lakehurst Naval Air Station), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com 97 ocupantes a bordo, sendo 36 passageiros e 61 tripulantes, vindos da Alemanha. Durante as manobras de pouso, ás 19 horas e 30 minutos, um incêndio tomou conta da aeronave e o saldo foi de 13 passageiros e 22 tripulantes mortos e um técnico em solo, no total de 36 pessoas. Sendo o gás hidrogênio usado para mantê-lo no ar, altamente inflamável, o incêndio tomou conta e durou exatos 30 segundos. O governo alemão também sugeriu, à época, que uma sabotagem derrubara o grandioso zeppelin, que representava a superioridade tecnológica daquele país.1 2
O locutor da rádio WLS Chicago Herbert Morrison narrou o acidente, que foi ao ar no dia seguinte. O sistema de gravação acelerou as suas falas, dando um tom dramático, com a expressão "Oh, a humanidade" entrando para a cultura popular estadunidense.2
A comissão americana, que investigou o acidente junto com a companhia Zeppelin, atribuiu falha humana ao acidente. Uma brusca manobra momentos antes do pouso causou o rompimento de um dos tanques de hidrogênio e uma faísca dera a início à ignição.
No entanto, uma investigação recente conduzida pelo Dr. Addison Bain, ex-cientista da NASA que trabalhou por muito tempo com o gás hidrogênio, encontrou outra possível causa para a ignição que deu origem ao incêndio. Analisando pedaços do material utilizado na cobertura do dirigível, Bain constatou em seu relatório que era de um material extremamente inflamável (nitrocelulose recoberta por uma película de alumínio) e que o fogo teria sido causado por uma faísca provocada pela eletricidade estática acumulada na aeronave.
Uma aeronave de dimensões idênticas, o LZ-130 Graf Zeppelin II, que substituiria o veterano LZ-127, chegou a ser construída por completo. Mas foi desmontada em 1940, sem nunca ter operado regularmente.
O incêndio do Hindenburg encerrou a era dos dirigíveis na aviação comercial de passageiros.
Índice |
Imagens [editar]
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1 - RMS Queen Mary 2, 345m (rosa) 2 - USS Enterprise, 342m (amarelo) 3 - Classe Yamato (263m em azul escuro) 4 - Empire State, 443m (cinza) 5 - Knock Nevis (super-petroleiro), 458m (vermelho) 6 - Pentágono, 431m (azul claro) |
Referências
- ↑ 1937: Explosão do dirigível Hindenburg
- ↑ a b (Março 2013) "A tragédia do Hindenburg". Aventuras na História (ed. 116): 27. Editora Abril.
Ver também [editar]
- Acidente aéreo
- Aerostação
- Hangar_do_Zeppelin
- LZ 127 Graf Zeppelin
- LZ 130 Graf Zeppelin II
- Segurança aérea
- Torre do Zeppelin
- Zeppelin NT
Ligações externas [editar]
- (em português) Jornal com notícias do dia da explosão
- (em português) Fotos do acidente do Zeppelin Hindenburg