RMS Queen Mary 2

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RMS Queen Mary 2
Queen Mary II Einlaufen Hamburg Hafengeburtstag 2006 -1.jpg
Carreira  Reino Unido
Proprietário Carnival Corporation & plc
Operador Cunard Line
Fabricante STX Europe, Chantiers de l'Atlantique
Custo £ 460 mihões
Homônimo Rainha Maria de Teck
Construção 6 de novembro de 2000
Saint-Nazaire, França
Lançamento 21 de março de 2003
Porto de registo Hamilton, Bermudas
Viagem inaugural 12 de janeiro de 2004
Estado Em operação
Características gerais
Classe Transatlântico
Tonelagem 148 528 t
Altura 72 m
Comprimento 345 m
Calado 10,1 m
Propulsão 4 pods elétricos de propulsão
(2 fixos e 2 azimutais)
Velocidade 30 nós (56 km/h)
Tripulação 1 253 oficiais e tripulação
Carga 2 620 passageiros

O RMS Queen Mary 2 é um navio transatlântico. Ele é o primeiro grande transatlântico construído desde o RMS Queen Elizabeth 2 em 1969, o mesmo navio que ele sucedeu como capitânia da Cunard Line. O novo navio foi nomeado como Queen Mary 2 em 2004 pela Rainha Isabel II como homenagem ao RMS Queen Mary, lançado em 1936. Por sua vez, o Queen Mary foi nomeado em homenagem a Maria de Teck, rainha consorte do Rei Jorge V. Com o Queen Elizabeth 2 se aposentando em 2008, o Queen Mary 2 é o único transatlântico em atividade na rota entre Southampton e Nova Iorque. Ele também é usado como navio de cruzeiro.

O Queen Mary 2 foi projetado por um grupo de arquitetos navais britânicos liderados por Stephen Payne, apesar do navio não ser uma construção britânica. Na época de sua construção em 2003 nos estaleiros Chantiers de l'Atlantique, ele era o navio de passageiros mais longo, mais alto e mais largo da história, com sua tonelagem de 148 528 também sendo um recorde. O Queen Mary 2 perdeu esses recordes após a construção do MS Freedom of the Seas, da Royal Caribbean International, em abril de 2006. Mesmo com alguns navios de cruzeiro sendo maiores, o Queen Mary 2 permanece o maior transatlântico já construído.

O Queen Mary 2 tinha a intenção de cruzar o Oceano Atlântico regularmente, e dessa forma foi projetado de forma diferente do que outros navios de passageiros. Seu custo final foi de aproximadamente US$ 300.000 por ancoradouro, quase o dobro do que os navios de cruzeiro contemporâneos. Os gastos subiram pela alta qualidade do material e pelo projeto de transatlântico; ele precisou de 40% a mais de metal do que um cruzeiro padrão. O Queen Mary 2 tem uma velocidade máxima de 30 nós (56 km/h) e velocidade de cruzeiro de 26 nós (48 km/h). Ao invés da configuração diesel-elétrica encontrada em muitos navios, o Queen Mary 2 usa uma propulsão elétrica integrada. Turbinas a gás são usadas para aumentar a potência gerada pelo navio.

As instalações do Queen Mary 2 incluem quinze bares e restaurantes, cinco piscinas, um cassino, um salão de bailes, uma teatro e o primeiro planetário no mar. Ele também tem canis e um berçário. O navio é um dos únicos em atividade atualmente que ainda possui remanescentes de um sistema de classes abordo, algo visto em suas opções de jantar.

Em 19 de outubro de 2011, o Queen Mary 2 alterou seu porto de registro de Southampton, Inglaterra, para Hamilton, Bermudas, afim de permitir que cerimônias de casamento fossem realizadas abordo. Isso continuou a tradição de 171 anos de registros britânicos para os navios da Cunard, já que as Bermudas são territórios britânicos ultramarinos.

Características[editar | editar código-fonte]

O Queen Mary 2 é a capitânia da Cunard Line. O navio foi construído para substituir o RMS Queen Elizabeth 2, a capitânia da companhia de 1969 a 2004 e o último grande transatlântico construído até então. O Queen Mary 2 recebeu a designação de Royal Mail Ship (RMS) pela Royal Mail ao entrar em serviço em 2004 na rota Southampton para Nova Iorque.[1]

O Queen Mary 2 não é um navio a vapor como muito de seus predecessores, mas sim impulsionado por quatro motores a diesel, com duas turbinas a gás adicionais usadas quando potência extra é necessária; essa configuração de propulsão elétrica integrada é usada afim de produzir energia para mover seus quatro pods elétricos de propulsão além de dar energia para os serviços de hotel da embarcação.[2]

Como o Queen Elizabeth 2, o navio foi construído para atravessar o Oceano Atlântico, apesar de também ser usado para cruzeiros; na temporada de inverno o Queen Mary 2 viaja de Nova Iorque para o Caribe em viajens de dez a treze dias. Sua velocidade de 30 nós (56 km/h) o diferencia de outros navios de cruzeiro, como o MS Oasis of the Seas, que tem uma velocidade média de 22 nós (42 km/h). A velocidade normal de serviço do Queen Mary 2 é de 26 nós.[2]

Concepção e Construção[editar | editar código-fonte]

A visão de um novo navio transatlântico do século XXI — maior do que qualquer outro que já tinha sido construido antes — começou com a idéia do CEO da Carnival Micky Arison que declarou que a sua companhia comprou a Cunard para criar e construir o RMS Queen Mary 2 e não vice-versa.

A Cunard completou um projeto para uma classe nova de navios com as características de 84 000 toneladas e 2 000 passageiros no dia 8 de Junho de 1998, mas imediatamente os revisou ao comparar essas especificações com as 100 000 toneladas do projeto de construção da Carnival Corporation & plc e das 137 200 toneladas da Royal Caribbean International.

Seis meses depois, no dia 10 de dezembro a Cunard revelou detalhes do Projeto Queen Mary, o projeto para desenvolver um navio que auxiliaria o RMS Queen Elizabeth 2 nas viagens. Harland and Wolff da Irlanda do Norte, Aker Kværner da Noruega, Fincantieri da Itália, Meyer Werft da Alemanha, e Chantiers de l'Atlantique da França foram convidados a licitar no projeto. Se a construção começasse imediatamente, o navio poderia estar pronto antes de 2002. Mas esta não se realizou até 6 de novembro de 2000 no qual um contrato foi assinado com Chantiers de l'Atlantique, uma subsidiária de Alstom.Esta era a mesma empresa que rivalizou com a Cunard, construindo os navios SS Normandie e SS France da Compagnie Générale Transatlantique. (Companhia Transatlântica Geral).

A quilha do Queen Mary 2 foi construida no dia 4 de Julho de 2002, em Saint-Nazaire, França. Aproximadamente 3 000 homens gastaram 8 milhões de horas de trabalho no navio, e um total de 20 000 pessoas seja direta ou indiretamente envolvidas em seu design, construção, e equipagem. Foram grudados 300 000 pedaços de aço em 94 blocos que foram empilhados e então soldados para completar a casca e a super-estrutura juntada ao final.

O QM2 foi lançado ao mar em 21 de Março de 2003. Seus testes no mar foram realizados entre 25 e 29 de Setembro e 7 de Novembro de 2003 entre Saint-Nazaire e as ilhas fora da costa de d'Yeu de Ile e Belle-Ile. As fases finais da construção foram arruinadas por um acidente fatal[3] no dia 15 de Novembro de 2003, quando uma passarela desmoronou e um grupo de trabalhadores do estaleiro e de seus parentes que ali estavam, cairam de mais de 15 metros de altura. Das 48 pessoas na passarela, 32 ficaram feridas e 16 acabaram morrendo, incluindo uma criança.

A construção foi completada a tempo. Devido ao tamanho do navio, o luxo de seus materiais, e o fato que, devido à natureza dele ser um transatlântico, o QM2 requereu 40% a mais de aço que um navio de cruzeiro padrão; Seu custo final acabou sendo de aproximadamente $300,000 por cabine - quase o dobro do que navios como Voyager of the Seas, Grand Princess e Carnival Conquest.

A Cunard entregou o navio pronto em Southampton, Inglaterra no dia 26 de Dezembro de 2003. No dia 8 de Janeiro de 2004 o navio foi nomeado Queen Mary 2 pela neta de sua homônima, a Rainha Elizabeth II.

O Queen Mary 2 em Sydney, 20 de Fevereiro de 2007

Referências

  1. (agosto de 2007) "Royal Mail employee's Courier newspaper". Royal Mail.
  2. a b Queen Mary 2 Technical Information Cunard Line.. Página visitada em 15 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2009.
  3. Queda de plataforma em navio mata 12, BBC Brasil, 4-6-2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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