RMS Carpathia

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RMS Carpathia.jpg
Carreira British Blue Ensign
Nacionalidade: Britânica
Construtores: Swan Hunter & Wigham Richardson
Inicio da Construção: 1902
Lançado ao mar: 1903
Acidente: Afundado por um torpedo em 17 de julho de 1918 na costa leste da Irlanda por um submarino alemão.
Características gerais
Toneladas: 13 555 t
Comprimento: 165 metros
Largura: 18 metros
Propulsão: 8 cilindros de expansão quádrupla
Velocidade: 14 nós - (26 km/h)
Número de Passageiros:
  • Primeira-classe: 100
  • Segunda-classe: 200
  • Terceira-classe: 2 250 (após 1 905)

O RMS Carpathia foi um transatlântico a vapor da Cunard Line construído por Swan Hunter & Wigham Richardson. Sua viagem inaugural foi em 1903 e ficou famoso por resgatar os sobreviventes do RMS Titanic após ele afundar em 15 de Abril de 1912.

História[editar | editar código-fonte]

O RMS Carpathia foi construído por Swan Hunter & Wigham Richardson, em Newcastle upon Tyne, Inglaterra. Ele foi lançado ao mar no dia 6 de Agosto de 1902 e começou seus testes no mar em 22 de Abril de 1903 tendo finalizado-os no dia 25 de Abril. O Carpathia pesava 8,600 toneladas, tinha 164 metros de comprimento e 18 metros de largura.

Na sua viagem inaugural em 5 de Maio de 1903 de Liverpool, Inglaterra a Boston, Estados Unidos, o Carpathia passou pelas cidades de Nova York, Trieste, Rijeka e vários portos do Mediterrâneo.

Ao contrário do Titanic, o Carpathia não era um transatlântico construído para agradar os passageiros ricos. O Carpathia era mais um burro de carga de tamanho intermediário, um navio básico, mas resistente, destinado, principalmente, aos passageiros de segunda e terceira classe. O Carpathia também foi projetado para carregar carga, incluindo carne refrigerada dos EUA, mantida em compartimentos refrigerados, bem como correspondência enviada e trazida da América.

Desastre do Titanic[editar | editar código-fonte]

O Carpathia na doca em Nova York depois de ter resgatado os sobreviventes do Titanic

O Carpathia estava navegando de Nova York a Rijeka,(porto da atual Croácia) na noite de domingo, 14 de Abril de 1912. Entre os passageiros estavam o renomado pintor Colin Campbell Cooper e sua esposa Emma, a jornalista Lewis P. Skidmore, o fotógrafo Dr. Francis H. Blackmarr e Charles H. Marshall, cujas três sobrinhas estavam viajando a bordo do Titanic.

Seu operador de rádio, Harold Cottam, estava em seu posto, de madrugada, quando recebeu mensagens de Cape Race no Canadá notificando que tinha informações de tráfego marítimo para o Titanic. Ele pensou que seria útil enviar mensagem para o Titanic indicando que Cape Race tinha informações de tráfego para eles. Como resposta recebeu um pedido de socorro. Cottam, então, acordou o comandante, capitão Arthur Henry Rostron, que imediatamente ordenou que tomassem velocidade máxima para a última posição conhecida do Titanic, aproximadamente 58 milhas (93 km) de distância de onde estavam. Rostron também ordenou que o vapor de aquecimento e a água quente do navio fossem cortados dos passageiros a fim de que os motores usassem todo o vapor disponível na embarcação. Às 4 horas da manhã o Carpathia chegou próximo ao local do acidente, depois de enfrentar em seu caminho vários campos de gelo. O Carpathia resgastou do mar 706 pessoas que se encontravam nos botes salva-vidas.[1]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Molly Brown (à direita) entrega ao Capitão Arthur Henry Rostron o prêmio por seu serviço no resgate dos passageiros do Titanic

Por seu trabalho de resgate, a tripulação do Carpathia foi condecorada pelos sobreviventes. Os membros da tripulação foram condecorados com medalhas de bronze, os oficiais com medalhas de prata e o Capitão Rostron com uma medalha de ouro e uma taça de prata, presenteada por Molly Brown. Rostron mais tarde foi hóspede do presidente Taft na Casa Branca e foi presenteado com uma medalha de ouro do Congresso, a mais alta honra que o Congresso dos Estados Unidos poderia lhe atribuir.

Naufrágio[editar | editar código-fonte]

Carpathia afundando após ser atingido por três torpedos disparados pelo submarino da Marinha Imperial Alemão U-55

Apenas seis anos após o Naufrágio do Titanic, o Carpathia juntou-se a ele no fundo do mar. No dia 17 de julho de 1918, enquanto a Primeira Guerra Mundial se alastrava, o Carpathia seguia em direção a Nova York, de Liverpool, Inglaterra. Ele era parte de um comboio de navios necessário devido aos perigosos submarinos U-boats alemães patrulhando as águas da Grã-Bretanha. O comboio do Carpathia, de passagem pela costa leste da Irlanda, foi seguido pelo submarino alemão U-55, capitaneado por Wilhelm Werner. Havia três linhas de navios no grupo; no meio da coluna central, Werner avistou o Carpathia

O U-55 lançou três torpedos no Carpathia, todos com sucesso. Dois torpedos atingiram a sala dos motores, bem no meio do navio, matando cinco tripulantes; o outro atingiu a parte frontal do Carpathia. O Capitão Willian Prothero, sabia que o seu navio estava condenado, e pediu para que todos abandonassem o navio. Dos 280 passageiros e tripulantes a bordo, 275 sobreviveram. Eles foram recolhidos por caças-minas, o HMH Snowdrop. O Carpathia desapareceu no mar uma hora e quarenta e cinco minutos após o ataque.

Buscas e trabalhos de salvamento[editar | editar código-fonte]

Em 9 de Setembro de 1999 as agências de notícias Reuters e AP informaram que a Argosy International Ltd., dirigida por Graham Jessop, filho do internacionalmente conhecido explorador submarino Keith Jessop, tinha encontrado o naufrágio do navio Carpathia no fundo do Oceano Atlântico, naquela semana, cerca de 185 milhas (298 km) ao sudoeste da costa Inglesa. "Ele está em condições muito boas para um navio naufragado com a idade que tem", afirmou Jessop. "Ele está em uma peça só, e está na posição vertical."[2]

No ano seguinte o autor e mergulhador Americano Clive Cussler anunciou que sua organização, a NUMA havia encontrado os destroços na primavera de 2000,[3] [4] a uma profundidade de 500 pés (150 m).[5] Após o ataque do submarino, o Carpathia ficou na vertical, sobre o fundo do mar. Os destroços atualmente estão na vertical na costa da Irlanda.[6]

O atual proprietário da embarcação é a Premier Exhibitions Inc. (anteriormente RMS Titanic, Inc.), que pretende recuperar objetos a partir dos destroços.[5] A mesma empresa possui os direitos do RMS Titanic cujos artefatos são mostrados em exposições no mundo inteiro.

Referências

  1. Titanic Inquiry Project" Electronic copies of British and American inquiries into the disaster accessed 26 August 2006)
  2. UK Titanic rescue ship 'found'"
  3. Wreck of the Carpathia, Titanic's Rescuer, Found" from www.numa.net; acessado 26 de Agosto de 2007)
  4. DISCOVERY OF THE R.M.S. CARPATHIA" from www.titanic-titanic.com; acessado 26 de Agosto de 2007)
  5. a b Dive to film Titanic rescue ship" from http://news.bbc.co.uk; acessado 26 de Agosto de 2007)
  6. [1]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Eaton, John P. and Haas, Charles A. Titanic: Triumph and Tragedy (2nd ed.) W. W. Norton & Company, 1995

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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