Lillian Asplund

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Lillian Gertrud Asplund (Worcester, 21 de Outubro de 1906 - 6 de Maio de 2006) foi uma sobrevivente do naufrágio do transatlântico RMS Titanic ocorrido em 15 de abril de 1912. Considerada como a última memória, ou seja, a última sobrevivente que testemunhou o desastre.

História[editar | editar código-fonte]

Lillian Asplund e seu irmão gêmeo nasceram no dia 21 de Outubro de 1906 na Suécia. Quando seu pai soube a respeito da viagem do Titanic, juntou toda a família e foram para Southampton. No dia 10 de abril de 1912, Lillian juntamente com seus pais e seus quatro irmãos embarcam no Titanic como passageiros da 3ª classe, pois era vontade de seus pais regressarem para Worcester após viverem muito tempo na Suécia. Lillian tinha apenas cinco anos de idade quando embarcou.

O naufrágio[editar | editar código-fonte]

Na noite de 14 de abril, o Titanic choca-se contra um iceberg e começa a afundar. Alguns minutos após a colisão, a família Asplund é acordada por um dos empregados do navio e recebem ordens para colocarem os coletes salva-vidas e irem direto para o convés de botes. A pequena Lillian e sua família tiveram muita sorte, pois chegaram à 1ª classe antes dos oficiais fecharem as grades dos corredores da 2ª e 3ª classe para evitar um tumulto no deck de botes.

Segundo Selma, mãe de Lillian, ao chegarem no convés, fazia muito frio e era possível ver muitos icebergs a uma longa distância do navio. Relata também que se deparou com duas crianças abraçadas tentando evitar serem pisoteadas pelos outros passageiros. Ao chegarem em um bote a família consegue apenas duas vagas, então entram no bote Lillian e sua mãe segurando no colo o seu irmão mais novo Felix de apenas três anos. O pai de Lillian disse para sua mãe: "vá em frente. Vamos pegar os outros botes". Mas o que ficou marcado pra sempre na memória de Lillian foram os rostos de seu pai e de seus três irmãos a bordo do navio afundando e à espera do próximo bote.

Lillian e sua mãe testemunharam o momento em que o navio se partiu em dois e deslizou-se para sempre nas gélidas águas do Oceano Atlântico Norte. Seu pai, seus três irmãos - entre os quais o seu irmão gêmeo - ficaram entre as 1523 vítimas mortais do desastre.

Após o naufrágio[editar | editar código-fonte]

Lillian, sua mãe Selma e seu irmão Felix passaram a viver em Worcester, no Estado americano de Massachusetts. A morte de seu pai e de seus irmãos a deixou muito abalada e devido a isto, sempre se recusou a falar sobre o naufrágio.

A sobrevivente norte-americana viveu sempre de forma muito reservada. Nunca se casou e foi secretária e agente da companhia de seguros State Mutual Life durante muitos anos. Reformou-se em 1971 para cuidar da sua mãe que, segundo os media norte-americanos, nunca superou a tragédia. Lillian sempre foi chamada para dar entrevistas e também para participar em documentários sobre o naufrágio, mas recusou não querendo ser destaque ao seu papel de testemunha num dos maiores acidentes marítimos do século XX.

Sua morte[editar | editar código-fonte]

Lillian Asplund morreu enquanto dormia em sua casa, no sábado, dia 6 de maio de 2006 aos 99 anos em Worcester, no Estado de Massachusetts nos EUA. Antes de morrer, Lillian Asplund exigiu aos seus parentes que mantivessem silêncio sobre o que ela viveu a bordo do Titanic. A norte-americana pediu também para que o caso não fosse citado no seu obituário. Lillian, como poucos sobreviventes, também assistiu ao filme de James Cameron.

Depois da sua morte, restaria ainda duas sobreviventes do acidente do transatlântico Titanic. Trata-se de Elizabeth Gladys Millvina Dean, de 97 anos, tinha então dois meses e três dias quando embarcou no Titanic. Foi resgatada com vida, mas sempre disse não guardar qualquer memória daquela noite. Também Barbara Dainton que na época tinha 11 meses por isso não tinha conhecimento sobre o que aconteceu naquela noite.

Lamentavelmente, no dia 16 de outubro de 2007, em uma terça-feira na Inglaterra, falece também Barbara Dainton aos 96 anos de idade em uma casa de repouso em Camborne. Restando apenas Milvina Dean como a última sobrevivente do naufrágio, que para a tristeza de todos, nos deixou vindo a falecer no fim da tarde do dia 31 de maio de 2009 aos 97 anos em Hamspshire, no sul da Inglaterra.

Portanto, Lillian Asplund foi a última memória do desastre do RMS Titanic(1912).