Thomas Andrews

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Thomas Andrews
Nome completo Thomas Andrews, Jr.
Conhecido(a) por Projetar os navios RMS Olympic e RMS Titanic
Nascimento 7 de fevereiro de 1873
Comber, Condado de Down,  Irlanda
Morte 15 de abril de 1912 (39 anos)
Atlântico Norte (RMS Titanic)
Progenitores Mãe: Eliza Pirrie
Pai: Thomas Andrews
Cônjuge Helen Reilly Barbour (1908–1912)
Filho(s) Elizabeth Law Barbour Andrews
Ocupação arquiteto Naval

Thomas Andrews, Jr. (Comber, 7 de fevereiro de 1873Atlântico Norte, 15 de abril de 1912) foi diretor e chefe de construção naval na empresa Harland and Wolff na cidade de Belfast, Irlanda.

Andrews foi o projetista do maior e mais luxuoso navio de passageiros de sua época: o RMS Titanic. Ele viajava na viagem inaugural do Titanic, para fazer reparos e ajustes se necessário, porém o navio colidiu com um iceberg em 15 de abril de 1912 matando quase 1.500 no desastre.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Thomas (segundo à direita), com a família em 1895

Thomas Andrews nasceu em Ardara House, Comber, County Down, na Irlanda. Filho de Thomas Andrews, um membro do Conselho Privado na Irlanda e Eliza Pirrie. O irmão mais novo, J. M. Andrews, seria o futuro primeiro ministro da Irlanda do Norte. Thomas Andrews vivia com sua família em Comber. De 1887 à 1898, Andrews frequentou a Royal Belfast Academical Institution, aos dezesseis anos de idade ele iniciou o estágio superior na Harland and Wolff, onde seu tio Lord Pirrie, era o co-proprietário.

Harland and Wolff[editar | editar código-fonte]

Andrews com sua mulher, Helen Barbour e sua filha, Elizabeth Andrews

Em 1901, Thomas Andrews, depois de trabalhar em vários departamentos da empresa, tornou-se o gerente de obras. No mesmo ano, ele também se tornou membro da Institution of Naval Architects. Em 1907, Andrews foi nomeado diretor administrativo e chefe do departamento de desenho da Harland and Wolff. Durante seus longos anos de aprendizagem, estudo e trabalho, Andrews se tornou muito querido entre os funcionários do estaleiro.

No dia 24 de junho de 1908, ele se casou com Helen Reilly Barbour, filha do industrial John Doherty Barbour. Sua filha, Elizabeth Law Barber Andrews nasceu no dia 27 de novembro de 1910. O casal viveu em Dunallan, Belfast.[1] [2] Thomas Andrews chegou a levar Helen para ver o RMS Titanic ainda em construção, numa noite pouco antes de Elizabeth nascer. Após a morte de Andrews, Helen se casou novamente, falecendo no dia 22 de agosto de 1966 na Irlanda do Norte, e está enterrada junto com sua família em Lambeg

RMS Titanic[editar | editar código-fonte]

Em 1907, Andrews começou a supervisionar os planos para um novo navio, o RMS Olympic para a White Star Line. O Olympic e seu navio irmão, o Titanic, que começou a ser construído em 1909. Foram desenhados por William Pirrie e o gerente geral Alexandre Carlisle junto com Andrews. Do mesmo modo que ele havia feito em outros navios que tinha supervisionado, Andrews familiarizou-se com cada detalhe do Olympic e do Titanic, a fim de assegurar que eles estavam em condições de funcionamento ideal. Infelizmente, as sugestões de Andrews para que o navio tenha 46 botes salva-vidas (ao invés dos 20 que foram equipados), casco e anteparas duplas foram rejeitadas.

Thomas Andrews liderava um grupo de trabalhadores da Harland and Wolff que participariam da viagem inaugural para observar as operações do navio e identificar falhas que poderiam ser corrigidas. O Titanic não era uma exceção, por conta disso Andrews e o resto do grupo da Harland and Wolff viajaram de Belfast para Southampton no Titanic para o início de sua viagem inaugural no dia 10 de abril de 1912. Durante a viagem, Andrews tomou notas sobre várias melhorias que sentiu que eram necessárias, principalmente mudanças cosméticas. No entanto, em 14 de abril de 1912, Andrews comentou com um amigo que o Titanic era "quase tão perfeito quanto o cérebro humano poderia fazê-lo".

Na noite de 14 de abril de 1912 às 23:40, o Titanic colidiu com um iceberg ao lado estibordo. Andrews estava em sua cabine planejando mudanças que ele queria fazer para o navio e mal percebeu a colisão. O capitão Edward Smith convocou Andrews para ajudar a analisar os danos. Andrews e o capitão Smith discutiram os problemas pouco depois da meia-noite, após ele ter visado a seção danificada do navio e receber diversos relatos de inundação ao navio. Andrews constatou que os cincos primeiros compartimentos estanques do navio foram rapidamente inundados. Andrews sabia que se mais de quatro compartimentos do navio inundassem seria inevitável o naufrágio. Ele transmitiu essa informação ao capitão Smith, afirmando que era uma "certeza matemática", e acrescentando que, na sua opinião, o navio tinha apenas cerca de uma hora antes de estar no fundo do oceano. Ele também informou a Smith da escassez de botes salva-vidas a bordo.

Quando a evacuação do Titanic começou, Andrews foi aos camarotes comunicar aos passageiros para que colocassem os coletes salva-vidas e ir ao convés.[3] Vários sobreviventes testemunharam ter visto Andrews diversas vezes, e que era quase possível traçar suas ações durante o naufrágio. Plenamente consciente do pouco tempo que o navio tinha, e da falta de espaço nos botes para todos os passageiros e tripulação, ele continuou a incentivar as pessoas entrarem nos botes, na esperança de enchê-los tanto quanto o possível. Sobreviventes também relataram ter visto Andrews jogar cadeiras no oceano freneticamente, para os passageiros utilizarem como dispositivos de flutuação.

Morte[editar | editar código-fonte]

Sala onde Andrews teria sido visto pela última vez

De acordo com John Stewart, um comissário a bordo do navio, Andrews foi visto pela última vez na sala de fumantes da primeira classe, olhando para a pintura Plymouth Harbor sobre a lareira, e seu colete salva-vidas estava jogado em uma mesa próxima.[4] [5] [6] John Steward perguntou: "O senhor não vai tentar se salvar, Sr Andrews?" Andrews não respondeu, e seu olhar fixo na pintura acima da lareira. A pintura retratava a entrada de Plymouth Sound, lugar onde era esperado o Titanic em sua viagem.[7] Embora ter se tornado uma das mais famosas lendas do naufrágio do Titanic. Ninguém mais viu Andrews naquela madrugada, ele possivelmente naufragou junto com o Titanic. Seu corpo nunca foi encontrado.

No dia 19 de abril de 1912, seu pai recebeu um telegrama do primo de sua mãe, que havia falado com os sobreviventes em Nova York, em buscar de notícias sobre Andrews. O telegrama foi lido em voz alta pelo Sr. Andrews em sua casa em Comber: "É tudo unânime de que Andrews foi heroico até a morte, pensando apenas na segurança dos outros, estendendo uma profunda simpatia a todos".

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

No filme Titanic de James Cameron, foi interpretado pelo ator Victor Garber.

Referências

  1. NationalArchives.ie
  2. Ulster History Cycle
  3. Mark Chirnside, 2004, p. 163
  4. Eaton & Haas 1994, p. 155.
  5. Walter Lord, 1998, p. 113
  6. Mark Chirnside, 2004, p. 177
  7. The painting is often incorrectly shown on television and in movies as depicting the entrance to New York Harbor.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]