Construção naval
A construção naval é a actividade de fabricar embarcações. Normalmente realiza-se em estaleiros de doca seca. As raízes desta actividade remontam à pré-história.
Considerações sobre as "Naves" e/ou "Navios", (os grandes Barcos) As "Naves" e/ou "Navios", tem crescido através da História, e de conformidade com o livro de Edgar Gustavo Eifler, "Arquitetura e Engenharia Naval", estão a se transformar em verdadeiras Cidades flutuantes. Segundo esse Engenheiro da Marinha, em seu livro; esses Navios e/ou Naves, deverão ser construídos sobre dois ou mais cascos, necessariamente com o passar dos anos, para compensar o natural processo da construção naval que é o do aprofundar do calado e/ou "obras vivas" em contra partida ao crescimento das chamadas "obras mortas", o que tende naturalmente ao adernamento da nave, se se aproximar da costa, e do encalhe. Tais teorias são comprovadas em tanque de provas do Arsenal de Marinha, e em fotos na sua obra composta de dois livros.
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[editar] História
As primeiras evidências arqueológicas do uso de barcos remontam de há 50 a 60.000 anos, na Nova Guiné.
No Antigo Egipto há provas de que já se conheciam as técnicas para usar madeiras planas para formar um casco, juntando-as com espigões de madeira e pez para calafetar. Os barcos da dinastia XXV tinham 25 metros de comprimento e um só mastro.
Alguns exigetas e teólogo(s) informam que existem grandes possibilidades que a marcenaria e carpintaria de José, pai de Jesus Cristo, já produzia naves, além de móveis, todos calaferados e fabricados com prego(s) de "pau-ferro"(madeira de dureza próxima ao ferro), que era utilizada na construção naval nas marcenaria e carpintaria especializadas.
O desenvolvimento da navegação na época greco-romana levou à construção de galé(s), amplos trirremes e quinquirremes.
Na Idade Média, a navegação sofreu uma estabilização que não se recuperou até a primeira cruzada quando novos barcos (urnas) e a reactivação das rotas comerciais marítimas impulso de novo a viagem por mar, época do contato do europeu com o povo viking, na defesa contra a invasão dos mouros de Maomé.
No fim das cruzadas e época dos Descobrimentos estes novos modelos, criados para sulcar o Mar Báltico e o Mar Mediterrâneo, foram substituídos por galeões e caravelas, idealizadas para as travessias oceânicas, passando a actividade marítima e os estaleiros para a costa atlântica (Londres).
Durante a Revolução industrial criaram-se as primeiras docas secas artificiais.
As técnicas mais antigas de construção de barcos provavelmente foram troncos ocos para formar una canoa, ou a junção de troncos, juncos, etc. para formar balsas (tal como a Kon-tiki de Thor Heyerdahl) ou as estruturas de madeira ou cana cobertas de peles de animais.
O primeiro salto tecnológico deu-se quando se começaram a construir barcos à base de tábuas de madeira. Há duas técnicas: as madeiras sobrepostas a partir da quilha, sem cavernas (ao estilo dos drakkar vikings) ou as madeiras unidas e calafetadas sobre quilha e cavernas. A calafetagem consiste em introduzir entre cada duas tábuas estopa e pez, de modo a evitar a entrada de agua pelas frinchas.
Antes do século XVII não havia construções em metal, enquanto que os materiais plásticos e os compostos de fibra de vidro ou fibra de carbono com resinas epoxi começaram no século XX.
Também no século XX se desenvolveram as técnicas de epoxidização das madeiras, o que as torna mais duráveis e resistentes, e retomou-se a construção de barcos em madeira.
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Frequentemente designada por indústria de construção e reparação naval, são actividades com especificidades distintas. A construção naval é uma actividade industrial tipo, enquanto que a reparação naval tem a vertente de serviços e conversão. Ambas as indústrias abrangem os sectores da marinha mercante, da pesca e de recreio.
É uma indústria com algumas mais-valias: a de ter uma localização geográfica privilegiada; quer pelo facto de Portugal no conjunto dos Estados Membros da UE (25) no sector da pesca, se posicionar em 4º lugar, em números de embarcações de pesca; quer pelo facto de ao largo da costa portuguesa cruzarem as principais rotas mundais de transporte marítimo. Acresce ainda, o facto da singularidade das boas condições climatéricas a nível europeu, que privilegia o funcionamento da actividade da construção e reparação naval.
É de referir ainda que se trata de um sector astucioso para Portugal, devido ao facto de ser gerador de riqueza e de emprego, quer na própria indústria, quer numa série de indústrias associadas.
[editar] Bibliografia
Eifler, Edgar Gustavo Arquitetura e Construção Naval(Dois volumes) Editora Globo de Porto Alegre, 1930.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- AIM - Associação das Indústrias Marítimas
- Lisnave
- ENVC
- Samuel & Filhos
- ENP
- Menaval
- Arsenal Alfeite
- União Naval
- Nautiber
- Joperinox
- Cecílio & Carlos Sanfins
- Vianapesca/Searib's
- Sopromar