Construção naval

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde janeiro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Os homens da expedição de Francisco de Orellana construindo um pequeno brigantine, o San Pedro

A construção naval é a actividade de fabricar embarcações. Normalmente realiza-se em estaleiros de doca seca. As raízes desta actividade remontam à pré-história.


História[editar | editar código-fonte]

As primeiras evidências arqueológicas do uso de barcos remontam de há 50 a 60.000 anos, na Nova Guiné.

No Antigo Egipto há provas de que já se conheciam as técnicas para usar madeiras planas para formar um casco, juntando-as com espigões de madeira e pez para calafetar. Os barcos da dinastia XXV tinham 25 metros de comprimento e um só mastro.

Alguns exigetas e teólogo(s) informam que existem grandes possibilidades que a marcenaria e carpintaria de José, pai de Jesus Cristo, já produzia naves, além de móveis, todos calaferados e fabricados com prego(s) de "pau-ferro"(madeira de dureza próxima ao ferro), que era utilizada na construção naval nas marcenaria e carpintaria especializadas.

O desenvolvimento da navegação na época greco-romana levou à construção de galé(s), amplos trirremes e quinquirremes.

Na Idade Média, a navegação sofreu uma estabilização que não se recuperou até a primeira cruzada quando novos barcos (urnas) e a reactivação das rotas comerciais marítimas impulso de novo a viagem por mar, época do contato do europeu com o povo viking, na defesa contra a invasão dos mouros de Maomé.

No fim das cruzadas e época dos Descobrimentos estes novos modelos, criados para sulcar o Mar Báltico e o Mar Mediterrâneo, foram substituídos por galeões e caravelas, idealizadas para as travessias oceânicas, passando a actividade marítima e os estaleiros para a costa atlântica (Londres).

Durante a Revolução industrial criaram-se as primeiras docas secas artificiais.

As técnicas mais antigas de construção de barcos provavelmente foram troncos ocos para formar una canoa, ou a junção de troncos, juncos, etc. para formar balsas (tal como a Kon-tiki de Thor Heyerdahl) ou as estruturas de madeira ou cana cobertas de peles de animais.

O primeiro salto tecnológico deu-se quando se começaram a construir barcos à base de tábuas de madeira. Há duas técnicas: as madeiras sobrepostas a partir da quilha, sem cavernas (ao estilo dos drakkar vikings) ou as madeiras unidas e calafetadas sobre quilha e cavernas. A calafetagem consiste em introduzir entre cada duas tábuas estopa e pez, de modo a evitar a entrada de agua pelas frinchas.

Antes do século XVII não havia construções em metal, enquanto que os materiais plásticos e os compostos de fibra de vidro ou fibra de carbono com resinas epoxi começaram no século XX.

Doca seca para construção naval.

Também no século XX se desenvolveram as técnicas de epoxidização das madeiras, o que as torna mais duráveis e resistentes, e retomou-se a construção de barcos em madeira.

Indústria Naval Portuguesa[editar | editar código-fonte]

Frequentemente designada por indústria de construção e reparação naval, são actividades com especificidades distintas. A construção naval é uma actividade industrial tipo, enquanto que a reparação naval tem a vertente de serviços e conversão. Ambas as indústrias abrangem os sectores da marinha mercante, da pesca e de recreio.

É uma indústria com algumas mais-valias: a de ter uma localização geográfica privilegiada; quer pelo facto de Portugal no conjunto dos Estados Membros da UE (25) no sector da pesca, se posicionar em 4º lugar, em números de embarcações de pesca; quer pelo facto de ao largo da costa portuguesa cruzarem as principais rotas mundais de transporte marítimo. Acresce ainda, o facto da singularidade das boas condições climatéricas a nível europeu, que privilegia o funcionamento da actividade da construção e reparação naval.

É de referir ainda que se trata de um sector astucioso para Portugal, devido ao facto de ser gerador de riqueza e de emprego, quer na própria indústria, quer numa série de indústrias associadas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Eifler, Edgar Gustavo Arquitetura e Construção Naval(Dois volumes) Editora Globo de Porto Alegre, 1930.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]