Capital intelectual

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Representação do cérebro principal órgão e centro do sistema nervoso em todos os animais vertebrados. Filosoficamente ele representa o centro intelectual humano.

Capital intelectual é o nome dado a toda a informação, transformada em conhecimento que se agrega àqueles que você já possui. É o chamado Conhecimento tácito – aquele adquirido com a junção do Conhecimento explícito a prática de algo ao longo dos anos. É um conhecimento complicado de ser explicado por quem o possui.

O capital intelectual é definido de diferentes formas como, por exemplo, Edvinsson e Malone (1998) que divide o capital em humano aquilo que pode ser agregado por pessoas como conhecimento e vícios, virtudes, e estrutural como sendo o que a empresa possui como patentes e equipamentos.

O Capital Intelectual que está na mente das pessoas, atualmente é considerado o recurso mais importante que uma organização pode ter. Pode-se dizer que é através do capital intelectual que a empresa consegue se desenvolver e se destacar no mercado em que atua, porém isso não deixa de lado os demais recursos.

Conceito[editar | editar código-fonte]

Para Stewart (1998) Capital Intelectual é a soma do conhecimento de todos em uma empresa, constitui a matéria intelectual-conhecimento, informação, Propriedade intelectual, experiência que pode ser usada para gerar riqueza.

De acordo com Antunes (2008) o capital intelectual é formado principalmente pelo conhecimento que tem se renovado a cada século com o aprimoramento do método de trabalho, das tecnologias. Pois após a padronização das atividades realizadas na Revolução Industrial, com o método criado por Taylor, os produtos vendidos tornaram-se parecidos, sem nenhum diferencial fazendo com que o cliente se tornasse mais exigente. Fazendo com o que as empresas buscassem pessoas com conhecimentos diferentes para tornar seu produto exclusivo chamando assim novamente a atenção de possíveis investidores e novos fregueses, tornando o mercado mais competitivo. Desta forma o capital intelectual passou a ser o foco das empresas.[1]

Admitindo a importância do Capital Intelectual, este é denominado como a nova vantagem competitiva, ou seja, um diferencial na obtenção de sucesso e recursos de uma empresa.

A era da informação tem como riqueza o produto do conhecimento, gerado a partir do aprendizado, experiência e da velocidade da informação. Os produtos mais valorizados na economia hoje, está relacionado com o conhecimento, compramos e vendemos produtos intangíveis.

Segundo Sveiby, além de contribuir para a valorização da empresa, investir no capital intelectual é se preparar e obter condições de enfrentar mudanças de mercado.

Todas as pessoas possuem um potencial intelectual, seja em grau de conhecimento, criatividade, competência e habilidades, que podem ser semelhantes ou bem diferentes umas das outras. Esse potencial é desenvolvido com o tempo e começa ainda na infância, tendo influência da cultura local e global, dos pais, familiares e amigos.

Intitula-se capital intelectual, quando na vida profissional, a pessoa consegue utilizar esse potencial - conhecimento, no desenvolver do seu trabalho, para o bem da organização e não simplesmente para si próprio.

A organização deve ajudar a desenvolver e aprimorar o capital intelectual, uma vez que ele é um recurso “invisível”. Para isso as organizações devem desafiar a mente de seus colaboradores, atrair seu interesse agregando-o a algo, de forma que a organização também seja beneficiada.

Com a chegada da globalização e o aumento das exigências do mercado consumidor, o capital intelectual passou a ser uma variável de estratégia no mundo dos negócios. Quem obtém o maior capital intelectual consegue de destacar e adquirir um maior valor de mercado.

O conhecimento é um capital ilimitado, que quanto mais trabalhado mais se desenvolve, principalmente na era digital em que vivenciamos e por isso se o conhecimento ficar estagnado, ele pode levar uma organização à falência. Quanto mais a empresa investe no seu aperfeiçoamento, mais ela cresce e garante sua sobrevivência.

Administrar o capital intelectual nem sempre é fácil e para isso foi criado um conceito de gestão de conhecimento, onde a organização utiliza meios que organizam melhor esse intelecto, de forma a não deixar ideias soltas, sem foco e bagunçadas dentro da mente das pessoas. A organização procura desenvolver e absorver ao máximo esse conhecimento, não o deixando somente na cabeça das pessoas, mas podendo assim cruzar informações e tomar atitudes mais assertivas, o que ajudará a compreender atender melhor os clientes.

Nas últimas décadas, no período industrial, considerava-se como recursos de uma organização apenas os recursos físicos como terra, capital e trabalho, mas com a transição do período industrial para o período do conhecimento, o conhecimento também passou a ser valorizado, visto que poderia ser um diferencial para as organizações, o capital intelectual dos indivíduos passou a ter grande importância.

Referências

  1. Thereza Pompa Antunes, Maria; Eliseu Martins (Agosto de 2002). Capital intelectual: verdades e mitos scielo.br. Visitado em 25/01/2015.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Idalberto Chiavenato. Recursos Humanos: O Capital Humano das Organizações (em português). 9º. ed. São Paulo: Elsevier, 2009. 528 pp. ISBN 9788535233186. ]
  • Thomas A. Stewart. Capital Intelectual: A Nova Vantagem Competitiva das Empresas (em português). 3º. ed. São Paulo: Campus, 1998. 237 pp. ISBN 9788535202472.
  • Karl Erik Sveiby. Educação Corporativa: A nova riqueza das organizações: Gerenciando e avaliando patrimônio de conhecimento (em português). 3º. ed. Curitiba: IESDE, 2012. 208 pp. ISBN 9788538732587.
  • ANDRIESSEN.A. Vauation and Measurement: Classifying the state of art. Journal of Intellectual Capital.
  • BONTIS, Nick. The Strategic Management of Intellectual Capital and Organizational Knowledge. Oxford University Press, 2002
  • SVEIBY, Karl E. Measuring Intangibles and Intellectual Capital(2008). ABI IMFORM GLOBAL. 2004