Distribuição (economia)

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Distribuição em economia se refere à maneira como a produção ou a renda total é distribuída entre indivíduos ou entre os fatores de produção (trabalho, terra, e capital) (Samuelson and Nordhaus, 2001, p. 762). Na teoria econômica geral e no Sistema de Contas Nacionais das Nações Unidas, cada unidade de produção corresponde a uma unidade de renda. Um uso das contas nacionais é classificar factor incomes e medir suas respectivas partes, como no produto interno bruto. Porém, onde o foco está renda das pessoas ou famílias, ajustes para as contas nacionais ou outras fontes de dados são bastante usados. Aqui, o interesse é frequentemente na fração de renda que vai para o x por cento das famílias no topo ou na base da pirâmide, o próximo y por cento, e assim por diante, e nos fatores porventura as possam afetar (globalização, política fiscal, tecnologia, etc.).

Usos descritivos, teóricos, científicos e em políticas públicas[editar | editar código-fonte]

A distribuição de renda pode descrever um elemento prospectivamente observável de uma economia. Tem sido usada para testar teorias que explicam a distribuição de renda, por exemplo, a teoria do capital humano e a teoria da discriminação econômica (Becker, 1993, 1971).

Na economia do bem-estar, um nível de possibilidades de produção plausível é comumente distinguido da distribuição de renda para aquelas possibilidades de produção. Mas na teoria formal do bem-estar social, regras para a seleção de distribuições de renda e produção plausíveis são uma forma de representar a economia normativa em um alto grau de generalidade.

Teoria de distribuição neoclássica[editar | editar código-fonte]

Na economia neoclássica, a oferta e demanda de cada fator de produção interage no mercado dos fatores para determinar o equilíbrio da produção, da renda e sua distribuição. A demando dos fatores, por sua vez, incorpora a relação de produtividade marginal daquele fator no mercado dos fatores produtivos. A análise se aplica no só para capital e terras mas a distribuição de renda nos mercados de trabalho (Hicks, 1963). Numa economia perfeitamente competitiva, o equilíbrio de mercado resulta em eficiência de alocação no que tange ao mix de produção e em eficiência distributiva no mix mais barato de fatores de produção. Em 1908, as propriedades da eficiência da competição perfeita foram mostradas por Enrico Barone como requeridas também para um uso eficiente dos recursos com um planejamento coletivista.

O modelo de crescimento neoclássico fornece uma explicação de como a distribuição de renda entre capital e travalho é determinada em mercados competitivos no nível macroeconômico ao longo do tempo com mudanças tecnológicas e mudanças no tamanho do estoque de capitais e força de trabalho. Desenvolvimentos mais recentes da distinção entre capital humano e capital físico e entre capital social e capital pessoal tem aprofundado a análise da distribuição.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Coeficiente de Gini
Curva de Lorenz

Distribuição de quê?[editar | editar código-fonte]

Teorias da distribuição[editar | editar código-fonte]

Teoria clássica da distribuição[editar | editar código-fonte]

Teoria da distribuição marxiana[editar | editar código-fonte]

Teoria neoclássica da distribuição[editar | editar código-fonte]

Economia normativa da distribuição[editar | editar código-fonte]

Justiça distributiva
Justiça (economia)
Teoria da escolha social
Função do bem-estar social

Referências[editar | editar código-fonte]

ch. 12: How Markets Determine Incomes
ch. 13: The Labor Market
ch. 14: Land and Capital
ch. 14: Appendix Markets and Economic Efficiency .

The following are some distribution entries from The New Palgrave: A Dictionary of Economics (1987):

  • "distribution, law of," v. 1, pp. 869-72, by J.B. Clark [1926].
  • "distribution theories, classical," v. 1, pp. 872-876, by Luigi Pasinetti.
  • "distribution theories, Keynesian," v. 1, pp. 876-78, by Mauro Baranzini.
  • "distribution theories, Marxian," v. 1, pp. 878-883, by David M. Gordon.
  • "distribution theories, neoclassical," v. 1, pp. 883-886, by Christopher Bliss.
  • "distributive justice," v. 1, pp. 886-88, by Edmund S. Phelps.
  • "imputation," v. 2, pp. 838-39, by Murray N. Rothbard.
  • "inequality between persons," v. 2, pp. 821-24, by Anthony F. Shorrocks.
  • "interest and profit," v. 2, pp. 877-79, by Carlo Panico.
  • "marginal productivity theory," v. 3, pp. 323-25, by Robert F. Dorfman.
  • "profit and profit theory," v. 3, pp. 1014-21, by Meghnad Desai.
  • "wages, real and money," v. 4, pp. 840-42, by Henry Phelps Brown.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]