Camelô

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Banca de camelô em Porto Alegre.
Banca de camelô em Porto Alegre.

Um camelô (português brasileiro) ou vendedor ambulante (português europeu) é o nome comum dado aos vendedores de rua do comércio informal ou clandestino, com banca improvisada, em especial nas grandes cidades.

Os camelôs são muitas vezes combatidos pelas autoridades - entrando freqüentemente em conflito aberto com estas, uma vez que vendem produtos baratos – de qualidade duvidosa (normalmente importados da Ásia, ou então copiando mídias com direitos de autor) – por fazerem mau uso do espaço público (ocupando as calçadas e atravancando a livre passagem dos transeuntes – e por não pagarem impostos, ao contrário dos lojistas licenciados. Também são considerados um reflexo do crescimento alarmante do desemprego, embora seu modo de vida não seja considerado desemprego e sim subemprego.

A palavra é um galicismo (provém de camelot, em francês, "vendedor de artigos de pouco valor"), e muitas vezes é substituída por "marreteiro". A diferença entre camelô e ambulante é que um camelô tem um ponto fixo na calçada e o ambulante faz o seu trabalho solto nas ruas.

Índice

[editar] Comércio informal nas cidades brasileiras

[editar] São Paulo

O comércio informal em São Paulo se concentra nos locais onde há maior tráfego de pedestres, em especial os arredores de estações de metrô e terminais de ônibus, bem como os grandes centros de comércio popular como o Brás, o Bom Retiro e a região da rua 25 de Março. Áreas históricas da cidade como a região do Anhangabaú já foram também locais de grande concentração de comércio ambulante mas, devido a iniciativas de regulamentação das últimas gestões na prefeitura, o número de camelôs nessa área tem diminuído muito, embora ainda seja possível encontrar alguns, muitas vezes vendendo produtos piratas. Nas áreas nobres da cidade praticamente não há comércio ambulante.

[editar] Rio de Janeiro

Assim como em São Paulo, os camelôs no Rio de Janeiro se concentram nas regiões de maior tráfego de pedestres, incluindo áreas históricas e turísticas, como a região das praias.

[editar] Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, os camelôs foram retirados das calçadas e reunidos em dois grandes shoppings populares. Um é chamado Xavantes e o outro, Oiapoque (popularmente chamado shopping "Oi"). Num primeiro momento, houve divergência de opiniões entre os próprios camelôs e a população, sobre se a iniciativa daria certo ou não. Alguns dos comerciantes se revoltaram, dizendo que seriam prejudicados. Os resultados, no entanto, foram aprovados pela população em geral, uma vez que as ruas ficaram desobstruídas. As antigas barracas foram transformadas em pequenas lojas.

[editar] Curitiba

O comércio ambulante em Curitiba foi alocado nas chamadas Ruas da Cidadania, que são espaços fechados onde há grande concentração de serviços. Fora desses lugares, há pouco comércio ambulante, praticamente restrito a algumas poucas ruas do centro histórico e nos bairros periféricos.

[editar] São José do Rio Preto

Em São José do Rio Preto, cidade do interior paulista, a localização do comércio se concentra em praça pública no centro da cidade. Os camelôs negociam uma grande variedade de artigos, de várias origens, principalmente produtos provenientes do Paraguai e São Paulo. Há um projeto da prefeitura, em andamento, em que se construirá um shopping popular para que esses trabalhadores possam deixar de ser informais.

[editar] Ver também

Ferramentas pessoais
Outras línguas