RMS Lusitania

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RMS Lusitania
RMS Lusitania coming into port, possibly in New York, 1907-13-crop.jpg
Carreira  Reino Unido
Proprietário Cunard Line
Fabricante John Brown & Company
Homônimo Lusitânia
Construção 16 de junho de 1904
Clydebank, Escócia
Lançamento 7 de junho de 1906
Porto de registo Government Ensign of the United Kingdom.svg Liverpool
Viagem inaugural 7 de setembro de 1907
Estado Afundou no Atlântico Norte em 1915.
Características gerais
Classe Transatlântico
Deslocamento 44 060 t
Tonelagem 31 550 t
Maquinário 25 caldeiras
4 turbinas a vapor
76 000 hp
Altura 50.3 m
Comprimento 239.9 m
Boca 26.5 m
Calado 10.2 m
Propulsão 4 hélices de três lâminas (1907)
4 hélices de quatro lâminas (1909)
Velocidade 26.7 nós (49.4 km/h)
Tripulação 850
Carga 2 198 passageiros

O RMS Lusitania foi um navio da Cunard Line, lançado em 1907. Seu nome é uma homenagem à província romana da Lusitânia, que hoje é parte do território de Portugal.

Foi construído, juntamente com o RMS Mauretania, para competir com outros navios transatlânticos alemães.[1] O Lusitania e o Mauretania foram, por alguns anos após o término de sua construção, os maiores navios do mundo. Superados apenas depois em 1912 pelo RMS Titanic navio da White Star Line, o Titanic fazia parte dos navios da Classe Olympic ou seja, era igual a seus irmãos RMS Olympic e HMHS Britannic. Sua viagem inaugural partindo do porto de Liverpool com destino a cidade de Nova Iorque, teve início em 7 de setembro de 1907.

O Lusitania foi torpedeado por um submarino alemão, em 7 de maio de 1915 durante a Primeira Guerra Mundial, afundou e deixando quase 2102 mortos.[2] Este acontecimento provocou grande consternação na opinião pública dos Estados Unidos, que eram à data uma nação neutral no conflito, e de onde era originária a maior parte dos passageiros, o que desencadeou um processo que veio a culminar dois anos mais tarde na entrada dos Estados Unidos na guerra, após a descodificação do Telegrama Zimmermann.

Construção[editar | editar código-fonte]

Lusitania, antes de seu lançamento

Lusitania e o Mauretania foram encomendados pela Cunard Line, respondendo a concorrência de companhias de transatlânticos rivais, especialmente o alemão Norddeutscher Lloyd e o Hamburg America Line. Eles tinham grandes e modernos navios, mais rápidos, mais luxuosos do que a da Cunard e tinham melhores condições.

O Lusitania foi colocada no Estaleiro John Brown em Clydebank. Cunard apelidou de "o navio escocês" em contraste com a Mauritânia , cujo contrato foi para Swan Hunter na Inglaterra e que iniciou a construção de três meses depois. Os detalhes finais dos dois navios foram deixados para designers em dois metros para que os navios diferenciem em detalhes de desenho do casco e estrutura concluída. Os navios podem mais facilmente ser distinguido em fotografias através dos ventiladores plana encimadas utilizados em Lusitânia , enquanto aqueles em Mauritânia usou um topo arredondado mais convencional. Mauritânia foi projetado um pouco mais comprido, largo, mais pesado e com um estágio de potência extra montado as turbinas.

O navio foi lançado em 7 de junho de 1906, oito semanas depois do planejado por causa de greves e oito meses após a morte do Senhor Inverclyde. Princesa Louise foi convidada a nomear o navio, mas não pôde comparecer, por isso, a honra caiu de Inverclyde viúva Maria. O lançamento contou com a presença de 600 convidados e milhares de espectadores, 1000 toneladas de correntes de arrasto foram preso ao casco por anéis temporários para retardá-lo, uma vez que entrou na água. A estrutura de suporte de madeira foi retida por cabos de modo que uma vez que o navio entrou na água ele iria escorregar para a frente de seu apoio. Seis rebocadores estavam na mão para capturar o casco e movê-lo para o armamento.


O naufrágio[editar | editar código-fonte]

Hélice do Lusitania em exposição em Liverpool

O Lusitania saiu de Nova Iorque no dia 1 de maio de 1915 com destino a Liverpool. No dia 6, quinta-feira, o comandante foi informado de que havia submarinos alemães no local. Na manhã do dia 7, sexta-feira (dia do naufrágio), por volta das 7h10, o Lusitania foi atingido por um torpedo no seu lado de estibordo. O navio possuía botes para todos os passageiros, mas não teve as suas máquinas paradas, pois a sala das caldeiras estava sendo inundada, o que levou à morte de muitas pessoas, já que muitos botes não foram lançados. O Lusitania afundou em apenas 18 minutos , por volta de 2h45. A razão principal para o naufrágio do Lusitania não foi o torpedo, e sim o fato de que seu comando não fechou as comportas estanques, além do fato de o navio carregar armas e munições. Às 1h31, as luzes da terceira classe se apagaram devido a um pequeno incêndio nos geradores de energia. Às 1h39, o primeiro bote saiu com 45 pessoas, todas da primeira classe. Nesse momento, os passageiros da terceira classe já estavam encurralados, pois a água já começara a invadir o último pavimento da terceira classe, deixando esses passageiros sem saída. Às 1h53, os passageiros que estavam presos eram liberados, mas grande parte das pessoas a bordo já havia morrido por afogamento ou por hipotermia. O desespero era geral, as pessoas lutavam por um lugar nos botes. Às 2h10, as luzes da segunda classe começaram a piscar, e a água invadiu a proa. Enquanto isso, o navio continuava navegando sem rumo pelo oceano, já que as máquinas não foram desligadas. A popa do navio se inclina para estibordo e avante. Às 2h27, a água invade o deque A e o primeiro pavimento da grande escadaria. O desespero em sair logo do navio fez com que muitos botes saíssem com mais pessoas do que eram capazes de suportar, e esse peso em excesso fez com que alguns botes virassem antes mesmo de partirem, atirando vários adultos e crianças ao mar. Às 2h32, a terceira classe e a segunda classe adernam por completo, deixando vários passageiros presos. Às 2h37, a água chega ao convés dos botes e começa a tragar o navio. Pelo menos 2853 pessoas ainda estão a bordo, pois não conseguiram entrar nos botes. Às 2h58, o navio é engolido completamente e os passageiros são lançados ao mar. Dos 2975 passageiros e 950 tripulantes a bordo, 2102 morrem por afogamento ou por hipotermia (a temperatura da água é muito baixa nesse local). Apenas 723 pessoas sobreviveram.

Referências

  1. RMS Lusitania. Diário Universal. Página visitada em 10 de novembro de 2012. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2012.
  2. Lusitânia. NGC Europe Limited and FIC Portugal. Página visitada em 10 de novembro de 2012. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2012.
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