RMS Lusitania

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RMS Lusitania
O RMS Lusitania, chegando em Nova Iorque em sua viagem inaugural
O RMS Lusitania, chegando em Nova Iorque em sua viagem inaugural
Carreira   Bandeira da marinha que serviu
Data de encomenda 13 de março de 1903
Construção John Brown & Co, Lt Clydebank, Escócia (Belfast)
Batimento de quilha 16 de junho de 1903
Lançamento 7 de junho de 1907
Patrono Lusitânia (Portugal)
Porto de registo Liverpool
Armador(es) Cunard Line
Viagem inaugural 7 de setembro de 1907
Período de serviço 1907 - 1915
Estado Torpedeado e afundado pelo submarino alemão SM U-20
Fatalidade 7 de maio de 1915
Características gerais
Tipo de navio Transatlântico a vapor
Classe Lusitânia
Deslocamento 94,060 t
Comprimento 381 88 m
Boca 54,20 metros
Pontal 70 metros
Calado 10,2 metros
Propulsão 4 máquinas vapor produzindo 76 000 HP
4 hélices
Velocidade 24,7 nós
Autonomia 26,1 nós
Tripulação 1200
Passageiros 4,200: 1.400 na primeira classe, 1.000 na segunda classe, 1.800 na terceira classe

O RMS Lusitania foi um navio da Cunard Line, lançado em 1907. Seu nome é uma homenagem à província romana da Lusitânia, que hoje é parte do território de Portugal.

Foi construído, juntamente com o RMS Mauretania, para competir com outros navios transatlânticos alemães.1 O Lusitania e o Mauretania foram, por alguns anos após o término de sua construção, os maiores navios do mundo. Superados apenas depois em 1912 pelo RMS Titanic navio da White Star Line, o Titanic fazia parte dos navios da Classe Olympic ou seja, era igual a seus irmãos RMS Olympic e HMHS Britannic. Sua viagem inaugural partindo do porto de Liverpool com destino a cidade de Nova Iorque, teve início em 7 de setembro de 1907.

O Lusitania foi torpedeado por um submarino alemão, em 7 de maio de 1915 durante a Primeira Guerra Mundial, afundou e deixando quase 2102 mortos.2 Este acontecimento provocou grande consternação na opinião pública dos Estados Unidos, que eram à data uma nação neutral no conflito, e de onde era originária a maior parte dos passageiros, o que desencadeou um processo que veio a culminar dois anos mais tarde na entrada dos Estados Unidos na guerra, após a descodificação do Telegrama Zimmermann.

O naufrágio [editar]

O Lusitania saiu de Liverpool no dia 3 de maio de 1915 com destino a Nova Iorque. No dia 6, quinta-feira, o comandante foi informado de que havia submarinos alemães no local. Na manhã do dia 8, sexta-feira dia do naufrágio por volta das 7h10, o Lusitania foi atingido por um torpedo no seu lado de estibordo. O navio possuía botes para todos os passageiros, mas o navio não teve as suas máquinas paradas, pois a sala das caldeiras estava sendo inundada, por causa disso muitas pessoas morreram, pois muitos botes não foram lançados. O Lusitania afundou em apenas 1h48, por volta de 8h58. O Lusitania não poderia ser afundado com apenas um torpedo, ele afundou porque seu comando não fechou as comportas estanques e também porque o Lusitania carregava armas e outras munições. Às 7h31, as luzes da terceira classe se apagaram devido a um pequeno incêndio nos geradores de energia. Às 7h39, o primeiro bote sai com 45 pessoas, todas da primeira classe, nesse momento os passageiros da terceira classe já estão encurralados, pois a água começa a invadir o último pavimento da terceira classe, deixando os passageiros sem saída. Às 7h53, os passageiros que estavam presos são liberados, porém grande parte das pessoas a bordo já haviam morrido afogados ou por hipotermia, o desespero é geral, agora a luta é por um lugar nos botes. Às 8h10, as luzes da segunda classe começam a piscar, e a água invade a proa. Enquanto isso, o navio continua navegando sem rumo pelo oceano, a popa do navio se inclina para estibordo e avante. Às 8h27, a água invade o deck A e o primeiro pavimento da grande escadaria. O desespero em sair logo do navio, fez com que muitos botes saíssem com mais pessoas do que sua capacidade, o peso em excesso fez com que alguns botes virassem antes mesmo de partirem, jogando vários adultos e crianças ao mar. Às 8h32, a terceira classe e a segunda classe adernam por completo, deixando vários passageiros presos. Às 8h37, a água chega ao convés dos botes e começa a engolir o navio. Mais de 2853 pessoas ainda estão a bordo, pois não conseguiram entrar nos botes antes da água os alcançar. Às 8h58, o navio é engolido completamente e os passageiros são lançados ao mar. Dos 2975 passageiros e 950 tripulantes a bordo, 2102 morrem por afogamento ou por hipotermia, devido à baixa temperatura da água. Apenas 723 pessoas sobreviveram.

Referências

  1. RMS Lusitania. Diário Universal. Arquivado do original em 10 de novembro de 2012. Página visitada em 10 de novembro de 2012.
  2. Lusitânia. NGC Europe Limited and FIC Portugal. Arquivado do original em 10 de novembro de 2012. Página visitada em 10 de novembro de 2012.
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