Deng Xiaoping

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Deng Xiaoping
Deng Xiaoping
Chefe do Comitê Central do Partido Comunista República Popular da China
Mandato 13 de setembro de 1982
2 de novembro de 1987
Vice Bo Yibo
Xu Shiyou
Tan Zhenlin
Li Weihan
Sucessor(a) Chen Yun
Vida
Nascimento 22 de agosto de 1904
Guang'an, Sichuan
Morte 19 de fevereiro de 1997 (92 anos)
Beijing
Nacionalidade China chino
Dados pessoais
Cônjuge Zhuo Lin (1939-1997)
Partido Partido Comunista

Deng Xiaoping, em chinês tradicional 鄧小平, em chinês simplificado c, pinyin Dèng Xiǎopíng, em transcrição Wade-Giles Teng Hsiao-p'ing, (22 de agosto de 190419 de fevereiro de 1997) foi o secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCC), sendo, de fato, o líder político da República Popular da China entre 1978 e 1992. É o criador do chamado socialismo de mercado, regime vigente na China moderna.[1]

Juventude[editar | editar código-fonte]

Em 1919, Deng formou-se na Escola Preparatória de Chongqing. Ele ganhou, então, uma bolsa de estudos na França. Na Franca trabalhou como metalúrgico na fábrica da Renault em Billancourt, bombeiro e assistente de cozinheiro em Paris. Nestes empregos ele ganhava apenas o suficiente para a subsistência. Muito desses empregos tinham condições de trabalho insalubres, com trabalhadores frequentemente se acidentando. Deng mais tarde afirmaria que foi na França que primeiro experimentou os problemas da sociedade capitalista. Ele estudava em Bayeux e Chantillon. Durante os estudos teve contato com o Marxismo e entrou para a Juventude Comunista Chinesa em 1921. Em 1926, Deng concluiu seus estudos em Moscou e retornou para a China.

Deng colaborou em várias missões políticas e militares durante a guerra civil no Sul (1930-1934) até que os comunistas fossem obrigados a fugir, derrotados por Chiang Kai Shek. Participou da Longa Marcha até o estabelecimento de uma nova base comunista em Yenan (1934-1936); nessa época, alinhou-se às teses defendidas por Mao Zedong dentro do Partido, que o colocou à cabeça do movimento quando Mao ganhou o controle em 1935. Durante a guerra contra os japoneses (1937-1945), Deng atuou como comissário político no exército, establecendo estreitas relações com os chefes militares, que se revelariam decisivas para impulsionar sua carreira posterior.

Líder partidário[editar | editar código-fonte]

Em 1945 entrou para o Comitê Central do Partido Comunista subiu à vice-presidência do governo e tornou-se secretário-geral do Partido e membro do Politburo. Deng logo mostrou-se um líder pragmático, nos anos do Grande Salto Adiante (1958-1961). Entre 1962 e 1965 tentou reparar os estragos de Mao.

Perseguição maoísta[editar | editar código-fonte]

Caiu em desgraça durante a Revolução cultural, quando era secretário geral do PCC. Em dezembro daquele ano manifestam-se contra eles em Pequim. Na Revolução Cultural, isso equivalia a tachá-los de "revisionistas soviéticos".

Um de seus filhos ficou paraplégico devido às perseguições, ao ser atirado ou se jogar da janela de um edifício onde era sujeito à agressões físicas e verbais coletivas.

A volta ao poder[editar | editar código-fonte]

Aproximou-se novamente do poder. No final de 1975 tornou-se vice-primeiro ministro. Em 1976, foi expurgado novamente e mantido em prisão domiciliar, sendo que ainda no mesmo ano, com a morte de Mao Tsé-Tung, volta a ocupar posição de destaque no partido, tornando-se aos poucos, na prática, o novo líder chinês.

Reformas econômicas[editar | editar código-fonte]

É Deng Xioping que põe em prática as reformas econômicas que fariam da China o país com maior crescimento econômico do planeta. Dentre essas reformas, destacam-se as quatro modernizações, nos setores da agricultura, indústria e comércio, ciência e tecnologia e na área militar. Durante seu governo, a China passou por uma grande abertura diplomática. Em 1979, Xiaoping foi o primeiro líder chinês a visitar os Estados Unidos. Buscando atrair investimentos estrangeiros, Deng cria diversas Zonas Económicas Especiais, onde empresas estrangeiras podem se instalar, desde que tenham parceria com empresas chinesas.

A diferença entre as reformas soviética (glasnost e perestroika) e chinesa deve-se ao fato de que Mikhail Gorbachev foi o único responsável pelas reformas da União Soviética, ao passo que Deng Xiaoping simplesmente oficializou diversas práticas criadas por autoridades municipais e/ou provinciais que estavam "fora" das diretivas de Pequim. Deng também era aberto a sugestões; as quatro modernizações, por exemplo, foram ideia de Zhou Enlai.

Em suma, as reformas econômicas de Xiaoping foram feitas de baixo para cima: primeiro as mudanças foram testadas nos municípios e nas províncias; só depois a reforma foi implantada, gradualmente, em todo o país. Gorbachev também implantou amplas reformas, mas foram medidas que vieram de cima para baixo e que foram postas em prática nacionalmente. É por isso que a URSS quebrou enquanto a China estava a todo vapor.

Deng Xiaoping

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

Em 1989 manda reprimir com violência as manifestações pró-democracia na praça da Paz Celestial, em Pequim. Meses depois, renuncia, enfraquecido pela repercussão internacional. Em 1992 foi o primeiro líder comunista da China a se aposentar. Ele abriu mão de todos os seus cargos e títulos vitalícios. No mesmo ano fez uma longa viagem pelas Zonas Econômicas Especiais, sempre defendendo o socialismo de livre mercado.

Morreu em 19 de fevereiro de 1997, em decorrência de complicações causadas pelo mal de Parkinson.

Referências

  1. Quagio, Ivan. [2009] (2009). Olhos Abertos - A História da Nova China. São Paulo: Editora Francis. ISBN 978-85-89362-95-5
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