Frederica de Hanôver

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Frederica de Hanôver
Rainha Consorte da Grécia
Frederika of Greece 1.jpg
Frederica da Grécia
Governo
Consorte Paulo I da Grécia
Casa Real Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg
Vida
Nascimento 18 de Abril de 1917
Blankenburg,Alemanha Ocidental, Alemanha
Morte 6 de fevereiro de 1981 (63 anos)
Madrid, Espanha Espanha
Sepultamento Cemitério Real, Palácio de Tatoi, Grécia
Filhos Rainha Sofia de Espanha
Constantino II da Grécia
Irene da Grécia
Pai Ernesto Augusto III de Hanôver
Mãe Vitória Luísa da Prússia

Frederica de Hanôver (Frederica Luísa Thyra Vitória Margarida Sofia Olga Cecília Isabel Cristina), (18 de abril de 1917 - 6 de fevereiro de 1981) foi rainha consorte da Grécia pelo seu marido, o rei Paulo I da Grécia.

Era mãe da actual rainha de Espanha, Sofia.

Família e infância[editar | editar código-fonte]

Frederica nasceu a 18 de abril de 1917 em Blankenburg, na Alemanha. Era filha de Ernesto Augusto III de Hanôver e da princesa Vitória Luísa da Prússia, a única filha do césar Guilherme II da Alemanha e da sua consorte, Augusta Vitória de Schleswig-Holstein. Como filha de um príncipe de Hanôver, ela era princesa de Hanôver, da Grã-Bretanha e Irlanda e também [[duquesa de Brunsvique-Luneburgo.

Pelo seu avô materno, Frederica era bisneta do imperador Frederico III da Alemanha e da sua esposa a princesa Vitória, filha mais velha da rainha Vitória do Reino Unido.

Através desta ligação familiar, Frederica era uma prima distante da rainha Isabel II do Reino Unido e também do príncipe Filipe, Duque de Edimburgo. Como descendente do rei Jorge III do Reino Unido, desde o seu nascimento, Frederica encontrava-se em 34º lugar na linha de sucessão para o trono britânico.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Em 1936, Paulo, Príncipe Herdeiro da Grécia, pediu Frederica em casamento em Berlim quando ela se encontrava lá para assistir aos Jogos Olímpicos de 1936. O noivado foi anunciado oficialmente a 28 de setembro de 1937. O casamento realizou-se no dia 9 de janeiro de 1938 em Atenas. Paulo era filho do rei Constantino I da Grécia e da sua consorte, Sofia da Prússia, tia-avó de Frederica.

Durante os primeiros tempos de casamento, o casal residiu na Villa Psychiko, nos subúrbios de Atenas. Dez meses depois da união nasceu a primeira filha do casal, Sofia, a 2 de novembro de 1938. A 2 de junho de 1940 nasceu o filho e herdeiro, Constantino.

Personalidade[editar | editar código-fonte]

Frederica era atraente e inteligente, mas também autocrática. A sua franqueza e constante interferência política foram duramente criticadas e tiveram um papel significativo na subida do poder da República Grega. Tanto na Grécia como no Reino Unido, ela era um alvo da oposição. Muito se escreveu sobre o seu sentimento pró-germânico e sobre o facto de ela ter pertencido a um ramo do Bund Deutscher Mädel, o lado feminino da Juventude Hitlerniana, esquecendo o facto de que a ingressão neste movimento era obrigatória. Muito menos conhecido era o seu lado espiritual que, finalmente, a levou a aceitar o não-dualismo ou o monismo absoluto de Adi Shankara como filosofia de vida.

Segunda Guerra Mundial e exílio[editar | editar código-fonte]

No auge da Segunda Guerra Mundial em abril de 1941, a família real grega foi evacuada para Creta. Durante o exílio, o rei Jorge II da Grécia e a restante família real instalaram-se no sul de África. Foi lá que nasceu a última filha de Frederica e Paulo, Irene, a 11 de maio de 1942. O líder sul-africano, general Jan Smuts, foi um dos padrinhos.

Pouco depois as forças alemãs invadiram Creta. Frederica e a família foram novamente evacuados, instalando uma sede de governo-em-exílio em Londres. A família instalou-se no Egipto em fevereiro de 1944.

No dia 1 de Setembro de 1946 a população grega decidiu através de um referendo restaurar o trono grego ao rei Jorge. O príncipe e princesa herdeiros regressaram à sua Villa em Psychiko.

Reinado do marido[editar | editar código-fonte]

A 1 de abril de 1947, Jorge II da Grécia morreu e o marido de Frederica subiu ao trono como Paulo I da Grécia, tornando-a rainha consorte do país. A instabilidade política causada por Comunistas no norte do país levou ao rebentar da Guerra Civil Grega. O rei e a rainha percorreram o norte grego debaixo de fortes medidas de segurança e tentaram apelar ao fim do conflito durante o verão de 1947.

Durante a Guerra Civil, a rainha Frederica criou os Campos da Rainha, também conhecidos por Cidades das Crianças (Παιδο(υ)πόλεις), uma rede de 53 campos por toda a Grécia onde ela reuniu maioritariamente órfãos e crianças de origens humildes. Estes campos ofereciam abrigo, alimentação e educação para crianças dos 3 anos até à adolescência.

Existe discussão quanto ao propósito destes campos como propaganda monárquica através de um programa educacional. Os campos da Rainha eram uma forma de proteger as crianças vitimas da guerra civil. Algumas fontes comunistas sempre insistiram que muitas das crianças destes campos foram adoptadas ilegalmente por famílias americanas.

A Guerra Civil Grega terminou em agosto de 1949. Os soberanos aproveitaram a oportunidade para fortificar a monarquia. Visitaram oficialmente o Marechal Josip Tito em Belgrado, os presidentes Luigi Einaudi da Itália em Roma, Theodor Heuss da Alemanha Ocidental, Bechara El Khoury do Líbano, o imperador Selassie I da Etiópia, Chakravarthi Rajagopalachari da Índia, o rei Jorge VI do Reino Unido e foram convidados do presidente Dwight D. Eisenhower nos Estados Unidos. Contudo a popularidade da rainha na Grécia e no Reino Unido estava debaixo de fogo, principalmente devido à sua participação no Bund Deutscher Madel durante a sua adolescência.

No dia 14 de dezembro de 1953, Frederica apareceu na revista "Life" como convidada americana. Nesse ano foi também a capa da revista "Time". A 14 de maio de 1962 a sua filha mais velha, a princesa Sofia da Grécia e da Dinamarca, casou-se em Atenas com o príncipe Juan Carlos da Espanha (mais tarde rei Juan Carlos I da Espanha).