Hospital psiquiátrico

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Asilo na ótica de Van Gogh (1853-1890) internado em 1888 com o lobo da orelha amputado, dois anos antes do seu suicídio em julho de 1890. Os diagnósticos cogitados na época foram alcoolismo, psicose, epilepsia.

Hospitais psiquiátricos (também denominados hospícios, manicômios (português brasileiro) ou manicómios (português europeu)) são hospitais especializados no tratamento de doenças mentais e/ou de "transtornos mentais" (termo médico-especializado).

Como nome comum, é o antigo hospital, hotel ou mosteiro.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Com a Reforma Psiquiátrica em termos mundiais, vem sendo gradativamente substituídos por pequenos hospitais e/ou enfermarias especializadas no tratamento de psiquiatrias, sejam em hospitais gerais, no caso de doentes graves ou em crise ou em pequenos hospitais, autorizados por lei específica, comuns nos Estados Unidos, Europa e China. Os doentes com quadros leves a moderados são acompanhados em ambulatórios hospitalares e de acordo com a atual política de saúde, devidamente regulamentada por lei, devem viver em e na própria sociedade, para promover a reinserção social, como no Brasil existia pela constituição brasileira de 1946, derrubada pela constituição brasileira de 1988.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Existem vários tipos de locais para internação psiquiátrica: "clínicas hospitalares", que tiveram sua existência devidamente regulamentada no Brasil, antes da constituição federal de 1988, ou seja de 1946 à 1988, enfermarias hospitalares, em hospitais gerais e manicômio judiciário para doentes que exibem periculosidade ou criminosos com diagnóstico de doença mental.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Diversos movimentos e estudiosos pontuaram a história da psiquiatria. O gesto mais notável foi do psiquiatra francês Philippe Pinel. O movimento antimanicomial no Brasil e a anti-psiquiatria foram fundamentais na criação do conceito atual de "hospital psiquiátrico ou Centro Clínico de Psiquiatria e Psicologia", aceito mundialmente de forma moderna, usado no Brasil de 1946 a 1988. Eles advogaram principalmente pela abolição das hospitalizações de forma clássica, dos idos de 1848 a 1950, aproximadamente, ou seja a de longo termo e pelo fim dos grandes e tradicionais hospitais, de difícil controle, para esse tipo de doença.

História[editar | editar código-fonte]

A história dos hospitais psiquiátricos como instituição de tratamento é ligada ao pensamento social e científico acerca dos doentes mentais em cada época.

De 1848 até o início do século XX instrumentos como camisas-de-força e quartos-fortes ou "prisões-acolchoadas", choques elétricos, operações no cérebro, e outras verdadeiras torturas eram utilizados para controlar os pacientes, no que se dizia ser a psiquiatria dita científica, principalmente os mais agressivos. Atualmente há tratamentos farmacológicos e psicológicos - terapêuticos, baseados nas teorias de Freud e seu discípulo Carl G. Jung, que reduzem significativamente a necessidade da contenção física e a internação por longos períodos, dai a necessidade dos extintos "centros clínicos hospitalares" nos chamados tecnicamente de "Hospital-Dia(termo médico moderno, já que o Brasil se modernizava com Getúlio Vargas, em 1945)"(extintos, pela moderna constituição de 1988, no Brasil). Dai os movimentos de massa das pessoas com essas necessidades, tentando o resgate histórico, para que tais clínicas especializadas sejam novamente ativadas, no lugar de um retrocesso histórico que houve, numa verdadeira cruzada de resgate de valores históricos, para benefício do povo brasileiro solapado pela constituição de 1988.

Cidades[editar | editar código-fonte]

Bethlem Royal Hospital[editar | editar código-fonte]

O Bethlem Royal Hospital foi o primeiro hospital psiquiátrico, fundado em 1247 em Londres. Era famoso pela forma desumana como tratava os doentes e permitia que visitantes "pagantes" assistissem a "espetáculos" protagonizados pelos internos, como um verdadeiro circo de horrores.

Tratamento humanizado[editar | editar código-fonte]

Psiquiatra francês Philippe Pinel (1745-1826) liberando os loucos de suas correntes no asilo Salpêtrière, em Paris em 1795.

Philippe Pinel é referido como sendo o primeiro na área da medicina psiquiátrica a utilizar métodos humanizados no tratamento dos doentes, enquanto foi superintendente do asilo Bicêtre em Paris, tendo sido influenciado pelo enfermeiro Jean Baptiste Pussin, que foi o primeiro a questionar a ausência de humanidade que acabava em incrementar o ódio e a rebelião, como acontecia, com a fuga e a perseguição policial dos internos em um verdadeiro massacre holocaustral; defendia a atenção médica com a utilização de drogas medicinais terapêuticas, aos portadores de sofrimentos psíquicos; sendo utilizando, de princípio, como primeiro medicamento conhecido, o vinho misturado a bebidas alcoólicas destiladas; a destilada para acalmar e o vinho, para a redução dos efeitos dos destilados, no organismo dos pacientes, e dessa forma, poder aos poucos, remover as amarras dos internos. Na mesma época, William Tuke, na Inglaterra, introduzia uma nova forma de tratar os doentes mentais; através de métodos terapêuticos, pela conversa; e troca de informações e experiências existenciais, como "novo método, terapêutico psiquiátrico, semelhante ao trabalho que os padres da igreja católica apostólica romana já faziam; nos confessionários, à quase já dois mil anos". Nos também, chamados por eles por esses pioneiros no tratamento terapêutico, de confessionários. E a paralela evolução científica, da prática, desenvolvida pela Psicanálise.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]