Amiga

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Commodore Amiga 1200.

O Amiga foi uma família de computadores pessoais originalmente produzida pela empresa canadense Commodore International, bastante popular na década de 1980 e na década de 1990. Atualmente vem sendo produzido por outras empresas.

Estas máquinas destacaram-se pela excelência de seu Sistema Operativo e para a aptidão de funções Multimídia. Em Portugal o Amiga foi um dos microcomputadores mais vendidos nas décadas de 1980 e 1990. No Brasil, chegou a ser vendido oficialmente, após o fim da lei de reserva de informática, pela PCI Componentes da Amazônia.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Computador pessoal Amiga 1000.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Na década de 1970, no mercado de computadores, acirrou-se a competição entre a "Big Blue" (a IBM) e os "Sete Anões" (Sperry Rand, Control Data, Honeywell, RCA, NCR, GE e Burroughs), o que acarretou em uma redução dos custos de produção dos equipamentos. Graças a essa conjuntura, em 1975 foi possível o lançamento do primeiro computador pessoal: o Altair 8800. No ano seguinte (1976), o Apple Inc. foi lançado, popularizando o computador pessoal e tornando os seus criadores milionários. Iniciava-se a prosperidade de Silicon Valley.

O projeto do AMIGA[editar | editar código-fonte]

A história do AMIGA remonta a 1982, quando três jovens doutorados da Flórida decidiram desenvolver a última palavra em console de jogos. O negócio do videogame baseado em ROM estava estourando à época, e ainda não existia nenhum vestígio da Sega ou da Nintendo.

A empresa foi fundada em Los Gatos (Califórnia), contando com os currículos de Jay Minner, o designer de chip responsável pelo revolucionário hardware audiovisual do Atari 800 e do console VCS. A aquisição seguinte foi Dave Morse da Tonka Toys, para o cargo de vice-presidente de vendas, e por fim, em julho de 1983, uniu-se a eles R. J. Mical, vindo da Defender, mas que anteriormente havia trabalhado nos jogos arcade Sinistar e Star Bike.

Priorizar a compatibilidade com o usuário era o elemento-chave dos três profissionais e foi essa mesma procura de proximidade que levou a empresa a chama-lo "Amiga". O projeto era o de criar aquele que seria o videogame definitivo da década de 1980, e o console então em desenvolvimento foi chamado de "Lorraine".

A ideia original consistia em unir um teclado e um disk-drive a sofisticados sistemas de tarefas múltiplas ("multitasking") e a um leque abrangente de periféricos. À medida que o projeto tomava forma, algumas ideias para novos jogos foram surgindo, perdendo-se tempo no desenvolvimento desses projetos paralelos. Com isso, na Primavera de 1984 a Amiga Computer Inc. encontrava-se na falência.

Para salvá-la, existiam contatos de vários interessados em potencial, inclusive a Sony, a Philips e a própria Apple Inc.. Ninguém se interessou, exceto Jack Tramiel. O fundador da Commodore havia recentemente deixado a empresa e comprado a enferma Atari, da Warner Bros. Ele necessitava de um microcomputador potente para superar a concorrência e insuflar nova vida à Atari. Depois de acaloradas conversações, um acordo foi fechado. Foi quando, à ultima hora, a própria Commodore surgiu e adquiriu a companhia: o nome "Lorraine" foi preterido em favor do nome "AMIGA". Tramiel, sem perda de tempo, lançou o computador Atari ST para fazer face a esta nova ameaça da Commodore. As duas máquinas viriam efetivamente a se tornar fortes competidoras. Recorde-se que, à época, a Commodore atingira a marca do primeiro milhão de computadores domésticos vendidos, com o Commodore VIC-20, número que se constituía num respeitável cartão de visitas.

A esta ponto, o projeto "AMIGA" já estava definido: um microprocessador MOTOROLA 68000 de 32 Bits, e 4 coprocessadores customizados gerenciavam uma resolução gráfica de até 640 X 400 pixels, 32 cores de uma paleta de até 4096 tonalidades, som estéreo de até 4 canais, drive interno de 3,5 polegadas, recurso de multitasking, etc. O sistema incorporou e desenvolveu ainda o recurso de interface iconográfica com o usuário, utilizado inicialmente pelo Macintosh e desenvolvido mais tarde nos IBM/PC com o nome de "Windows".

O Amiga 1000[editar | editar código-fonte]

Apesar de se constituir num computador perfeito para o hobbysta, a Commodore tentou vender inicialmente o "AMIGA" como uma máquina para negócios, talvez impressionada pelo sucesso do lançamento, em 1981, do microcomputador PC, pela IBM. Em 1985 foi lançado o "Amiga 1000", mas o seu marketing revelou-se um desastre em poucos meses. Os prejuízos nas vendas levaram à conclusão de que o design econômico da máquina e o seu teclado de 89 teclas não haviam convencido o público-alvo, ao mesmo tempo que haviam espantado qualquer usuário potencial de um micro para lazer. A pressa no lançamento, além disso, havia deixado que passassem para o consumidor falhas, que noutra máquina, teriam sido eliminadas na prancheta de desenho.

O Amiga 500 e o Amiga 2000[editar | editar código-fonte]

O verdadeiro sucesso do "AMIGA" não veio antes do redesenhado A500, lançado em 1987, com design corrigido, sistema operacional refeito, uma política de preços mais baixos e um marketing mais agressivo. Tão importante quanto isso, a Commodore uniu-se a empresas de desenvolvimento de software como a Ocean para desenvolver jogos, e a Gold Disk para desenvolver aplicativos, tendo como resultado uma série de bem-sucedidos pacotes.

O A500 era voltado para um segmento mais popular de consumo (jogos e aplicações leves), incorporando CPU e teclado num mesmo gabinete, emulando o IBM/PC via software, com 512 Kb de fábrica e capacidade de expansão.

Imediatamente em seguida foi lançado o AMIGA 2000, uma versão profissional da linha, com um design mais sofisticado e capacidade de emular o IBM/PC-AT via hardware. Com 1 Mb de fábrica, podia ser expandido com o processador original (o MOTOROLA 68000) até 9 Mb, e com um 68020/30 e um MMU, até aos Gigabytes.

As melhorias do projeto incluíam ainda um teclado do tipo PC/AT com 104 teclas e uma revisão abrangente das falhas originais de projeto, bem como a incorporação de diversas melhorias à mecânica das máquinas, facilitando a sua manutenção. Por ser um projeto de arquitetura "aberta", em pouco tempo uma série de outras empresas pode oferecer ao consumidor uma gama variada de periféricos e programas, que expandiram bastante os recursos originais. O usuário de AMIGA dispunha, à época, de uma biblioteca de programas nada desprezível, à qual se somam ainda, via emuladores/conversores, as de IBM/PC e Apple/Mac.

Da década de 1990 aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

AmigaOne X1000

Na década de 1990 foram lançados o A3000, com desenho de uma "low workstation", linhas sóbrias e perfil compacto, a A1500, e o A500P. No Brasil o A600 destinava-se a suprir a lacuna aberta com o fim da reserva de mercado. Finalmente foi lançado o A1200 com 2M de RAM e processador de 32 bits e ainda sua versão em videogame: o AMIGA CD32.

Ainda em 1994, a Commodore lançou novo modelo dedicado ao uso profissional - o A4000 -, equipado com a linha de processadores Motorola 68030/68040 e pronto para receber o hardware Newtek Video Flyer, sistema pioneiro em edição não-linear de vídeo. Esse foi o último e o mais poderoso modelo produzido pela Commodore, e que acabou consagrado nos principais estúdios de cinema e televisão.

Desde então, a família sofreu com a massificação do PC e do Microsoft Windows. Entretanto, ainda é bastante utilizada em mesas de edição em emissoras de TV e por alguns utilizadores fiéis em Portugal, no Brasil e em outros países, que continuam a utilizar esse hardware assim como a desenvolver e traduzir software para o mesmo.

O Amiga ainda é produzido, mas agora com processadores CPUs RISC PowerPC G3, G4+, etc., instalados em placas-mãe AmigaOne, Pegasus e Sam440.

Características[editar | editar código-fonte]

Uma das características do AMIGA é o "boot" do seu DOS. O AMIGA/DOS não é residente, e para isso o usuário dispõe de um programa - o Workbench - que é carregado na memória e de onde os demais são rodados. Para simplificar, a maioria dos programas (ou discos com programas), vêm com um "boot-block" standard desse Workbench, que ocupa os dois primeiros blocos de armazenamento de um disco formatado como Amiga/Dos.

A informação requerida para identificar um disco formatado como AMIGA/DOS, é um pequeno trecho de informações que deixa algumas centenas de bytes livres no "boot-block" (isso pode ser constatado com uma ferramenta para examinar os setores/trilhas de um disco, como o DiskX de Steve Tibbett).

Alguns programadores utilizam esse espaço para exibir mensagens contínuas, melodias ou imagens. Cópias de programas violados por "hackers" costumam exibir as suas "marcas" imediatamente após a mensagem que indica estar sendo carregado o sistema operacional. Foi nesse espaço que os primeiros espécimes de vírus do AMIGA se emboscaram.

Embora pouco divulgado, o Amiga foi o precursor de muitos dos recursos utilizados nos actuais sistemas operativos, sendo um dos primeiros sistemas operativos - o Workbench - a utilizar multi-tarefa em tempo real. O AmigaOS - Workbench, Sistema Operativo da plataforma Amiga foi atualizado até meados de 1999 pela Commodore e o Sistema Operativo AmigaOS, mais conhecido por Workbench, continua a ser actualizado, encontrando-se na versão 4.0.

O Sistema Operativo AmigaOS - Workbench da versão 1.0 até à versão 3.9 utiliza os processadores CPUs da família Motorola 68000 até ao 68060. O novo Sistema Operativo AmigaOS 4.0 e versões posteriores só funcionaram nos Amiga com processadores CPUs PowerPC.

Outro grande avanço da linha de computadores Amiga foi sua arquitetura de chips gráficos trabalhando em paralelo com o processador principal que permitia um desempenho inigualável em aplicações multimídia e serviu de inspiração para as atuais placas aceleradoras de vídeo.

A estabilidade do sistema foi decisiva para sua utilização dos Amiga nas operações telemetria de foguetes da Nasa. Vários modelos de computadores foram testados mas o Amiga foi muito superior nos resultados.

Características sonoras[editar | editar código-fonte]

Lista de versões[editar | editar código-fonte]

O Amiga conheceu várias versões desde o seu lançamento em 23 de Julho de 1985:

  • Amiga 1000 (1985 a 1987)
  • Amiga 500 (1987 a 1991)
  • Amiga 2000 (1987 a 1992)
  • Amiga 2500 (1989 a 1990) - foi um modelo variante do A2000
  • Amiga 3000 (junho de 1990 a 1992)
  • Amiga 3000UX (1990 a 1992) foi uma versão UNIX do A3000
  • Amiga 1500 (1990 a 1991) foi um modelo variante do A2000, comercializado apenas no Reino Unido
  • Amiga 3000T (1991 a 1992)
  • Amiga CDTV (março de 1991 a 1992)
  • Amiga 500+ (1991 a 1992) - foi um modelo de exportação para mercados fora dos EUA
  • Amiga 600 (março de 1992) - a versão brasileira foi montada pela PCI Componentes da Amazônia S.A.
  • Amiga 4000 (setembro de 1992 a 1994)
  • Amiga 1200 (outubro de 1992 a 1994) - montado pela empresa alemã ESCOM de 1995 a 1996; a versão brasileira foi montada pela PCI Componentes da Amazônia S.A.
  • Amiga 4000/030 Amiga 4000/040 (abril de 1993 a 1994)
  • Amiga CD32 (setembro de 1993 a 1994) - a versão brasileira foi montada pela PCI Componentes da Amazônia S.A.
  • Amiga 4000T (1994) - montado pela empresa alemã ESCOM de 1995 a 1996 e pela empresa americana QuikPak em 1997
  • AmigaOne (2002 a 2004) - com processadores Motorola PowerPC

Uso profissional[editar | editar código-fonte]

  • Uso na NASA em Sistemas de Visão Sintética (Synthetic vision system - simulação do ambiente externo para pilotagem em visibilidade baixa ou zero) e em Telemetria (ver link abaixo em "Ligações externas").
  • Edição de Video (efeitos, animações, legendagem, etc)
  • Edição de Áudio (MIDI, sequenciador, compositor, etc)

TV e cinema[editar | editar código-fonte]

Abaixo, uma pequena lista dos locais onde o Amiga atuou:

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No exterior[editar | editar código-fonte]

Filmes onde o Amiga fez uma ponta[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. PCI anuncia fabricação da linha de computadores Amiga no Brasil. Folha de S. Paulo (19 de agosto de 1992). Página visitada em 13 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 13 de fevereiro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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