Sega

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Sega
株式会社セガ
SEGA logo.png
Tipo Privada
(Parte da Sega Sammy Holdings)
Indústria Jogos eletrônicos
Fundação 1940
Sede Japão Tóquio
Estados Unidos São Francisco
Reino UnidoLondres
Empregados 3,127 (2009)
Produtos Software
Lucro ¥ 2 bilhões (2014)
Página oficial Sega do Japão
Sega da América
Sega da Europa

A Sega (Japonês: 株式会社セガ, Hepburn: Kabushiki-kaisha?) é uma empresa desenvolvedora de software para Video games, e uma antiga produtora de consoles. A companhia tem tido sucesso tanto no mercado de arcades quanto no de consoles caseiros, apesar de estar fora desse último setor desde 2001.

A sede oficial da Sega, bem como a sede de sua divisão doméstica, Sega do Japão, ficam em Tóquio, Japão. A divisão norte-americana da Sega, Sega da América, tem sua sede em San Francisco, Califórnia, Estados Unidos. Já a divisão europeia tem sede na área de Chiswick, em Londres, Inglaterra.

História[editar | editar código-fonte]

A Sega foi originalmente fundada em 1940 em Honolulu, no Havaí como Standard Games, por Martin Bromely, Irving Bromberg e James Humpert, para fornecer divertimentos pagos ao pessoal das bases militares americanas na região. Em 1951 a empresa transferiu sua sede para Tóquio, no Japão, aonde se mantém até hoje.

Em 1954, o empresário americano David Rosen se estabeleceu no Japão com a companhia Rosen Enterprises, com a finalidade de exportar obras de arte. Quando a companhia importou cabines de fotografia instantânea, esbarrou num sucesso de vendas: as cabines se tornaram extremamente populares no Japão. Os negócios estavam crescendo, e a Rosen Enterprises se expandiu com a importação de jogos eletro-mecânicos.

A Rosen Enterprises e a Sega se fundiram em 1965 para se tornar a Sega Enterprises. Em um ano, a nova companhia lançou um jogo simulador de submarinos chamado "Periscópio" que alcançou sucesso estrondoso no mundo inteiro.

Em 1969, a Gulf & Western Industries comprou a Sega, e Rosen foi mantido como CEO. A Sega continuou a crescer e prosperar. Nos arcades, a Sega tornou-se conhecida pela criação de Frogger e Zaxxon, e foi necessária sua divisão entre Sega da América e do Japão devido à imensa carga de trabalho. Em 1982, o lucro das duas divisões juntas foi de US$ 214.000.000,00.

Em 1983 a Sega lançou no mercado o SG-1000 , produto que não obteve muito sucesso, chegando apenas ao Japão e a Australia, depois a Personal Arcade trouxe para o mercado um console com duas entradas de cartuchos, uma para jogos da Coleco e outro para o SG-1000.

Então aconteceu o crash dos video games de 1983. Perdendo dinheiro, a Gulf & Western vendeu a divisão americana da Sega para a Bally Manufacturing Corporation. A Sega do Japão foi comprada por 38 milhões de dólares por um grupo de investidores liderados por Rosen e Hayao Nakayama, um empresário japonês que havia sido dono de uma das empresas compradas por Rosen. Nakayama se tornou o novo CEO da Sega, e Rosen assumiu a direção de sua subsidiária nos Estados Unidos.

Em 1984, o conglomerado japonês CSK comprou a Sega, e a renomeou para Sega Enterprises Ltd., com sede no Japão, e dois anos depois, suas ações estavam sendo negociadas na Bolsa de Valores de Tóquio. Neste ano nasceu o SG-1000 II, o console apresentava algumas diferenças, entre elas a possibilidade de adaptar um teclado ao console, além disso apresentava o CardCatcher: acessório adicional para que o videgame lesse cartões.

A Sega lançou então os consoles:

  • SG-1000 Mark I
  • SG-1000 Mark II
  • SG-1000 Mark III (ou Master System)

Em 1986, a Sega lançou o primeiro Alex Kidd. Ele foi o mascote da empresa até 1991, quando seria substituído por Sonic. O personagem (um ouriço extremamente veloz) é um dos maiores sucessos da empresa, tornando-se um clássico até nos dia atuais. Ainda em 1991, investindo no sucesso dos arcades, lançou Time Travelers, jogo inspirado em velho oeste com atores reais. As imagens eram reproduzidas por uma tela e refletidas por um espelho curvo sobre a área de jogo, criando a falsa impressão de holograma. A tecnologia era cara e a jogabilidade tinha problemas, e não houve mais investimentos nessa linha.

Em meados de 2004, a Sammy assumiu o controle majoritário da Sega sob um custo de 1.1 bilhão de dólares, criando a nova companhia denominada Sega Sammy Holdings, agora uma das maiores desenvolvedoras de jogos do mundo.

Em 18 de setembro de 2013 a Sega anunciou que compraria a falida Index Corporation, proprietária da desenvolvedora japonesa de jogos Atlus. A negociação foi concluída em 1 de novembro de 2013, com a marca tendo sido comprada por 14 bilhões de Ienes (cerca de R$ 316 milhões).

Consoles[editar | editar código-fonte]

A Sega se tornaria famosa por desenvolver um grande número de consoles:

  • Sega SG-1000 O primeiro console da Sega.
  • Sega SC-3000 Um computador baseado no SG-1000.
  • Sega Master System/Sega Mark III: Um console, que concorria com o NES da Nintendo. Foi o primeiro "BOOM" dos videogames principalmente na América do Sul, onde a popularidade era maior com o Atari. Após o lançamento do NES e do Master System as coisas no mundo de games começaram a mudar e aí foi o início de uma nova tecnologia.
  • Sega Master System II: Uma versão mais barata
  • Sega Master System III Compact: Uma versão menor
  • Sega Master System Super Compact: Uma versão muito pequena
  • Sega Master System III/Master System III Collection: Duas versões que continham 112 ou 131 jogos na memória, mas não tem entrada para cartuchos; a primeira só foi lançada no Brasil e a segunda possui o mesmo tamanho que o Master System III Compact, mas as cores mudam
  • Mega Drive/Sega Genesis: O mais bem sucedido console da Sega, que concoria com o SNES da Nintendo. A chuva de jogos para os dois foram intensas. Versões de clássicos de Arcades e novas tecnologias (como cartuchos de 24 Mega) foram fundamentais para um longo reinado dos dois consoles, principalmente no caso do Mega Drive que ganhou o Sega CD e o Mega 32X (esse último, fazia um upgrade de 32 Bits ao Mega Drive e Sega CD).
  • Sega Genesis 2: Uma versão mais barata
  • Sega Genesis 3: Uma versão mais barata
  • Sega Mega Drive 2: Uma versão mais barata
  • Sega Mega Drive 3: Uma versão mais barata, tendo duas versões; a que continha 81 jogos na memória, sem entrada para cartuchos e a que tem entrada para cartuchos e sem jogos na memória
  • Super Mega Drive 3: Uma versão que vem com 10 ou 43 jogos na memória, sem entradas para cartuchos
  • Blaze Sega Mega Drive: Com entrada para cartuchos e com 15 jogos, incluindo o Sonic The Hedgehog(ソニック·ザ·ヘッジホッグ)
  • Novo Mega Drive 3: Uma Mega Drive que tinha dois designs diferentes, mas fora isso, ambos possuiam 86 jogos na memória e ambos não tinham entrada para cartuchos
  • Sega Game Gear: Um videogame portátil que possuía jogos exclusivos e um adaptador para jogos do Master System.
  • Sega CD/Mega CD: Sistema de Multimídia para o Mega Drive. Uma novidade para a época : jogos eram deixados de serem fabricados em Cartuchos e agora se tornam em CD. Mais capacidade de armazenamento e possibilidade de jogos interativos com cenas de filmagens reais. Isso fez com que todo mundo quase que tinha um Console Genesis/Mega Drive quisesse um Sega CD. Era tecnologia e novidade total, fora ao se comparar com o 3DO da Panasonic.
  • Sega 32X: Upgrade para o Genesis, de alto custo, os lançamentos simultâneos de consoles de 32-bits quebraram tanto o lançamento como a venda promissora do periférico, pois foi lançado tecnicamente junto com o Sega Saturn. Na verdade o 32X era uma opção para quem ainda não comprasse o Sega Saturn. Mas assim como o Saturn, o 32X não teve muita vida pois não teve investimento de jogos lançados. Havia sim uma boa qualidade de potência, mas não foi bem utilizada.
  • Sega Neptune: Híbrido do Mega Drive com o 32X, nunca passou dos protótipos.
  • Sega Mega Jet: Mega Drive portátil lançado para uso nas aeronaves da Japan Airlines e posteriormente vendido ao consumidor final.
  • Sega Pico: Um computador educacional.
  • Sega Nomad: Mega Drive portátil, lançado apenas nos Estados Unidos.
  • Sega Saturn: Console de 32 bits que fez muito sucesso no Japão, criado para competir com o PlayStation da Sony e o Nintendo 64, e acabou se tornando mais popular que o Mega Drive neste país. Console poderoso, mas devido a dificuldade de se programar jogos para ele não se achava jogos facilmente ou demorava muito para o lançamento dos títulos, não se desenvolvia jogos com frequencia (como era no caso do Master System, Mega Drive e Sega CD). Assim sendo, o Saturn obteve um sucesso mínimo, tinha um hardware poderoso para a época, mas igual ao 32X não foi aproveitado a capacidade como deveria.
  • Dreamcast: O último console lançado pela Sega que foi descontinuado em março de 2001 nos EUA, videogame de 6ª geração, criado para competir com o PlayStation 2, o Nintendo GameCube e o Xbox da Microsoft, vendendo cerca de 10,6 milhões de unidades. No Japão, permaneceu até 2006.Um de seus últimos jogos foi o segagaga,um jogo aonde o jogador deve impedir a falencia da empresa.
  • Sega Mega Drive Handheld: Um Mega Drive portátil, com 20 jogos na memória, mas não possuía entrada para cartuchos.

Brinquedos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

Uma divisão da Sega, a Sega Toys também produz interessantes brinquedos eletrônicos, entre eles um que reconhece o choro de um bebê e informa a característica dos mesmos: fome, sono, desconforto... A Sega Toys também fabrica Videokês que são vendidos no Brasil pela Tec Toy. A mais nova sensação da Sega Toys no Japão é o iDog um cachorrinho robô.

Estrutura interna[editar | editar código-fonte]

Internamente, a companhia é composta de vários grupos de pesquisa e desenvolvimento, originalmente chamados de AM1, AM2, AM3, etc. Agora eles têm nomes mais memorizáveis:

Havia um senso saudável de competição entre esses grupos, o que colaborou para o desenvolvimento de vários dos mais memoráveis e inovadores games. Em 2003, o United Game Artists fundiu-se com o Sonic Team.

A Sammy fundiu esse times em três em Julho de 2004 (exceto pelo Sonic Team e o Sega-AM2). Em Outubro de 2008, a Sega anunciou p Tocador de mídia portátil Sega Vision.[1]

  • Global Entertainment Software R&D, liderado por Yuji Naka. Centrada em jogos para consoles. Subdividido em:
    • Dept. #1, liderado por Akinori Nishiyama
    • Dept. #2, liderado por Akira Nishino
    • Dept. #3, liderado por Yuji Naka
    • Mobile Content R&D Dept, liderado por Kazunari Tsukamoto
    • Sega Studio U.S.A. R&D, liderado por Takashi Iizuka
    • Sega Studio China R&D, liderado por Makoto Uchida
  • New Entertainment R&D, centrado em arcades e alguns consoles.
  • Amusement Software R&D, liderado por Hiroshi Kataoka. Centrado em games para arcades e máquinas de entretenimento. Subdividido em:
    • Dept. #1, liderado por Atsushi Seimiya
    • Dept. #2, liderado por Hiroshi Kataoka
    • Dept. #3, liderado por Mie Kumagai
    • Racing Games R&D Dept., liderado por Kenji Arai
    • Sports Design R&D Dept., liderado por Takayuki Kawagoe
    • Family Entertainment, liderado por Hiroshi Uemura

Casos jurídicos[editar | editar código-fonte]

A Sega perdeu o caso Sega v. Accolade, que envolvia um software independente produzido para o Genesis que copiava um pouco do código da Sega. O caso em questão procede da natureza do mercado de games.

A maioria das companhias de hardware vende seus sistemas a preço de custo, ou abaixo, e esperam obter retorno por outros meios (nesse caso o licenciamento de jogos). A Sega esperava impedir outras companhias de produzir jogos para o Genesis sem que elas antes pagassem uma taxa à Sega. A estratégia era fazer o hardware rejeitar qualquer cartucho que não contivesse uma marca registrada da Sega. Se uma empresa não-licenciada colocasse essa marca em seu jogo (o que era necessário para fazer o cartucho funcionar), a Sega poderia processá-las por quebra de copyright. Apesar da Sega ter perdido esse processo, o Dreamcast parece usar do mesmo sistema.

Referências

  1. Sega Vision (07/08/2008). Visitado em 03/08/2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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