Desenvolvedora de jogos eletrônicos

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Uma empresa desenvolvedora de jogos eletrônicos é uma produtora de software que cria jogos eletrónicos. Uma empresa pode se especializar em uma certa plataforma ou pode criar jogos para uma variedade de sistemas. Algumas empresas também se especializam em certos tipos de jogos, como RPGs ou tiro em primeira pessoa.

Algumas grandes editoras, como a Nintendo, a Microsoft, a Sony Computer Entertainment, a Rockstar Games e a Electronic Arts mantêm seus próprios estúdios de produção.

Tipos de Produtoras[editar | editar código-fonte]

First-party[editar | editar código-fonte]

São desenvolvedoras subsidiárias de uma publicadora, tendo esta ao menos 51% de suas ações ou sua posse integral. Desta forma, os jogos criados por essas empresas são exclusivos das empresas que as detêm. São exemplos de first-parties, a Maxis (responsável pelas séries The Sims, Sim City e Spore), subsidiária da Eletronic Arts; a Intelligent System (resposável por séries como Metroid, Advanced Wars e Fire Emblem), subsidiária da Nintendo; e a Neversoft (responsável por séries como Tony Hawk's Pro Skater e Guitar Hero), subsidiária da Activision e também a Infinity Ward responsável pela franquia Call of Duty que também é subsidiária à Activision.

Como anteriormente mencionado, muitas publicadoras são suas próprias desenvolvedoras. Na verdade são estúdios first-party de mesmo nome. Muitos títulos da Nintendo, por exemplo, como a maioria dos episódios das séries Super Mario e The Legend of Zelda, além das franquias Animal Crossing e Wii Series são desenvolvidos pela Nintendo Entertainment Analysis and Development, mais conhecida como Nintendo EAD e normalmente identificada simplesmente como Nintendo. Assim como a publicadora Capcom tem a maioria dos jogos das séries Megaman e Resident Evil desenvolvidos por um estúdio de mesmo nome.

Second-party[editar | editar código-fonte]

São desenvolvedoras que criam jogos exclusivamente para determinadas publicadoras por meio de contratos. Este tipo de empresa pode ou não ter parte de suas ações em posse de uma publicadora, mas não o suficiente para dar a esta seu controle. Neste caso seria uma first-party. Exemplos de second-party são a Camelot, que desenvolve jogos da série Mario Tennis, Mario Golf e Golden Sun; a HAL Laboratory que desenvolve jogos da série Kirby e Super Smash Bros.; e a Game Freak, que desenvolve jogos da série Pokémon, todos para a Nintendo. Outra famosa second-party é a Rare, que desenvolveu jogos das séries Donkey Kong, Star Fox, Battletoads, Conker e Killer Instinct exclusivamente para a Nintendo (que já deteve 49% de suas ações, mais tarde vendidas para a Microsoft). Apesar da Rare ter desenvolvido importantes títulos das séries Donkey Kong e Star Fox, ela não pode mais fazê-lo para os consoles Microsoft, pois são franquias pertencentes à Nintendo. O mesmo se dá com a série Kirby, que não é de posse da HAL Laboratory e, eventualmente, podem ser desenvolvidas por outra companhia. No entanto, a Rare pode ainda trabalhar em outros títulos das séries Conker e Perfect Dark, pois foram criadas por esta empresa.

Third-party[editar | editar código-fonte]

São desenvolvedoras de jogos eletrônicos que criam jogos encomendados por grandes publicadoras, não possuindo contratos de exclusividade para todos os jogos desenvolvidos pela empresa. Sendo o processo financiado pela publicadora, a desenvolvedora não tem grande independência no processo de criação do jogo. A Arika, que desenvolveu o jogo Endless Ocean publicado pela Nintendo para o Wii, é um exemplo deste tipo de empresa.

É corriqueira a aquisição desse tipo de empresa pelas publicadoras, por isso são raras as empresas que desenvolvem jogos para publicadoras sem contrato de exclusividade, seja como first ou second party. Empresas como Electronic Arts, Capcom, Konami, Activision, Square-Enix, Namco Bandai, Sega e Ubisoft podem ser consideradas third-parties de empresas como Nintendo, Sony e Microsoft por desenvolverem jogos para suas plataformas. No entanto, na verdade são publicadoras de jogos desenvolvidos por suas próprias first-parties, jogos estes publicados para plataformas variadas.

Por vezes, essas grandes publicadoras firmam contratos de exclusividade com as criadoras das plataformas. Isto aconteceu entre a Capcom e a Nintendo, que teve os títulos de Resident Evil temporariamente publicados exclusivamente para Game Cube (criado pela Nintendo) e entre a Sony e a Square-Enix, que publicou os jogos da série Final Fantasy exclusivamente para os consoles Playstation e Playstation 2 (criados pela Sony). Porém, isto não faz da empresa uma second ou third party, uma vez que esta exclusividade abarca apenas determinados jogos e as companhias criadoras dos consoles não detêm relevantes ações das desenvolvedoras.

Ver também[editar | editar código-fonte]