Manchester City Football Club
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| Manchester City | |||||||||||||||||||||||||||||
| Nome | Manchester City Football Club | ||||||||||||||||||||||||||||
| Alcunhas | Man City The Citizens The Sky Blues |
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| Fundação | 1880 | ||||||||||||||||||||||||||||
| Estádio | City of Manchester Stadium | ||||||||||||||||||||||||||||
| Capacidade | 47,726[1] | ||||||||||||||||||||||||||||
| Localização | East Manchester | ||||||||||||||||||||||||||||
| Presidente | |||||||||||||||||||||||||||||
| Treinador | |||||||||||||||||||||||||||||
| Patrocinador | |||||||||||||||||||||||||||||
| Material Esportivo | |||||||||||||||||||||||||||||
| Competição | |||||||||||||||||||||||||||||
| Divisão | |||||||||||||||||||||||||||||
| Website | mcfc.co.uk | ||||||||||||||||||||||||||||
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O Manchester City Football Club é um clube de futebol inglês baseado na cidade de Manchester. O clube disputa atualmente a Premier League.
O clube ganhou o Campeonato Inglês duas vezes, a Copa da Inglaterra quatro vezes, a Copa da Liga Inglesa duas vezes e a Recopa Européia uma vez. Entretanto, carrega uma imagem azarada:[2] seu melhor momento foi em um período de oito anos, compreendidos entre o final da década de 60 e o início da de 70, justamente na mesma época em que o outro clube da cidade, o Manchester United, teve seu apogeu até então. O clube não ganha um grande titúlo desde 1976 e foi o único time da história do campeonato inglês que foi rebaixado na temporada seguinte à qual conquistou o título (no caso do City, o primeiro do clube), o que ocorreu nos anos 30.[3]
Além disso, a falta de competividade do clube o levou à queda duas vezes em três anos para a segunda divisão inglesa, na década de 1990, onde também chegaram a figurar na terceira divisão - justamente o período em que o rival United, após também ter tempos de decadência, tornou-se a grande força do futebol local e uma das grandes mundiais. Entretanto, é justamente da imagem internacional que o rival tem que a torcida do City encontrou motivos para se orgulhar, afirmando ser a "única 100% local".[2] Outro motivo de orgulho é o fato de, mesmo com todo o enorme sucesso do United, é o City quem tem torcida mais numerosa em Manchester.[4]
Apenas recentemente o Manchester City ganhou projeção realmente mundial, após ser comprado pelo xeque emiratense Sulaiman Al-Fahim.
Índice |
[editar] História
[editar] Início
O clube foi fundado como St. Marks (West Gorton) em 1880, por Anna Connell e dois seguranças da Igreja de St. Mark's, que também trabalhavam na fábrica de ferro nas proximidades, em Gorton, um distrito no leste de Manchester. Em 1887, eles se mudaram para um novo terreno em Hyde Road, em Ardwick, ao leste do centro da cidade, e o nome do clube foi renomeado como Ardwick Association Football Club. O Ardwick entrou no campeonato inglês como um dos membros fundadores da segunda divisão, em 1892, juntamente com outro time da cidade, um certo Newton Heath Football Club. Problemas financeiros na temporada 1893-94 levaram a uma reorganização dentro do clube, que foi novamente renomeado, desta vez de Ardwick AFC para Manchester City Football Club.
O City ganhou seu primeiro titulo oficial na conquista da segunda divisão inglesa em 1899, tornando-se o primeiro clube da cidade a ser promovido para a primeira divisão. O segundo viria em 1904, com o título da prestigiada Copa da Inglaterra em um dérbi contra Bolton Wanderers, tima da área metropolitana da Grande Manchester.[4] Na mesma temporada, o City terminou vice-campeão inglês, três pontos atrás do The Wednesday. Duas depois, entretanto, a equipe seria punida pela Associação Inglesa de Futebol por pagar aos jogadores do time salários superiores ao teto estabelecido pela entidade: dezessete jogadores do elenco acabariam suspensos até o ano novo de 1907.
Alguns deles acabaram acertando com equipe do ex-Newton Heath, que desde 1902 passara a chamar-se Manchester United. Dentre eles, o capitão e maior astro do time, o "bruxo galês" Billy Meredith, autor do gol do título de 1904. Surgia assim o primeiro atrito entre os dois futuros rivais da cidade. Na primeira temporada cheio de dissidentes do City, a de 1907-08, o United conseguiu aquilo que os Citizens não conseguiram em 1904: foram campeões ingleses pela primeira vez. Em três anos, conquistariam outro título no campeonato, um na Copa da Inglaterra e um na Supercopa da Inglaterra.
[editar] Nova casa e novos títulos
Em decadência, o City ainda viu seu estádio, o Hyde Road, sofrer incêndio em 1920. Ainda assim, um reerguimento viria já no ano seguinte, com o vice-campeonato inglês em 1921 e, dois anos depois, a construção de um novo, o Maine Road, na região sul da cidade. Entretanto, lá já se situava Old Trafford, casa do United. Revoltados com a falta de seu time, habitantes da região leste de Manchester resolveram criar um novo clube que representasse a região, o que foi feito em 1928, com a fundação da equipe amadora do Manchester Central. O novo clube (dirigido por Meredith, que voltara ao City em 1921 e nele encerrara a carreira, três anos depois) logo tornou-se candidato a ser o favorito da cidade, uma vez que o United era visto como time decadente, com média de público inferior a 5 mil pessoas, e o City, único representante constante da cidade na elite inglesa (o United fora rebaixado em 1922 e 1931), passava a imagem de que poderia seguir pelo mesmo caminho.[5]
As duas equipes veteranas de Manchester então uniram-se, usando seguidamente seu poder de veto quando o Central requisitou lugar na liga profissional, até o novo time ter de fechar as portas, em 1932.[5] Um ano depois, o City demonstrava força ao chegar à final da Copa da Inglaterra, perdida para o Everton de Dixie Dean, e chegar em quinto no campeonato. No ano seguinte, trinta anos após o primeiro título no torneio, o time voltaria a conquistar a Copa da Inglaterra, batendo o Portsmouth. Os grandes ídolos do time eram o goleiro Frank Swift e o atacante Fred Tilson, autor dos dois gols da vitória por 2 x 1 na final, além do defensor Matt Busby.
A temporada 1936-37 acabaria memorável: com destaque para a vitória no campo adversário sobre o grande time inglês da época, o Arsenal, e a uma arrancada na segunda metade do campeonato, com 15 vitórias e 6 empates nos 21 jogos do returno, o City conquistou seu primeiro título no campeonato inglês.[3] Paralelamente, o United terminava na penúltima posição e rebaixado. Entretanto, a temporada seguinte terminaria com uma incrível e melancólica inversão para os Citizes: em um campeonato bastante equilibrado, o time fazia razoável campanha, ocupando o meio da tabela. Entretanto, a duas rodadas do fim, metade dos times estava ameaçado de rebaixamento. O City goleou o Leeds United por 6 x 2.[3]
Não havia sido a primeira goleada que o time impunha no campeonato; vitórias como este fizeram-no ter o maior número de gols naquela edição, 80, com média de quase dois gols por partida.[3] Ainda assim, estava em 17º na última rodada, empatado em pontos com outras cinco equipes: Birmingham City, Grimsby Town, Portsmouth, Stoke City e West Bromwich. Os quatro primeiros jogariam a última rodada em casa, contra clubes desinteressados no campeonato, já o City faria um confronto direto contra o Huddersfield Town, no campo do oponente.[3] Um gol do solitário deu a vitória ao Huddersfield. Incrivelmente, o City tornava-se o primeiro (e, até hoje, o único) time campeão inglês a ser rebaixado na temporada seguinte, juntamente com o West Bromwich. E tendo o melhor ataque da competição e saldo positivo de gols.[3] Na mesma temporada, o United conseguia nova promoção para a primeira divisão.
[editar] Anos 40-60
Durante a Segunda Guerra Mundial, os torneios oficiais de futebol foram suspensos, aposentando o veterano Eric Brook, maior artilheiro da história do clube, com 180 gols. Torneios menores foram feitos no período, em que o City conquistou o simbólico troféu da Copa da Liga Norte, em 1943. Outra estrela que deixa a equipe com a guerra é o norte-irlandês Peter Doherty. Quando o campeonato inglês voltou a ser realizado, na temporada 1946-47, os Sky Blues conquistaram a segunda divisão, voltando assim à elite, fazendo razoáveis campanhas até 1950, quando foi novamente rebaixado, retornando logo no ano seguinte. Na temporada de reestreia, ficou apenas em 15º, enquanto o United conquistava seu terceiro título inglês após mais de meio século. Na seguinte, o City por pouco não cai novamente, ficando na antepenúltima posição.
Assim como nos anos 30, no meio dos anos 50 o time chega seguidamente a duas finais da Copa da Inglaterra, perdendo a primeira (para o Newcastle, em 1955) e vencendo a segunda (contra o Birmingham City, em 1956). O título torna-se lendário pelo desejo do goleiro do time, o alemão Bert Trautmann, em querer continuar a jogar mesmo sabendo que seu pescoço estava se quebrando. Em 1956, os Cizitens também voltam a fazer boa campanha no campeonato inglês, terminando em quarto. O bom desempenho, entretanto, é ofuscado pelo quarto título do United no torneio, naquela edição. Na seguinte, o time volta a lutar para não cair (ficou em 18º) e o outro é novamente campeão.
A temporada 1957-58 vê o City voltar a ficar entre os primeiros, em quinto, e à frente do United (que ficou em nono). Mas sem alegrias: torcedores dos dois times se unem no luto pela morte de oito promissores jogadores do United em um acidente de avião, em Munique. A tragédia matou também, entre outras vítimas, o ex-ídolo Frank Swift, então jornalista do News of the World. O técnico do United, que sobrevive, era outro ex-jogador dos Sky Blues, Matt Busby. Mesmo assim, na temporada seguinte é o dilacerado time vermelho que fica com o vice-campeonato e o City quem quase cai, ficando um ponto à frente do primeiro rebaixado.
Os dois clubes alternam razoáveis campanhas até 1963, quando ambos ficam ameaçados de caírem. Um confronto direto na última rodada define o rebaixado. O United, que na mesma temporada é campeão da Copa da Inglaterra, vence a partida com um gol de Denis Law, ex-jogador do City no início da década, vai a 34 pontos e escapa. O City termina com 31 e, em penúltimo, volta à segunda divisão. A rivalidade entre os dois se acirra a partir dali. O time não consegue voltar na edição seguinte, nem na posterior, em que o United volta a ser campeão inglês. No verão de 1965, uma mudança fará os Citizens se reerguerem: Joe Mercer chega ao clube para ser seu técnico.
[editar] Era Mercer
Em sua primeira temporada, Mercer ordena a vinda de dois futuros ídolos, Colin Bell e Mike Summerbee. Com eles, o City consegue o título da segunda divisão e a volta à principal. Na volta à elite, o time fica apenas em 15º e vê o rival ser pela quinta vez campeão nacional. Na temporada seguinte, a de 1967-68, entretanto, é o City, com destaque para o reforço Francis Lee, quem surpreendentemente fatura o campeonato, em disputa direta contra o United, que fica uma posição e dois pontos atrás. Pela campanha, Bell e Summerbee seriam convocados para a Seleção Inglesa para a primeira Eurocopa do país, naquele ano.
A conquista, entretanto, é imediatamente ofuscada: o United termina a temporada como o primeiro time inglês a vencer a Copa dos Campeões da UEFA. O feito faz Busby ser inclusive condecorado com o título de Sir pela Rainha Elizabeth II. O título inglês credencia o City a disputar o mesmo torneio pela primeira (e, até hoje, única) vez na temporada seguinte. O time cai logo no primeiro confronto, ao perder por 1 x 2 no placar agregado para os turcos do Fenerbahçe. No campeonato inglês, a equipe fica apenas no meio da tabela.
Um alento é a conquista da Copa da Inglaterra, sobre o Leicester City, time que também usa azul. Por isso, na decisão, os Citizens jogaram com outro uniforme, nas cores vermelha e preta, mas não com inspiração no rival United, e sim no Milan.[6] Malcolm Allison, assistente de Mercer, acreditava que um uniforme igual ao da equipe italiana traria maior imponência ao City.[7] Desde então, é usado com certa regularidade como segundo uniforme do time (que costumava usar bordô no uniforme alternativo). O título credencia o clube a seu segundo torneio europeu oficial, a Recopa Europeia.
Desta vez, o City consegue passar por seus adversários e é campeão da segunda competição continental de clubes em importância, batendo os poloneses do Górnik Zabrze na final. Ganham também a Copa da Liga Inglesa, competição criada em 1961 como alternativa à Copa da Inglaterra. Bell e Lee (artilheiro do campeonato inglês) vão à Copa do Mundo de 1970 pelo English Team, tornando-se os dois primeiros jogadores do clube a irem a uma Copa. No ano seguinte, Mercer resolve sair por discussões com Allison, que é promovido a seu cargo, para o qual ficaria, no entanto, apenas na temporada que se seguiu.
[editar] Relativo sucesso nos anos 70
O time volta a ocupar as primeiras posições na tabela em 1972, quando termina em quarto, mas apenas um ponto atrás do campeão, o Derby County, para em seguida voltar a fazer campanhas razoáveis. 1974 torna-se outro ano memorável para os torcedores: o clube não ganha troféus, sendo o mais perto disso o vice-campeonato na Copa da Liga, e faz campanha mediana no campeonato inglês. Entretanto, o time vinga-se do rebaixamento imposto pelo United onze anos antes: na última rodada, ambos se enfrentam e os vermelhos só escapariam da queda com vitória. Os Citizens, entretanto, os derrotam por 1 x 0, gol de Denis Law, justamente aquele quem rebaixara o City em 1963, atuando pelo rival. O escocês voltara para Maine Road naquela temporada, onde encerraria a carreira.
Em 1976, o time vence pela segunda vez a Copa da Liga, seu último troféu importante até hoje. No campeonato nacional, que volta a ter os rivais do United na elite, o City fica apenas em oitavo, na última temporada do meia Alan Oakes, jogador que mais atuou pelos Sky Blues (564 jogos) e no time desde 1959. Em 1977, o clube disputa acirradamente o troféu com a nova potência inglesa da época, o Liverpool, que termina campeão nacional com um ponto de diferença sobre os Citizens, que teriam sua última temporada realmente perto do título. E são os liverpuldianos, que naquela mesma temporada igualam-se ao United ao vencerem a Copa dos Campeões da UEFA, quem passam a ter, reciprocamente, maior rivalidade com os Red Devils. Na seguinte, o City chega ao quarto lugar, para nas edições seguintes do campeonato terminar apenas no meio da tabela.
1979 marca a despedida do ídolo Colin Bell. Considerado o maior jogador da história do City, foi para os Estados Unidos encerrar a carreira. O ano seguinte, 1980, é o último ano em que o time chega perto de conquistar um troféu, o da Copa da Inglaterra. O City perde a final para o Tottenham Hotspur.
[editar] Anos 80 - início dos 00: longa decadência
A nova década, fraca também para o United, veria dois rebaixamentos do City para a segunda divisão, em 1983 - na primeira em que termina sem Joe Corrigan, que defendera o gol do time por dezesseis anos - e em 1987. O clube só volta à elite em 1989, como vice-campeão da segundona inglesa. Na reestreia, o grande destaque do City é a goleada de 5 x 1 imposta ao rival. O time consegue manter-se nas temporadas seguintes, ficando em quinto lugar em 1992. A temporada seguinte marca a reformulação da divisão de elite, que passou a chamar-se Premier League, sendo o City um dos clubes fundadores.
Com o novo formato, os clubes de Manchester passam a ter retrospecto bastante desigual: enquanto o United torna-se a força dominante do país, faturando o título seguidamente, o City segue fazendo apenas campanhas no máximo medianas, até ser novamente rebaixado para a segunda divisão, em 1996. Na temporada 1996-97, o City fica apenas em 14º e na segundona, tendo de permanecer nela. O pior viria logo depois: na de 1997-98, o clube sofre novo rebaixamento, desta vez para a terceira divisão. Isso faz com que na Copa do Mundo de 1998 na França seja a primeira Copa sem nenhum jogador do City desde a de 1970 - embora apenas na de 1982 o clube tenha fornecido jogadores para a Seleção Inglesa (ausente das de 1974, 1978 e 1994), nas demais sempre houve ao menos um jogador do City, mesmo que de outra seleção. O grande ídolo do clube no momento, o meia georgiano Giorgi Kinkladze, acaba saindo, contratado pelo Ajax.
Na temporada posterior, o time volta à segundona, contando com o artilheiro Shaun Goater, que marca na campanha 21 gols. Novo acesso vem em seguida, desta vez para a elite, é logo conseguido na seguinte, novamente contando com a artilharia do bermudense, que dessa vez marca 29 vezes. Entretanto, na década que se passou, quem mais trouxe imagem para o clube não são títulos ou algum jogador especial, mas os irmãos Liam e Noel Gallagher, os líderes da banda Oasis e notórios torcedores fanáticos do City.
O início do novo século veria o time ser reforçado com ex-jogadores do rival United em final de carreira e outros em igual situação. Destes últimos, George Weah, jogador liberiano eleito melhor do mundo em 1995, faz rápida passagem em 2000. O segundo é o russo Andriy Kančelskis, ex-United que chega no decorrer da temporada de volta do clube à Premier League (a de 2000-01) com a função de ajudá-lo a escapar de novo rebaixamento. A equipe não escala da degola e Kančelskis é dispensado. O City é logo campeão da segunda divisão na temporada 2001-02, com o ex-jogador e (e também ex-técnico) da Inglaterra Kevin Keegan tendo chegado para ser o novo técnico do time, que consegue manter-se na Premier League desde então.
[editar] 2002-2007
Novo ex-ídolo do rival vem para a reestreia na elite, ninguém menos que o goleiro Peter Schmeichel, que nunca perdera para o City nos nove anos em que passara no United, que não era derrotado pelos Sky Blues havia já onze - justamente desde a goleada de 1 x 5 sofrida na temporada 1989-90, devolvida com um 5 x 0 em 1994. Em sua última temporada como profissional, The Great Dane ajuda seu novo clube (para o qual traz seu filho, Kasper Schmeichel, para jogar nas divisões de base) a quebrar o tabu e ainda consegue manter sua invencibilidade particular nos dérbis: o City vence em Maine Road e empata em Old Trafford, embora o United termine como campeão. Os Citizens voltam a classificar-se para um campeonato europeu após vinte e quatro anos: o troféu fair play os credencia para a Copa UEFA. Goater deixa o clube com a considerável marca de 103 gols nos cinco anos em que passou no Maine Road.
Quem chega para substituir Schmeichel no gol é outro famoso jogador do futebol nacional na década anterior, e titular da Seleção Inglesa nas duas Copas do Mundo anteriores: David Seaman, que chega juntamente com o atacante francês Nicolas Anelka, que será a principal referência do time nos três anos seguintes. No elenco, outros veteranos além de Seaman: os também ex-Seleção Inglesa Trevor Sinclair, Steve McManaman e Robbie Fowler, o alemão Michael Tarnat e o neerlandês Paul Bosvelt. A ano também marca a transferência do City para a sua nova casa, o City of Manchester Stadium, que faz o time voltar a mandar jogos na região leste da cidade, e a morte de um ídolo, o meia camaronês Marc-Vivien Foé, que faleceu em campo em jogo de sua seleção na Copa das Confederações. Seu número 23 é logo aposentado.
Continuando a alternar altos e baixos na elite, na temporada seguinte quem assume o gol é outro veterano da Seleção Inglesa, David James. Ela marca também a revelação de Shaun Wright-Phillips, que é chamado para defender a Inglaterra junto com James e, ao seu final, a aposentadoria do técnico Keegan. Wright-Phillips também logo deixa o clube, deixando 30,5 milhões de euros no cofre do City, pagos pelo Chelsea, força-mor econômica do momento. Anelka é outro a sair. É um terceiro ex-United quem chega, o atacante Andy Cole, além de outro também com passagens pela Seleção, Darius Vassell, e do novo técnico, o ex-zagueiro da Inglaterra Stuart Pearce, que encerrara a carreira no City em 2002.
2006 marca a saída do ídolo James, que na Copa do Mundo daquele ano tornou-se o primeiro jogador do time a ser convocado para a Seleção Inglesa para um mundial desde o de 1982 (que contou com Trevor Francis e Joe Corrigan); a chegada de outro veterano, o alemão Dietmar Hamann; e as novas revelações Micah Richards e Stephen Ireland. O clube fica apenas em 14º, com menos da metade de pontos do rival United, que termina campeão pela 16ª vez justamente em cima do City, no City of Manchester.
Mesmo com uma temporada sofrível em que o time teve de brigar contra o rebaixamento, tendo chegado a ficar seis meses sem fazer um mísero gol em casa,[2] são os Citizens quem ocupam as manchetes no meio do ano: o time é comprado pelo ex-Primeiro-Ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, que traz o ex-técnico da Inglaterra Sven-Göran Eriksson, o atacante italiano Rolando Bianchi e os primeiros brasileiros no clube, Elano e Geovanni.
[editar] Era Rica
O impacto é imediato: o City torna-se sensação inicial, vencendo os três primeiros jogos, incluindo um dérbi contra o United, e liderando o campeonato. A boa fase, entretanto, dura apenas a primeira metade do campeonato. Bianchi sai logo em janeiro. No mês seguinte, City e United deixam as inimizades de lado no dérbi do returno, que marca as celebrações dos 50 anos do desastre aéreo de Munique. As duas torcidas respeitam o minuto de silêncio em Old Trafford. Com a bola rolando, o City vence por 2 x 1, com gol do estreante reforço zimbabuano Benjani Mwaruwari - era a primeira vez que os Citizens saíram vencedores dos dois dérbis do campeonato desde 1968, quando faturaram o título pela última vez.
Ainda assim, é o United quem é campeão inglês, e também da Copa dos Campeões. Insatisfeito com a campanha no returno, Shinawatra demite Eriksson a dois jogos do fim do campeonato, apesar de reclamações da torcida. Na última partida, o time é vergonhosamente goleado por 1 x 8 para o Middlesbrough. Para a temporada seguinte, Shinawatra manifesta o desejo de comprar mais um brasileiro, o astro Ronaldinho Gaúcho,[8][9] que prefere ir para o Milan. Em setembro, Shinawatra decide revender o clube para o xeque Sulaiman Al-Fahim, que imediatamente demonstra seu cartão de visitas: no último dia de transferências para o início da nova temporada, que também era o primeiro (e único) dia de Al-Fahim para agir, o bilionário tenta atravessar a negociação de Dimitar Berbatov (que se tornaria o terceiro búlgaro no elenco, que já contava com Martin Petrov e Valeri Bojinov) com o rival United.[10] Com o dinheiro do xeque, o City também manifesta seu desejo em contratar outros Ronaldos: o Fenômeno[11] e Cristiano, justamente a grande estrela do rival, além do espanhol Cesc Fàbregas, do Arsenal.[4]
Mesmo sem ter acertado com nenhum dos quatro, ainda assim a grande bomba que sai das tranferências é do City: Robinho, que estava acertando sua ida para o Chelsea devido a sua insatisfação no Real Madrid, é contratado por 40 milhões de euros. Contra o próprio Chelsea o brasileiro estreia, marcando logo um gol de falta. A partida, entretanto, termina em vitória de virada por 1 x 3 para os londrinos. Outro ex-ídolo do United já havia chegado (para ser técnico), o galês Mark Hughes.
Robinho faz uma boa primeira metade individual do campeonato, marcando 12 gols em seus 15 primeiros jogos em meio à campanha abaixo do esperado do City.[12] Em janeiro, o clube tenta conseguir uma contratação ainda mais bombástica, a de um outro brasileiro: Kaká. Seu clube, o Milan, deixa-o livre para negociar sua ida para Manchester,[13] após ser ofertado mais de 100 milhões de libras (algo em torno de 320 milhões de reais) pelo melhor jogador do mundo em 2007, que recusou a proposta. Outros procurados pelo clube também o recusaram, caso dos espanhois Fernando Torres e David Villa e do paraguaio Roque Santa Cruz.[14] Quem acertou com o City foram o goleiro Shay Given e o atacante Craig Bellamy. Também em 13 de julho de 2009, o clube acertou com o atacante argentino Carlitos Tévez, por 25 milhões de libras, cerca de 82 milhões de reais.[15]
[editar] Rivalidade
Com o rival Manchester United, o City faz o grande clássico da cidade, o dérbi City vs. United. Em 150 jogos disputados, o retrospecto é favorável ao rival, que tem 61 vitórias contra com 41 do City. Ambos empataram os outros 49 encontros. Contando-se apenas os confrontos do campeonato inglês, o United também tem retrospecto melhor, em todos os sentidos: considerando-se apenas os resultados, o rival venceu 25 vezes na casa do City e 30 em Old Trafford. Os Sky Blues venceram 23 em casa e 15 na do United. Embora concorrentes, não havia grande animosidade entre, ao menos, as torcidas, até antes da Segunda Guerra Mundial (quando ambos ainda tinham resultados e glórias equilibradas), sendo até então comum os torcedores de um acompanharem também o jogo do outro.
Entre os últimos clássicos, cada um teve vitórias especiais. O United garantiu seu título inglês na temporada 2006-07 ao vencer o City no City of Manchester por 1 x 0, com o goleiro Edwin van der Sar defendendo pênalti de Darius Vassell a dez minutos do fim - se feito o empate, o título teria sido adiado. Já o City venceu por 2 x 0 o clássico de fevereiro de 2008, encarado de maneira extremamente especial pelo rival por marcar a celebração dos 50 anos do desastre aéreo de Munique, que matou oito jogadores do United (mas também o ex-ídolo do City e então jornalista, Frank Swift). Ambos utilizando uniformes especiais para a partida, que teve o ídolo rival Cristiano Ronaldo expulso por ter tocado a bola com a mão. Por ter vencido também o dérbi anterior da temporada, em agosto de 2007, o City finalmente voltava a conseguir vencer os dois clássicos de uma mesma temporada desde a de 1969.
Por terem jogado pelos dois clubes, há dois personagens emblemáticos dos dérbis. O ex-atacante escocês Denis Law jogou no City na temporada 1960-61, tento tido a boa marca de 21 gols em 44 jogos nela, o que atraiu os olhares da equipe italiana do Torino, que o contratou. Entretanto, em 1962 já voltara à cidade, mas contratado pelo United. Na primeira temporada no rival, onde ficaria pelos próximos onze anos, fez o gol do empate que rebaixou o ex-clube para a segunda divisão. Na última temporada da carreira, a de 1973-74, retornou ao City. Os dois times encontraram-se novamente na última rodada, com o United ameaçado de rebaixamento.
Em certo momento do dérbi, Law recebeu um passe de Francis Lee (um dos dois maiores artilheiros dos clássicos, com dez gols, ao lado do também ex-City Joe Hayes), e, de costas para o gol, tocou de letra para as redes, marcando o que foi o gol da vitória por 1 x 0 dos Sky Blues. Enquanto os companheiros foram imediatamente até ele celebrar o gol, Law logo tomou consciência de que estava novamente rebaixando um ex-clube, desta vez o United e, cabisbaixo, deixou o campo, sendo substituído. Foi sua última partida na Liga Inglesa.
O outro é o ex-goleiro dinamarquês Peter Schmeichel, que jogou no United de 1991 a 1999, participando ativamente da invencibilidade de onze anos do rival sobre o City. Entretanto, foi para o City jogar sua última temporada, a de 2002-03, quando o time voltava à primeira divisão, e ajudou o novo time a quebrar o tabu, com vitória por 3 x 1 em Maine Road em novembro de 2001. Schmeichel ainda conseguiu sair como invicto no dérbi de Manchester: o outro clássico da temporada, em fevereiro do ano seguinte, terminou empatado em 1 x 1 no Old Trafford.
[editar] Estádio
O atual estádio do Manchester City é o City of Manchester Stadium, com capacidade para 47.726 lugares no estádio situado no região leste. Foi construído para as Olímpiadas de 2000, mas a cidade perdeu a disputa com Sydney para sediar os jogos. Foi utlizado posteriormente nos Jogos da Commonwealth de 2002 e cedido ao Manchester City em seguinte.
Em 10 de agosto de 2003, após uma reforma que fez o City gastar cerca de £35 milhões, a pista de atletismo foi substituida por 12.000 cadeiras (chegando nos atuais 47.726 lugares), arrumando o gramado apartir do nível do solo. Só depois o estádio foi reinaugurado, com um amistoso entre Manchester City e o Barcelona, com vitória inglesa por 2 a 1.
O City of Manchester Stadium sediou a final da Copa UEFA de 2007-08, que foi então vencida pelo Zenit sobre o Rangers. O estádio também foi uma das sedes do Campeonato Europeu Feminino de 2005 e é considerado um estádio 4 estrelas pela UEFA.
O antigo campo, o tradicional Maine Road, cujo recorde de público era de 84 569 espectadores no jogo Manchester City x Stoke City pela sexta rodada da Copa da Inglaterra, em 3 de fevereiro de 1934, foi demolido após a troca de casa. Em seus últimos dias, Maine Road, comportava menos de 40 mil torcedores, após reformas e adequações às normas de segurança.
[editar] Curiosidades
Os Sky Blues já enfrentaram um time brasileiro, no Troféu Joan Gamper de 1982. A partida terminou com a vitória de 3 x 1 do Internacional, que se sagrou campeão do torneio.
O City também é conhecido por seus torcedores ilustres, os mais notórios sendo os irmãos Liam e Noel Gallagher. Os líderes do grupo Oasis são tão fanáticos pelo City que já recusaram varias vezes se apresentar no estádio Old Trafford, casa do arquirrival Manchester United.
No dia 2 de janeiro de 2009 aconteceu um fato no minimo curioso em Milão, na Itália, durante um show do grupo. Antes de começar a cantar sua famosa música Don't Look Back in Anger, Noel disse que a ela era para o "Signor Kaká" o que levou a multidão ao delírio ao ouvir o nome do jogador. A primeira estrofe da música ganhou um novo sentido na ocasião, embora o empolgado público italiano não tenha chegado a entendê-lo: "Deslize por dentro do olho da sua mente/Você não sabe que pode encontrar/Um lugar melhor pra jogar/Você disse que nunca tinha estado lá/Mas todas as coisas que você tem visto/Vão desaparecendo". Noel afirmou que o brasileiro errou ao rejeitar o City [16]
Outros dois cultuados músicos, um já falecido, ambos de outras duas celebradas bandas da cidade, também são lembrados como torcedores do clube: a preferência de Ian Curtis, líder do Joy Division, pelos Sky Blues foi revelada em sua cinebiografia, Control;[17] o outro é Johnny Marr, famoso como ex-guitarrista dos Smiths.[18]
[editar] Financeiro
Atualmente, o Manchester City é o clube mais rico da Premier League e também do mundo,[19] ultrapassando o arquirrival Manchester United (de quem era ironicamente chamado anteriormente de "primo pobre"), o clube mais rico do mundo antes disso, e também o Real Madrid,[20] que caiu para terceiro.
Os laços com Abu Dhabi, de onde são os compradores do City, estreitaram-se mais com o novo patrocinador do clube, Etihad Airways, companhia aérea local.[21] Ela será a sétima marca a estampar seu logo na camisa do time. A primeira foi a sueca Saab, mais conhecida por fabricar aviões militares, durando de 1982 a 1984. Sua sucessora foi a neerlandesa Philips, de eletrônica, que ficou até 1987. A seguinte foi a que durou mais tempo, doze anos, tendo sido a empresa japonesa Brother, de equipamentos multifuncionais.[22] Desde então, só empresas britânicas: a Eidos, de jogos eletrônicos, ficou de 1999 a 2002, quando foi substituída pela First Advice, de serviços legais e financeiros.[23] A agência de viagens Thomas Cook entrara em seu lugar em 2004, tendo permanecido até o fim da temporada 2008-09.
A primeira fornecedora de material esportivo do City foi a Umbro, que fez as camisas do clube por mais de vinte anos, de 1976 a 1997, voltando a partir da temporada 2009-10. A Kappa a sucedeu pelas duas temporadas seguintes. A Le Coq Sportif tornou-se a nova produtora em 1999, ficando até 2003, retornando em 2007 - nesse interím, os uniformes foram feitos pela Reebok - e saindo novamente em 2009.[24]
[editar] Jogadores
[editar] Elenco atual
| Goleiros | |
|---|---|
| 16 | |
| 37 | |
| --- | |
| Defensores | |
|---|---|
| 2 | |
| 3 | |
| 4 | |
| 5 | |
| 15 | |
| 22 | |
| 25 | |
| 30 | |
| 36 | |
| Meio-campistas | |
|---|---|
| 6 | |
| 7 | |
| 8 | |
| 11 | |
| 17 | |
| 29 | |
| 33 | |
| 34 | |
| 40 | |
| 18 | |
| 19 | |
| Atacantes | |
|---|---|
| 9 | |
| 10 | |
| 26 | |
| 20 | |
| 27 | |
| 39 | |
| 32 | |
| 14 | |
| Treinador | |
|---|---|
[editar] Números aposentados
| Meio-campistas | |
|---|---|
| 23 | |
| 38 | |
[editar] Notáveis jogadores
[editar] Jogadores do City presentes em Copas do Mundo
[editar] Títulos oficiais
[editar] Continentais
[editar] Nacionais
Referências
- ↑ Stadium history - Manchester City FC.
- ↑ 2,0 2,1 2,2 "Tudo Azul", Rafael Maranhão e Sujay Dutt, Placar número 1314, janeiro de 2007, Editora Abril, págs. 38-41
- ↑ 3,0 3,1 3,2 3,3 3,4 3,5 Balípodo.com.br: "Como o Manchester City caiu em 1938?", Ubiratan Leal
- ↑ 4,0 4,1 4,2 "Rivalidade em novas proporções", Eduardo Camilli, Trivela número 32, outubro de 2008, Trivela Comunicações, págs. 48-51
- ↑ 5,0 5,1 Balípodo.com.br: "O Manchester que assustou United e City", Ubiratan Leal
- ↑ Times Online: "The top 50 football kits", Nick Szczepanik
- ↑ Guardian.co.uk: "Nicking the shirts off their backs", Georgina Turner and James Dart
- ↑ Último Segundo: Manchester City está confiante em contratar Ronaldinho Gaúcho
- ↑ Estadão.com.br: Barcelona definirá futuro de Ronaldinho Gaúcho em três dias
- ↑ "Nas últimas pedaladas", Especial Placar - Guia Europeus 2008/2009, setembro de 2008, Editora Abril, pág. 24
- ↑ http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2008/09/15/ronaldo_aceitou_proposta_do_manchester_city_diz_jornal-548225454.asp O Globo Online: Ronaldo aceitou proposta do Manchester City
- ↑ Fantástico: Noel Gallagher escolhe campeões das peladas
- ↑ "Livre da tentação", Arnaldo Ribeiro, Placar número 1327, fevereiro de 2009, Editora Abril, pág. 22
- ↑ "Pacientes ingleses", Jonas Oliveira, Placar número 1328, março de 2009, Editora Abril, págs. 87-88
- ↑ GloboEsporte.com: Tevez acerta com o Manchester City
- ↑ Torcedor do City, Noel Gallagher dedica música a Kaká em show do Oasis - GloboEsporte. Página visitada em 3 de fevereiro de 2009.
- ↑ Press conference held at Peel Suite, Radisson Edwardian - Cerysmatic Factory. Página visitada em 7 de janeiro de 2005.
- ↑ BlueMoon: Manchester City Celebrity Fans
- ↑ Pesquisa indica os mais ricos no futebol britânico - Pelé.net. Página visitada em 23 de janeiro de 2009.
- ↑ Dívida bilionária ameaça o futebol espanhol - Estadão. Página visitada em 16 de dezembro de 2008.
- ↑ Trivela.com: Manchester City anuncia novo contrato de patrocínio
- ↑ Footballysm - Manchester City
- ↑ Guardian.co.uk: "Man City takes First Advice in £5m shirt deal", Julia Day
- ↑ Historical Kits - Manchester City
- ↑ Futebol tem terceira morte semelhante em um ano - UOL Esporte. Página visitada em 28 de outubro de 2004.
[editar] Ligações externas
- Site Oficial do Manchester City
- Lista dos 50 maiores jogadores do clube, segundo o Times
- Blog dos fãs brasileiros do Manchester City

