Mário Viana

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Mário Viana (São Paulo, 11 de julho de 1960) é um jornalista e dramaturgo brasileiro.

É formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Trabalhou no jornal Folha de S.Paulo, na revista Veja,[1] edição São Paulo, foi editor de turismo do jornal O Estado de S. Paulo, colaborou com várias outras publicações e é colaborador de textos em novelas da TV Globo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Como dramaturgo, formou o Núcleo dos 10, sob orientação do também dramaturgo Luís Alberto de Abreu. Recebeu menção honrosa no concurso nacional de textos teatrais inéditos de 2000, promovido pelo Ministério da Cultura, com a peça Flechadas do teu Olhar. Os textos Vamos? e Vestir o Pai também receberam prêmios em duas edições do concurso de dramaturgia promovido pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre, em 2000 e 2001.

Teve montados três espetáculos com o Grupo Parlapatões: Mistérios Gulosos, Um Chopes, Dois Pastel e uma Porção de Bobagem e Pantagruel. Também foram montadas as peças Ifigônia, com as atrizes Rosi Campos e Zezeh Barbosa, e Verdades, Canalhas, dirigida por Hugo Possolo. A comédia Vamos? ganha montagem em Fortaleza. O monólogo Natureza Morta, inspirado numa tela do norueguês Edvard Munch, é montado no Recife, em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em abril de 2003, estréiam em São Paulo as peças Vestir o Pai, dirigida por Paulo Autran, e Carro de Paulista, dirigida por Jairo Mattos. Classificado em segundo lugar no Concurso Nacional de Dramaturgia da Funarte (Sudeste), com Galeria Metrópole. A montagem ganhou o prêmio Cidadania em Teatro, oferecido pela Associação da Parada GLBT, em junho de 2005. Ganha o prêmio de melhor texto por voto popular no Ciclo de Leituras Apart-Satyros, com Hoje tem Mazzaropi.

Em junho de 2004, o Festival de Intercity São Paulo, em Florença, realiza leitura dramática da peça Vestir o Pai (Onora il Padre) em Florença e Roma.

Em televisão, trabalhou como colaborador da telenovela Seus Olhos, no SBT, ao lado de Fábio Torres, sob a coordenação de Aimar Labaki (2004). De dezembro de 2004 a janeiro de 2005, escreveu roteiro de ficção para curso de treinamento da Unilever, com direção de Ariela Goldman. Em 2006 colaborou com a equipe de Aimar Labaki na telenovela Paixões Proibidas, adaptação de Camilo Castelo Branco para Rede Bandeirantes (Brasil) e RTP (Portugal).

Em 2005, participa do núcleo de autores do projeto Nunca se Sábado, no Teatro Folha. Integra também o quadro de autores do seriado de televisão Avassaladoras, para a Total Filmes.

Em 2006, estréia no Teatro Stella, Montevidéu, a peça Vistiendo a Papá, com direção de Jorge Denevi. Em São Paulo, estréia Assim com Rose, dirigida por Jairo Mattos, e o infantil Bruxo Pontocom, dirigido por Hugo Possolo.

Em 2008, Anna Cecilia Junqueira estrela o monólogo "Natureza Morta", dirigida por Eric Lenate.

Em 2009, estreou a peça Amanhã é Natal, com direção de Jairo Mattos, no Teatro Imprensa em São Paulo. E foi colaborador da novela Poder Paralelo,[2] da novela de Lauro César Muniz na TV Record protagonizada por Gabriel Braga Nunes e Marcelo Serrado.

Em 2010, Viana estreou "Hoje tem Mazzaropi",[3] comédia dirigida por Hugo Coelho, com o ator Julio Lima homenageando o cineasta paulista. O texto rendeu indicação de Melhor Autor no Prêmio Contigo de Teatro. Em agosto, estreia a primeira montagem paulista de "Vamos?", com direção de Otávio Martins, transformando-se num dos grandes sucessos da temporada 2010. Também voltaram ao cartaz as peças "O pior de São Paulo" e "Um chopes, dois pastel e uma porção de bobagem", com Os Parlapatões. O grupo La Mínima, além de reapresentar "O Médico e os Monstros", também estreou "Radio Varieté", espetáculo de rua que contou com textos de Viana em seu roteiro.

No fim do ano, o Teatro Folha estreia "Te amo, São Paulo", uma montagem com textos curtos de vários autores, dedicados à cidade. Mário Viana participa do espetáculo com a peça "Cine Bijou!, dirigida por Roberto Lage.

"Carro de Paulista", há sete anos em cartaz, virou telefilme, dirigida por Ricardo Pinto e Silva, e será lançada em livro da Coleção Aplauso.

Em 2011, estreia a peça "Cheiro de Céu", com direção de Norival Rizzo.[4]

Em 2012, estreia "Vida e Obra de um tipo à toa", direção de Daniel Alvim. A peça foi lançada em livro pela Giostri Editora. Integra a equipe de Lauro César Muniz em "Máscaras" (Record). Em 2013, integra a equipe de Gustavo Reiz em "Dona Xepa" (Record). Também em 2013, integra a equipe de Carlos Lombardi e escreve a novela "Pecado Mortal" (Record).

Em 2014 estreou como colaborador de novelas na TV Globo, com Malhação Sonhos.

Em 2018 fez parte da equipe de dramaturgos da "Malhação: Viva a Diferença" de Cao Hamburger que subiu o ibope do horário.[5]

Em 2023, integrou a equipe da novela das 19h da TV Globo Vai na Fé.[6]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • 2015 - Natureza Morta e outras peças curtas. Giostri Editora. 124p
  • 2015 - Vida e Obra de um tipo à toa. Giostri Editora. 200p.
  • 2019 - O Tio do Pavê e outras crônicas. Giostri Editora. 116p.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • Amanhã É Natal[8]

Referências

  1. «Tudo sobre mario viana». Veja SP. Consultado em 4 de junho de 2018 
  2. «Poder Paralelo». Mata Hari. 7 de março de 2010. Consultado em 12 de junho de 2018 
  3. «Hoje Tem Mazzaropi é comédia à moda antiga». Último Segundo. 27 de maio de 2010. Consultado em 3 de junho de 2018 
  4. «"CHEIRO DE CÉU" É A NOVA COMÉDIA DE MÁRIO VIANA». Aplauso Brasil. Consultado em 12 de junho de 2018 
  5. «Com sotaque paulistano, Malhação tem melhor resultado no Ibope em 10 anos». Mauricio Stycer. Consultado em 4 de junho de 2018 
  6. «Quem está por trás do grande sucesso de Vai na Fé?». Silvio Cerceau. Consultado em 13 de agosto de 2023 
  7. «Autista forma par romântico com vilão em Malhação Viva a Diferença». Notícias de TV. Consultado em 4 de junho de 2018 
  8. «Amanhã é Natal». Amanhã é Natal. Consultado em 3 de junho de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]