Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer

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Copa Rivadavia
Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer
Copa Rivadavia.jpg
Troféu da Copa Rivadávia conquistado pelo Vasco em 1953
Dados gerais
Organização CBD
Edições 1
Local de disputa Brasil
Sistema Grupos e Eliminatórias
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A Copa Rivadavia foi um torneio internacional de futebol disputado entre 7 de junho e 4 de julho de 1953 em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sucedeu a Copa Rio,[1] que ganhou novo formato e nome: Torneio Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer, nome em homenagem ao presidente da Confederação Brasileira de Desportos (C.B.D.), com outros patrocinadores (mas com o mesmo organizador: CBD), e que teve o Vasco da Gama como campeão invicto.

O fato do nome da taça homenagear um dirigente esportivo (no caso, Rivadavia Corrêa Meyer) é um fato comum ao futebol, sendo observado em várias competições oficiais (Taça Jules Rimet/Copa do Mundo, Supercopa João Havelange/Supercopa dos Campeões da Libertadores, Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Copa Ouro Nicolas Leoz, etc), e não implica qualquer conclusão sobre a oficialidade e o objetivo da competição.

O torneio contou com a desistência do Millonarios da Colômbia, e a Associação Uruguaia de Football de última hora negou a licença ao Nacional F.C do Uruguai para vir ao Brasil[2] - o Fluminense foi o clube indicado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) para disputar a competição na chave do Rio de Janeiro, pois a CBD não tinha tempo hábil para preencher a vaga estrangeira.[3]

Quando ficou claro que não viria o Nacional de Montevidéu, e que não havia tempo hábil de preencher a vaga estrangeira, Flamengo e Fluminense solicitaram à CBD a vaga que seria do clube uruguaio; a CBD determinou que a Federação Metropolitana de Futebol (que era, na época, a Federação do Rio de Janeiro) determinasse um clube carioca para entrar no torneio na vaga do Nacional de Montevidéu. Em reunião de seu Conselho Arbitral, a Federação Metropolitana deu a vaga ao Fluminense,em função deste ter terminado o Torneio Rio São Paulo em terceiro lugar entre os cariocas; todos os clubes presentes à reunião concordaram, exceto o Flamengo, que discordou da decisão porque pleiteava a vaga para si.[4] [5] [6]

A competição teve autorização da FIFA, comprovada pela participação do presidente da Federação Italiana e vice-presidente/secretário-geral da FIFA Ottorino Barassi na sua organização. Porém, nessa competição Barassi ficou encarregado de recrutar apenas o representante italiano, que poderia ser Juventus, Internazionale ou Milan, mas, assim como na Copa Rio de 1952, acabou não tendo êxito em trazer um clube da Itália ao Brasil.[7] O jornal português Diário de Lisboa (08/06/1953, pag.6-7), em ressaltou o caráter intercontinental ("característica euro-sul-americana") do Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer, o que, segundo o jornal, o valorizava, sendo um "torneio de homenagem ao prestigioso presidente da CBD".[8] [9]

A BBC e o Hibernian Historical Trust afirmam que o Hibernian foi ao Brasil para jogar o "torneio rotulado pela federação brasileira como um Mundial de Clubes" ("to take part in a competition, labelled by the Brazilian FA as a World Club Championship, called the Octagonal Rivadavia Correa Meyer"),[10] [11] [12] e este último afirma que o clube foi "o primeiro clube britânico a jogar um campeonato mundial de clubes, em 1953" ("The First British club to play in the "World Club Championship" tournament – 1953"- o próprio Hibernian afirma ser o primeiro campeão mundial de clubes, em 1886,[13] mas por uma única partida com o campeão inglês, não um campeonato, championship tournament).[14] . O Hibernian recusou o convite para disputar a Copa Rio Internacional nas suas duas edições(1951-1952)[15] [16] [17] mas aceitou participar do Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer de 1953.

Fatos da Copa Rivadavia[editar | editar código-fonte]

Extinguir a Copa Rio[editar | editar código-fonte]

Segundo o RSSSF, o Anuário do Esporte teria publicado, em 1953, sobre a criação do Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer: Um detalhe que acabou marcando, de forma mais expressiva a II Copa Rio, é que ela foi a segunda e última. Em verdade, não se sabe bem porquê, cinco clubes do Rio e de S. Paulo reuniram-se e resolveram forçar a C.B.D. a extinguir a Copa Rio. Deixaram a entidade máxima com um torneio internacional na mesma época, mas com outro nome e outro regulamento. Inclusive aumentando o número de concorrentes brasileiros, que agora serão quatro: dois do Rio e dois de S. Paulo. E essa fórmula nova deverá começar a vigorar agora, neste ano de 1953.[18]

Não há fontes conhecidas informando a razão exata da CBD ter encerrado e abandondado o modelo das Copas Rio (1 clube carioca; 1 paulista; 6 estrangeiros) em prol do modelo originalmente proposto ao Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer (2 clubes cariocas; 2 paulistas; 4 estrangeiros). Porém, uma possível explicação são as dificuldades encontradas pelo Fluminense e pela CBD para trazer quadros estrangeiros à Copa Rio de 1952. As edições de 25 a 29 de junho de 1952 do jornal O Estado de São Paulo dão conta de que, em função dessas dificuldades, em 1952 o Fluminense e o CBD cogitaram desistir de realizar a Copa Rio em 1952 e em seu lugar realizar uma competição com 4 equipes brasileiras e 4 estrangeiras, ou seja, nos moldes originalmente propostos em 1953 ao Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer.[19]

No dia 11 de setembro de 1952, a CBD informou que a Copa Rio não seria disputada em 1953, devido à antecipação da segunda edição da mesma de 1953 para 1952.[20] Com isso, o Conselho Técnico da CBD sugeriu que ela fosse disputada de 4 em 4 anos (e não mais de 2 em 2 anos[21] ), ficando o certame entrosado à Copa do Mundo, às Olímpiadas e à vindoura Taça Brasil.[22] Já no dia 25 de setembro de 1952, a CBD divulgou um esboço de calendário para as temporadas de 1953, 1954 e 1955 marcando a "Taça Rio" (Copa Rio) para junho e julho de 1953, o mesmo período em que ocorreu o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer,[23] substituindo a Copa Rio, segundo a edição de 23 de outubro de 1952 do mesmo jornal.[24]

O Torneio Rivadavia contou com o "sim" de 4 entre os 5 campeões que se fizeram presentes em ambas as edições da Copa Rio (1951 e 1952): os campeões paulista, carioca, uruguaio do ano anterior e o campeão português do mesmo ano, sendo que o Nacional de Montevidéu/Uruguai só não disputou o Torneio Rivadavia porque "de última hora" a Associação Uruguaia de Futebol proibiu a participação do clube no torneio, apesar da vontade do clube em disputá-la. A exceção é o Austria Viena, clube que participou de ambas as edições da Copa Rio mas que não participou do Torneio Rivadavia. Ademais, o Torneio Rivadavia teve o mesmo organizador das Copa Rio (a CBD).

Várias fontes indicam que o Torneio Rivadavia foi o torneio sucessor da Copa Rio (RSSSF[25] , Jornal do Brasil[26] ) enquanto algumas fontes inclusive tratam ambas como sendo a mesma competição (jornal escocês Glasgow Herald,[27] jornal O Estado de São Paulo[28] , jornal espanhol ABC[29] , jornal espanhol El Mundo Deportivo[30] ). Na página 5 de sua edição 459 (de 12/06/1953), o jornal Mundo Esportivo compara o Torneio Rivadavia com a 2ª Copa Rio (de 1952), dizendo que, assim como ocorrera na Copa Rio de 1952, no Torneio Rivadavia "alguns participantes pouco podiam apresentar de realmente útil, a exemplo da 2ª Copa Rio", dizendo que o Torneio Rivadavia era "quase uma cópia" da Copa Rio, criticando a CBD pela organização e sobre alguns clubes participantes, e dizendo que, para o jornal, "só o nome da competição foi mudado, continuando tudo como dantes".[31]

Segundo o jornal Última Hora (13/04/1953) o dirigente da CBD Manuel Furtado de Oliveira comentou sobre os futuros convidados: "O clubes italianos disputam o título nacional da Itália, e, o vencedor teria que tomar parte da Copa Latina, vindo então, aqui, o Vice-campeão. O Sporting deverá participar mais uma vez do certame, embora haja possibilidade de vir o Benfica."[32] Já em 14/04/1953, o mesmo jornal publicou artigo do francês Albert Laurence tratando o Torneio Rivadavia como uma competição internacional, copiada sôbre a saudosa "Copa Rio", e batizada "Torneio Octogonal"(Taça Rivadavia Corrêa Meyer), em uma artigo de Laurence no qual ele comenta a participação do Hibernian de forma muito elogiosa à tradição e qualidade do futebol escocês.[33] O tom elogioso ao futebol escocês é mantido também pela edição 457 de 1953 (05/06/1953) do Jornal Mundo Esportivo que, comentando a vinda do Hibernian ao torneio, ressalta que o futebol escocês não era inferior ao inglês e que no Hibernian havia 10 jogadores com passagem pela seleção escocesa.[34]

O Jornal do Brasil de 7 de maio de 1953 (página 3 do 2º caderno) noticiou que o Football Club Reims foi questionado sobre o Torneio Octogonal e tinha dito "que irá ao Brasil participar do torneio em disputa da Taça Rivadavia Corrêa Meyer (Copa Rio), escrevendo assim (Copa Rio) logo após a menção da Taça Rivadavia.[35] Há diferença nominal entre a Copa Rio e o Torneio Rivadavia, porém houve diferença nominal mesmo entre as duas edições da Copa Rio, pois a 1ª Copa Rio (1951) se chamou oficialmente "Torneio Internacional de Clubes Campeões - Copa Rio" (nome escrito no troféu) enquanto a 2ª Copa Rio (1952) se chamou oficialmente apenas de "Copa Rio"(nome escrito no troféu).

O jornal O Estado de São Paulo de 15 de fevereiro de 1953 confirma a participação de Ottorino Barassi na organização do certame, especificamente no recrutamento do representante italiano (em 1951 e 1952, para a Copa Rio, ele atuou no recrutamento de equipes de outros países da Europa, não só da Itália).[36] Como já havia ocorrido na Copa Rio de 1952, em 1953 no Octogonal, Ottorino Barassi também não conseguiu assegurar a presença de um clube compatriota seu (italiano) na competição organizada pela CBD.

A Copa Rio de 1952 e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer tiveram em comum, além do organizador (CBD), a participação de representantes de Rio de Janeiro, São Paulo, Portugal e Paraguai. A Copa Rio de 1952 contou com a participação do campeão uruguaio (o Peñarol, que abandonou a competição nas semifinais), sendo que em 1953 o campeão uruguaio (o Nacional de Montevidéu) aceitou participar da competição mas só não participou por uma proibição da Associação Uruguaia de Futebol. A Copa Rio de 1952 contou com a participação do vice-campeão alemão FC Saarbrücken, sendo que em 1953 o campeão da Taça da Alemanha Rot Weiss Essen foi convidado e aceitou participar, e não participou apenas porque foi desconvidado pela própria CBD após ter aceitado o convite.

A organização do torneio[editar | editar código-fonte]

No estádio do Hibernian, uma ilustração d' "Os cinco famosos" (The Famous Five), quinteto ofensivo do Hibernian, composto de Gordon Smith, Bobby Johnstone, Lawrie Reilly, Eddie Turnbull e Willie Ormond, que foram o grande atrativo do clube perante o público brasileiro em 1953.[37] [38] Após sua atuações pelo Hibernian no Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer, Smith e Johnstone chamaram a atenção de clubes brasileiros, que tentaram contratá-los. Após recusarem, por razões desconhecidas, participar da Copa Rio Internacional, os escoceses do Hibernian vieram ao Brasil disputar o Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer, considerando-o um Mundial de Clubes.[39] [40]

A competição foi organizada pela CBD.

A edição de 28 de fevereiro de 1953 do jornal catalão El Mundo Deportivo[41] afirma que o objetivo original do CBD era realizar a competição com 3 times brasileiros, mais Sporting Lisboa (Portugal), Juventus (Itália), Millonarios (Colômbia) e uma equipe austríaca (não especificada na matéria). A edição de 16 de março de 1953 do mesmo jornal informa sobre viagem de representante do CBD, Manuel Furtado Oliveira, à Europa para trazer quadros europeus ao torneio, que seriam o Barcelona (Espanha), o Hibernian (Escócia) e o Internazionale (Itália).[42]

As edições de maio e junho de 1953 do jornal Folha da Noite (antecessor da Folha de São Paulo)[43] informam sobre a não-aceitação da CBD à participação do clube iugoslavo Partisan de Belgrado na competição, e informam que a competição contou com árbitros brasileiros e estrangeiros, todos árbitros do quadro da FIFA- o árbitro paulista Querubim da Silva Torres foi aceito na competição apenas na condição de "bandeirinha" por não ser um árbitro do quadro da FIFA. Estas edições da Folha da Manhã e da Folha da Noite confirmam a tentativa, pela CBD, de tentar trazer ao torneio o Nacional de Montevidéu, que acabou não recebendo autorização da Associação Uruguaia de Futebol para vir disputar este torneio no Brasil. As edições de 26/05/1953, 09/06/1953 e 12/06/1953 do jornal O Estado de São Paulo confirmam que o Nacional de Montevidéu aceitou o convite para participar da competição, e apenas não o fez em função da proibição imposta pela Associação Uruguaia de Futebol.

O jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de 26 de novembro de 1952, dá conta que o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer foi visto, já naquele momento, como substituto da Copa Rio. adicionando que desde então (novembro de 1952) o CBD já julgava importante começar a convidar os quadros estrangeiros. A edição do mesmo jornal do dia seguinte (27/11/1952) afirma que o CBD convidou o Milan para participar da competição. A edição de 22 de janeiro de 1953 do Estado de São Paulo dá conta de que o CBD planejava contar, para o torneio, com 4 entre os campeões de Inglaterra, França, Itália, Espanha e Portugal; porém, como o CBD sabia que os 4 últimos estariam envolvidos na Copa Latina, estava cogitando o Millonarios da Colômbia, o Hibernian da Escócia e o Sporting de Portugal (a matéria indica que o Millonarios da Colômbia seria uma equipe composta apenas de jogadores argentinos)- (obs: em 1951 e 1952, a Copa Rio sofreu grande concorrência da Copa Latina, em 1951 o Milan e o Atlético de Madrid foram convidados à Copa Rio mas jogaram a Copa Latina, enquanto em 1952 Juventus, Nice e Barcelona foram convidados à Copa Rio mas jogaram a Copa Latina).

A edição de 19 de março de 1953 do mesmo jornal dá conta de que o secretário do CBD Manuel Furtado de Oliveira viajou a Paris com o objetivo de trazer ao torneio 4 clubes europeus: um da Itália (a ser Juventus ou Inter de Milão), um da Escócia (Hibernian), um da Espanha (Barcelona) e um de Portugal (Sporting), e que em caso de recusa do Barcelona, a escolha recairia sobre o Reims (França) ou o Partisan de Belgrado (Iugoslávia). A edição do dia seguinte (20/03/1953) dá ciência de que o Millonarios da Colômbia também foi convidado. A edição do Estado de São Paulo de 18 de abril de 1953 traz a lista de participantes como sendo Corinthians, São Paulo, Vasco, Flamengo, Millonarios (Colômbia), Hibernian, Milan e um clube de Portugal a ser definido.

A edição de 25 de abril de 1953 informava que 3 clubes estrangeiros estavam garantidos no Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer: Hibernian, Sporting e Milan, sendo que os dois últimos pediam um adiamento do certame brasileiro para poderem disputar a Copa Latina, sendo que o CBD concordava com este adiamento; a matéria também informando que a CBD concederia 72 horas para que o Millonarios da Colômbia respondesse se participaria do certame, e em caso negativo o CBD convidaria um representante paraguaio, porém condicionado ao requisito que este tivesse ao menos cinco jogadores da seleção paraguaia que acabara de ser campeã da Copa América de 1953.[44] A edição de 05 de maio de 1953 dá conta de que os 4 clubes estrangeiros seriam o Hibernian, o Sporting de Lisboa, o Rot Weiss Essen, e a última vaga estrangeira ficaria entre o Reims (França), o Partisan (Iugoslávia) , o Austria Viena (Áustria) e o Olimpia (Paraguai).

A edição de 07 de maio de 1953 do jornal dá conta da vontade do Reims francês de participar do torneio. A edição de 23/05/1953 dá conta de que a tabela da competição chegou a ser feita incluindo quatro clubes estrangeiros: Hibernian, Olimpia, Rot Weiss e Sporting; a tabela da competição foi republicada pelo jornal em 03/06/1953, colocando o Nacional de Montevidéu no lugar do Rot Weiss. Em suas edições de 13/05/1953, 22/05/1953 e 27/05/1953, o mesmo jornal diz que os clubes Sporting de Lisboa, Olimpia de Assunção e Nacional de Montevidéu concordaram em participar da "Taça Rio" que seria disputada naquele ano, em junho; ou seja, para o jornal O Estado de São Paulo, a Copa Rio e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer seriam a mesma competição.

A edição de 11/06/1953 confirma que o Nacional do Uruguai foi obrigado a desistir do torneio pela Associação Uruguaia de Futebol, mas que o clube estava interessado em participar da competição. Comentando a participação do Sporting Lisboa, a edição de 14/06/1953 comentou "no ano passado, quando o certame se denominava Taça Rio", novamente dando a entender que, para o jornal O Estado de São Paulo, a Copa Rio e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer seriam a mesma competição.

A edição de 29 de abril de 1953 do jornal espanhol El Mundo Deportivo informa que participariam do torneio o Milan, Sporting Lisboa, o Partisan de Belgrado (Iugoslávia- este clube foi convidado e depois desconvidado pelo CBD a participar do certame), o Hibernian, o Vasco, o São Paulo e o Corinthians, adicionando que, caso o Milan e o Sporting Lisboa não pudessem participar por causa da Copa Latina, suas vagas seriam oferecidas ao Reims francês e ao Benfica português.[45]

Assim como ocorreu em 1951 (com o próprio Milan) e em 1952 (com o Juventus), em 1953 um clube italiano não quis vir ao Brasil disputar a competição da CBD para poder priorizar a Copa Latina, e o campeão português Sporting Lisboa (campeão português em 1951, 1952 e 1953) fez um "tour de force", não querendo perder nem a Copa Latina nem o torneio brasileiro. A mesma matéria se refere ao Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer como "o torneio de futebol do Rio" ("el torneo de fútbol de Río"), sugerindo que o jornal via o torneio de 1953 e as edições da Copa Rio como sendo a mesma competição.

A mesma edição do jornal comenta que o adianto da Copa Latina de 1953 em uma semana (para os dias 04 e 07 de junho) possibilitaria ao Reims francês e ao Sporting de Lisboa participar da "Copa de Rio"- ou seja, novamente tratando a Copa Rio e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer como sendo a mesma competição.[46]

Convite e desconvite ao Rot Weiss Essen, campeão da Taça da Alemanha, e ao Reims, campeão francês[editar | editar código-fonte]

A equipe alemã do Rot Weiss, de Essen, também teve sua participação no torneio cogitada, a tabela da competição chegando a ser feita incluindo este clube, mas sua participação foi cancelada pelo próprio CBD, que desconvidou o clube ao torneio, conforme informado pelas edições de maio e junho de 1953 do jornal Folha da Manhã (antiga Folha de São Paulo).[47]

A edição de 28/05/1953 do jornal O Estado de São Paulo dá conta que o Rot Weiss era campeão alemão e detentor da Taça da Alemanha, e que ele e o Hibernian eram as duas maiores expectativas que a CBD tinha em termos de participantes estrangeiros; porém, o Rot Weiss foi "fragorosamente derrotado" em sua cidade (Essen) pelo América-RJ, o que levou o CBD a cancelar o convite ao mesmo.

A edição de 06 de agosto de 1953 dá conta que o Rot Weiss acionou a CBD pedindo indenização por danos (e levou o caso à FIFA), por o CBD ter convidado e desconvidado o clube ao certame - o clube alemão foi convidado ao certame e aceitou participar, mas foi derrotado em amistoso na Alemanha pelo América-RJ, o que levou o CBD a duvidar do retorno financeiro da participação do time alemão no certame, e por isso cancelar o convite após este ter sido aceito pelo clube alemão. [48]

A CBD também havia condicionado o convite ao Reims, campeão francês, ao resultado do jogo do mesmo contra o América-RJ. Como o clube carioca derrotou o Reims em partida amistosa realizada em Liege (Bélgica), a CBD pôs o clube francês fora de cogitações para o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer.[49]

Proibição ao Nacional de Montevidéu pela Associação Uruguaia de Futebol[editar | editar código-fonte]

Publicou o Jornal do Brasil de 10/06/1953 sobre a proibição da Associação Uruguaia de Futebol a que o Nacional de Montevidéu participasse do Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer: A comissão diretora do Nacional de Montevidéu se reuniu, em 09 de junho de 1953, e considerou a situação que surgiu com a decisão da Junta dirigente da AUF (Associação Uruguaia de Futebol) de proibir o Clube de participar da "Copa Rivadavia", bem como conferenciou, telefonicamente, com os dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos sobre o problema. Considerou-se impossivel a participação do Nacional, em vista da categórica recusa da Junta por 10 votos, 7 contra a participação do Nacional e 3 a favor(Nacional, Peñarol e Wanderers), já que a participação não autorizada significaria violação dos regulamentos internacionais de futebol.

A sessão da Junta finalizou às primeiras horas daquele dia, fundamentando seu voto contrário, de 10 clubes da primeira divisão, e pronunciando-se a favor da participação apenas o próprio Nacional, o Peñarol e o Wanderers. O presidente do Nacional, Brum Carbajal, ainda tentou solicitar a autorização, como uma homenagem à C.B.D. O resultado da votação fez desaparecer as possibilidades de qualquer outra consideração do assunto, por parte da Junta.[50]

Dois dias depois, em 12/06/1953, publicou o Jornal do Brasil: A CBD forneceu a imprensa e ao rádio no dia 11 de junho de 1953 uma longa e minuciosa "nota oficial" esclarecendo os entendimentos ocorridos com o Nacional para a sua participação na disputa da "Taça Rivadavia Correa Meyer". Pela troca de correspondência, cujos telegramas e ofícios fizeram parte da citada nota da CBD, verificou-se a atitute devente da entidade máxima que atendeu a todos os desejos do Nacional, clube que sempre manteve a altura do prestígio que desfruta, sendo acompanhado pelo Peñarol e pelo Wanderers, tendo contra si os demais outros sete clubes, todos eles sem a expressão do Nacional e que levaram a Associação Uruguaia de Futebol a tomar uma atitude completamente diversas da até então por ela seguida para com a CBD, que sempre se empenhou por manter os laços mais estreitos de amizade com a entidade uruguaia, sem esperar, jamais, que surgisse tão decepcionante atitute dessa, sempre tida em alta conta, mesmo entre o público desportivo brasileiro.[51]

Não se sabe se a decisão da Associação Uruguaia de Futebol de proibir a participação do Nacional de Montevidéu teria algo a ver com o ocorrido na Copa Rio de 1952, quando o clube uruguaio Peñarol abandonou a competição nas semi-finais em virtude dos eventos ocorridos no primeiro jogo de semi-finais, contra o Corinthians.

Extinguir as competições internacionais de clubes da CBD[editar | editar código-fonte]

Nenhuma das 3 competições internacionais de clubes de "meio de ano" da 1ª metade dos anos 1950 (Copa Latina, Pequena Taça do Mundo, Copa Rio Internacional e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer) foi realizada em 1954, o que foi decorrência da realização da Copa do Mundo de 1954 no mesmo período do ano, pois a FIFA proíbe a realização de competições simultaneamente à Copa do Mundo. A Copa Latina e Pequena Taça do Mundo foram relançadas em 1955, perdendo status e sendo extintas após 1957 com o lançamento da Copa dos Campeões da Europa na temporada 1955-1956, torneio este que passou a ser a prioridade máxima dos clubes europeus.[52] [53] Em 1955, a CBD organizou a última de suas competições internacionais de clubes, o Torneio Internacional Charles Miller, vencido pelo Corinthians, com 4 equipes brasileiras e 2 estrangeiras, e um fracasso de público e renda.[54]

Não se sabe a razão da CBD ter desistido de organizar competições internacionais de clubes a partir de 1956, sendo porém uma possível causa as grandes dificuldades encontradas pelo CBD em 1951, 1952 e 1953 para conciliar as datas das suas competições internacionais (Copa Rio Internacional 1951-1952 e Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer 1953) com a disponibilidade de datas dos clubes estrangeiros,[55] o que possivelmente foi a razão que levou a CBD a reduzir, já em 1953, o número de participantes estrangeiros de 6 para 4, sendo que desde junho de 1952 (antes da realização da Copa Rio de 1952) a CBD já cogitava essa redução, alegando a dificuldade de trazer clubes quadros estrangeiros ao Brasil em função de problemas de incompatibilidade de calendário futebolístico entre o Brasil e os demais países.[56] Outra possível causa é o fracasso de público e renda do Torneio Internacional Charles Miller de 1955.[57]

A posição da FIFA sobre a competição[editar | editar código-fonte]

O Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer foi organizado pela CBD, a Confederação Brasileira de Desportos. Apenas a partir da temporada 1955-1956 a UEFA passou a organizar as competições europeias de clubes (ou seja, sendo amistosas as competições de clubes europeias a partir de 1955-1956 que não fossem da UEFA) e a definir o campeão europeu de clubes (com a criação da Copa dos Campeões da Europa) - com autorização da FIFA para que a UEFA assumisse esse papel.[58] Apenas a partir de 1960 a CONMEBOL passou a organizar as competições sul-americanas de clubes (ou seja, sendo amistosas as competições de clubes sul-americanas a partir de 1960 que não fossem da CONMEBOL) e a definir o campeão sul-americano de clubes (com a criação da Copa Libertadores) - com autorização da FIFA para que a CONMEBOL assumisse esse papel, pois por uma questão de igualdade de direitos de suas confederações filiadas perante a FIFA, os poderes que a FIFA concede à UEFA na Europa são os mesmos que a FIFA concede à CONMEBOL na América do Sul.

E apenas a partir de 1960 estas duas entidades (UEFA e CONMEBOL) passaram a definir o clube campeão intercontinental europeu-sul-americano (com a criação da Copa Intercontinental)- neste último caso, porém, sem a autorização da FIFA[59] . No período anterior a 1960, a responsabilidade pela organização das competições intercontinentais de clubes recaía sobre as entidades nacionais. Em 1951, como evidenciado nos jornais da época, a responsabilidade naquela oportunidade foi atribuída à CBD pelo então presidente da FIFA Jules Rimet, tendo os torneios de 1952 (Copa Rio) e 1953(Octogonal) sido as sequências do torneio original de 1951 (Torneio Internacional dos Campeões), sobretudo a de 1952, que teve o mesmo número de clubes estrangeiros e brasileiros que o torneio de 1951.

Em 15 de dezembro de 2007, respondendo a um pedido palmeirense de reconhecimento à Copa Rio Internacional como mundial de clubes, a FIFA qualificou a Copa Rio Internacional como torneio intercontinental.[60] Isso teoricamente resulta a FIFA a qualificar também o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer como torneio intercontinental. Isso pois, apesar da diferença entre a Copa Rio Internacional e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer no que diz respeito ao número de participantes estrangeiros e brasileiros em cada competição[61] , ambas as competições tiveram clubes de ambos os continentes (Europa e América do Sul), ambas as competições tiveram o mesmo organizador e portanto o mesmo grau de oficialidade (pela CBD), e ambas tiveram autorização da FIFA, comprovada pela participação de Ottorino Barassi na sua organização.

Porém, na competição de 1953, Barassi (vice-presidente/secretário-geral da FIFA e presidente da Federação Italiana) ficou encarregado de recrutar apenas o representante italiano, que poderia ser Juventus, Internazionale ou Milan, porém, assim como na Copa Rio de 1952, acabou não tendo êxito em trazer um clube da Itália ao Brasil.[62]

Grupos[editar | editar código-fonte]

Grupo do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Botafogo Brasil 2º Carioca melhor colocado no Torneio Rio-São Paulo de 1953
Hibernian Escócia Campeão escocês 1952/53 (temporada)
Fluminense[63] Brasil Substituiu o Nacional de Montevidéu. Quinto colocado no Torneio Rio-São Paulo de 1953.1
Vasco Brasil Carioca melhor colocado no Torneio Rio-São Paulo de 1953

Grupo de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Corinthians Brasil Paulista melhor colocado no Torneio Rio-São Paulo de 1953
Olimpia Paraguai Vice-campeão paraguaio em 1953, mas liderava o campeonato de seu país na época do convite2
São Paulo Brasil 2º Paulista melhor colocado no Torneio Rio-São Paulo de 1953
Sporting Portugal Tetra-campeão português 1950/51, 1951/52, 1952/53 e 1953/54 (temporadas)


  • 1Entrou no lugar do Nacional do Uruguai, campeão uruguaio em 1952 e 1953.

Partidas[editar | editar código-fonte]

Grupo do Rio de Janeiro (todas as partidas no Maracanã)[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
7 de Junho de 1953 Rio de Janeiro A Vasco 3 - 3 Hibernian
13 de Junho de 1953 Rio de Janeiro B Botafogo 3 - 1 Hibernian
14 de Junho de 1953 Rio de Janeiro C Vasco 2 - 1 Fluminense
17 de Junho de 1953 Rio de Janeiro D Botafogo 2 - 2 Fluminense
20 de Junho de 1953 Rio de Janeiro E Fluminense 3 - 0 Hibernian
21 de Junho de 1953 Rio de Janeiro F Vasco 2 - 1 Botafogo

Classificação final[editar | editar código-fonte]

Posição Time Jogos Vitórias Empates Derrotas GP GC Pontuação
1 Vasco da Gama 3 2 1 0 7 5 5
2 Fluminense 3 1 1 1 6 4 3
3 Botafogo 3 1 1 1 6 5 3
4 Hibernian 3 0 1 2 4 9 1

Grupo de São Paulo (todas as partidas no Pacaembu)[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
7 de Junho de 1953 São Paulo G Corinthians 5 - 2 Olimpia
13 de Junho de 1953 São Paulo H São Paulo 4 - 1 Olimpia
14 de Junho de 1953 São Paulo I Corinthians 2 - 1 Sporting
17 de Junho de 1953 São Paulo J São Paulo 4 - 1 Sporting
20 de Junho de 1953 São Paulo L Olimpia 1 - 1 Sporting
21 de Junho de 1953 São Paulo M São Paulo 1 - 1 Corinthians

Classificação final[editar | editar código-fonte]

Posição Time Jogos Vitórias Empates Derrotas GP GC Pontuação
1 São Paulo 3 2 1 0 9 3 5
2 Corinthians 3 2 1 0 8 4 5
3 Sporting 3 0 1 2 3 7 1
4 Olimpia 3 0 1 2 4 10 1

Semi-finais[editar | editar código-fonte]

Semi-final de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
24 de Junho de 1953 São Paulo N São Paulo 1 - 0 Fluminense
28 de Junho de 1953 São Paulo O São Paulo 0 - 1 Fluminense
São Paulo P São Paulo 1 - 0 Fluminense Prorrogação

Semi-final do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
24 de Junho de 1953 Rio de Janeiro Q Vasco da Gama 4 - 2 Corinthians
28 de Junho de 1953 Rio de Janeiro R Vasco da Gama 3 - 1 Corinthians

Finais[editar | editar código-fonte]

Data Local Jogo Equipes
1º de Julho de 1953 São Paulo S São Paulo 0 - 1 Vasco da Gama
4 de Julho de 1953 Rio de Janeiro T Vasco da Gama 2 - 1 São Paulo

Resultado final[editar | editar código-fonte]

COPA RIVADAVIA
Flag of Brazil.svg
VASCO DA GAMA
- CAMPEÃO -(Invicto)
Equipes
Vasco: Ernâni, Augusto e Haroldo; Eli, Danilo e Jorge; Sabará, Maneca, Ipojucan, Pinga e Dejair. Treinador: Flávio Costa.
Artilheiro: Pinga (Vasco) - 6 Gols

Estatística da Copa Rivadavia[editar | editar código-fonte]


Rendas e público[editar | editar código-fonte]


Turno de classificação - Série Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Jogos disputados no estádio do Maracanã

  • Vasco 3 x 3 Hibernian-ESC, renda de Cr$ 745.954,00, público: 35.755 ( 26.556 pagantes )
  • Botafogo 3 x 1 Hibernian-ESC, renda de Cr$ 368.717,90, público: 21.408 ( 13.449 pagantes )
  • Vasco 2 x 1 Fluminense, renda de Cr$ 1.141.693,50, público: 52.468 ( 41.822 pagantes )
  • Botafogo 2 x 2 Fluminense, renda de Cr$ 269.066,60, público: 16.451 ( 9.953 pagantes )
  • Fluminense 3 x 0 Hibernian-ESC, renda de Cr$ 181.699,70, público: 13.427 ( 6.605 pagantes )
  • Vasco 2 x 1 Botafogo, renda de Cr$ 1.067.939,90, público: 50.427 ( 39.151 pagantes )


Turno de classificação - Série São Paulo[editar | editar código-fonte]

Jogos disputados no estádio do Pacaembu

  • Corinthians 5 x 2 Olímpia-PAR, renda de Cr$ 844.455,00
  • São Paulo 4 x 1 Olímpia-PAR, renda de Cr$ 361.325,00
  • Corinthians 2 x 1 Sporting-POR, renda de Cr$ 1.347.540,00
  • São Paulo 4 x 1 Sporting-POR, renda de Cr$ 514.815,00
  • Olímpia-PAR 1 x 1 Sporting-POR, renda de Cr$ 99.820,00
  • Corinthians 1 x 1 São Paulo, renda de Cr$ 1.135.620,00


Semifinais[editar | editar código-fonte]

Jogos no estádio do Maracanã[editar | editar código-fonte]


  • Vasco 4 x 2 Corinthians, renda de Cr$ 487.924,60, público: 24.120 ( 17.938 pagantes )
  • Vasco 3 x 1 Corinthians, renda de Cr$ 1.059.905,20, público: 48.955 ( 38.030 pagantes )


Jogos no estádio do Pacaembu[editar | editar código-fonte]


  • São Paulo 1 x 0 Fluminense, renda de Cr$ 439.485,00
  • São Paulo 0 x 1 Fluminense (1 x 0 pror.), renda de Cr$ 481.005,00


Finais - Ambos estádios[editar | editar código-fonte]


  • São Paulo 0 x 1 Vasco, renda de Cr$ 979.256,00, no Estádio do Pacaembu
  • Vasco 2 x 1 São Paulo, renda de Cr$ 723.917,30, no Estádio do Maracanã, público: 36.802 ( 26.101 pagantes )


Rendas por Clube[64] [editar | editar código-fonte]


  1. Vasco da Gama: Cr$ 3.103.295,30.
  2. Corinthians: Cr$ 2.437.722,40
  3. São Paulo: Cr$ 2.307.711,20
  4. Fluminense: Cr$ 1.246.475,10
  5. Sporting: Cr$ 961.080,00
  6. Botafogo: Cr$ 852.962,20
  7. Hibernian: Cr$ 648.186,10
  8. Olímpia: Cr$ 632.792,50


Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jornal do Brasil, 08/06/1953, página 10.
  2. Jornal O Estado de São Paulo, 10/06/1953, página 11.
  3. Jornal do Brasil, 10/06/1953.
  4. Folha da Noite, 10/06/1953, página 7.
  5. Jornal O Estado de São Paulo, 10/06/1953, página 11.
  6. Jornal do Brasil, 10/06/1953
  7. Jornal O Estado de São Paulo, 15/02/1953, pág.15
  8. Jornal Diário de Lisboa, 08/06/1953, pág.6
  9. Jornal Diário de Lisboa, 08/06/1953, pag.7
  10. História do Hibernian. Site da BBC-British Broadcasting Corporation. Acesso: 11/02/2013
  11. História do Hibernian. Site da BBC-British Broadcasting Corporation. Acesso: 11/02/2013
  12. Site do Hibernian Historical Trust. Acesso: 11/02/2013
  13. Site do Hibernian Historical Trust. Acesso: 11/02/2013
  14. Site do Hibernian Historical Trust. Acesso: 11/02/2013
  15. OBS: Acesse 1º essa fonte, Acervo do La Stampa, depois a fonte seguinte
  16. Jornal italiano La Stampa, stampasera - 14.06.1951 - numero 140 - pagina 5: Il Tottenham campione d'Inghilterra e gli Bibernians campioni di Scozia hanno risposto con un rifiuto.
  17. Jornal do Brasil, 31/05/1952.
  18. RSSSF: Torneio Rivadavia.
  19. Acervo on-line do jornal O Estado de São Paulo.
  20. Jornal O Estado de São Paulo, 12/09/1952 , página 12
  21. Jornal O Estado de São Paulo, 17/09/1952, pág.13
  22. Jornal O Estado de São Paulo, 12/09/1952, pág.12
  23. Jornal O Estado de São Paulo, 26/09/1952, pág.12
  24. Jornal O Estado de São Paulo, página 11, 23/10/1952
  25. RSSSF: Torneio Rivadavia.
  26. Jornal do Brasil, 08/06/1953, página 10.
  27. Jornal escocês Glasgow Herald, de 22/06/1953, página 04, chamando a competição de Rio de Janeiro Football.
  28. [http://acervo.estadao.com.br/ Em suas edições de 13/05/1953, 22/05/1953 e 27/05/1953, o jornal O Estado de São Paulo diz que os clubes Sporting de Lisboa, Olimpia de Assunção e Nacional de Montevidéu concordaram em participar da "Taça Rio" que seria disputada naquele ano, em junho; ou seja, para o jornal O Estado de São Paulo, a Copa Rio e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer seriam a mesma competição. Comentando a participação do Sporting Lisboa, a edição de 14/06/1953 comentou "no ano passado, quando o certame se denominava Taça Rio", novamente dando a entender que, para o jornal O Estado de São Paulo, a Copa Rio e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer seriam a mesma competição.]
  29. Segundo a edição de 04/06/1953, página 19, do jornal madrilenho ABC: "El dia 07 del actual comienza a disputar-se el torneo de Rio, al que este año concurren..."
  30. [http://hemeroteca.mundodeportivo.com/preview/1953/06/08/pagina-3/1362233/pdf.html?search=janeiro El Mundo Deportivo, 29/04/1953, pag.03. O jornal se refere ao Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer como "o torneio de futebol do Rio" ("el torneo de fútbol de Río"), sugerindo que o jornal via o torneio de 1953 e as edições da Copa Rio como sendo a mesma competição. A mesma edição do jornal comenta que o adianto da Copa Latina de 1953 em uma semana (para os dias 04 e 07 de junho) possibilitaria ao Reims francês e ao Sporting de Lisboa participar da "Copa de Rio"- ou seja, novamente tratando a Copa Rio e o Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer como sendo a mesma competição.]
  31. Jornal Mundo Esportivo, página 5 da edição 459, de 12/06/1953.
  32. Jornal A Última Hora (13/04/1953) Ano 1953 - Edição 00563
  33. A Última Hora (14/04/1953) Ano 1953 - Edição 00563
  34. Jornal Mundo Esportivo, edição 457 de 1953 (05/06/1953)
  35. Jornal do Brasil, 07/05/1953, página 3 do 2º caderno.
  36. Jornal O Estado de São Paulo, 15/02/1953, pág.15
  37. Jornal Mundo Esportivo, edição 457 de 1953 (05/06/1953)
  38. Jornal A Última Hora (14/04/1953) Ano 1953 - Edição 00563
  39. Site do Hibernian Historical Trust. Acessado em 04/02/2013.
  40. Hibernian reach the first European Cup semi-finals 1956. A SPORTING NATION. Rock'n'Roll Era: 1950-1959. BBC- British Broadcasting Corporation. Acessado em 04/02/2013.
  41. El Mundo Deportivo, 28/02/1953, pag 03.
  42. El Mundo Deportivo, 16/03/1953, pag 08.
  43. Acervo On-Line do Jornal Folha de São Paulo.
  44. Jornal Estado de São Paulo, 25/04/1953, pag. 11
  45. El Mundo Deportivo, 29/04/1953, pag.03
  46. El Mundo Deportivo, 29/04/1953, pag.03
  47. Acervo on-line dos Jornais Folha de São Paulo, Folha da Manhã e Folha da Noite.
  48. Acervo on-line do Jornal O Estado de São Paulo.
  49. Jornal Última Hora, edição B599 de 1953, data 28/05/1953, página 12.
  50. Jornal do Brasil, 10/06/1953
  51. Jornal do Brasil, 12/06/1953, pag.11.
  52. Conforme informado pelo RSSSF sobre o fim da Copa Latina: After the introduction of the European Cups, it disappeared.
  53. Conforme informado pelo RSSSF sobre o fim da Pequena Taça do Mundo: After the start of the European Champions Cup (and also due to security problems in Venezuela) the tournament lost its appeal and was discontinued in 1957.
  54. Jornal O Estado de São Paulo, 10/07/1955, pág.26.
  55. Estas dificuldades, sobretudo a concorrência da Copa Latina, estão descritas, com as fontes da época, nos referidos artigos sobre a Copa Rio Internacional e sobre o Torneio Rivadavia.
  56. http://acervo.estadao.com.br Ver edições de 25 a 29 de junho de 1952 do jornal O Estado de São Paulo, sobre a realização da Taça Rio.
  57. Jornal O Estado de São Paulo, 10/07/1955, pág.26.
  58. UEFA: 50 Years of the European Cup.
  59. Revista UEFA Direct, nº 105, janeiro/fevereiro de 2011, pág. 15
  60. Media Release da FIFA, de 15/12/2007.
  61. Nas Copas Rio de 1951 e 1952, 6 clubes estrangeiros, 1 paulista e 1 carioca; no Torneio Octogonal Rivadavia Correa Meyer, originalmente planejados 2 paulistas, 2 cariocas e 4 estrangeiros, mas acabou tendo 5 clubes brasileiros e 3 estrangeiros porque "de última hora" a Associação Uruguaia de Futebol vetou a participação do Nacional de Montevidéu, e "em cima da hora" este foi substituído pelo Fluminense, pois não havia tempo hábil de preencher a vaga estrangeira.
  62. Jornal O Estado de São Paulo, 15/02/1953, pág.15
  63. Em reunião da CBD e da Federação Metropolitana de Futebol, decidiu-se dar a vaga do Nacional de Montevidéu (que aceitou participar do torneio, mas foi proibido disso pela Associação Uruguaia de Futebol) ao Fluminense, pois não havia tempo hábil para preencher a vaga estrangeira, sendo que Flamengo e Fluminense solicitaram naquela reunião receber a vaga do Nacional do Montevidéu. Seguindo o critério de classificação de clubes brasileiros ao Torneio, a colocação no Torneio Rio São-Paulo de 1953, a vaga foi dada ao Fluminense.
  64. O TOTAL DE RENDAS POR CLUBE ACIMA, DESCRITAS NA FONTE ABAIXO, PROVAVELMENTE SE REFERE ÀS RENDAS BRUTAS QUE CADA CLUBE RECEBEU, ANTES DE SEREM DEDUZIDAS AS DESPESAS.