Dino da Costa

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Dino da Costa (Rio de Janeiro, 1 de Agosto de 1931) e um ex-futebolista brasileiro que naturalizou-se italiano. No Brasil, era chamado apenas de Dino, e na Itália, pelo sobrenome.

Jogava como atacante. Foi campeão pelo Botafogo do Torneio Municipal em 1951 e do Torneio Quadrangular Interestadual em 1954, com a participação do Fluminense FC (RJ), SC Internacional (RS) e SE Palmeiras (SP).

A carreira[editar | editar código-fonte]

Dino da Costa foi revelado pelo Botafogo de Futebol e Regatas no ano de 1948. No alvinegro carioca, atuou ao lado de craques como Nílton Santos e Garrincha. Após uma excursão do Botafogo pela Europa, Dino da Costa foi vendido para o futebol italiano, junto com Luís Vinício, em 1955; Dino para a Roma e Vinício para o Napoli. Estreou pelo time da capital em 18 de Setembro de 1955, numa partida contra o Vicenza, e logo em sua primeira atuação marcou um gol.

Dino da Costa foi o artilheiro do Campeonato Italiano na temporada 1956/57 ao marcar 22 gols. Ficou no clube da capital italiana até a temporada 1961-62, tendo, porém, jogado pela ACF Fiorentina na temporada 1960-1961. Atuou ainda por Atalanta, Juventus, Hellas Verona e Ascoli, onde encerrou a carreira ao final da temporada 1967-68.

No total na Série A da Itália fez 108 gols em 282 jogos. Pela Roma, o clube em que mais fez sucesso na Itália, somando-se Série A e outras competições, fez 163 partidas e 82 gols.

Jogou uma partida pela Seleção Italiana de Futebol, contra a Irlanda do Norte no dia 15 de Janeiro de 1958. A Itália perdeu o jogo por 2 a 1, mas o gol da Azzurra foi marcado por Dino da Costa. O jogo era válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958 e era uma decisão entre as duas seleções por uma vaga no mundial da Suécia. Curiosamente, Da Costa formou o trio de ataque italiano com outros dois sul-americanos, a dupla uruguaia que virou o jogo e deu o título para a Celeste na Copa do Mundo de 1950 sobre seu país: Alcides Ghiggia, seu colega de Roma, e Juan Alberto Schiaffino.[1]

A Itália tinha a vantagem do empate, mas em meia hora sofreu dois gols.[1] Da Costa marcou a onze minutos do fim, mas a reação foi interrompida logo em seguida, pois Ghiggia foi expulso.[1] Os britânicos, que jogavam em casa, souberam manter o resultado e se classificaram. Foi a última vez que a Itália ficou de fora de uma Copa. Apesar de ter se salvado em meio à decepção, Da Costa não jogou mais pela Seleção Italiana.

Referências

  1. a b c "A geopolítica da bola", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 6 - 1958 Suécia, fevereiro de 2006, Editora Abril, págs. 10-15
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